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Bolsonaro “some” e se mantém recluso no Alvorada desde derrota nas urnas

Desde a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há nove dias, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve recluso no Palácio da Alvorada, com raros compromissos oficiais, e longe das redes sociais, ambiente em qual sempre foi ativo.

Após o segundo turno das eleições, o atual chefe do Executivo só esteve no Palácio do Planalto, a sede do Executivo onde costuma dar expediente, em duas ocasiões. Ele também não fez a sua tradicional “live” de quinta-feira.

Duas pessoas próximas ao presidente ouvidas pelo Globo atribuem o “sumiço” a problemas de saúde. No fim da semana passada, Bolsonaro, segundo os relatos, chegou a apresentar um quadro febril e demonstrou estar abatido. A explicação dada é que sua imunidade caiu após a “rotina pesada” de viagens durante a campanha eleitoral. Questionado, o Palácio do Planalto não se manifestou.

No dia seguinte à derrota, Bolsonaro esteve na sede do Executivo pela manhã. A agenda oficial consta apenas uma reunião de trinta minutos com o ministro da Economia, Paulo Guedes, embora, como mostrou O Globo, também tenha se reunido com os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, além do vice em sua chapa, general Walter Braga Neto.

Antes, no Palácio da Alvorada, já havia recebido o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na terça-feira, na primeira vez que se manifestou sobre o resultado das eleições, Bolsonaro teve reuniões com integrantes do primeiro escalão do governo, quando discutiu o tom do seu pronunciamento de 2 minutos. O presidente, diante de jornalistas, encerrou sua fala às 16h38. Depois, se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se reunir com ministros da Corta, a última vez que foi visto em público.

Recolhido no Alvorada e sem compromissos oficiais, segundo sua agenda, Bolsonaro só surgiu na quarta-feira em um vídeo gravado pedindo que apoiadores liberassem as rodovias. Com uma camiseta de malha, o presidente pediu que os seguidores não “pensem mal” dele e admitiu estar “triste” com o resultado das eleições.

Vereador de Santa Catarina é suspeito de matar amigo em discussão política

O vereador da cidade de Dona Emma (a 248 km de Florianópolis) Valdir Siqueira (MDB) é suspeito de matar um amigo a facadas, neste sábado (5), durante uma discussão por política em um bar do município. Outras duas pessoas ficaram feridas no episódio.

De acordo com a delegada plantonista, Elisabete Pardo, o suspeito, que é presidente da Câmara Municipal, fugiu após o crime. A vítima, Luciano Mafassoli, 45, morreu ainda no local.

A reportagem ainda não conseguiu o contato com a defesa de Siqueira.

A autoridade policial informou que o vereador e a vítima eram amigos e nunca tiveram desentendimentos. Durante a campanha presidencial, eles teriam feito uma aposta.

“O autor estava apoiando o candidato petista, e a vítima, o presidente Bolsonaro. Eles apostaram um determinado valor em dinheiro. Deu Lula, a vítima foi e pagou a aposta”, conta.

No sábado, a vítima e outros dois amigos, todos bolsonaristas, segundo a delegada, estavam desde cedo em um bar na região central, onde faziam churrasco.

Eles estavam na parte interna do estabelecimento, no balcão. Por volta das 14h20, o suspeito chegou ao local, ficou na varanda e pediu uma cerveja, ainda de acordo coma delegada.

“Depois ele foi ao banheiro e, na volta, cumprimentou os três. Dois responderam, mas a vítima se recusou a responder o cumprimento. Nesse momento começou uma discussão, uma briga, com garrafas para um lado, copos para outro. Uma confusão”, explica a delegada.

O casal proprietário do bar disse em depoimento que o vereador foi até a sua caminhonete, pegou uma faca que estava sob o banco, voltou e atingiu a vítima.

“Ele foi esfaqueado no abdômen, do lado esquerdo, e na região da costela, na parte posterior, região das costas. Os outros dois amigos tentaram apartar e também foram esfaqueados”, explica.

O vereador fugiu, segundo a delegada, e apesar das diligências ainda não foi localizado.

A Polícia Militar e os bombeiros foram acionados, mas Mafassoli morreu ainda no local. Os feridos foram socorridos e levados para o Hospital Maria Auxiliadora, em Presidente Getúlio (SC), e já receberam alta, segundo o hospital. Os nomes não foram revelados.

