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Dona de funerária é condenada a 20 anos de prisão por vender partes de corpos nos Estados Unidos

As mulheres também comercializavam corpos de pessoas portadoras de doenças infecciosas

Uma mulher de 45 anos, proprietária de uma funerária no Colorado, nos Estados Unidos, foi condenada a 20 anos de prisão por vender restos mortais para fins de pesquisa. A sentença foi proferida nessa terça-feira (3).

Megan Hess foi acusada de dessecar e comercializar 560 cadáveres sem a autorização das famílias. A mulher confessou o crime e informou que a prática acontecia entre os anos de 2010 e 2018. O caso foi divulgado no canal de notícias CBS News.

A mãe de Megan, Shirley Koch, de 69 anos, também foi condenada a 15 anos. Ela alegou ajudar a filha a cortar os cadáveres na funerária Sunset Mesa Funeral Home and Donor Services. Ambas foram presas por violações a cadáveres em 2020 e aguardavam julgamento.

Mãe e filha ofereciam aos familiares das vítimas o serviço de cremação dos corpos pelo valor de US$ 1 mil, porém a investigação apontou que as cinzas entregues eram falsas.

“Hess e Koch usaram sua casa funerária para literalmente roubar corpos e partes de corpos usando formulários de doação falsos e enganosos”, afirmou o promotor Tim Neff.

Um dos processos indicou que algumas famílias chegaram a concordar em doar pequenos fragmentos de pele e tumores dos mortos para fins científicos, mas “partes do corpo ou corpos inteiros não foram autorizados”.

As mulheres também comercializavam corpos de pessoas portadoras de doenças infecciosas, como hepatites B e C e HIV, sem informar aos compradores sobre a condição.

Nos Estados Unidos, a venda de órgãos é ilegal, porém a comercialização de partes do corpo, como braços, pernas e cabeça, para uso em pesquisa ou educação, não é regulamentada por lei federal, abrindo brecha para que Megan Hess e Shirley Koch praticassem a atividade.

A investigação apontou que cada parte do corpo era vendida por cerca de US$ 1 mil. Um ex-funcionário da funerária informou que Megan ganhou mais de US$ 40 mil ao vender dentes de ouro de mortos.

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