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Com mais força que o previsto, furacão Beryl chega à Jamaica após deixar 9 mortos no Caribe

Furacão Beryl deixa rastro de destruição no Caribe

O furacão “Beryl”, o maior a atingir o Caribe nesta época do ano, chegou à costa da Jamaica pouco antes das 18h (horário de Brasília), segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês).

O Beryl atinge a costa jamaicana com mais força que o previsto. De acordo com boletim da NHC das 15h (horário de Brasília), o furacão caiu de classificação, está na categoria 4, mas ainda tem ventos de mais de 225 km/h.

A previsão inicial era de que o Beryl tivesse perdido força já na tarde de terça-feira, mas a intensidade do furacão vem surpreendendo meteorologistas. Após a Jamaica, o furacão Beryp assará pelas Ilhas Cayman, ainda nesta noite, e, na quinta-feira, atinge a costa sudeste do México, de acordo com a previsão atual do NHC.

Apesar de ter caído de classificação de volta para a 4 nas últimas horas, o Beryl continua com capacidade destruidora. Segundo o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonçalves, cerca de 90% das casas da Ilha de União, que integra o arquipélago, foram destruídas com a passagem do furacão.

Desde que tocou solo, em uma ilha de Granada, país no sudeste do Caribe, na segunda-feira (1º), o furacão já deixou nove mortos:

Três em São Vicente e Granadinas, disse uma autoridade local à Reuters;
Três na Venezuela, confirmou o presidente Nicolás Maduro em anúncio em rede nacional. Outros 4 estão desaparecidos;
Três em Granada, segundo o primeiro-ministro da ilha, Dickon Mitchell.

Esta é a primeira vez que um fenômeno do tipo chega ao Caribe em um mês de junho já com essa força, o que fez autoridades preverem uma temporada de furacões severos na região.

Classificado pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) como “extremamente perigoso”, o Beryl surgiu como uma tempestade tropical e se tornou furacão no fim de semana. Ele subiu da categoria 1 para a 4 em um intervalo de apenas dez horas, considerado muito baixo.

O Beryl é inédito no Caribe, porque é a primeira vez que um furacão de categoria 5 atinge a região em um mês de junho — a temporada de furacões no Caribe e nos Estados Unidos normalmente vai de julho a setembro, acompanhando o verão no Hemisfério Norte.

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