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Incêndios florestais caem nos primeiros meses 2023, mostra MapBiomas

 (Foto: CBMDF/Divulgação)

Em comparação aos dois primeiros meses do ano passado, o Monitor do Fogo do MapBiomas detectou uma baixa de 28% de território queimado nos biomas brasileiros em janeiro e fevereiro de 2023. Isso significou 213 mil hectares a menos que no mesmo período de 2022. A mata atlântica, o pantanal e a caatinga tiveram a menor média de queimadas em cinco anos.

Esse pode ter sido um efeito de conscientização após os incêndios históricos que atingiram o pantanal, em agosto de 2021, informou o MapBiomas. No ano seguinte já houve um registro de diminuição de 80% dos incêndios no estado de Mato Grosso do Sul. Após o episódio, que atingiu o entorno de Corumbá, o Corpo de Bombeiros da região montou uma estratégia com militares e brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para chegar mais rápido aos focos isolados.

Norte em chamas
Por outro lado, os 536 mil hectares perdidos pelo fogo no Brasil no período, correspondente a 90% do total, estão na Amazônia. Sendo o estado de Roraima responsável por 48% dos focos, seguidos por Mato Grosso e Pará. Juntas, as três unidades federativas representam 79% do total da área queimada no Brasil.

O motivo principal para as queimadas têm sido as pastagens para a atividade agropecuária, que ocorrem em áreas de vegetação nativa. Em Roraima, alguns focos têm sido as Terras Indígenas (TI). Três delas aparecem no monitor: TI São Marcos, TI Araçá e TI Raposa Serra do Sol – que recebeu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (13/3).

O estado teve, nos dois primeiros meses do ano, 259 mil hectares queimados. As áreas mais atingidas foram Pacaraima, Normandia e Amajari. No Mato Grosso foram 90 mil hectares e no Pará foram 71 mil hectares.

O cerrado foi outro bioma com grandes quantidades de queimadas, elas cresceram em 64% em relação ao ano passado. Mato Grosso e Maranhão foram os dois com maior número de áreas com registro de fogo, inclusive em áreas de Unidades de Conservação, como: o Parque Nacional da Serra da Canastra (MG) e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO).

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