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Grupos bolsonaristas dizem que não vão sair das ruas após discurso do presidente

O apelo de grupos bolsonaristas no Telegram após o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (1º), é pela manutenção dos protestos nas ruas.

“Não abandonemos as ruas. Ao contrário, continuemos firme, pois penso que nas entrelinhas desse discurso possa haver algo”, logo disse um apoiador.

“Em nenhum momento, ele falou que não é para manifestar. Esse é o sinal que ele nos deu”, disse outro. “O recado ele deu: manifestação pacífica sem trancar as passagens.”

Em pronunciamento após dois dias de silêncio, Jair Bolsonaro (PL) disse que “atuais movimentos populares são frutos de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral” e que “as manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas”. Ele condenou, no entanto, “métodos da esquerda”, como cerceamento do direito de ir e vir.

“Preste atenção! Não parem as manifestações! Precisamos de 72 horas para que as Forças Armadas façam intervenção federal!”, diz outro usuário.

Desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), bolsonaristas organizam barricadas, sendo parte relevante em grupos de Telegram. Apesar de alguns bloqueios ordenados nesta terça pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), vários grupos permanecem ativos com convocações golpistas.

Bolsonaro diz que vai cumprir a Constituição; Ciro Nogueira inicia a transição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno, o primeiro pronunciamento após perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição. Depois, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que dará início à transição de governo.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.

Bolsonaro também disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações. Caminhoneiros que apoiam o presidente fazem bloqueios em rodovias do país desde o fim do domingo (30).

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Dois dias após perder a eleição, Bolsonaro quebra silêncio com pronunciamento curto e diz que continuará cumprindo a Constituição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno das eleições, o primeiro discurso após perder a eleição. O presidente fez um pronunciamento curto em que agradeceu os votos que recebeu.

Ele disse também que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações.

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, afirmou o presidente.

Bolsonaro afirmou que sempre respeitou a Constituição e continuará com esse comportamento.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Movimentação no Alvorada
A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República onde o presidente se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local levando os ministros escalados para compor o “cenário” da declaração de Bolsonaro.

A TV Globo e o g1 contabilizaram “comitivas” dos ministérios de Justiça e Segurança Pública, Ciência e Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Cidadania, Economia, Direitos Humanos, Trabalho, Relações Exteriores, Casa Civil, Agricultura e Saúde.

Os carros passaram direto pela portaria e, por isso, não era possível saber se as áreas eram representadas por ministros ou por secretários.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

Em instantes: Bolsonaro fará pronunciamento após derrota das eleições

Após quase 48 horas de silêncio, o presidente Jair Bolsonaro deve falar pela primeira vez nesta terça-feira (1º) após perder a eleição para Lula.

Um púlpito foi colocado no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde o presidente está reunido com ministros.

O resultado da eleição foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 do último domingo (30) e reconhecido pelos presidentes da Câmara, do Senado, do TSE e do STF, governadores, presidentes de outros países e entidades internacionais, como a ONU.

Lula obteve 60,3 milhões de votos e foi o presidente eleito mais votado da história. Bolsonaro recebeu 58,2 milhões de votos. A diferença foi de 2,1 milhões de votos.

Governadores de 9 estados mandam PM tirar bolsonaristas de rodovias

Ao menos 9 governadores determinaram que a PM atue para liberar as rodovias no país bloqueadas por manifestantes bolsonaristas que protestam contra o resultado das eleições de domingo (30).

O g1 está apurando a situação em todo o país nesta terça-feira (1º), depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou que as polícias militares dos estados são capazes de desobstruir rodovias federais bloqueadas e identificar, multar e prender os responsáveis.

Normalmente isso cabe à PRF, mas o STF determinou que as polícias militares têm “plenas atribuições constitucionais e legais para atuar” na questão.

