O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse nesta quarta-feira (10) que é “lamentável” a baixa do árbitro somali Omar Artan na Copa do Mundo de futebol, que vai começar na quinta. Infantino disse que a federação não pode interferir em decisões migratórias de países-sede do torneio.
“É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo. (…) Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber, coisas que nos dizem e coisas que não nos dizem”, disse Infantino em uma coletiva de imprensa no estádio Azteca, na Cidade do México, um dia antes do início do torneio.
Artan foi cortado da Copa pela própria Fifa nesta semana, após ele ter sido barrado de entrar nos EUA para apitar jogos da competição. Seu corte foi polêmico e ganhou repercussão mundial. O árbitro foi recebido como um herói ao chegar na Somália nesta quarta.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) disse em nota no início da semana que não interfere nas decisões finais tomadas pelas autoridades migratórias do país-sede. Infantino reforçou essa versão na coletiva quando perguntado se ele sentia que perdeu o controle da Copa:
“Estamos sempre tentando encontrar soluções, mas precisamos reconhecer que não somos os donos do mundo, que podem mandar em governos e forças policiais — somos uma organização esportiva”, disse o presidente da Fifa.
Ao mesmo tempo, Infantino se vangloriou da articulação feita nos bastidores para possibilitar que a seleção iraniana jogue a competição no território norte-americano. Afinal, os EUA e o Irã estão em guerra desde o final de fevereiro.


