
O governo da Flórida, nos Estados Unidos, afirmou que 21 pessoas morreram em decorrência da passagem do furacão Ian pela estado e outras centenas ainda estão desaparecidas.
Após enfraquecer e se transformar em tempestade tropical, o Ian voltou a ganhar força e retornou à categoria de furacão enquanto segue para a Carolina do Sul, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês).
Na Flórida, o fenômeno ainda em um panorama de cidades devastadas, milhões de pessoas sem energia elétrica e temores de que o custo humano possa ser elevado.
“Este pode ser o furacão mais letal da história da Flórida”, disse o presidente americano, Joe Biden, durante uma visita ao escritório da agência federal que combate desastres naturais, FEMA, em Washington.
Em entrevista coletiva na noite de quinta-feira (29), o governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que esperava inúmeras mortes causadas pelo furacão. Ele não forneceu um número provisório, preferindo esperar a confirmação do balanço oficial. “Houve mais de 700 resgates confirmados e certamente haverá muitos mais quando novos dados chegarem.”
Milhões sem luz
Ian tocou a terra na tarde de quarta-feira ainda como furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5) no sudoeste da Flórida, antes de continuar seu avanço pelo estado, com fortes ventos e chuvas torrenciais. Na noite de quinta-feira (29), mais de 3 milhões de residências ou comércios permaneciam sem luz, de um total de 11 milhões, segundo o site especializado PowerOutage.
Punta Gorda, um pequeno povoado costeiro localizado na trajetória do furacão, amanheceu sem energia elétrica. Enquanto os bombeiros e a polícia percorriam as ruas para avaliar os danos, uma escavadeira retirava folhas de palmeiras caídas.
Ian arrancou algumas árvores, assim como postes de energia e sinais de trânsito. As chuvas intensas inundaram as ruas do pequeno porto, onde a água ainda chegava ao meio das pernas na manhã desta quinta.
Joe Ketcham, morador da cidade, decidiu ficar em casa na quarta-feira, apesar das ordens de evacuação. “Agora estou mais tranquilo, mas ontem estava preocupado”, disse o homem de 70 anos. “Era incessante. O vento soprava constantemente sobre nossas cabeças. Podíamos ouvir o metal batendo contra o edifício. Estava escuro. Não sabíamos o que estava acontecendo do lado de fora”, relatou.