Entre os governos dos estados que determinaram que a PM atue para liberar as rodovias no país bloqueadas por bolsonaristas estão:

Rio de Janeiro;
São Paulo;
Minas Gerais;
Rio Grande do Sul;
Paraná;
Maranhão;
Bahia;
Goiás;

Em Pernambuco, o governo estadual afirmou que vem atuando desde ontem em apoio à Policía Rodoviária Federal (PRF) e que as operativas da Polícia Militar estão sendo empregadas nesses trabalhos de garantia do fluxo em rodovias federais.

No Amapá e no Tocantins, o governo estadual ainda não se manifestou, mas a PM está atuando no desbloqueio das vias.

Já no Ceará, a PRF disse que mantém contato com a Polícia Militar do estado para “dar uma resposta imediata” em caso de bloqueios de vias, embora nenhum ponto de interdição esteja ativo nesse momento no estado.

O governo do Acre foi o único que informou ao g1 até o momento que não recebeu oficialmente a decisão da Justiça e que, portanto, ainda não acionou as forças de segurança estadual.

Um balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado em entrevista realizada no início da tarde desta terça indicou que havia 267 pontos de interdição ativos no país. O órgão também informou que 330 manifestações haviam sido desfeitas até 13h30 de hoje.

Segundo o g1 apurou, por volta de 13h40 havia mais de 470 bloqueios, somando rodovias federais e estaduais, em 22 estados e no Distrito Federal.

Em alguns locais, a PM chegou a usar bomba de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, como ocorreu em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. No Rio Grande do Norte, houve uso de spray de pimenta.

O presidente é obrigado a passar a faixa para o sucessor? Entenda

É tradição que o eleito para chefiar o Executivo federal receba de seu antecessor, no dia de sua posse, a faixa presidencial no parlatório do Planalto. A entrega da peça simboliza a transmissão do poder presidencial, além da superação de eventuais diferenças programáticas levantadas durante a campanha. Se o antigo e o novo mandatário, contudo, forem adversários políticos ferrenhos, é obrigatório que eles realizem a solenidade?

A resposta é não. Segundo a advogada constitucionalista Vera Chemim, mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a transmissão da faixa é um ato de valor meramente simbólico e não tem caráter obrigatório. Isso significa que se Jair Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022, não quiser comparecer para entregar a peça ao novo presidente, não há problema algum do ponto de vista legal.

Vera explica que o único rito verdadeiramente obrigatório é que o presidente eleito jure compromisso com a Constituição Federal no Congresso Nacional. É nesse momento que ocorre a posse, como previsto no artigo 78 da Carta. Outras atividades tradicionais da cerimônia, como o costumeiro desfile de automóvel pela Esplanada dos Ministérios, são festividades que ficam a critério do novo governante.

Vera recorda que último presidente da ditadura militar, João Figueiredo, não compareceu à posse de José Sarney em 1985. “Não há nenhum problema. O presidente eleito, sim, tem a obrigação de comparecer ao Congresso Nacional para prestar o juramento de cumprir a Constituição”, reforça a advogada.

Em julho de 2021, Bolsonaro disse a apoiadores que só entregaria a faixa se disputasse o que chamou de “eleições limpas”. À época, o mandatário fazia campanha pela implementação do voto impresso no próximo pleito, insistia em questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro e ameaçava não passar o poder para o próximo eleito. Pesquisas eleitorais têm apontado o principal adversário político de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à frente na disputa pelo Planalto em 2022.

A faixa verde e amarela foi instituída em 1910 por decreto do presidente Hermes da Fonseca, que alegou a necessidade de um adereço para expressar o poder presidencial. É comum que os mandatários vistam o ornamento na foto oficial de seus governos e em viagens diplomáticas.

Nem sempre a peça é entregue pelo antecessor do chefe do Executivo. Em caso de reeleição, já ocorreu de a faixa ser transmitida pelo chefe de cerimonial da posse, como foi com Fernando Henrique Cardoso em 1999. Há a possibilidade também do presidente eleito subir a rampa do Congresso Nacional já usando a faixa presidencial, assim como na reeleição de Lula em 2007.

