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Com alta de casos de febre Oropouche no Estado, Jaboatão distribui repelentes para gestantes

O Ministério da Saúde confirmou, em Pernambuco, um caso de óbito fetal causado por transmissão vertical de febre Oropouche, que acontece quando o vírus é passado  da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto (Foto: Matheus Britto/PMJG)

Pernambuco já soma 89 casos de febre do Oropouche e uma onda de aumento nos registros desta doença atinge o estado. No Brasil, já são 7.286 casos distribuídos em 21 estados, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).

Os dois primeiros óbitos pela doença no país foram confirmados na semana passada. As vítimas foram mulheres do interior do estado da Bahia, com menos de 30 anos, sem comorbidades, mas que tiveram sinais e sintomas semelhantes a um quadro de dengue grave.

Além disso, o Ministério da Saúde confirmou, em Pernambuco, um caso de óbito fetal causado por transmissão vertical de febre Oropouche, que acontece quando o vírus é passado da mãe para o bebê, durante a gestação ou no parto. O ministério continua investigando outros oito casos de transmissão vertical de Oropouche: quatro em Pernambuco, um na Bahia e três no Acre.

Diante deste cenário, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria de Saúde, vai distribuir repelentes para gestantes do município. A ação faz parte de um pacote que visa combater as arboviroses na cidade. O município registrou dois casos até o momento, sendo um em uma gestante.

“Em julho, foram observados em Pernambuco casos de acometimento do feto em mulheres grávidas. Então, devido à possibilidade de transmissão durante a gravidez, da mãe infectada para o seu bebê, Jaboatão iniciará a distribuição de repelentes entre as gestantes. Orientamos, ainda, que todas iniciem o pré-natal o mais cedo possível, procurando a unidade de saúde mais próxima de sua residência, para que possam receber a avaliação clínica necessária e solicitados os exames específicos desse período”, relata a secretária municipal de Saúde, Zelma Pêssoa.

De acordo com a gestão municipal, outras ações também estão em andamento e os agentes de endemias intensificaram as orientações nas regionais do município, visitando as residências e repassando informações sobre os cuidados que devem ser adotados e que servem também para a prevenção de outras arboviroses: dengue, zika e chikungunya.

“Além do uso de repelentes, aconselha-se a colocação de telas finas nas janelas, o uso de mosquiteiros e de roupas que cubram a maior parte do corpo. É uma virose que não tem um tratamento específico, o tratamento é o controle dos sintomas: da febre, da dor, repouso, ingestão de muito líquido e a observação em unidade de saúde mais próxima da sua residência”, explica a secretária municipal de Saúde, Zelma Pêssoa.

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