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Havaianas inaugura primeira loja 100% digital, sem funcionários no atendimento

Havaianas abre sua primeira loja autônoma em São Paulo

A Havaianas inaugurou sua primeira loja com atendimento 100% autônomo, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. O projeto faz parte do processo de digitalização da marca líder em chinelos de dedo de borracha no país.

Para comprar um dos modelos da marca, o cliente precisa baixar um aplicativo, chamado de Havaianas Go. Com a leitura de QR Code na entrada da loja, é possível entrar no espaço e escolher o modelo e fazer o pagamento via celular.

No início do ano passado, a companhia iniciou um projeto de atendimento híbrido em Aracaju, em Sergipe, no qual os clientes podiam realizar o pagamento e customizar os seus produtos através de apps em um balcão de atendimento híbrido.

O novo formato da loja envolve ainda o uso de materiais sustentáveis, já que o espaço foi feito de container feito com aproximadamente mil quilos de lixo e plástico reciclados. O painel de borracha que decora a loja é feito com resíduos fabris e de chinelos coletados no programa de reciclagem da marca.

“Esse modelo de loja é versátil, pois pode ser instalado em estacionamentos, parques, praças, praias, metrôs, eventos, e supermercados. Queremos reduzir complexidade, aumentar nossa eficiência e estar em mais pontos de contato com nossos usuários” diz Maria Fernanda Albuquerque, vice-presidente de Marketing de Havaianas Global.

No primeiro trimestre deste ano, a marca vendeu 48,2 milhões de pares, dos quais 7,6 milhões no exterior. A marca conta com 552 lojas no Brasil e outros 368 espaços no exterior.

Segundo ela, o modelo de lojas autônomas está sendo testado de forma inédita no Brasil.

Com esse novo modelo de negócios, queremos mostrar que a marca pode chegar a ainda mais lugares, pois a loja tem um baixo custo operacional, é fácil de ser replicada e tem um potencial gigante para expandir a presença da marca no Brasil e no mundo, oferecendo uma experiência de compra inovadora e diferenciada.

Maria Fernanda explica que a ideia por enquanto é estudar esse modelo para reduzir complexidade, aumentar a eficiência e estar em mais pontos de contato com os usuários no Brasil e no mundo.

Futuramente queremos estar com esse formato em outros mercados, principalmente o internacional.

A Havaianas também está ampliando os investimentos em tecnologia para permitir que os clientes possam criar suas próprias sandálias, escolhendo cores de tiras, solas e estampas, através da compra no aplicativo, que vai funcionar como uma espécie de “hub” digital. Com isso, o processo de impressão dos modelos está diretamente conectado à fábrica em Montes Claros, em Minas Gerais.

Algoritmo do Instagram permitia “busca” por pornografia infantil

 (Foto: Claudio Schwarz/Unsplash)

O algoritmo do Instagram, que recomenda conteúdos aos usuários baseado no consumo, permitia que uma “rede” de pedófilos conseguissem buscar conteúdos de pornografia infantil, segundo um levantamento do jornal americano The Wall Street Journal. A empresa se manifestou sobre o tema e, além de pontuar as ações de combate contra a veiculação desses conteúdos na plataforma, informou que em janeiro de 2023 desativou mais de 490.000 contas que violavam as políticas de segurança infantil.

A investigação, realizada pelo jornal em colaboração com pesquisadores de Stanford e da Universidade de Massachusetts Amherst, revelou ainda que os conteúdos não eram só hospedados na plataforma e, sim, que o algoritmo os promovia.

O relatório do Observatório de Internet de Starford revela que o Instagram era a mais importante plataforma para essa área uma vez que o algoritmo usado e a ferramenta de mensagens diretas facilitavam o contato entre compradores e vendedores desse tipo de produto ilegal.

Além disso, a investigação identificou que os criminosos, suspostamente operadas por menores de idade, anunciavam a venda desses conteúdos abertamente nas rede sociais.

“O Instagram conecta pedófilos e os orienta a vendedores de conteúdo por meio de sistemas de recomendação que se destacam em vincular aqueles que compartilham interesses de nicho”, afirma um dos trechos da reportagem.

Além disso, a investigação identificou que os criminosos, suspostamente operadas por menores de idade, anunciavam a venda desses conteúdos abertamente nas rede sociais.