Dilma não será ministra de Lula e é cotada para cargo fora do Brasil

Dilma Rousseff (PT) deve ser indicada pelo presidente eleito Lula (PT) para um cargo fora do Brasil, de projeção e prestígio. A ideia seria fazer um resgate histórico da petista, que sofreu impeachment em 2016, no que Lula sempre classificou como “golpe”. O amplo trânsito dela entre líderes internacionais pesa para que a possibilidade se concretize, desde que a ex-presidente queira passar um período fora do país.

A hipótese de Dilma integrar o ministério de Lula já foi descartada pelo presidente eleito. Depois do comício que fez no vale do Anhangabaú, em São Paulo, em maio, o ex-presidente afirmou: “Tem muita gente que, na perspectiva de criar confusão entre nós dois, fala para mim: ‘Você vai levar a Dilma para um ministério? Você vai levar o José Dirceu para um ministério?’ Nem eu vou levar e jamais a Dilma caberia em um ministério, porque Dilma tem a grandeza de ter sido a primeira mulher presidente da história deste país”.

Lula fez questão de elogiar e dar destaque a Dilma em diversos atos de campanha. As iniciativas incomodavam estrategistas da campanha do petista, que temiam que a imagem da ex-presidente, que deixou o cargo mal avaliada, espantasse eleitores que votavam no petista mais por aversão a Jair Bolsonaro (PL) do que por admiração a seus governos.

A campanha de Bolsonaro, por sua vez, só se referia às administrações petistas na televisão como “governo Lula-Dilma”, para tentar colar a rejeição dela no ex-presidente.

No discurso de vitória da avenida Paulista, no domingo (30), Lula voltou a fazer rasgados elogios a Dilma, que foi ovacionada pela militância que estava na celebração.

Gleisi diz que Lula vai indicar coordenador da transição nesta terça-feira

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann disse ao blog da Andreia Sadi que Lula (PT) vai indicar o nome do chefe da transição ainda nesta terça-feira (1º).

Na segunda-feira (31), ela manteve conversas com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que, segundo ela, afirmou que a pasta está pronta para iniciar a transição.

“Ciro disse que estão preparados para fazer a transição, aguardando apenas os nomes. Que o Centro Cultural Banco do Brasil está à disposição. Temos direito a 50 nomes e, hoje, vamos bater o martelo sobre quem vai comandar”.

Ciro Nogueira não se manifestou publicamente sobre o assunto até aqui.

As negociações de bastidor entre o PT e integrantes do governo Bolsonaro contrastam com a postura do próprio presidente da República, que tem se recusado a se pronunciar publicamente sobre a derrota nas eleições, passadas mais de 30 horas da divulgação do resultado.

Não custa lembrar que, quando perdeu em 2018, o petista Fernando Haddad ligou para Bolsonaro ainda na noite do domingo de eleições.

Segundo o blog apurou, o comitê de Lula prefere que o chefe da transição de Bolsonaro seja alguém da política – e não o ex-ministro da Defesa e candidato a vice Braga Netto, como foi cogitado por aliados de Bolsonaro.

Na reunião do Alvorada na segunda, Bolsonaro, inclusive, foi aconselhado a não indicar Braga Netto pelo perfil hostil e sem interlocução com outros Poderes.

Aliados dizem que Bolsonaro reconhecerá derrota, mas apontará possíveis irregularidades

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) informaram à CNN que ele vai reconhecer a derrota entre hoje e amanhã mas que pretende listar o que considera possíveis irregularidades nas eleições deste ano que ajudaram a dar a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o próprio presidente deverá elaborar a sua manifestação. O formato ainda não está claro no seu entorno: pode ser um vídeo, um documento ou uma postagem em suas redes sociais.

