Search

Imagem de satélite mostra impacto da seca em lago no AM

O Lago Tefé, na região do Médio Solimões, no Amazonas. — Foto: União Europeia/Copernicus Sentinel-2

Imagens de satélite capturadas pela União Europeia no último dia 24 de setembro mostram a gravidade da seca que atinge a Amazônia brasileira, com o Lago Tefé, na região do Médio Solimões, drasticamente reduzido.

O registro foi divulgado pelo observatório europeu Copernicus. Na foto, também é possível ver a cidade de Tefé (canto direito), localizada às margens do Rio Solimões, um dos maiores afluentes do Amazonas.

Os tons de vermelho aparecem na imagem porque o satélite usa sensores que capturam luz infravermelha, refletida pelas plantas. Quanto mais clorofila elas têm, mais vermelho aparece, mostrando a presença de vegetação.

O lago, que banha o município, chega a medir 5 metros em condições normais, mas, de acordo com a Defesa Civil Municipal, a cota atual está abaixo de 1 metro.

Em uma nota, o Coperncius ressaltou que essa área da Bacia Amazônica enfrenta níveis de água historicamente baixos devido à seca extrema que atinge o Brasil e países vizinhos como Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

“Os impactos dessa seca e suas consequências podem ser acompanhados por meio dos dados fornecidos pelos satélites Copernicus Sentinel, que são fundamentais para mapear corpos d’água e apoiar ações de resposta emergencial”, disse o observatório.

A análise é do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável por subsidiar as ações de enfrentamento de crises climáticas.

As informações sobre a seca abrangem desde 1950. O histórico mostra que a situação piorou a partir de 1988. Desde então, a maior seca tinha sido registrada em 2015. Porém, naquele momento, a ausência de chuva afetou apenas algumas áreas, resultando no esgotamento dos rios e incêndios na vegetação.

Neste ano, a seca se espalhou pelo país quase todo e de forma mais intensa, surpreendendo especialistas. A falta de chuva e os severos impactos na vegetação atingem uma área muito maior que a de 2015. Agora, grandes porções do Brasil passam por situação de seca de severa a excepcional.

Compartilhe:

Deixe um comentário