O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva instalou nesta quarta-feira (8) a Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, que será composta por integrantes de 19 ministérios.
Após a primeira reunião do grupo, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que diferentes setores do governo vão trabalhar para zerar o desmatamento na Amazônia até 2030 – compromisso que o presidente Lula tem defendido em seus discursos.
A ministra, no entanto, não quis se comprometer com metas específicas para cada ano.
“Vamos trabalhar para alcançar a meta global, mesmo sabendo que tivemos um hiato de quatro anos de governo”, disse Marina.
A comissão trabalhará no monitoramento das ações de combate à derrubada de florestas e no acompanhamento das políticas públicas relacionadas à Amazônia, entre elas:
a conservação da diversidade biológica;
e redução das emissões de gases de efeito estufa.
Inicialmente, o foco será no bioma amazônico. Após a redução do desmatamento nos estados que têm a floresta, o grupo trabalhará para diminuir a devastação no Cerrado e nos demais biomas.
“Temos uma agenda que será perseguida para que a gente faça o controle do desmatamento da Amazônia, depois Cerrado e todos os demais biomas”, completou Marina.
A comissão foi criada ainda no dia 1º de janeiro durante a posse presidencial, quando o presidente Lula assinou o decreto permitindo a instalação do grupo.
Novos recursos
A ministra do Meio Ambiente ainda falou sobre perspectivas de recebimento de novos recursos para a área ambiental a partir da viagem de estado do Brasil aos EUA. Marina Silva estará presente na comitiva do presidente Lula, que visitará o presidente norte-americano, Joe Biden, nesta semana.
“Vou ter uma agenda com a alta filantropia global dos EUA, para discutir aporte de recursos para ações emergenciais do governo, olhando para o Fundo Amazônia, para o Ministério dos Povos indígenas e em investimentos para o Brasil”, disse a ministra.
Marina afirmou que o objetivo é abrir mais mercados para produtos brasileiros. A ministra também disse que o Brasil já tem dialogado com os EUA sobre o Fundo Amazônia. Atualmente, Noruega e Alemanha contribuem para o fundo.
“Na conversa que eu tive com o secretário John Kerry, em Davos, tratamos dessa questão. Agora, obviamente, que a agenda é do presidente Lula. Eu estou acompanhando.”
John Kerry é ex-secretário de estado dos EUA e atualmente a principal autoridade dos EUA em assuntos climáticos.