É importante ressaltar que práticas envolvendo atividades sexuais de menores de idade são proibidas pela legislação brasileira e pela americana, além de quebrar as regras de conduta do Instagram.

O que diz a Meta e o Instagram
Em nota encaminhada ao Correio, um porta-voz da Meta, empresa dona do Instagram, ressaltou que eles vem trabalhando rigidamente para combater práticas de exploração infantil dentro e fora das plataformas e para apoiar os responsáveis pela aplicação da lei nos esforços para prender e processar os criminosos por trás disso.

“Predadores costumam mudar suas táticas para fazer mal às crianças o tempo todo e, por isso, temos políticas e tecnologias severas para evitar que eles encontrem ou interajam com adolescentes em nossos aplicativos. Além disso, contratamos equipes especializadas focadas em entender a transformação desses comportamentos para, assim, eliminar interações abusivas”, afirmou o porta-voz.

Contudo, destacaram que entre 2020 e 2022, essas equipes desmantelaram 27 redes abusivas e, em janeiro de 2023, conseguiram desativar mais de 490.000 contas que violavam as políticas de segurança infantil da empresa.

“Estamos continuamente explorando maneiras de nos defender ativamente contra este tipo de comportamento e criamos uma força-tarefa interna para investigar essas situações e solucioná-las imediatamente”, afirma também também a nota.

O texto exemplifica ainda que a empresa já corrigiu um erro técnico que impedia, de maneira inesperada, que denúncias de usuários chegassem a revisores de conteúdo, fornecendo orientações atualizadas para que eles identifiquem e removam contas com mais facilidade, além de restringirem também milhares de termos de pesquisa e hashtags no Instagram

“Estamos comprometidos em continuar o nosso trabalho para proteger os adolescentes e as crianças, barrar criminosos e apoiar as autoridades para levá-los à Justiça”, conclui a nota.

Netflix começa a cobrar pelo compartilhamento de senhas no Brasil

Netflix — Foto: Reuters/Dado Ruvic

A Netflix anunciou nesta terça-feira (23) que vai cobrar um adicional de R$ 12,90 por mês de usuários que compartilham suas senhas da plataforma com outras pessoas fora de sua residência.

A medida já estava em vigor desde o ano passado em outros países, como Chile, Costa Rica, Peru, Argentina, República Dominicana, Honduras, El Salvador e Guatemala.

“A partir de hoje, começaremos a enviar este email [veja ao final da reportagem] para assinantes que compartilham a conta Netflix fora da própria residência no Brasil”, diz a empresa em comunicado.

Como funciona

A Netflix explica que o titular da conta pode adquirir um ponto extra por R$ 12,90 ou transferir o perfil da outra pessoa, que, por sua vez, terá que arcar com uma nova assinatura.

“A conta Netflix deve ser usada por uma única residência. Todas as pessoas que moram nesta mesma residência podem usar a Netflix onde quiserem, seja em casa, na rua, ou enquanto viajam”, explica a empresa.

Senhas compartilhadas
Em abril de 2022, a Netflix reportou uma perda de 200 mil assinantes entre janeiro e março daquele ano. Segundo a Bloomberg, em balanços trimestrais, foi a primeira vez que a gigante do streaming registrou resultado negativo nesse quesito desde 2011.

Na época, a Netflix destacou o aumento da competição no segmento e apontou que tem perdido oportunidades de elevar o número de pagantes por conta de senhas compartilhadas.

A empresa estima que 100 milhões de usuários desfrutam de senhas compartilhadas em todo o mundo.

E-mail que a Netflix enviará para assinantes no Brasil  — Foto: Divulgação/Netflix

Montana se torna o primeiro estado americano a banir o TikTok

TikTok — Foto: REUTERS

Montana se tornou o primeiro estado americano a banir o TikTok. A lei foi sancionada nesta quarta-feira (17) pelo governador Greg Gianforte, um mês depois de ser aprovada por parlamentares estaduais.

A nova lei proíbe lojas de aplicativos como Play Store, do Google, e App Store, da Apple, de disponibilizarem para download o TikTok em Montana. A regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2024.

Há previsão de multa de US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil na cotação de 17 de maio) por violação para o TikTok e as lojas de aplicativo caso eles tentem descumprir o bloqueio.

O TikTok diz que conta com mais de 150 milhões de usuários nos EUA. Não há informações públicas sobre quantos destes usuários estão em Montana, estado com pouco mais de 1 milhão de habitantes.

