
Pelo menos nove pessoas morreram durante a passagem do furacão Ian pela Flórida, nos Estados Unidos, segundo informações do governo do estado divulgadas nesta quinta-feira (29). Mais cedo, o governador Ron DeSantis disse que os condados de Lee e Charlotte, que abrigam mais de 900.000 pessoas, estavam “basicamente incomunicáveis”.
O xerife do condado de Lee, Carmine Marceno, disse ao programa “Good Morning America” que centenas de pessoas podem ter morrido na região. “Embora eu não tenha os números confirmados, definitivamente sei que as mortes estão na casa das centenas”, afirmou.
Pouco depois, o xerife Marceno deu uma outra entrevista, desta vez para a “CNN”, com tom mais cauteloso, de acordo com o “New York Times”. “Não sei os números exatos, é muito preliminar”, disse ele, acrescentando que “aproximadamente cinco” mortes haviam sido confirmadas até então.
Nesta manhã, equipes de resgate e moradores da costa do Golfo da Flórida procuravam pessoas desaparecidas, após o furacão Ian causar fortes ventos, chuvas torrenciais, grandes ondas e cortes de energia. Árvores, detritos e linhas de energia ficaram sobre estradas.
Uma das tempestades mais poderosas a atingir a área continental dos EUA nos últimos anos, Ian inundou comunidades antes de atravessar a península até a costa atlântica do país. As empresas de energia locais disseram que mais de 2,5 milhões de residências e empresas na Flórida continuam sem energia.
Ian – que já enfraqueceu e se transformou em tempestade tropical – tocou terra na ilha de Cayo Costa na tarde de quarta-feira (28) como um furacão de categoria 4, com ventos máximos sustentados de 150 milhas por hora (241 km/h).
‘Dano histórico’, diz DeSantis
O furacão rapidamente transformou a costa sudoeste da Flórida, pontilhada de praias arenosas, cidades costeiras e parques de trailers, em uma zona de desastre. A água do mar foi varrida para as casas à beira-mar.
“Os impactos desta tempestade são históricos e o dano que foi causado foi histórico”, disse DeSantis durante uma entrevista coletiva. “Nós nunca vimos um evento de inundação como este. Nunca vimos tempestades desta magnitude.”
O governador disse ainda que 28 helicópteros realizam resgates na água nesta quinta-feira.