De qualquer modo, a leitura é de que o presidente acabou convencido, principalmente pela ala política, de que o melhor caminho para seu futuro político seria acatar o resultado e tentar construir uma posição de líder da oposição a Lula.

Para tanto, avaliação foi de que é preciso aceitar as regras do jogo e tentar administrar o capital político que a eleição lhe deu, mesmo derrotado, para tentar retornar ao Planalto em 2026.

Bolsonaro completa 24 horas de silêncio sobre vitória de Lula no segundo turno das eleições

O presidente Jair Bolsonaro completou, às 19h57 desta segunda-feira (31), 24 horas de silêncio sobre o resultado do segundo turno das eleições.

No domingo, às 19h57, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquele horário, 98,81% das urnas já tinham sido apuradas, e a reeleição de Bolsonaro era matematicamente impossível.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos (50,9% dos votos válidos), e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos (49,1%).

Bolsonaro não teve compromissos oficiais divulgados nesta segunda (31). O presidente se reuniu pela manhã no Palácio da Alvorada com o ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, e depois com o candidato a vice Braga Netto.

No fim da manhã, Bolsonaro se dirigiu ao Palácio do Planalto, onde ficou até a tarde. Na chegada e na saída, o candidato derrotado à reeleição não falou com apoiadores ou com a imprensa.

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Na tarde desta segunda, a despeito do silêncio de Jair Bolsonaro, houve dois contatos entre o governo atual e a chapa eleita:

o coordenador de comunicação da campanha de Lula, Edinho Silva, ligou para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira;

o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, conversou por telefone nesta segunda-feira (31) com o vice-presidente, Hamilton Mourão.

Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que até as 23h45 não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.

“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse.

Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).

Assessores escalam chanceler Carlos França e pressionam por discurso de Bolsonaro reconhecendo derrota

Assessores de Jair Bolsonaro (PL) têm pressionado o presidente a reconhecer o resultado da eleição, como já fizeram os outros chefes de poderes no Brasil e líderes internacionais de Estados Unidos, China, Reino Unido, França, entre outros.

A apuração foi concluída pouco antes das 20h de domingo (30) e, passadas mais de 15 horas, Bolsonaro ainda não se pronunciou.

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Justamente por temer o impacto nas relações exteriores da postura irredutível de Bolsonaro, os assessores escalaram o chanceler Carlos França para tentar convencer o presidente.

Desde a derrota, Bolsonaro se fechou em copas. Não fala nada nas redes sociais e não apareceu para falar a apoiadores no cercadinho, como fez quase que diariamente ao longo de seu mandato.

O grupo que defende que o presidente reconheça logo a derrota inclui o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa que foi seu candidato a vice na chapa derrotada, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o coordenador da campanha à reeleição, Fábio Wajgarten, e tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordem do presidente.

Além, é claro, do Centrão. Líderes do grupo, que comanda o núcleo político do governo Bolsonaro, inclusive já ligaram para Lula.

Abstenção no 2º turno é a menor desde 2006 e cai pela primeira vez em relação ao 1º turno

As abstenções no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 chegaram a 20,58% do total de eleitores aptos a vota, o menor registrado desde 2006, totalizando 32,2 milhões de pessoas. Esta é a primeira vez que a abstenção no segundo turno foi menor que a do primeiro turno, que este ano foi de 20,95%, pouco mais de 32,7 milhões de eleitores.

Os votos em branco somaram 1,7 milhão, ou 1,43% do total, neste segundo turno, pouco abaixo dos 2,15% do segundo turno na última eleição presidencial, em 2018. Ao todo, cerca de 3,9 milhões de eleitores anularam o voto, o que representa 3,16% no total, percentual bem menor do que os 7,43% do segundo turno de 2018.

Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 37,6 milhões de eleitores que não escolheram nenhum dos candidatos, o equivalente a 24% do total. O candidato eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 60,2 milhões de votos enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve 58,1 milhões de votos.