O caso foi registrado como homicídio e duplo homicídio tentado. De acordo com a delegada, no momento do crime havia cerca de dez pessoas no estabelecimento, que ainda vão prestar depoimento.

Raquel Lyra tira férias da procuradoria para cuidar da transição do governo

Procuradora do Estado concursada, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), solicitou férias do período de 31 de outubro até 30 de dezembro deste ano. A tucana utiliza o saldo de férias existentes do âmbito do órgão.

Neste período, a gestora eleita cuidará da transição do governo do Estado. Com 58,70% da intenções de votos (3.113.415 de eleitores), a tucana venceu a adversária Marília Arraes (SD), que obteve 41,30% das intenções de votos ou 2.190.264 eleitores.

Logo na última segunda-feira (31), o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou os nomes da equipe de transição do seu governo. O grupo será coordenado pelo secretário da Casa Civil, José Neto. O colegiado contará, ainda, com os secretários Alexandre Rebelo (Planejamento), Décio Padilha (Fazenda), Marília Lins (Administração) e Ernani Médicis (Procuradoria Geral do Estado). A equipe de Raquel ainda não teve os nomes escolhidos. Desde ontem, Raquel Lyra e sua vice Priscila Krause (Cidadania) estão recolhidas com suas famílias após o período eleitoral. Elas devem retomar as atividades a partir da próxima semana.

Justiça manda PF investigar suspeita de assédio eleitoral a beneficiários do Auxílio Brasil em Coronel Sapucaia

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul determinou que a Polícia Federal (PF) investigue suspeita de assédio eleitoral a beneficiários do Auxílio Brasil em Coronel Sapucaia (MS). O ofício foi emitido, nesta quinta-feira (3), e manda a PF apurar a denúncia de uma reunião convocada 48 horas antes do 2º turno com cidadãos que recebem o benefício social. A Procuradoria Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul investiga o caso.

O caso foi revelado pelo repórter Caco Barcellos no Profissão Repórter na terça-feira (1º), que mostrou que os beneficiários estavam sendo assediados a votar em Jair Bolsonaro (PL) para presidente.

Na determinação, a Justiça Eleitoral vê a investigação da PF como uma tentativa de esclarecer a finalidade da reunião e levantar evidências para apurar os fatos que a reportagem que o “Profissão Repórter” denunciou.

Procuradoria investiga
A Procuradoria Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul informou que vai investigar a denúncia de assédio eleitoral ocorrido em Coronel Sapucaia (MS).

“Serão solicitadas diligências ao promotor eleitoral de Coronel Sapucaia para instruir o feito”, afirma o Ministério Público Eleitoral no estado na manhã desta quarta-feira (2).

Nas redes sociais do prefeito de Coronel Sapucaia (MS), Rudi Paetzold (MDB), internautas cobram posicionamento sobre a denúncia de assédio eleitoral com beneficiários do Auxílio Brasil. Ao g1, a assessoria de Rudi disse que o prefeito “não irá se posicionar sobre o caso no momento.

No Instagram de Rudi, algumas pessoas comentaram cobrando um posicionamento do prefeito e chegaram a marcar as contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Entre as postagens, um usuário escreve: “Que exemplo em prefeito”. Em outro post, outro comentário: “Eaí prefeito, e essa compra de votos?”.

Edir Macedo fala em perdão ao se referir a Lula e diz que a vontade de Deus foi feita nas eleições: ‘Bola para frente’

O líder da Igreja Universal, bispo Edir Macedo, gravou um vídeo nesta quinta-feira (3) falando em perdão ao se referir ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Macedo afirmou que orou pela vitória de Jair Bolsonaro (PL), mas disse que a vontade de Deus foi feita nas eleições.

Edir Macedo declarou apoio à reeleição de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno das eleições.

Nesta quinta, ele disse que estava em uma reunião, quando uma mulher, em prantos, gritou em oração: “Eu perdoo você, Lula”.

O bispo falou que teve uma reflexão sobre a oração da mulher e o perdão. Macedo afirmou que acredita que muitos cristãos estão magoados com Lula por causa dos supostos casos de corrupção, mas que é necessário perdoar.

“A escolha foi da maioria, que votou. Nós não podemos ficar com mágoa, porque é isso que o diabo quer. O diabo quer acabar com a sua fé, acabar com seu relacionamento com Deus por causa de Lula ou dos políticos. Não dá, bola para frente.”

