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Anvisa aprova primeira versão nacional de semaglutida após fim da patente da Novo Nordisk

semaglutida, ozempic — Foto: Freepik

Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeiro concorrente nacional da semaglutida após o fim da patente da Novo Nordisk.

O medicamento usa o mesmo princípio ativo presente no Ozempic e no Wegovy.

A aprovação encerra um período em que nenhum novo produto à base de semaglutida havia conseguido registro no Brasil.

A entrada de concorrentes pode aumentar a competição e ajudar a reduzir os preços no futuro.

A EMS ainda não informou quando o Ozivy chegará às farmácias nem qual será o preço do tratamento.A EMS ainda não informou quando o Ozivy chegará às farmácias nem qual será o preço do tratamento.

OMS alerta sobre o risco elevado do ebola se propagar na África

Um católico reza usando máscara, seguindo as instruções das autoridades locais para limitar a propagação do surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo, durante uma missa na Catedral de Bunia, em Bunia, em 24 de maio de 2026. / AFP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu hoje sobre os problemas em lidar com a epidemia do vírus ebola, da cepa Bundibugyo, na cidade de Ituri, epicentro da crise, na República Democrática do Congo (RDCongo).

A OMS considera elevado o risco de propagação do surto na RDCongo devido a violência local, além do fato da sua localização no centro do continente favorecer a forte mobilidade regional, uma vez que faz fronteira com 9 países, sendo um dos países com mais vizinhos na África.

“O atraso na detecção dos casos fez com que as equipes de resposta estejam agora correndo atrás do prejuízo. Estamos ampliando urgentemente as operações, mas, neste momento, a epidemia está nos ultrapassando. Uma em cada quatro pessoas necessita de assistência humanitária e uma em cada cinco é deslocada interna. A violência está obrigando as pessoas a fugir, incluindo profissionais de saúde e humanitários, o que está dificultando gravemente os esforços para expandir o rastreio de contatos do ebola e identificar as infecções com antecedência suficiente para prestar apoio“, explicou Tedros, acrescentando que os países vizinhos da RDCongo precisam agir imediatamente.

Os casos suspeitos ou confirmados de ebola na RDCongo superam até o momento mais de 900, incluindo 101 em que a presença do vírus foi identificada em laboratório, alertou a OMS, que já elevou o risco da propagação para muito elevado a nível nacional e regional. Segundo o governo congolês, foram registradas 204 mortes prováveis devido à epidemia decretada em 15 de maio.

O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doença, agência de saúde pública da União Africana, apontou que Angola, que faz fronteira com a RDCongo, está entre os 10 países africanos que correm o risco de ser afetados pelo vírus, além de Uganda, que notificou mais dois casos, elevando para sete o total de casos confirmados no país

Na ausência de vacina e de tratamento aprovado contra a rara estirpe Bundibugyo, as diretrizes de contenção se concentram, sobretudo no cumprimento das medidas de prevenção sanitária e na detecção rápida dos casos.

As crises de longa data no leste da RDCongo, que tornaram a região palco de um dos piores desastres humanitários do mundo, afetam a resposta ao ebola por diversos motivos. Por um lado, a região enfrenta uma ameaça constante de violência, onde o leste do país sofre com frequentes episódios de violência de grupos rebeldes, muito deles com ligações a países estrangeiros ou ao Estado Islâmico (EI). Além disso, o grupo armado Movimento 23 de Março (M23), supostamente apoiado pelo Ruanda, controlam partes do território congolês.

O vírus Ébola é transmitido por meio do contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vômitos, diarréia e hemorragias internas. A atual epidemia corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.

Medidas internacionais

O Brasil estabeleceu protocolos de prontidão coordenados pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa , focados em vigilância ativa nos portos e aeroportos. Como não há vacinas ou terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo, as medidas se baseiam na contenção e prevenção primária.

Enquanto isso, os Estados Unidos reforçaram os procedimentos de rastreio de ebola no aeroporto de Atlanta para passageiros provenientes da RDCongo, Uganda e Sudão do Sul. As autoridades norte-americanas adotaram ainda medidas adicionais, incluindo restrições de entrada no país, redirecionamento de voos para aeroportos específicos e triagem obrigatória em vários pontos de entrada.

