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Foram curados, modificando a própria vida

Cor Litúrgica: Branco

São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, 38 Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39 Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40 Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41 De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42 Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43 Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44 E pregava nas sinagogas da Judeia. (Lc 4,38-44).

O Evangelho de hoje enfatiza três aspectos da nossa fé: a importância da intercessão dos e para com os irmãos; uma vez que somos tocados por Jesus, é inevitável colocarmo-nos a serviço; e precisamos estar onde Deus precisa de nós.

As pessoas que estavam na casa de Simão pedem por sua sogra, que está enferma. Simão é alguém íntimo de Jesus, mas, do jeito que Ele age daqueles que são do seu convívio, também o faz sobre outros que são anônimos a nós, porém conhecidos a Ele, pois Jesus conhece a todos e sabe das necessidades de cada um.

E, assim como pediram pela sogra de Pedro, outros levaram a Jesus seus enfermos. Alguns, talvez, nem conhecessem Jesus até então. Foram curados, modificando a própria vida, fortalecendo a fé dos que os conduziram até ali e sendo testemunhas para muitos que passaram ao longo de suas vidas.

Voltando à sogra de Pedro, vemos como Jesus modifica nossa vida: quem antes estava limitada pela doença, diante da ação de Jesus, é curada e coloca-se a serviço. Também nós devemos fazer o mesmo!

E, por último, as pessoas desejam que Jesus permaneça com elas, O acolhem, alguns pelo que Jesus lhes pode oferecer, outros por O amarem e desejarem estar próximos a quem se ama. Porém, Ele deixa esse ambiente, pois sabe que a missão continua e que sua presença é necessária em outros lugares, ainda que não seja bem acolhido, como aconteceu em sua própria terra.

Que sejamos intercessores na vida daqueles que esmorecem, levando-os a Jesus; que aceitemos a intercessão dos irmãos quando formos nós os que estivermos a padecer; que, pela ação de Jesus, coloquemo-nos a serviço; e que estejamos onde a missão precisa de nós, e não apenas onde desejamos estar.


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

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