“O perdão é uma atitude pensada, raciocinada. Se você esperar sentir no coração vontade de perdoar, você não vai perdoar nunca. O coração é indomável”, afirmou.

Edir Macedo disse ainda que estava orando pela reeleição de Bolsonaro, mas que também pediu que a vontade de Deus fosse feita.

“Ele [Lula] se candidatou, o povo que votou. E ele ganhou, e acabou. Ele, supostamente, ganhou segundo a vontade de Deus. Mas quem ganhou fomos todos nós. Todos os que creem, todos que vivem pela fé.”

PRF aplica mais de 730 multas por bloqueios ilegais em atos de bolsonaristas em Pernambuco

Entre a segunda-feira (31) e esta quinta-feira (3), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Pernambuco aplicou mais de 730 multas por causa de bloqueios ilegais e estacionamento irregular em rodovias federais durante atos de bolsonaristas no estado. Os protestos antidemocráticos são contra o resultado das eleições presidenciais.

Em todo o Brasil, foram mais de 4,2 mil multas. Algumas infrações podem variar de R$ 5,8 mil a R$ 17,6 mil, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para os casos de pessoas que usaram os carros para fazer bloqueios. Foram ao menos 31 casos desse tipo no estado.

Somente com relação a estacionamento irregular, foram 359 autos de infração. Muitos deles ocorreram no protesto ocorrido na BR-232, no Curado, Zona Oeste do Recife. Bolsonaristas seguravam faixas que pediam o fim do Supremo Tribunal Federal (STF) e intervenção militar, o que é inconstitucional.

Prefeita do Conde, PB, exonera todos os servidores comissionados do município

A prefeita do Conde, Karla Pimentel (PROS), cidade da Região Metropolitana de João Pessoa, exonerou todos os servidores comissionados do município, na terça-feira (1º).

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Conde e segundo informou a secretaria de comunicação do município em nota divulgada nesta quarta-feira (2), a mudança é para implementar “medidas administrativas fundamentais e essenciais para o bom e fiel cumprimento das atividades institucionais”.

De acordo com o decreto, a exoneração atinge os servidores da administração direta e indireta, exceto as pessoas que estão em licença maternidade, com benefícios do auxílio-doença, previdenciário ou por acidente.

A nota da secretaria de comunicação diz que as exonerações e nomeações são para readequar a nova estrutura administrativa da gestão municipal, em que algumas pessoas já foram nomeadas na mesma edição do Diário Oficial.

“Com essa mudança, baseada na Lei Nº 1148/22, haverá uma modernização nos cargos, além da criação de novos serviços que não existiam em alguns setores e que vem para facilitar a dinâmica geral do trabalho na prefeitura”, destacou a nota.

Ainda conforme a prefeitura, as mudanças não puderam ser aplicadas no período em que a prefeitura previa por causa da Lei Complementar Nº 173/2020, que impediu a criação de cargos em todas as esferas do poder público brasileiro. Com o fim do vigor da lei, a criação da nova estrutura e aprovação da Câmara Municipal, a prefeitura vai iniciar o processo de reestruturação.

Relator do Orçamento e Alckmin defendem “PEC de Transição” para garantir auxílio de R$ 600

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator-geral do Orçamento de 2023, afirmaram nesta quinta-feira (3) que o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negociará com o Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 600 no próximo ano.

“Chegamos a um acordo: não cabe no orçamento atual as demandas que precisamos atender. Então, de comum acordo, decidimos levar aos líderes partidários, aos presidentes da Câmara e do Senado a ideia de aprovarmos uma PEC em caráter emergencial, excepcionalizando do teto de gastos despesas que são inadiáveis”, afirmou Marcelo Castro.

“Nós vamos procurar o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Celso Sabino (União Brasil-PA) e depois vamos conversar com os presidentes da Câmara [Arthur Lira (PP-AL) e do Senado [Rodrigo Pacheco (PSD-MG)]“, disse Geraldo Alckmin.

“Combinamos de na próxima terça-feira (8) nos encontrarmos novamente para poder detalhar as necessidades. A preocupação é manter o Bolsa Família de R$ 600 para pagá-lo em janeiro. Há necessidade de até 15 de dezembro termos a autorização [para pagar o benefício]”, acrescentou o vice-presidente eleito.

