
Os eleitores de Ciro Gomes (PDT) são os que mais rejeitam a interferência da religião na política, quando comparados aos apoiadores dos dois principais candidatos à Presidência, mostra pesquisa Datafolha realizada na semana passada.
A maioria deles (56%) discorda total ou parcialmente da frase “política e valores religiosos devem andar sempre juntos para que o Brasil possa prosperar”. A porcentagem é superior à dos adeptos de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT (48%), e, principalmente, de Jair Bolsonaro, do PL (25%).
Os apoiadores do pedetista também são os únicos que, em sua maioria, discordam da frase “para ter meu voto, é mais importante um candidato defender os valores da família do que ter boas propostas para a economia”.
Enquanto 56% dos que pretendem votar nele rejeitam essa ideia, o número cai para 38% entre lulistas e 26% entre os bolsonaristas.
Os “valores da família”, inclusive, são os menos citados pelos eleitores de Ciro quando questionados sobre as três áreas mais relevantes para decidir seu voto para presidente. Só 12% deles elencam o tema como prioridade, contra um total de 22%.

