
O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, informou nesta quarta-feira (22) que o valor da próxima doação do país para o Fundo Amazônia dependerá dos resultados apresentados pelo Brasil no combate ao desmatamento neste ano. O ministro afirmou que o país continua comprometido com os repasses.
Barth Eide deu a declaração em entrevista exclusiva ao g1 e à TV Globo, na Embaixada da Noruega em Brasília. Também nesta quarta, ele se reuniu com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
A decisão, na prática, mostra que a Noruega retomou o modelo de repasse já praticado anteriormente pelo fundo, que teve os recursos congelados durante o governo Jair Bolsonaro em razão da tentativa de mudar o modelo gestão (leia detalhes mais abaixo).
Em janeiro, a Noruega desbloqueou R$ 3 bilhões que já haviam sido doados para o fundo referentes a anos anteriores, mas que estavam congelados. A decisão foi tomada após o presidente Lula ter assinado um decreto determinando a reativação do Fundo Amazônia.
Questionado, então, se a Noruega pretende anunciar a liberação de novos recursos para o Fundo Amazônia, Barth Eide respondeu:
“Sim, mas o que nós fazemos? Nós pagamos por resultados. […] As decisões sobre como usar o dinheiro do fundo são decisões brasileiras, mas o que houve em 2019 na presidência de Bolsonaro foi que o acordo institucional foi quebrado”, disse o ministro.
“Então, não foi nossa decisão, mas o congelamento foi efeito de uma decisão de Bolsonaro […] Quando encontrei com Lula no Egito, eu disse ‘se você restabelecer o acordo original, nós vamos descongelar o dinheiro”, completou.
De acordo com o ministro, a lógica da relação será: resultados primeiro, pagamentos depois.
“No primeiro dia no cargo, Lula restabeleceu o acordo original e na manhã seguinte, quando acordamos, houve a decisão de descongelar o dinheiro. […] Nós vamos continuar esta cooperação. Então, com novos resultados, haverá novos pagamentos. Mas: resultados primeiro, depois pagamentos. Isto foi algo que acordamos com o Brasil quando esta cooperação começou”, completou.