Questionado se a PEC liberaria do teto de gastos o valor de R$ 200 milhões, Alckmin afirmou que “não se discutiu nenhum valor”. Ele concluiu ressaltando que a reunião “foi muito proveitosa” e que “tudo tem que ser muito rápido”.

Essa é a primeira ida de Alckmin a Brasília desde o segundo turno da eleição, realizado no domingo (30). A reunião também teve a participação do senador eleito Wellington Dias (PT-PI), designado por Lula para tratar sobre o tema, e o coordenador do programa de governo do petista, Aloizio Mercadante, e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

Aliados do presidente eleito, o ex-ministro Aloizio Mercadante, os senadores Paulo Rocha (PT-PA), Jean Paul Prates (PT-RN), Fabiano Contarato (PT-ES) e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Enio Verri (PT-PR), Rui Falcão (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) também estiveram no encontro com Castro.

Geraldo Alckmin e Gleisi Hoffmann ainda devem se encontrar nesta quinta com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), às 14h, e com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Bruno Dantas, às 15h.

Arcebispo de Brasília costurou encontro entre Alckmin e Bolsonaro

Blog Gerson Camarotti

O arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, foi quem costurou o encontro entre o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições por Lula (PT), nesta quinta-feira (3).

Segundo o blog apurou, Dom Paulo foi pela manhã ao Palácio do Alvorada conversar com Bolsonaro. Depois deste encontro, Bolsonaro resolveu ir até o Palácio do Planalto onde Alckmin, coordenador da equipe de transição, estava em reunião com Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil para discutir o processe de transição de governo. Lá, cumprimentou o vice-presidente eleito.

Dom Paulo falou a Bolsonaro que era importante para a pacificação do país que ele recebesse o presidente eleito. Bolsonaro disse que, nesse momento, não receberia Lula, mas que tudo bem receber Geraldo Alckmin.

A pessoas próximas, o arcebispo de Brasília, que é cardeal, disse que o país precisa de gestos de conciliação e que o encontro de hoje entre Alckmin e Bolsonaro “fez a diferença”.

Mais tarde, depois do encontro, Alckmin disse que ele e Bolsonaro tiveram uma conversa “positiva”.

“Foi positivo. O presidente convidou – nós já estávamos saindo – para que fosse até seu gabinete e reiterou o que disse o ministro Ciro Nogueira e o ministro general Ramos, da disposição do governo federal de prestar todas as informações, colaborações, para que se tenha aí uma transição pautada pelo interesse público.”

“O presidente [Bolsonaro] fala depois o teor da conversa. Mas foi, em resumo, reiterar os compromissos em relação à transição. Pautada na transparência, na continuidade dos trabalhos, no planejamento, na previsibilidade.”

Vice-prefeita de Cumaru renuncia após Marília ser majoritária na cidade

A vice-prefeita de Cumaru, no Agreste, Girlene Cardoso (PP), deixou o cargo na segunda-feira (31), após pôr o mandato “à prova” na cidade.

Ela divulgou uma carta dizendo que iria renunciar ao posto e transferir o título eleitoral para outro município caso Raquel Lyra (PSDB), governadora eleita de Pernambuco, tivesse menos votos que Marília Arraes (Solidariedade) na cidade.

A diferença entre as duas candidatas foi de 24 votos, mas, em Cumaru, Marília Arraes venceu.

O placar foi de 5.460 votos a 5.436 votos. Por causa disso, Girlene Cardoso divulgou outra carta, autenticada em cartório, confirmando o compromisso.

A primeira carta foi redigida no dia 14 de outubro. No documento, firmado em cartório, Girlene Cardoso afirma que, com a medida, estava colocando “o mandato em julgamento”, e dizia não aguentar mais “tanta calúnia e tanta difamação”.

“Se vocês acharem que estamos fazendo o melhor para Cumaru, então, nesta eleição, vote junto comigo. Vote em Raquel Lyra 45. Mas, se você achar que este trabalho não é o que você esperava, vote na outra candidata”, dizia o texto.

Apesar de Raquel Lyra ter perdido em Cumaru, a governadora eleita teve aumento expressivo entre os dois turnos das eleições.

No primeiro, ela foi a terceira colocada na cidade. Marília Arraes teve 3.940 votos; o candidato derrotado Danilo Cabral (PSB), 2.599; e Raquel Lyra, 1.721 votos. As informações são do G1-PE.