Estados
Proporcionalmente, os eleitores que estão no exterior foram responsáveis pela maior taxa de abstenção. O Acre e o Amapá vieram em seguida, com 28,4% e 27,1% de abstenções respectivamente. Paraíba e Distrito Federal foram os estados com menor taxa de abstenção.

Quinze horas após resultado, Bolsonaro mantém silêncio sobre vitória de Lula na eleição

Catorze horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter confirmado neste domingo (30) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, Jair Bolsonaro, candidato derrotado do PL à reeleição, ainda não se manifestou sobre o resultado.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

A agenda de Bolsonaro para esta segunda-feira (31) não prevê compromissos oficiais. Pela manhã, o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Cid, se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O general Walter Souza Braga Netto, que concorreu como candidato a vice de Bolsonaro, também foi visto entrando no Alvorada. Depois, Bolsonaro se dirigiu ao Palácio do Planalto.

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que até as 23h45 não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.

“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse.

Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).

Presidente foi dormir
Bolsonaro acompanhou parte da apuração com aliados na Granja do Torto, residência de campo da Presidência que fica a cerca de 15 quilômetros do Centro de Brasília. Depois, dirigiu-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência onde, desde 2019, vive com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Jornalistas aguardavam manifestação de Bolsonaro em frente à residência oficial, mas até a última atualização desta reportagem não havia previsão de declaração do presidente.

Ao blog da Andréia Sadi, pessoas próximas de Bolsonaro afirmaram que tentaram falar com ele, mas foram informados de que o presidente foi dormir depois de saber o resultado das urnas.

Os três filhos políticos de Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) – também não haviam comentado o resultado das eleições até a última atualização desta reportagem.

Marília comemora a vitória de Lula e reconhece o resultado em Pernambuco

Marília Arraes (Solidariedade), candidata derrotada ao Governo de Pernambuco, divulgou um comunicado reconhecendo a sua derrota nas urnas no Estado, na noite deste domingo (30).

“O Brasil venceu. Com a eleição de Lula iniciamos um novo capítulo na história de nosso país. Me congratulo com o presidente Lula por sua vitória”, escreveu Marília. “De minha parte, estou pronta para colaborar com o presidente Lula, mantendo o foco na defesa dos interesses de Pernambuco”, frisou.

“Sempre fui uma pessoa democrática. Reconheço o resultado das urnas, que representa a vontade da maioria dos pernambucanos. Agradeço a todas as eleitoras e eleitores que me confiaram seu voto. Sempre tive lado. E sigo do lado onde sempre estive”, disse Marília, informando que já telefonou para a candidata eleita, Raquel Lyra (PSDB).

Leia o comunicado, na íntegra:
“O Brasil venceu. Com a eleição de Lula iniciamos um novo capítulo na história de nosso país. Me congratulo com o presidente Lula por sua vitória. Trabalhamos incansavelmente para expurgar o mal que afligia o País, unindo as forças progressistas do Estado. E tivemos sucesso. Com Lula, o povo brasileiro vai recuperar direitos básicos como o de ter comida na mesa, emprego, saúde, educação, moradia. E mais ainda, vai recuperar sua segurança, sua autoestima e a garantia de sonhar com um futuro melhor.

De minha parte, estou pronta para colaborar com o presidente Lula, mantendo o foco na defesa dos interesses de Pernambuco. Sempre fui uma pessoa democrática. Reconheço o resultado das urnas, que representa a vontade da maioria dos pernambucanos. Agradeço a todas as eleitoras e eleitores que me confiaram seu voto. Sempre tive lado. E sigo do lado onde sempre estive.

A partir deste momento estarei à frente das oposições, liderando incansavelmente a fiscalização rigorosa e o estrito cumprimento das promessas feitas à população durante a campanha. Já enviei meus cumprimentos para minha adversária e desejei a ela todo sucesso na condução do Estado. Agradeço a Deus, a minha família, marido e filhas por todo apoio nesta caminhada.

