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Irã se considera vingado e alerta a Israel que não responda

 (RONALDO SCHEMIDT / AFP

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O Irã pediu, neste domingo (14), a Israel para não reagir militarmente ao ataque sem precedentes lançado durante a noite, que apresentou como uma resposta justificada ao bombardeio que destruiu o seu consulado em Damasco.

“O caso pode ser considerado encerrado”, anunciou a missão iraniana na ONU em uma mensagem publicada três horas depois do início do primeiro ataque direto contra Israel que o Irã lançou a partir do seu território.

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, alertou que quaisquer ações “imprudentes” de Israel e dos seus aliados levarão a uma “resposta mais forte” da República Islâmica.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do Irã, disparou mais de 200 drones e mísseis contra alvos militares em território israelense.

O chefe das forças armadas iranianas, general Mohammad Bagheri, comemorou que o ataque atingiu “todos os seus objetivos” e deixou fora de serviço um “centro de inteligência e uma base aérea”. Os drones iranianos não visaram nenhum centro urbano ou econômico, disse ele.

O porta-voz do Exército israelense indicou que mísseis balísticos iranianos atingiram a base aérea de Nevatim.

A missão iraniana na ONU explicou que a “ação militar do Irã é uma resposta à agressão do regime sionista contra a nossa sede diplomática em Damasco”.

O ataque foi realizado com base no “artigo 51 da Carta das Nações Unidas sobre autodefesa”, disse.

“Punir” Israel

Nas últimas duas semanas, as autoridades iranianas afirmaram a sua vontade de “punir” Israel após a morte de sete membros da Guarda Revolucionária, incluindo dois generais da Força Quds, o seu braço de operações exteriores, na destruição do consulado iraniano na Síria por um ataque atribuído a Israel em 1º de abril.

Israel “receberá um tapa na cara”, havia alertado o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Desde a revolução de 1979, Israel tem sido o inimigo jurado da República Islâmica, que defende a sua destruição em favor de um Estado palestino.

Mas até agora, o Irã tinha se abstido de atacá-lo frontalmente, preferindo apoiar as ações de outros membros do “eixo de resistência”, incluindo o Hezbollah libanês e os rebeldes huthis do Iêmen.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, em 7 de outubro, o Hezbollah e os rebeldes huthis dispararam quase diariamente contra Israel.

Poucas horas antes do ataque a Israel, o Irã apreendeu no Estreito de Ormuz um navio cargueiro “vinculado” a Israel com 25 tripulantes a bordo.

Os Estados Unidos condenaram este “ato de pirataria” e exigiram que o Irã libertasse imediatamente o navio.

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