Na Europa não existem ações uniformes de restrição, mas sim vigilância reforçada, triagem em aeroportos e protocolos hospitalares de detecção precoce. As ações são coordenadas, principalmente pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças e por autoridades nacionais de saúde.

Risco epidêmico de ebola é ‘elevado’ para região e ‘baixo’ globalmente, afirma OMS

Profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), em Goma/JOSPIN MWISHA/AFP

O risco epidêmico de ebola presente na República Democrática do Congo (RDC) é considerado elevado em nível nacional e regional, mas baixo em escala mundial, afirmou nesta quarta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A agência da ONU, com sede em Genebra, avalia “como elevado o risco epidêmico nos níveis nacional e regional, e baixo no nível global“, declarou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, um dia após a reunião do comitê de emergências para abordar a epidemia declarada no leste da RDC.

O comitê indicou que a situação no país africano “não atende” aos critérios de uma “emergência pandêmica”.

Farmacêuticas anunciam recolhimento de medicamentos suspensos pela Anvisa

Após determinação da Anvisa, que ordenou a suspensão de medicamentos da Hypofarma e Cimed, as farmacêuticas anunciaram o recolhimento voluntário dos remédios/Foto: magnific

Após determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que ordenou a suspensão de medicamentos da Hypofarma e Cimed, as farmacêuticas anunciaram o recolhimento voluntário dos remédios suspensos na manhã desta terça-feira (19).

A decisão da Anvisa foi publicada na última segunda-feira (18), após notificações de problemas em lotes específicos de produtos fabricados pelos laboratórios.

Hypofarma

No caso da Hypofarma, a medida atinge o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50), utilizado como corticoide anti-inflamatório. A empresa informou o recolhimento voluntário do lote 25091566.

Foram registradas alterações visuais no remédio e turvação da substância quando diluída com outros medicamentos.

Cimed

Já a Cimed comunicou o recolhimento voluntário do lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20 mg, ambos utilizados para controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares.

Segundo a Cimed, a suspeita é de que teria acontecido uma troca de embalagens entre os medicamentos, e ao invés de consumir atorvastatina cálcica 40 mg, os pacientes podem estar consumindo rosuvastatina cálcica 20 mg. A alteração é prejudicial pois as doses e indicações dos medicamentos variam de acordo com a prescição de cada paciente.

Orientação as consumidores

Até o fechamento desta matéria, não foi registrado dano relacinado aos lotes suspensos. A orientação para os pacientes é que verifiquem os números nos lotes das embalagens e procurem com atendimento médico ou farmacêutico em caso de dúvidas.

Anvisa suspende corticoide e remédio para colesterol; veja quais lotes

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira (18) a comercialização, distribuição e uso de medicamentos depois de notificações de problemas em lotes específicos de produtos fabricados pelos laboratórios Hypofarma e Cimed.

No caso da Hypofarma, a medida atinge o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50), utilizado como corticoide anti-inflamatório.

A empresa informou o recolhimento voluntário do lote 25091566 após identificar escurecimento da solução quando o produto é diluído em associação com determinados medicamentos.

Já a Cimed comunicou o recolhimento voluntário do lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20 mg, ambos utilizados para controle do colesterol.

Segundo a empresa, houve suspeita de mistura de embalagens com cartuchos de Rosuvastatina identificados em lote de Atorvastatina. A Anvisa também suspendeu a comercialização, distribuição e uso dos produtos relacionados a esse lote específico (2424299).

Fitoterápicos proibidos

A agência sanitária também informou hoje que determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de uma série de medicamentos e fitoterápicos sem registro, notificação ou cadastro sanitário. Entre os produtos proibidos estão:

– Composto Cura Tudo
– Composto Anti-álcool
– Garrafada Cura Tudo
– Ki Sinusite/Rinite
– Composto Saúde do Homem
– Composto Tira Fumo
– Composto para Diabetes
– Composto Taradão
– Composto para Psoríase
– Garrafada do Seu Geraldo

A medida também vale para todos os lotes dos fitoterápicos da marca Status Verde:

– Composto Anti-Diabetes
– Valeriana Composta
– Erva Baleeria
– 7 Magnésios

Anvisa aprova novo medicamento para psoríase, Crohn e colite ulcerativa

Anvisa aprova novo medicamento para psoríase, Crohn e colite ulcerativa/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (11), o registro do medicamento Yesintek, indicado para o tratamento de doenças autoimunes e inflamatórias crônicas.