Também sou grata a todas as lideranças políticas que estiveram ao meu lado no primeiro e no segundo turnos. Agradeço a minha equipe e a todos que de alguma forma contribuiram ao longo da nossa campanha, uma campanha muito bonita, propositiva e honesta. Que Deus abençoe o povo de Pernambuco e do Brasil“, concluiu Marília Arraes.

Raquel Lyra dedica vitória ao marido e parabeniza o presidente Lula em primeiro pronunciamento depois de eleita

Ao lado de aliados e apoiadores, a governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) fez seu primeiro pronunciamento após o resultado das urnas, neste domingo (30), em um hotel no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Antes de iniciar sua fala, Raquel pediu um minuto de silêncio em homenagem a seu marido, que faleceu no dia da votação do primeiro turno.

“Antes de mais nada gostaria de pedir um minuto de silêncio em respeito ao amor da minha vida, Fernando, que teve com a gente até o dia 2 de outubro e que continua aqui com a gente”, disse, emocionada. “Fernando sonhou comigo todos os meus sonhos. A gente esteve junto desde sempre. Sempre disse que não existia Fernando sem Raquel nem Raquel sem Fernando. A gente sonhou que pudesse estar aqui nesse momento hoje”, destacou.

“A gente sonhou junto fazer Caruaru mudar a vida de gente e a gente sonhou junto estar aqui hoje. Meu amor, ‘nego’, eu vou fazer tudo aquilo que a gente sonhou junto, cuidar de gente. Ir aonde não chegaram, ir nos invisíveis. Foi pra isso que Deus deu nossa missão”, pontuou Raquel, em um discurso emotivo e conectado com a memória do marido.

“Nossos filhos estão aqui, nossa família está aqui e eu quero agradecer a todos eles. Aos nossos líderes políticos que estão aqui também. Aqueles que foram eleitos e nos apoiaram no segundo turno. Aqueles que acreditaram desde o primeiro momento que era possível fazer do jeito certo. Fizemos uma campanha difícil e aqui deixo o meu agradecimento a essa companheira guerreira, Priscila Krause, que nunca duvidou”, ressaltou.

A governadora eleita, que se manteve neutra em relação à disputa presidencial, parabenizou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que vai procurá-lo. “Eu sempre disse que independentemente do presidente eleito, eu iria procurá-lo. Lula foi eleito pelos pernambucanos, pelos brasileiros. Vamos buscá-lo para que ele faça os investimentos necessários em nossa terra. Pernambuco precisa voltar a crescer e há obras e ações estruturadoras que dependem do Governo Federal e que a gente vai arregaçar as mangas para arrancar de lá esses recursos”, reforçou em entrevista coletiva, registrando que continuará sem declarar em quem votou. “Agora o povo de Pernambuco e do Brasil já escolheu seu presidente e é com ele que vamos lutar para que Pernambuco seja um estado melhor para se viver”

Além de sua vice-governadora Priscila Krause, estavam presentes Gustavo Krause, João Lyra Neto (pais de Priscila e Raquel, respectivamente), o presidente do PSDB Bruno Araújo, o deputado federais Mendonça Filho (DEM), Daniel Coelho, os deputados eleitos Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, do Progressistas; Álvaro Porto, Jarbas Filho, Joel da Harpa e os prefeitos de Caruaru, Rodrigo Pinheiro
e Paulo Roberto, prefeito de Vitória.

“É um momento de plena e total gratidão. A Deus, a equipe, a todos que nos apoiaram e aos Pernambucanos que escolheram a mudança de verdade. A gente chegou aqui com muita garra, passando por todos os desafios sem perder a fé em nenhum momento sequer. Minha governadora, vamos unir Pernambuco e cuidar da nossa gente. Deus nos abençoe e ilumine sempre nosso caminho, colocando sempre do lado certo: o do povo de Pernambuco”, discursou a vice-governadora eleita Priscila Krause.