
Do lado de fora da mina de carvão de Sutatausa, no departamento de Cundinamarca (centro da Colômbia), familiares dos trabalhadores viviam momentos de desespero e angústia. No interior das galerias, bombeiros corriam contra o tempo para socorrer quatro homens presos a cerca de 900m de profundidade — outros seis tinham sido resgatados com vida. Às 20h45 de terça-feira (22h45 em Brasília), explosões provocadas pelo acúmulo de gás mataram 11 mineradores e feriram nove. “Cada minuto que passa é menos tempo de oxigênio”, afirmou Nicolás García Bustos, governador de Cundinamarca, em entrevista à Rádio Blu. Segundo ele, as explosões ocorreram em uma galeria de seis minas legais “que se comunicam entre si”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou o perfil no Twitter para comentar o acidente. “Uma lamentável tragédia ocorreu na mina de Sutatausa, onde morreram 11 pessoas. Estamos fazendo todos os esforços com o governo de Cundinamarca para resgatar com vida as pessoas presas. Um abraço de solidariedade às vítimas e a seus familiares”, escreveu.
“Eu estava trabalhando normalmente quando senti (o estrondo). Senti como se fosse me afogar, e não via nada”, contou à agência France-Presse o minerador Joselito Rodríguez, um sobrevivente de 33 anos. “Graças a Deus, estamos bem, mas outros estão sem vida”, acrescentou, depois de ser atendido em um hospital. O acúmulo de gases tóxicos no subsolo é o motivo mais comum de tragédias em minas de carvão na América do Sul. Em junho do ano passado, 15 trabalhadores morreram em uma mina do município de Zulia, perto da fronteira com a Venezuela.