A nova solução terapêutica é injetável e pode ser aplicada de forma subcutânea e por infusão intravenosa.

O produto foi avaliado como um biossimilar ao Stelara. Isso significa que o medicamento apresenta equivalência em qualidade, segurança e eficácia em relação ao biológico de referência, conforme critérios estabelecidos pela regulamentação vigente.

A nova terapia é indicada para:

– Adultos e crianças a partir de 6 anos com psoríase em placa de moderada a grave, especialmente nos casos em que tratamentos convencionais, como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia, não apresentaram resposta adequada, foram contraindicados ou causaram intolerância.

– Pacientes com artrite psoriásica ativa, de forma isolada ou em associação com metotrexato, quando há resposta insuficiente a terapias anteriores. A indicação se estende ainda a crianças acima de 6 anos com a doença.

– Pacientes adultos com quadro moderado a grave de doença de Crohn que não responderam ou perderam resposta a terapias convencionais ou a medicamentos biológicos, como os anti-TNF-alfa, ou que apresentem contraindicações.

– Adultos com colite ulcerativa ativa moderada a grave, especialmente em situações de resposta inadequada, perda de resposta ou intolerância a tratamentos convencionais ou biológicos.

Anvisa vai monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras

Caneta emagrecedora/Freepik

Preocupada com o crescente uso das chamadas canetas emagrecedoras – muitas vezes para fins ou formas não previstos na bula – a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), um Plano de Farmacovigilância Ativa.

A iniciativa marca mudança na estratégia do órgão: em vez de apenas aguardar relatos voluntários de pacientes e médicos, a agência passará a realizar, em parceria com estabelecimentos de saúde, um monitoramento proativo.

O foco é identificar, de forma sistemática, eventuais efeitos colaterais do uso de medicamentos agonistas do receptor do GLP1 (sigla do inglês glucagon-like peptide-1, ou peptídeo semelhante ao glucagon 1), popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Segundo o diretor Thiago Lopes Cardoso Campos, a medida é uma resposta direta ao “crescimento expressivo do consumo” e ao aumento de complicações no Brasil. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos relacionados aos medicamentos, especialmente em 2025, e com predominância de casos associados ao uso da semaglutida.

“Estamos diante de medicamentos com benefícios comprovados para o tratamento do diabetes e da obesidade, mas cujo uso tem se expandido para situações fora das indicações aprovadas, frequentemente sem acompanhamento clínico adequado”, afirmou o diretor, durante a 7ª reunião pública da diretoria da agência.

Campos destacou que a demanda pelas canetas emagrecedoras tem alimentado a circulação de produtos falsificados, manipulados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida. A venda de medicamentos irregulares é crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.

“Medicamentos falsificados ou sem garantia de origem representam um risco sanitário gravíssimo. Não há como assegurar esterilidade, qualidade, dosagem ou eficácia, o que pode expor pacientes a eventos adversos sérios e a danos irreversíveis.”

Segundo o diretor, a iniciativa é desdobramento do plano de ação anunciado no início do mês passado, com foco no monitoramento pós-venda e no fortalecimento das ações de farmacovigilância dos medicamentos agonistas do receptor do GLP-1.

O monitoramento conta ainda com a participação voluntária da Rede Sentinela, composta por serviços de saúde, estabelecimentos de ensino e pesquisa, serviços de assistência farmacêutica, laboratórios clínicos e de anatomia patológica. A ação agrega a HU Brasil (antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Ebserh), que reúne hospitais universitários em todo o país.

O diretor defendeu a importância da ação, complementada com acordo de cooperação da Polícia Federal (PF) para ações conjuntas.“A iniciativa está aberta à adesão de outros hospitais com capacidade técnica e compromisso com a qualificação das notificações à vigilância sanitária e com a segurança do uso de medicamentos”, explicou Campos.

