/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/e/A/Q4QQYBQrWrVri7HwEvlw/whatsapp-image-2022-06-07-at-16.47.31.webp)
A Covid-19 domina os casos de infecções respiratórias notificados nos estados do Centro-Sul. Segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado na quinta-feira (29), o coronavírus representa quase 70% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2024.
O monitoramento aponta que 18 estados apresentam sinais de crescimento de SRAG no período de longo prazo:
Bahia
Ceará
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Paraná
Rio Grande do Sul
Rio de Janeiro
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, alerta que o cenário nacional é preocupante, com praticamente todo o Centro-Sul com o crescimento de casos associado à Covid-19.
“Em alguns estados do Sul e do Sudeste há uma circulação, ou seja, está circulando ao mesmo tempo Covid-19 e influenza. Embora a Covid esteja gerando um número muito mais expressivo de internações do que a gripe, observamos essa circulação simultânea”, analisa Marcelo.
O boletim mostra que a maior incidência de Covid-19 nesses estados segue sendo em crianças de até dois anos e na faixa etária a partir dos 65 anos.
Os especialistas explicam que alguns fatores explicam alta de casos de infecções respiratórias observada nas últimas semanas.
Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), pontua que a circulação da cepa JN e suas subvariantes é a principal razão para o aumento.
O infectologista comenta que fatores como o carnaval também podem ter contribuído para esse cenário de alta, que é registrado desde janeiro.
“O carnaval também pode ter ajudado, tanto por conta dos grandes deslocamentos, com muita gente viajando, como pelas grandes aglomerações desse período”, explica.
O aumento na realização de testes laboratoriais evidencia essa alta da circulação dos vírus em estados do Centro-Sul, em especial da Covid-19.
Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) apontam que entre a segunda e a terceira semana de fevereiro houve uma alta de 61% no número de exames de Covid realizados nos laboratórios.


