Cor Litúrgica: Verde
4ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31 Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?'” 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina. (Mc 5,21-43).
Estimados leitores,
Celebramos hoje, em nossa comunidade, a festa do glorioso São Brás. Senhor, pelos méritos de São Brás, pedimos por nossa saúde e, especialmente, que nos liberte dos males da garganta.
O Evangelho de hoje chega até nós como um convite a refletirmos sobre a necessidade da fé. A narrativa nos apresenta dois belíssimos testemunhos, vindos de realidades bem diferentes, mas que foram agraciados pela intervenção amorosa de Deus.
O primeiro é o da mulher que, há anos, vinha sofrendo de uma enfermidade que atingia não somente o seu corpo, mas também a sua alma: uma hemorragia que a atormentava há doze anos. O segundo é o da filha de Jairo, um dos chefes da sinagoga, que não hesitou em enfrentar todos os obstáculos para chegar até Jesus.
Por medo de represálias daqueles que cercavam Jesus, a mulher não ousava sequer lhe dirigir a palavra. Com fé e humildade, apenas toca em suas vestes, na certeza de que seria curada. Jesus, ao perceber o toque de fé, volta-se para ela e diz:
“Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada desta doença.”
Enquanto Jesus ainda falava, chegaram alguns dos chefes da sinagoga e disseram a Jairo:
“Tua filha morreu. Por que ainda incomodas o Mestre?”
Ao ouvir essa notícia, Jesus tranquiliza aquele pai aflito:
“Não tenhas medo. Basta ter fé.”
Jesus segue com Jairo até sua casa e, ali, devolve a vida à sua filha.
Esses milagres nos mostram claramente o poder da fé. A fé nos devolve aquilo que o mundo já considera perdido. A mulher com hemorragia já havia gastado todo o seu dinheiro com médicos e não fora curada. A filha de Jairo já estava morta. Humanamente falando, eram duas situações sem solução.
Mas, pela fé, é possível alcançar a cura. São palavras do próprio Jesus:
“Tua fé te curou.”
E, mesmo que não recebamos a cura física, devemos nos alegrar, pois com certeza recebemos de Jesus a cura interior.
A fé nos possibilita vencer todos os obstáculos que nos impedem de nos aproximar de Jesus, de tocá-Lo e de sermos tocados por Ele. É a fé que nos leva ao encontro de Cristo. É n’Ele que encontramos força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida.
O que seria de nós sem a fé?
Quem acolhe o dom da fé e o desenvolve caminha sem temer os problemas, pois tem em Jesus o seu porto seguro.
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.