É na fase pós-comercialização que riscos raros, tardios ou associados a situações específicas de uso passam efetivamente a se manifestar.

“Não basta registrar medicamentos. É indispensável acompanharmos como eles se comportam na vida real”, acrescentou o diretor, argumentando que a sociedade não pode permitir que “o entusiasmo com a inovação obscureça os riscos associados ao uso indiscriminado” de novos medicamentos.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o interesse despertado pelas canetas emagrecedoras exige uma atuação “firme, coordenada e muito atenta” por parte da agência reguladora. Motivo pelo qual, segundo ele, o modelo de farmacovigilância ativa cumpre um papel “absolutamente estratégico”.

“Não podemos apenas esperar que as notificações cheguem à agência. É preciso organizar junto aos serviços de saúde uma busca estruturada que permita detectar precocemente eventos adversos, qualificar as informações recebidas e ampliar nossa capacidade de análise dos riscos associados ao uso destes medicamentos”, defendeu Safatle.

52 crianças e sete recém-nascidos com síndrome respiratória aguda grave aguardam vagas em UTIs no estado

A SRAG pode ser causada por vários microorganismos, como bactérias, vírus e até fungos/Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Pernambuco tem 52 crianças e sete recém-nascidos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aguardando vagas em UTIs em todo o Estado.

Os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) são referentes a esta terça (5).

Ainda de acordo com a SES-PE, 2.444 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram contabilizados no estado até o dia 2 de mano. Deste total, 1.509 foram notificados em crianças de até 2 anos, o que configura 61.7% dos registros.

Reforço

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) disse, ainda, que até esta terça 330 novos leitos foram disponibilizados em Pernambuco para o enfrentamento da sazonalidade este ano.

“É importante frisar que os indicadores epidemiológicos e assistenciais seguem sendo monitorados para a adoção contínua de medidas adequadas, inclusive para a abertura de novos leitos”, destacou, em nota.

Todos os leitos fazem parte do sistema da Central Estadual de Regulação, visando à assistência integral dos pacientes acometidos pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), conforme repassou a SES.

Vacina

A vacina sazonal contra a gripe é considerada trivalente. Ela oferta a proteção contra três cepas do vírus presentes no hemisfério sul: Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B.

A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza: crianças, gestantes e idosos com 60 anos e mais.

Sazonalidade

Pernambuco vivencia período de sazonalidade dos vírus respiratórios, que se estende até o mês de agosto, quando historicamente há aumento da circulação de vírus como influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus, elevando o número de atendimentos e internações por doenças respiratórias, principalmente na população formada por crianças menores de 2 anos de idade.

Nesse cenário, a vacinação contra a influenza é considerada a principal estratégia de prevenção, contribuindo para reduzir casos graves, hospitalizações e óbitos relacionados à doença. A imunização também ajuda a diminuir a pressão sobre os serviços de saúde durante os meses de maior circulação viral.

Dados

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), reforça a mobilização da população para o último mês da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que segue até o próximo dia 30 de maio.

A estratégia tem como foco ampliar a cobertura vacinal, sobretudo entre os grupos prioritários formados por crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e idosos, considerados os mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus.

Até o momento, o estado contabiliza a aplicação de 554.330 doses considerando todos os grupos prioritários (lista completa abaixo), alcançando uma cobertura vacinal de 25,0%. Os dados evidenciam a necessidade de intensificação da adesão, ainda considerada abaixo do esperado, quando o Ministério da Saúde (MS) estipula que 90% da população elegível esteja protegida. A estimativa é imunizar 3.701.610 pessoas pertencentes aos grupos prioritários.

Entre as crianças, a cobertura vacinal é de 21,2%. No público de gestantes, o índice alcança 41,8%, enquanto entre os idosos a cobertura está em 25,8%.

Cabo Verde impede desembarque de passageiros de cruzeiro com possível foco de hantavírus

O navio de cruzeiro MV Hondius atracado ao largo do porto da Praia, capital de Cabo Verde/AFP

Um cruzeiro, com um possível foco de hantavírus, não foi autorizado a atracar no porto da Praia, a capital de Cabo Verde, e os passageiros não poderão desembarcar como uma medida para “proteger a população de Cabo Verde”, informaram as autoridades de saúde do país.