Gianforte, do partido Republicano, disse que a nova regra vai promover a prioridade do estado de “proteger os habitantes de Montana da vigilância do Partido Comunista Chinês”.

Ele também anunciou que, a partir de 1º de junho de 2023, fica proibido o uso em dispositivos do governo de qualquer aplicativo que colete e forneça informações ou dados pessoais para adversários estrangeiros. Entre os exemplos citados por ele, estão os chineses TikTok, WeChat e CapCut, e o russo Telegram.

O TikTok, controlado pela empresa chinesa ByteDance, é acusado de estar ligado ao governo chinês e, consequentemente, ser uma ameaça para a segurança dos EUA.

PL das Fake News: Google e Meta negam relação com mensagem enviada pelo Telegram

Google

O Google Brasil e a Meta, responsável pelo Facebook e o Instagram, divulgaram, na noite desta terça-feira (9), notas nas quais negam relação com o conteúdo de um comunicado enviado pelo Telegram a milhares de usuários da ferramenta no país.

No texto, o aplicativo de mensagens citava as duas empresas como responsáveis, ao lado do próprio Telegram, por uma ofensiva contra o PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, que tramita na Câmara de Deputados.

“Nesta terça-feira, 9 de maio, fomos informados de que o aplicativo de mensagens Telegram disparou um alerta aos seus usuários acerca do Projeto de Lei 2630/2020 (PL/2630). No texto, somos citados sem qualquer autorização e não reconhecemos seu conteúdo”, diz a nota da Google Brasil. “A Meta refusa o uso de seu nome pelo Telegram na referida mensagem, e nega as alegações no texto”, pontuou a gestora do Facebook e do Instagram.

No trecho em questão, em meio a uma série de desinformações sobre a proposta, o Telegram dizia que “Google, Meta e outros se uniram para mostrar ao Congresso Nacional do Brasil a razão pela qual o projeto de lei precisa ser reescrito”. Em seguida, o texto fazia um apelo para que os usuários pressionassem parlamentares a respeito do tema.

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu explicações urgentes ao Telegram após a propagação da mensagem. Sem estarem inscritos para receber qualquer texto do tipo, usuários do aplicativo receberam a nota dos administradores sugerindo que o projeto em discussão no Congresso vai “matar a internet moderna” se aprovado. A mensagem dizia que a proposta “concede poderes de censura ao governo” e que “a democracia está sob ataque no Brasil”.

Em ofício assinado pelo procurador Yuri Corrêa da Luz, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, o órgão quer saber por que o Telegram enviou a mensagem, recheada de desinformação, a todos os usuários do aplicativo, mesmo aqueles não inscritos para receber as notificações oficiais da empresa.

Também questionou qual dispositivo dos termos de uso da plataforma autoriza o Telegram a impulsionar a seus usuários “conteúdos não relacionados a atualizações técnicas e comunicações sobre recursos da aplicação”. E solicitou os nomes e endereços eletrônicos dos responsáveis da empresa que elaboraram a mensagem e decidiram por seu impulsionamento.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, também informou que irá notificar o Telegram por conta do episódio, como informou o secretário Wadih Damous. Para o ministro da Justiça, Flávio Dino, as empresas de tecnologia querem “ameaçar” e “chantagear” o Parlamento no debate do PL.

Na última semana, a pasta moveu uma medida cautelar para obrigar o Google a tomar medidas que garantam a isonomia nas discussões do tema após a plataforma publicizar propaganda contrária ao projeto de lei sem sinalizar se tratar de conteúdo publicitário. A determinação prevê que o Google seja multado em R$ 1 milhão por hora caso não cumpra as recomendações. O ministério ainda não informou se a notificação ao Telegram prevê alguma multa no novo episódio.

“Por que só as plataformas não podem ter regulação se todas as atividade humanas, lucrativas ou não, tem regulação jurídica? Quem deu essa imunidade jurídica pra cinco empresas que querem controlar o pensamento, a arte e a cultura, política, economia e negócios” questionou o ministro da Justiça durante audiência pública no Senado hoje.

Relator do PL das Fake News na Câmara, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) também se manifestou. “O jogo sujo das bigtechs continua. Recebo denúncias de que o Telegram está disparando FAKE NEWS contra o PL 2630 para milhões de usuários. Essa campanha de mentiras NÃO VAI PROSPERAR. A Internet não é terra sem lei e a regulação é uma necessidade”, escreveu o parlamentar no Twitter.

