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Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!

Cor Litúrgica: Branco

São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja, Memória | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza. (Lc 4,31-37)

VIVENDO A PALAVRA

Estimados irmãos e irmãs na fé, hoje fazemos memória de São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja. O evangelho de hoje nos fala de um Deus comprometido com a vida em toda a sua dimensão, um Deus libertador que se revelou na pessoa de Jesus.

O texto nos diz que, num dia de sábado, Jesus estava numa sinagoga em Cafarnaum, cidade da Galileia, ensinando os discípulos. O povo simples percebeu de imediato o jeito diferente de Jesus ensinar e se encantou com tudo que Ele dizia.

Jesus falava com autoridade. Suas palavras, ao mesmo tempo que ensinavam, também libertavam. Por isso, seus ensinamentos eram vistos pelo povo como algo novo, diferente dos doutores da Lei, que além de não viverem o que falavam, oprimiam o povo. Infelizmente, isso ainda acontece hoje em muitas de nossas pastorais, feitas de teorias sem uma caminhada comprometida com a vida.

O texto diz que na sinagoga havia um homem possuído por um espírito maligno, cuja presença de Jesus o atormentava: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és, o Santo de Deus!” E Jesus, fonte de libertação, o intimou: “Cala-te e sai dele!” A partir daquele momento, o homem se viu completamente livre da escravidão que o impedia de ser ele mesmo.

Aquele homem possuído por um espírito maligno representa todas as pessoas que estão na escuridão, impedidas de falar, de agir como sujeitos de sua própria vida e história; aqueles cuja vida está sob o controle de quem os domina. Podemos dizer que este evangelho é um convite a conhecermos a verdade que liberta na vivência da palavra de Deus.

Só assim podemos também falar com autoridade, tornando-nos fontes de libertação para o outro. Jesus não quer que nenhum de nós seja escravizado pelas forças do inimigo, por isso, Ele nos ensina na prática como cortar pela raiz o mal originado da própria natureza humana, que é o pecado.

Não podemos negar a existência e a força do mal. O mal não sobrepõe o bem, por isso é importante estarmos sempre embebidos no amor do Pai, na força do Filho e na luz do Espírito Santo. Assim, estaremos sempre protegidos contra o mal. Que Jesus é o Filho de Deus, todos sabem, até o inimigo; o que faz a diferença mesmo é saber quem é Jesus.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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