COR LITÚRGICA: VERDE
7ª Semana do Tempo Comum | Sábado
Naquele tempo, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos. (Mc 10,13-16)
Caríssimo irmão, caríssima Irmã, hoje, refletimos sobre um trecho do Evangelho de Marcos que nos apresenta uma das mais belas e profundas lições de Jesus sobre o Reino de Deus: a passagem em que Ele acolhe as crianças e as abençoa.
Neste Evangelho, vemos que as pessoas estavam trazendo crianças a Jesus para que Ele as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, indignado, diz: “Deixem as crianças virem a mim, e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são como elas. Eu lhes asseguro que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.” E, tomando as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.
Esta passagem nos revela vários aspectos essenciais da nossa fé e do nosso relacionamento com Deus.
1. Acolhida e Inclusão:
Jesus nos ensina a importância de acolher e incluir todos, especialmente os mais pequenos e vulneráveis. As crianças, na sociedade da época, não eram vistas com grande importância, muitas vezes não tinham voz nem vez. Jesus, ao acolhê-las e abençoá-las, nos mostra que todos têm um lugar no Reino de Deus, independentemente de sua condição ou idade. Devemos, como cristãos, estar abertos a todos, especialmente àqueles que são marginalizados ou desprezados pela sociedade.
2. A Pureza e a Simplicidade das Crianças:
Jesus destaca a pureza e a simplicidade das crianças como qualidades necessárias para entrar no Reino de Deus. As crianças confiam plenamente, são sinceras e têm um coração aberto. Em nossa jornada de fé, somos chamados a cultivar essas mesmas atitudes: a confiança inabalável em Deus, a sinceridade em nossas ações e palavras, e a abertura para acolher a graça de Deus em nossas vidas.
3. A Importância da Bênção:
Infelizmente uma prática cada vez mais abandonada e não revidada no mundo atual, ao abençoar as crianças Jesus nos lembra da importância das bênçãos em nossa vida cotidiana. A bênção é um sinal da presença e do amor de Deus, um gesto que transmite proteção, graça e paz. Devemos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, criando uma cultura de amor e cuidado mútuo em nossa comunidade.
4. O Reino de Deus Pertence aos Que São Como Elas:
Jesus declara que o Reino de Deus pertence aos que são como as crianças. Isso nos desafia a refletir sobre como estamos vivendo nossa fé. Estamos confiando em Deus com a mesma simplicidade e pureza das crianças? Estamos abertos ao amor e à orientação de Deus em nossas vidas, ou estamos presos em nossas preocupações e preconceitos adultos?
Queridos irmãos e irmãs, ao meditarmos sobre esta passagem, que possamos renovar nosso compromisso de acolher todos com amor e respeito, cultivando em nossos corações a pureza, a confiança e a simplicidade das crianças. Que possamos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, vivendo como verdadeiros filhos e filhas de Deus, prontos para receber o Reino dos Céus com alegria e fé.
Celebramos hoje, Maria Madalena de Pazzi, invocada contra os males corporais; contra a tentação sexual; contra a doença; pessoas doentes, foi uma nobre italiana católica que se tornou freira da Ordem das Carmelitas da Antiga Observância e ficou famosa pelas suas revelações místicas. Aos dezesseis anos foi admitida entre as freiras Carmelitas da Antiga Observância do Mosteiro de Santa Maria dos Anjos da sua cidade. A uma intensa vida espiritual aliou a observância dos votos religiosos e levou uma vida escondida de oração e abnegação. Pedia incessantemente pela reforma da Igreja Católica, e dirigiu as suas irmãs no caminho da perfeição. Indizíveis sofrimentos físicos e dura provação espiritual puseram à prova sua paciência.
Rogai por nós, Santa Maria Madalena! Para que vivamos longe das doenças do corpo, da alma e da imoralidade. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!
Luiz Guilherme
Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB






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