Países enfrentam Big techs e endurecem suas leis para regular conteúdos nas redes sociais

A briga envolvendo o Poder Público brasileiro e as Big techs, como são conhecidas as gigantes da tecnologia, a exemplo do Google, que tem entre seus canais o YouTube, e da Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, está longe de ser uma exclusividade brasileira. Diversas experiências ao redor do mundo buscam regulamentar os conteúdos disponibilizados nas redes sociais, a exemplo da Alemanha e União Europeia, e viraram referência para o Projeto de Lei das Fake News, que tramita na Câmara dos Deputados e divide a opinião pública. Os modelos internacionais preveem normas mais rígidas e incluem, entre outras ações, canais de denúncia, remoção de conteúdo ilícito e punições com multas milionárias a quem descumprir as regulamentações.

Proteção de dados

Em abril deste ano, por exemplo, a União Europeia (UE) apresentou uma nova regra com normas mais rígidas e inéditas que passam a valer a partir de agosto. Com a medida, as big techs terão que remodelar seus sistemas a fim de garantir segurança e proteção aos menores de idade e compartilhar algoritmos com especialistas, além de categorizar anúncios e destacar quem está impulsionando, entre outras exigências. Também não será permitido utilizar informações sensíveis ao usuário, como religião, etnia e orientação sexual para basear a distribuição de anúncios, tampouco direcionar publicidades com base em perfis para crianças. Os usuários terão, ainda, o direito de escolher não participar de sistemas de recomendação e devem, também, receber informações precisas sobre o porquê de determinados conteúdos estarem sendo recomendados.

Esse é mais um passo dado pelo bloco no tocante à regulamentação das grandes empresas tecnológicas e dos serviços ambientados no universo on-line. Em novembro de 2022, a União Europeia já havia adotado a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), que se aplica a provedores de serviços digitais, incluindo os baseados fora da UE mas que prestam serviços a usuários na região. Pela DSA, as empresas devem, por exemplo, desenvolver meios para atuar contra a divulgação de conteúdo, produtos ou serviços ilegais, inclusive notificando os clientes assim que tomarem conhecimento de uma prática ilegal ou fornecendo aviso público, quando o contato direto não for possível.

No entanto, apesar de a lei já ter sido publicada, boa parte das empresas terá até 17 de fevereiro de 2024 para se adequarem à nova legislação. Entre as exceções estão justamente as plataformas e motores de busca online de maior porte, que terão até agosto deste ano para aplicar as novas regras, incluindo o reforço nas ferramentas de moderação de conteúdo e a passagem por auditorias anuais de avaliação de risco. Caso as Big techs não cumpram as medidas, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento global das empresas. O monitoramento e a fiscalização estão a cargo da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, sendo politicamente independente.

Tolerância zero

A Alemanha é um dos países com normas mais rígidas para as plataformas digitais. Desde 2017, a Lei de Execução de Rede (NetzDG) estabelece que as empresas com mais de 2 milhões de usuários devem tirar do ar conteúdos ilegais (discurso de ódio, ameaças pessoais, difamação e antissemitismo), falsos ou que estimulem desinformação online. Caso os conteúdos falsos ou criminosos tenham sido impulsionados por da distribuição paga ou publicidade, as plataformas serão responsabilizadas de forma solidária pela reparação de danos.

Canais de denúncia

Ainda conforme a legislação, as plataformas devem oferecer canais próprios de denúncia em suas plataformas aos usuários e têm 24 horas para excluir as publicações ofensivas. Nos casos mais complexos, o prazo é de sete dias.

Pela regulamentação, as plataformas também devem apresentar relatórios semestrais apontando o tratamento dado às denúncias de conteúdos ilegais, informando o volume de denúncias e as providências adotadas pela empresa. Caso as normas sejam descumpridas, podem ser aplicadas multas de até 50 milhões de euros (cerca de R$ 275 milhões). Em 2021, foi feita uma alteração na lei, obrigando as redes a reportarem conteúdo ilegais específicos para a polícia do país.

