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Entidades reforçam a situação catastrófica em Gaza

A UNRWA voltou a alertar para uma situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza (Foto: MAHMUD HAMS / AFP)

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) volta a alertar hoje para uma situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza. “Os abrigos no sul do enclave estão severamente sobrelotados, as doenças estão se alastrando em grande velocidade e a escassez de água potável é cada vez maior”, diz o comunicado da UNRWA.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, advertiu ainda que uma ofensiva total israelita em Rafah colocaria o último prego no caixão dos programas de ajuda da ONU.

Além disso, na sessão de abertura da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Guterres defendeu mais uma vez que o Conselho de Segurança da ONU necessita de uma reforma profunda da sua composição e dos seus métodos de trabalho, já que está frequentemente bloqueado, incapaz de atuar sobre as questões de paz e segurança mais importantes do nosso tempo.

“A falta de unidade do Conselho em relação à invasão russa da Ucrânia e às operações militares de Israel em Gaza, na sequência dos terríveis ataques terroristas do Hamas a 7 de outubro, minou gravemente, talvez fatalmente, a sua autoridade”, afirmou o chefe da ONU.

Já a ONG Human Rights Watch (HRW) também acusou Israel de desrespeitar uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) ao não prestar ajuda humanitária e serviços básicos à população de Gaza.

Em 26 de janeiro, o TIJ ordenou a Israel que “tomasse medidas imediatas e eficazes para permitir a prestação de serviços básicos e de ajuda humanitária urgentes e necessárias, acrescentando que devia apresentar um relatório sobre o cumprimento de iniciativas específicas no prazo de um mês.”

De acordo com a HRW, passado um mês, o Governo de Israel continua a impedir a prestação de serviços básicos e a entrada e distribuição de combustível assim como de ajuda essencial. Para a ONG, sediada nos Estados Unidos, Israel está cometendo atos de “punição coletiva” que equivalem a “crimes de guerra” por incluírem a fome como arma de guerra.

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