/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/i/5/IVetYFQUmzb7SXGvgPeA/000-36q42ft.jpg)
O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou nesta sexta-feira (13) François Bayrou, de centro, como o novo primeiro-ministro da França, segundo seu gabinete em um comunicado.
Bayrou substitui Michel Barnier, que estava no poder havia apenas três meses mas renunciou na semana passada depois que deputados da extrema direita e da esquerda se uniram para aprovar uma moção de censura contra ele.
Na França, presidente e primeiro-ministro governam em conjunto e são eleitos em pleitos separados — o presidente se elege por votação direta, enquanto o premiê é indicado pelo partido que vence as eleições parlamentares. O presidente, no entanto, tem a prerrogativa de apontar um premiê alheio ao nome indicado pelo Parlamento.
Macron já havia optado por indicar Barnier, também centrista, em setembro, ignorando o resultado das eleições parlamentares de junho, que havia dado vitória, embora sem maioria, à aliança da esquerda.
Bayrou, o novo nome anunciado nesta sexta por Macron, é um político veterano da ala centrista francesa — e, portanto, aliado de Macron, também de centro. Atualmente, é prefeito da cidade de Pau, nos Pirineus, sudoeste da França. Tem 73 anos, a mesma idade de Barnier, e os dois se tornam, assim, os premiês mais velhos da história moderna do país.
Eles sucedem, além disso, Gabriel Attal, que foi o primeiro-ministro mais novo da história da França.
Assim que assumir de fato o governo, a prioridade de Bayrou será conseguir passar no Parlamento uma lei especial para aprovar o Orçamento de 2024, em meio a uma árdua batalha que os deputados já travam sobre a mesma matéria de 2025 .
Foi justamente a resistência parlamentar ao projeto de Orçamento que levou à queda do governo do ex-primeiro-ministro Michel Barnier.
Nesta sexta, após o anúncio, a esquerda já se disse contrária à nomeação — por ter vencido as eleições, o grupo quer um nome esquerdista, o que Macron nega — e afirmou que vai barrar o governo de Bayrou no Parlamento.
Já o líder da extrema direita, Jordan Bardella, afirmou que fará as mesmas restrições que fez com o governo de Barnier — seu partido também bloqueou a proposta de Orçamento de Barnier e se uniu à esquerda para votar a moção de censura contra ele.
Espera-se que o novo primeiro-ministro também apresente sua lista de ministros nos próximos dias. Mas sua proximidade com Macron, que atualmente enfrenta uma forte crise de impopularidade, poderá dificultar o novo governo.


