
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, declarou que o mundo não deve se deixar enganar pelas propostas de Pequim sobre a resolução da guerra na Ucrânia, enquanto o líder da China, Xi Jinping, está de visita a Moscou. “O mundo não deve deixar-se enganar por qualquer decisão tática da Rússia, apoiada pela China ou por qualquer outro país, para colocar fim ao conflito nos seus próprios termos”, afirmou Blinken.
De acordo o Blinken, os Estados Unidos apreciam qualquer iniciativa diplomática que vise obter ‘uma paz justa e duradoura’, mas expressaram dúvidas quanto à vontade chinesa de preservar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. “Qualquer projeto que não eleja como prioridade esse princípio fundamental representa, na melhor das hipóteses, uma tática para ganhar tempo, ou simplesmente procura facilitar um desfecho injusto para o conflito. Não é uma diplomacia construtiva”, acrescentou.
O secretário dos EUA argumentou ainda que apelar para um cessar-fogo que não inclua a retirada das forças russas do território ucraniano representa, na prática, apoiar as conquistas territoriais russas naquele país.
Blinken também anunciou mais 350 milhões de dólares de ajuda militar a Kiev e reiterou o apoio norte-americano à posição do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que exige para negociações de paz a retirada das tropas russas. “Se a China está determinada a apoiar o fim do conflito com base nos princípios da Carta das Nações Unidas, tal como enunciou no primeiro ponto do seu projeto, então, pode iniciar um diálogo com o presidente Zelensky e a Ucrânia nesses termos e usar a sua influência para exigir que Moscou proceda à retirada das suas tropas”, destacou.