“Em coordenação com outras autoridades (…), não foi concedida ao navio autorização para atracar no porto de Praia”, declarou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, à emissora pública Rádio de Cabo Verde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou no domingo três mortes vinculadas ao possível foco de infecção por hantavírus, uma doença que pode provocar uma síndrome respiratória aguda, em um cruzeiro no Atlântico. O navio, o MV Hondius, viajava entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde.

Anvisa proíbe protetores solares e repelentes por falha na fabricação; veja marcas

Anvisa proíbe protetores solares e repelentes por falha na fabricação; veja marcas /Kaboompic/Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição, o recolhimento e a suspensão do uso de protetores solares e repelentes fabricados pela empresa Henlau Química Ltda., após identificar irregularidades no processo produtivo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29) e atinge produtos comercializados sob marcas como Sunlau, Wurth e Needs.

A medida foi adotada após inspeções sanitárias realizadas entre os dias 14 e 17 de abril revelarem o descumprimento de normas que garantem a qualidade, a segurança e a padronização de cosméticos. Segundo a Anvisa, foi comprovado que parte dos produtos foi fabricada com fórmulas diferentes das autorizadas.

A fiscalização identificou irregularidades em desacordo com a RDC 48/2013, que estabelece as Boas Práticas de Fabricação para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Os produtos afetados são:

– Repelente Gel Baby Amorável
– Sunlau FPS 30 – Loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E
– Protetor Solar FPS 30 Wurth
– Sunlau Spray repelente Deet
– Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids
– Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids

Para todos esses produtos, a resolução determina a proibição de fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso, além do recolhimento imediato do mercado.

A principal preocupação da agência é que alterações na composição possam reduzir a eficácia dos produtos – seja na proteção contra a radiação solar, no caso dos protetores, ou na proteção contra insetos, no caso dos repelentes.

Além da suspensão desses itens, a Anvisa adotou medidas mais amplas contra a empresa. Por meio da Resolução RE 1.743/2026, todos os cosméticos fabricados pela Henlau Química tiveram a comercialização proibida e deverão ser recolhidos em todo o país.

A inspeção também apontou falhas na produção de saneantes (produtos de limpeza), em desacordo com a RDC 47/2013. Diante das irregularidades, a agência determinou a interrupção da fabricação desses produtos.

Outras empresas também foram alvo de ações sanitárias. A Cativa Natureza Indústria de Cosméticos Ltda. teve a fabricação, comercialização e uso de diversos produtos suspensos, a partir de lotes produzidos desde agosto de 2025, também por descumprimento de normas de fabricação. Já a Viver Indústria e Comércio de Cosméticos foi proibida de fabricar e comercializar um tônico para barba sem regularização adequada e com substância conservante não permitida.

A recomendação da Anvisa é que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos afetados. Quem tiver adquirido os itens deve procurar o estabelecimento onde realizou a compra ou entrar em contato com o fabricante para orientações sobre devolução ou descarte correto.

Anvisa aprova uso de Mounjaro para crianças e adolescentes; veja quem pode usar

Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2
/Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (22) o uso do medicamento Mounjaro para tratar diabetes tipo 2 em crianças a partir de 10 anos. Até então, a indicação era apenas para uso adulto.

Em nota, a Anvisa informou que as demais indicações do medicamento permanecem para uso adulto. “A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico”.

O Mounjaro é um dos diversos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Manipulação

Na próxima semana, a diretoria colegiada da Anvisa discute uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Grupos de trabalho

Na semana passada, a agência publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Com dois casos registrados por dia, estado reforça vacinação contra gripe

Campanha de vacinação contra gripe/Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Neste ano, Pernambuco registrou, em média, dois casos de SRAG decorrente de influenza por dia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Em pleno período de sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a vacinação contra a gripe é ponto-chave para evitar quadros graves da doença. Em vigor desde o último dia 28 de março, a campanha de imunização segue no estado.