O país adotou medidas mais rígidas após o assassinato do político conservador Walter Lübcke e atentado contra uma sinagoga. A partir de então, as plataformas passaram a ter a obrigação de comunicar autoridades sobre conteúdos que coloquem em risco o Estado Democrático de Direito e a ordem pública, promova pornografia infantil ou ameacem a vida, liberdade ou integridade sexual da pessoa.

Punições em voga

Em julho de 2019, o Facebook foi multado pelas autoridades alemãs em 2 milhões de euros por subnotificar denúncias sobre conteúdo ilegal. Em outubro de 2022, o Ministério da Justiça alemão aplicou multa de 5,12 milhões de euros (R$ 26,6 milhões) ao Telegram afirmando que a empresa não desenvolveu uma forma legalmente reconhecida para denúncias de conteúdo ilegal, nem indicou uma entidade na Alemanha para receber comunicações oficiais. No início deste ano, o governo alemão também entrou com ação contra o Twitter sob a alegação de que a plataforma se recusa a remover conteúdos que promovem discursos antissemitas, racistas e de apologia ao nazismo.

Jornalismo

A Itália e a Austrália estabelecem a previsão de que as Big techs remunerem empresas e produtores de conteúdo jornalístico. Os australianos foram os primeiros a determinarem o pagamento pelo conteúdo jornalístico que é compartilhado nas plataformas. Após a aprovação da lei, em 2021, veículos de comunicação faturaram, no mesmo ano, US$ 200 milhões com a decisão, segundo o jornal “Financial Times”.

No caso italiano, a AgCom, órgão que regula o setor de comunicações no país, aprovou no início de 2023 que veículos jornalísticos fechem acordos com as plataformas para receber parte da receita publicitária obtida por elas a partir da distribuição de conteúdo. O valor pode chegar até 70% da receita decorrente dessa veiculação.

Outros países como Canadá, Nova Zelândia e Indonésia também estudam formas de cobrar as Big techs por conteúdos jornalísticos.

Telegram sai do ar no Brasil após não entregar à PF dados de participantes de grupos sob investigação

Telegram  — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

O Telegram deixou de enviar e receber mensagens no Brasil nesta quarta-feira (26). O aplicativo ficou indisponível depois de uma ordem da Justiça para as operadoras Vivo, Claro, Tim e Oi, além de Google e Apple, que têm lojas de aplicativos.

A decisão foi tomada porque o Telegram não entregou todos os dados de grupos neonazistas que estão sob investigação da Polícia Federal.

Nas redes sociais, relatos de falha no Telegram se intensificaram após as 21h30 (horário de Brasília). O site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços na internet, registrou um pico de notificações sobre o aplicativo neste horário.

Esta é a segunda vez que o Telegram recebe uma ordem de bloqueio no Brasil. Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão após pedido da PF, que alegou que o aplicativo não forneceu dados de investigados por propagar discurso de ódio.

Dois dias depois, Moraes revogou a ordem de bloqueio sob a justificativa de que o aplicativo havia cumprido as determinações judiciais.

Por que o Telegram foi suspenso?
A PF solicitou ao Telegram dados sobre integrantes de grupos, inclusive neonazistas, que estariam incentivando atos violentos em escolas. O pedido foi aceito na quarta-feira (19) pela Justiça Federal do Espírito Santo.

O aplicativo chegou a entregar parte dos dados na sexta-feira (21), mas não forneceu números de telefone dos participantes de um grupo com conteúdo nazista.

Com o descumprimento da ordem, a Justiça aumentou a multa ao Telegram de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer as informações.

Twitter diz que vai mostrar aviso quando tuíte com discurso de ódio tiver alcance limitado

Twitter vai mostrar aviso para indicar que tuíte teve alcance reduzido por violar regras contra discurso de ódio — Foto: Divulgação/Twitter

O Twitter afirmou nesta segunda-feira (17) que vai mostrar um aviso quando um tuíte tiver o alcance reduzido por violações de regras contra discurso de ódio. Segundo a rede social, a medida foi tomada para dar mais transparência à fiscalização sobre o conteúdo postado por usuários.

Os alertas começarão a aparecer em breve, de acordo com o Twitter, e serão realizadas somente nas postagens, sem afetar a conta do usuário.

“Restringir o alcance de tuítes ajuda a reduzir as decisões binárias de moderação de conteúdo ‘manter no ar versus remover’ e apoia a nossa abordagem de liberdade de expressão versus liberdade de alcance”, publicou o Twitter.

“Continuaremos removendo conteúdo ilegal e suspendendo malfeitores de nossa plataforma”, continuou.

A plataforma admitiu que poderá cometer erros e, por isso, permitirá que os autores dos tuítes enviem comentários quando discordarem da decisão de limitar o alcance de uma postagem. No futuro, a rede social terá um sistema em que será possível recorrer da decisão.

Moderação de conteúdo no Twitter
A moderação de conteúdo do Twitter voltou a ser discutida na semana passada, depois da reunião de representantes da empresa com o governo brasileiro.

O Ministério da Justiça estima que a plataforma apagou mais de 400 posts com conteúdo sobre violência nas escolas, como apuraram as jornalistas Isabela Camargo e Andréia Sadi.

Mas, antes, a rede social havia causado espanto no governo pela decisão de manter os conteúdos no ar, segundo apurou a jornalista Julia Duailibi.

Em reunião com o governo, uma advogada que representa a empresa chegou a afirmar que um perfil com fotos de assassinos de crianças (perpretadores dos massacres em escolas) não violava os termos de uso da rede.

Justiça determina que Google retire vídeos por intolerância religiosa

 (Foto: AFP)

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que a Google Brasil Internet terá que adotar medidas para identificar e retirar as postagens de conteúdo ilícito de quatro canais do YouTube acusados de propagar intolerância religiosa. O material foi divulgado pelos canais Geração Jesus Cristo, Geração ao Vivo, Geração de Mártires e Geração de Mártires ao Vivo. A sentença da 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro desta quinta-feira (13) foi proferida em ação movida pelo Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ). Os quatro canais já foram sentenciados no dia 5 de setembro do ano passado, pelo mesmo discurso discriminatório.

Na decisão, a Justiça Federal determina que a Google Brasil Internet monitore permanentemente os canais com os sistemas de controle utilizados pela empresa e que envie relatórios periódicos ao MPF com as análises dos conteúdos e as providências implantadas contra eventuais conteúdos ilícitos.

Histórico
Na decisão anterior, de setembro do ano passado, a 29ª. Vara Federal do Rio determinou que a Google Brasil Internet excluísse os quatro canais do YouTube e todos os vídeos postados pelos perfis. No entanto, a empresa cumpriu parcialmente a decisão liminar, removendo apenas os vídeos indicados na petição inicial da ação do MPF.

Diante do cumprimento parcial, o MPF requereu a manutenção da decisão liminar, diante do “enorme volume de conteúdo discriminatório postado” e da ineficácia da “suposta fiscalização da ré” para impedir a propagação de discurso de ódio no YouTube. Por sua vez, a Google Brasil argumentou que a remoção de canais inteiros contraria o Marco Civil da Internet e a Constituição por configurar censura prévia à publicação de novos conteúdos, além da remoção de centenas de vídeos nos quais não se aponta ilicitude. O pedido foi acolhido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que suspendeu os efeitos da decisão relativa à determinação de exclusão dos canais.

A 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou novamente que a empresa aplique seus sistemas de controle nos 30 vídeos que ainda estão disponíveis em um dos canais, além de futuras postagens nos quatro canais citados na ação.

O MPF identificou que os envolvidos reincidiram na difusão de conteúdos ilícitos. “Mesmo após a intervenção do Poder Judiciário, tanto na esfera cível quanto criminal, a Igreja Geração Jesus Cristo, liderada pelo pastor Tupirani da Hora Lores, recriou novos perfis na plataforma YouTube para continuar a propagar discurso de ódio, em manifesto abuso do direito à liberdade de expressão”.

A propagação de discurso discriminatório e intolerância religiosa foi identificada nos quatro canais relacionados à instituição religiosa que está envolvida em processos por intolerância, inclusive com a condenação criminal de líder.

Na decisão, a juíza Sandra Meirim Chalu Brabosa de Campos ressalta que a Constituição garante que todos possam ter uma religião, que deve ser respeitada. “Se houver desrespeito, agressão ou qualquer espécie de violência ao direito tutelado constitucionalmente, necessária se faz a intervenção estatal. Daí que, em um Estado laico como o Brasil, devem ser reprimidas as condutas que tendem à intolerância religiosa”, diz na decisão a magistrada.

Samsung volta atrás, e carregador de celular estará novamente na caixa dos smartphones no Brasil

A Samsung voltou atrás na sua decisão de tirar os carregadores da caixa em celulares vendidos no Brasil. A empresa sul-coreana anunciou nesta quarta-feira (29), que os smartphones das linhas Galaxy S22 e S21 FE voltarão a ser comercializados com o adaptador de energia na mesma embalagem. Os modelos mais recentes da empresa Galaxy S23, S23 Plus e S23 Ultra, além dos celulares dobráveis mais recentes da marca já estão sendo vendidos com o acessório desde seu lançamento, em janeiro deste ano.

Segundo a fabricante, a decisão é válida para os smartphones Galaxy S22 5G fabricados no Brasil a partir do dia 27 de março de 2023 e para o modelo S21 FE que chegarem ao mercado a partir do mês de abril.

Quem adquirir dispositivos fabricados com a embalagem anterior ou outros dispositivos que não possuem o carregador na caixa, e que ainda estão disponíveis no varejo, poderá resgatar o adaptador de energia no site Samsung Para Você. A medida vem sendo disponibilizada pela marca há algum tempo, desde que a polêmica relacionada aos carregadores começou no Brasil. Vale ressaltar que o resgate não tem custo adicional, mas precisa ser feito em até 30 dias após a emissão da Nota Fiscal do produto.

Entre os modelos citados pela gigante, que ainda podem ser encontrados sem o adaptador estão os celulares Galaxy S21 5G, S21+ 5G, S21 Ultra 5G, Galaxy S22+ 5G, S22 Ultra 5G, Galaxy Z Fold3 5G e Galaxy Z Flip3 5G.

Justiça mantém obrigação da Apple de vender iPhone com carregador no Brasil

Advocacia-Geral da União afirma que, na prática, Apple continuou a vender do jeito que queria — Foto:  Thiago Lavado/g1

A Justiça Federal manteve a obrigação da Apple de vender qualquer modelo de iPhone junto ao carregador de bateria.

Caso a empresa mantenha a venda do aparelho sem o cabo, a venda dos celulares deve continuar oficialmente suspensa no Brasil, seguindo determinação do Ministério da Justiça.

A decisão, do dia 14 de março, é da desembargadora Daniele Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

O órgão federal fez o pedido contra um recurso da Apple, que tentava suspender decisão do Ministério da Justiça, em setembro de 2022, de interromper a venda do aparelho sem o carregador.

O ministério alegou que a prática pode incluir diversas irregularidades contra o consumidor, entre elas a venda de produto incompleto, transferência de responsabilidade a terceiros e venda casada (ou seja, obrigar o cliente a fazer outra compra na fabricante para poder usar o celular).

No pedido, a AGU ainda ressaltou que, na prática, a empresa continuou a venda do jeito que queria mesmo após receber multas dos Procons de São Paulo, Fortaleza, Santa Catarina e Caldas Novas (GO), além de algumas decisões contrárias na Justiça.

A Apple afirmou, na época da suspensão, que interrompeu a venda de carregador para diminuir emissões de carbono (veja abaixo o comunicado completo). O g1 procurou a Apple para um novo posicionamento, mas não teve resposta até a publicação desta matéria.

Zuckerberg imita Elon Musk e anuncia selo pago para contas verificadas no Facebook e Instagram

 — Foto: Reuters

O Facebook e o Instagram terão um sistema de assinatura pago que inclui o selo de verificação de contas, anunciou neste domingo (19) Mark Zuckerberg, CEO da Meta, empresa dona das duas redes sociais. A medida segue os passos do rival Twitter, do bilionário Elon Musk, que já havia anunciado o plano pago Twitter Blue.

“Bom dia e o anúncio de um novo produto: esta semana estamos lançando o Meta Verified — serviço de assinatura que permite que você verifique sua conta com uma identificação do governo, tenha um crachá azul, proteção extra contra contas que afirmam ser você e que permite acesso direto ao suporte ao cliente”, escreveu Zuckerberg em sua conta no Facebook.

O pacote de assinatura para Instagram e Facebook, a ser lançado ainda esta semana, terá preços a partir de US$ 11,99 por mês na web ou US$ 14,99 por mês no sistema iOS da Apple e Android.

O Meta Verified será lançado inicialmente na Austrália e na Nova

No mês passado, o Twitter anunciou que o Twitter Blue custará US$ 11 por mês.

Mark Zuckerberg havia dito anteriormente que estava planejando lançar vários novos produtos que “capacitariam os criadores a serem muito mais produtivos e criativos”, enquanto alertava sobre o custo associado ao suporte da tecnologia para uma grande base de usuários.

Outros aplicativos de mídia social, como o Snapchat, da Snap, e o aplicativo de mensagens Telegram lançaram serviços de assinatura paga no ano passado, como uma nova fonte de receita.

Como Emirados Árabes conseguiram levar sonda a Marte em apenas 7 anos e na 1ª tentativa

Como Emirados Árabes conseguiram levar sonda a Marte em apenas 7 anos e na 1ª tentativa — Foto: UAESA via BBC

Em 19 de julho de 2020, poucos meses depois do início da pandemia que paralisou o mundo, um foguete subiu aos céus na base de lançamentos da ilha de Tanegashima, no sul do Japão.

A bordo do foguete, havia uma pequena espaçonave, com pouco mais de dois metros de largura e mais ou menos o peso de um automóvel Ford Focus. Ela incluía uma série de câmeras e espectrômetros vitais para sua missão iminente, que teria lugar depois de uma viagem de mais de 493 milhões de quilômetros a partir da Terra.

Empoleirada sobre sua estrutura dourada, havia uma grande antena de rádio preta, para enviar seus dados através do vasto e frio abismo no espaço, até os atentos controladores no centro de controle.

A espaçonave chama-se Hope (Esperança, em inglês). Ela não é americana, nem russa, chinesa ou europeia. Hope foi a primeira espaçonave da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos (Uaesa, na sigla em inglês) a viajar além da órbita do nosso planeta.

Com sucesso, ela foi a primeira espaçonave de um país árabe a chegar a Marte. Os Emirados Árabes são agora a quinta nação do mundo a colocar com sucesso uma espaçonave em órbita do planeta vermelho.

Seis anos antes do lançamento, a Uaesa nem mesmo existia.

Mas, no momento em que os Emirados Árabes Unidos se preparavam para celebrar seu cinquentenário, a agência espacial do país apostou sua reputação colocando uma espaçonave em órbita de Marte na primeira tentativa, para transmitir detalhes sobre o clima marciano que nunca haviam sido observados antes.

Brasil adere à convenção de Budapeste contra crime cibernético

O Brasil depositou, junto ao Conselho da Europa, sediado em Estrasburgo, França, carta de adesão à Convenção sobre o Crime Cibernético, também conhecida como Convenção de Budapeste. Com isso, conclui-se o processo de acessão do país ao acordo, que tem por objetivo facilitar a cooperação internacional no combate aos crimes cibernéticos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30), em nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Convenção de Budapeste reúne grande número de países com os quais o Brasil compartilha a maior parte dos casos de cooperação jurídica internacional hoje em tramitação e serve de base de colaboração contra ampla variedade de crimes realizados por via cibernética. Somando-se a 67 membros, o país contará com ferramenta adicional para combater o crime cibernético, que exige meios de cooperação internacional céleres, mediante os quais os órgãos responsáveis possam requerer e compartilhar as provas necessárias.

As autoridades brasileiras terão, assim, acesso mais ágil a provas eletrônicas produzidas sob jurisdição estrangeira, o que repercutirá positivamente em termos de condenação penal dos crimes cibernéticos.

WhatsApp cria função que permite usuário conversar com o próprio contato

O WhatsApp lançou nesta segunda-feira (28) um recurso que permite que os usuários possam mandar mensagens para o próprio número. Antes, quem desejava utilizar o aplicativo como bloco de notas pessoal ou ferramenta para salvar fotos e áudios, por exemplo, deveria criar um grupo, adicionar um contato e depois removê-lo para ficar sozinho na conversa.

Entenda como funciona: basta o usuário selecionar o botão de iniciar uma nova conversa e, na aba inicial, clicar no contato pessoal, que estará no topo da lista. Feito isso, é só enviar as mensagens para o número e o histórico de conversas aparecerá como em qualquer outra.

Segundo o WhatsApp, esta nova funcionalidade contribui para salvar anotações em um aplicativo que já é usado com frequência.

O recurso, lançado nesta segunda (28), deve ficar disponível para o Brasil nas próximas semanas e poderá ser encontrado em celulares com sistema operacional Android ou iOS, da Apple.