
De acordo com a imprensa de Israel, nesta terça-feira (26), a delegação israelita deixou o Catar, pondo assim fim às negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Segundo também o jornal britânico The Guardian, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chamou de volta a delegação que enviou para o Catar, alegando que o Hamas não está interessado nas conversações para um cessar-fogo.
Netanyahu assinalou em um comunicado que Israel não cederá às exigências ilusórias do Hamas
A decisão do governo de Tel Aviv ocorreu na sequência da votação do Conselho de Segurança da ONU, que exigiu um cessar-fogo imediato em Gaza. Israel ainda contestou a resolução da ONU e afirmou que só favorece o Hamas, que já garantiu que não liberta os reféns. Horas depois da votação no Conselho de Segurança foram registrados violentos confrontos em Gaza.
Os ataques aéreos de Israel continuam hoje no enclave palestino. O Ministério da Saúde de Gaza informou que houve pelo menos 70 mortos esta madrugada, incluindo 13 em ataques aéreos perto da cidade de Rafah, no sul do território, onde cerca de 1,5 milhões de palestinos procuraram refúgio dos confrontos.
O Conselho de Segurança da ONU adotou na segunda-feira uma resolução proposta pelos 10 Estados-membros eleitos que exige um cessar-fogo imediato em Gaza durante o período do Ramadã. O texto recebeu 14 votos a favor e uma abstenção dos Estados Unidos.
Depois de mais cinco meses de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, esta foi à primeira vez que o Conselho de Segurança conseguiu aprovar uma resolução de cessar-fogo no enclave, dado que vários projetos foram consecutivamente vetados. No entanto, horas mais tardes, Washington defendeu que a resolução “não é vinculativa”, apesar de diversos diplomatas assegurarem o contrário.
Ainda assim, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a abstenção norte-americana, que permitiu a aprovação da resolução, prejudica os esforços de guerra e a libertação dos reféns detidos pelo Hamas.
Netanyahu cancelou também a viagem prevista de uma delegação israelita a Washington, onde devia apresentar aos representantes da Casa Branca os planos para a anunciada invasão de Rafah.