Em 11 dias da campanha, 322.045 mil pessoas foram vacinadas contra a Influenza no estado, repassou a SES. Destas, 238.756 são do grupo de prioridade, composto por crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. O número representa uma cobertura de 10,79% dos prioritários – a meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% do grupo.

O dado, no entanto, não representa uma baixa adesão, diz a superintende estadual de imunização, Magda Costa, pela fase inicial de execução da imunização. De acordo com ela, no Dia D, foram aplicadas mais de 180 mil doses, quase o dobro do Dia D de 2025, quando 98 mil pessoas foram imunizadas.

Até esta sexta (10), 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram contabilizados no Informe Vigilância dos Vírus Respiratórios da SES-PE, com 29 óbitos reportados.

Gripe avança antes do inverno e número de casos quase dobra no Brasil em 2026

Gripe chega mais cedo e casos dobram em comparação ao ano passado — Foto: Reprodução/TV Globo

A temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com mais intensidade em 2026.

Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde, com base em dados de diversos laboratórios, os casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, na comparação com o mesmo período de 2025.

  • Em 2026: 3.584 casos
  • Em 2025: 1.838 casos

Nesse mesmo período, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, até meados de março, o Brasil registrou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave.

A antecipação da circulação do vírus da gripe já provoca impactos em cidades brasileiras. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência por causa do aumento das doenças respiratórias.

A auxiliar administrativa Bianca precisou levar o filho ao hospital após o agravamento dos sintomas.

“Tá muito gripado. Tem umas duas semanas. É, dois dias para cá veio tendo febre, piorou”, contou.
Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios.

“O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”, explicou o virologista Anderson Brito.

Para conter o avanço da gripe, a principal recomendação é a vacinação.

O governo federal antecipou a campanha de imunização neste ano. A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários até o dia 30 de maio. Até agora, cerca de 6 milhões de vacinas já foram aplicadas no país.

Crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades estão entre os públicos que podem receber a dose gratuitamente nos postos de saúde.

A infectologista Miriam Dalben alerta para a gravidade da doença.

“As pessoas acabam banalizando um pouco a gripe, achando que é uma coisa muito besta, que não pode evoluir com gravidade. Isso não é verdade. Tem gente que só descobre quando fica doente de maneira grave, igual tem paciente agora internado com gripe muito grave. Tem paciente inclusive na UTI agora.”

Anvisa determina recolhimento de lote de dipirona

Imagem ilustrativa de ampola de vidro/Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (8), o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ML (caixa com 100 ampolas com 2mL de solução) produzido pela indústria farmacêutica Hypofarma.

A determinação também suspende a comercialização, a distribuição e o uso do lote 24112378 do produto.

De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, o desvio de qualidade foi confirmado por presença de material particulado (não dissolvido) estranho à formulação.

A dipirona monoidratada em ampola é um medicamento analgésico e antitérmico injetável, indicada para dores aguda, crônica e febre. A medicação é comumente usada em clínicas e hospitais, sendo administrada por via intravenosa ou intramuscular.

Síndrome Respiratória Aguda Grave: 96,6% dos leitos de UTI Infantil estão ocupados, diz governo

Cinco enfermos foram encaminhados para leitos de UTI no Hospital de Referência estadual/Foto: SES-PE/Divulgação

Por causa da alta de casos Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, Pernambuco enfrenta um alto índice de ocupação de leitos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Os dados mais atualizados da pasta apontam que a ocupação de leitos no estado é de 80% para UTI Neonatal SRAG, 87,2% para enfermaria pediátrica e de 96,6% para UTI Infantil SRAG.

No período entre janeiro e 4 de abril deste ano, foram registrados 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado. Desses, 895 são em crianças de 0-9 anos, aponta a SES.

Por meio de nota, o Governo de Pernambuco ressaltou que segue se planejando para abrir mais leitos conforme a necessidade nas próximas semanas.

Orientações

Em caso de sintomas como tosse, febre ou coriza a principal orientação da SES é que o paciente seja levado para qualquer unidade de pronto atendimento, UPAs ou Hospitais de Urgência e Emergência.

“Além disso, cabe destacar que a principal medida de proteção é manter o calendário vacinal em dia contra a o vírus da influenza e do COVID-19”, destacou.