TSE derruba perfis de Zezé di Camargo, Carla Zambelli e André Valadão

Os perfis no Twitter do cantor Zezé di Camargo, da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do pastor evangélico André Valadão foram bloqueados nesta terça-feira (1°). Zambelli também teve outras contas em plataformas digitais suspensas, como Facebook, YouTube, LinkedIn e Instagram. Os motivos ainda não estão claros, mas a ação teria sido um pedido do Tribunal Superior Eleitoral.

Nas contas suspensas, o Twitter direciona para um link que explica o possível motivo.

“Em nosso esforço contínuo para disponibilizar nossos serviços para pessoas em todos os lugares, se recebermos uma solicitação válida e com escopo adequado de uma entidade autorizada, pode ser necessário reter o acesso a determinado conteúdo em um determinado país de tempos em tempos. Tais retenções serão limitadas à jurisdição específica que emitiu a demanda legal válida ou onde o conteúdo violar a(s) lei(s) local(is)”, diz as regras da plataforma.

Zezé di Camargo é apoiador de Jair Bolsonaro, mas ainda não se sabe se a suspensão de seu perfil individual (@zezedicamargo) teria sido por postagens políticas. O aviso na página diz: “Conta suspensa: o Twitter suspende as contas que violam as Regras do Twitter”. Já o perfil da dupla com o irmão Luciano segue ativo.

Carla Zambelli manifestou recentemente apoio aos movimentos que contestam as eleições e estão bloqueando rodovias pelo Brasil. A deputada tinha mais de 2 milhões de seguidores no Twitter. No último sábado (29), a deputada perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já André Valadão compartilhou um vídeo no Twitter em 19 de outubro com uma suposta retratação a Lula— então candidato a presidente no segundo turno das eleições — sob intimação do Tribunal Superior Eleitoral. Tanto a Justiça Eleitoral quanto o TSE desmentiram que houve tal exigência da parte deles. Em resumo, o vídeo seria uma resposta a uma fake news inventada por Valadão, para assumir o papel de vítima.

Coreias trocam mísseis e se acusam de ‘invasão territorial’ pela primeira vez

Pela primeira vez na História, as duas Coreias fizeram disparos de mísseis ao território vizinho nesta quarta-feira (2).

No início da manhã, a Coreia do Norte disparou 23 mísseis de vários tipos, segundo o Estado-Maior da Coreia do Sul. Seul acusou Pyongyang de invadir seu território, também pela primeira vez desde a separação das duas Coreias, e retaliou também com lançamento de mísseis ao território vizinho.

Um dos projéteis lançados pela Coreia do Norte atingiu o sul da Linha do Limite Norte (NLL), que é a demarcação marítima entre as Coreias e uma área de tensão entre os países. Outros tipos de armamentos já haviam sido disparados nesta direção, mas nunca um míssil balístico.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, disse que o míssil norte-coreano que cruzou a fronteira marítima entre os dois vizinhos e caiu perto de suas águas territoriais constitui “uma invasão territorial”.
Yoon afirmou que a provocação da Coreia do Norte “constitui de fato uma invasão territorial com um míssil que cruzou a linha de fronteira norte pela primeira vez desde a divisão” da península, disse seu gabinete em comunicado.

O projétil caiu 26 quilômetros ao sul da NLL, a apenas 57 quilômetros da cidade sul-coreana de Sokcho, na costa leste, e a 167 quilômetros de Ulleung. Esta foi a primeira vez que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico em direção ao sul, segundo Seul.

Em retaliação, as Forças Armadas sul-coreanas Seul também dispararam mísseis que atingiram ao norte da NLL, alcançando portanto território norte-coreano.

Os lançamentos ocorreram poucas horas depois de Pyongyang exigir que os Estados Unidos e a Coreia do Sul interrompessem os exercícios militares em larga escala, dizendo que “tal provocação e imprudência militar não podem mais ser toleradas”.

De acordo com a rede de notícias pública japonesa “NHK”, o governo do Japão convocou uma equipe de emergência composta por funcionários de ministérios e agências relacionadas ao Centro de Gerenciamento de Crises do Gabinete do Primeiro Ministro.

O ritmo de lançamento de mísseis pelos norte-coreanos têm crescido nos últimos meses. Só entre setembro e outubro de 2022, o país disparou dez projéteis, uma frequência sem precedentes.

