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Israel anuncia novos ataques em Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo

Gaza/AFP

O Exército israelense anunciou neste domingo (19) que lançou novos bombardeios contra alvos do movimento islamista palestino Hamas no sul da Faixa de Gaza.

“Em resposta à flagrante violação do acordo de cessar-fogo mais cedo hoje, as FDI (forças militares) iniciaram uma série de ataques contra alvos terroristas do Hamas no sul da Faixa de Gaza”, afirmou o Exército em um comunicado.

Pontos de passagem, por onde deveria entrar ajuda humanitária, também foram fechados. “A transferência de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza foi suspensa até novo aviso devido à flagrante violação do acordo por parte do Hamas”, disse a fonte das forças de segurança de Israel.

Segundo o Exército de Israel, o major Yaniv Kula, de 26 anos, e o sargento-chefe Itay Yavetz, 21 anos, morreram em combates durante a série de ataques no sul de Gaza. Estas são as primeiras mortes de militares israelenses no território palestino desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 10 de outubro.

Violações do cessar-fogo

Os ataques acontecem após trocas de acusações sobre a violação do cessar-fogo em Gaza, onde o aumento da violência no sul do território palestino ameaçava a trégua em vigor há nove dias.

Neste domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou uma “violação do cessar-fogo” e ordenou ao Exército agir “com força” contra os alvos “terroristas”.

or sua vez, o Hamas reafirmou o compromisso de respeitar o cessar-fogo, mas advertiu que o agravamento da tensão “prejudicaria as operações de busca e recuperação dos corpos”. Pouco depois, o movimento islamista palestino anunciou que encontrou o corpo de mais um refém israelense, que será devolvido nas próximas horas.

Sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a trégua entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de uma guerra devastadora no território palestino, desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro de 2023 em Israel.

Como estipulado pela primeira fase do acordo, na última segunda-feira (13), o grupo islamista entregou 20 reféns, em troca de quase 2 mil prisioneiros palestinos, e começou a devolver os restos mortais dos sequestrados que faleceram em cativeiro.

“Os terroristas lançaram mísseis antitanque e abriram fogo contra as forças Tsahal (as tropas israelenses), que atuavam para destruir infraestruturas terroristas na zona de Rafah, segundo as condições do acordo”, afirmou o Exército israelense em um comunicado.

“Para neutralizar a ameaça, Israel efetuou ataques aéreos e disparos de artilharia na zona de Rafah”, acrescenta a nota militar, que classifica o incidente como uma “violação flagrante do cessar-fogo”.

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