TCU conclui análise dos boletins de urna e diz que não há divergência de informação

O Tribunal de Contas da União (TCU) não encontrou nenhuma divergência na análise feita nos boletins de urna do primeiro e do segundo turno das eleições deste ano. Os auditores do tribunal compararam as informações dos boletins de urna com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A informação foi dada pelo ministro Bruno Dantas, presidente em exercício da corte, no início da sessão plenária desta terça-feira (1º). “Tenho a convicção de que, mais uma vez, o tribunal cumpriu seu papel institucional com louvor, assegurando lisura e credibilidade ao processo eleitoral”, afirmou.

No primeiro turno, os auditores do TCU analisaram 4.161 boletins de urna do primeiro turno das eleições. Segundo o tribunal, cerca de 5,8 milhões de informações foram comparadas e nenhuma divergência foi encontrada. A amostra foi selecionada aleatoriamente e entregue fisicamente ao TCU pelo TSE.

Já no segundo turno, a equipe técnica do TCU analisou 604 versões digitais de boletins de urna, coletados no dia da eleição por 54 auditores espalhados pelas 27 capitais do país. Novamente, nenhuma divergência foi encontrada.

“Os documentos foram compartilhados com a equipe de plantão em Brasília, que procedeu à conferência com os dados divulgados no site do TSE, e nenhuma divergência foi identificada”, afirmou Dantas.

O ministro informou que a comparação feita pelos auditores está disponível no site do TCU, para qualquer interessado.

Ele também afirmou que somente o TCU poderia realizar tal fiscalização, por ser a única instituição que “encontra respaldo constitucional para essa tarefa”, que “detém métodos, técnicas e arranjos institucionais adequados e testados para auditar e opinar com credibilidade” e por ser “imparcial”.

As conclusões serão apresentadas em relatório, dentro do processo que acompanha desde o ano passado o sistema eletrônico de votação no que diz respeito à segurança, confiabilidade e auditabilidade.

Bolsonaro condena manifestações que impedem ‘direito de ir e vir’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) condenou nesta terça-feira (1º) as manifestações que impedem o “direito de ir e vir” da população.

A declaração foi dada durante o primeiro pronunciamento de Bolsonaro após o resultado do 2º turno da eleição que confirmou a derrota do candidato do PL.

Bolsonaro afirmou que “as manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas”, mas ponderou que seus apoiadores não podem cercear os direitos da população.

“Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentido de justiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas. Mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, apontou o presidente.

Ao menos 10 estados e o DF determinaram que a PM atue para liberar as rodovias no país bloqueadas por manifestantes bolsonaristas que protestam contra o resultado das eleições de domingo (30).

Segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), há bloqueios em 227 rodovias federais.

Nesta terça, Bolsonaro fez uma fala curta, de dois minutos, em que disse também que continuará cumprindo a Constituição.

Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.

Após pronunciamento, Bolsonaro vai ao STF e conversa com ministros; presidente usou verbo ‘acabou’, diz Fachin

Após pronunciamento na tarde desta terça-feira (1º), em que agradeceu os votos que teve na eleição e disse que continuará respeitando a Constituição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF). A visita foi um convite feito pelo STF ao presidente.

A reunião com os ministros da Corte ocorreu a portas fechadas e durou cerca de uma hora. Após o encontro, o STF divulgou nota na qual informou que os ministros transmitiram para Bolsonaro a avaliação deles sobre o pronunciamento do presidente.

Os ministros consideraram importante Bolsonaro ter reconhecido a derrota na eleição e ter criticado os bloqueios feitos em rodovias por apoiadores do governo.

“Os ministros do STF reiteraram o teor da nota oficial divulgada, que consignou a importância do reconhecimento pelo presidente da República do resultado final das eleições, com a determinação do início do processo de transição, bem como enfatizou a garantia do direito de ir e vir, em razão dos bloqueios nas rodovias brasileiras”, afirmou a nota.

Também depois da reunião, o ministro Luiz Edson Fachin conversou com a imprensa. O magistrado disse que Bolsonaro usou o verbo “acabar” no passado ao se referir à eleição.

“O presidente da República utilizou o verbo acabar no passado. Ele disse acabou. Portanto, olhar para a frente”, afirmou Fachin.

Bolsonaro não falou após o encontro com os ministros do STF.

Mais cedo, Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento depois perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição