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Farmácias agora podem fazer exame de análise clínica; decisão libera testes de HIV e Beta-hCG; veja lista

Teste rápido para detecção de doenças — Foto: Prefeitura de Bertioga

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na quarta-feira (3) a atualização de uma norma que agora permite que farmácias realizem exames de análises clínicas (EAC). De acordo com entidade do setor farmacêutico, são ao menos 47 testes que poderão ser realizados nos estabelecimentos.

Os exames de análises clínicas (EAC) são todos aqueles que tomam como base fluidos do organismo, como sangue, urina, fezes e secreções. Até então, a Anvisa liberava a realização somente de testes de Covid-19 e de glicemia. A nova regra entra em vigor em 1º de agosto e os laboratórios terão um prazo de 180 dias para adequação.

A atual resolução leva em consideração a evolução do setor de diagnósticos, e afirma que a norma anterior ficou “defasada frente à nova realidade tecnológica”. Segundo a agência, desde 2019 foram realizadas audiências e consultas públicas para rever a decisão tomada em 2005.

“Nesse período, foram desenvolvidos novos instrumentos/equipamentos, tecnologias, metodologias e processos tecnológicos que propiciaram mais agilidade aos exames de análises clínicas e maior segurança aos pacientes. Além disso, essas inovações ampliaram o acesso da população ao diagnóstico clínico”, diz o comunicado emitido pela agência.

De acordo com a Anvisa, ainda não há uma lista pré-definida de quais exames serão oferecidos. Os testes deverão atender os critérios da norma para que sejam realizados em farmácias.

A Abrafarma diz que os serviços que podem ser executados são:

Beta-hCG
Dengue Antígeno NS1
Hemoglobina Glicada A1c
Check-up Pós-Covid Anticorpos Anti-Spike
Colesterol Total
Avaliação de Controle de Asma
Dengue Anticorpos IgG IgM
Glicemia
Glicemia e Pressão Arterial
Glicemia e Perfil Lipídico
Hormônio Luteinizante (LH)
Toxoplasmose
Teste de Intolerância Alimentar
Exames do coração check-up completo
VSR – Vírus Sincicial Respiratório
VSR Molecular – Vírus Sincicial Respiratório
Zika Vírus Anticorpos
Teste Rápido PSA
Teste Rápido Adenovírus
Teste Rápido HIV
Teste Rápido Covid-19 Anticorpos
Teste Rápido Covid-19 Antígeno
Teste Rápido Covid-19 Antígeno + Anticorpos
Teste Rápido Covid-19 Molecular
Teste Rápido Ácido Úrico
Teste Rápido Chikungunya
Teste Rápido Lactato
Teste Rápido Malária
Teste Rápido Sífilis
Teste Rápido Troponina Cardíaca
Teste Rápido Ferritina
Teste Rápido Mioglobina
Teste Rápido Streptococcus Grupo A Molecular
Teste Rápido Streptococcus Grupo A
Teste Rápido Hepatite C
Teste Rápido Vitamina D
Avaliação de Controle da Asma
Teste Rápido Proteína C Reativa
Teste Rápido Rubéola
Teste Rápido Dímero-D
Teste Rápido Dengue Antígeno e Anticorpos
Teste Rápido Febre Amarela
Teste Rápido Helicobacter Pylori
Teste Rápido Influenza Molecular
Teste Rápido de Alergia Alimentar
Teste Rápido Tipo Sanguíneo
Medição de Pressão arterial

Covid: especialistas da OMS se reúnem para avaliar possível fim da emergência de saúde pública

Foto, tirada em 29 de maio de 2019, mostra o letreiro da sede da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra, na Suíça. — Foto: Fabrice Coffini/AFP

Um painel de especialistas em saúde global está se reunindo nesta quinta-feira (4) para decidir se a Covid-19 ainda é uma emergência sob as regras da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por enquanto, para OMS, a Covid-19 continua a ser uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), o mais alto título de alerta da organização, declarado para o surto do novo coronavírus desde janeiro de 2020.

Contudo, recentemente, vários países, como os Estados Unidos, começaram a suspender seus estados de emergência locais. O Brasil fez o mesmo em abril do ano passado, na contramão do que dizia a OMS na época.

Agora, com a vertiginosa queda nos números de casos e mortes pela doença, aliada a ampla vacinação da população, a situação já é outra. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, deu inclusive uma declaração em dezembro do ano passado afirmando que esperava acabar com a emergência internacional ainda este ano.

E uma decisão final de Tedros com base nas discussões do painel é esperada para os próximos dias. Apesar disso, fontes ouvidas pela agência Reuters relatam que ainda não há consenso sobre o que o o grupo pode decidir.

Afogados: população com 18 anos ou mais já pode tomar reforço com vacina bivalente contra Covid-19

A Prefeitura de Afogados, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, ampliou o público que pode tomar a dose de reforço da vacina bivalente contra a COVID.

A vacina de reforço foi especialmente produzida pela Pfizer para combater as diversas novas variantes do vírus da COVID.

Para tomar a vacina, precisa ter tomado o mínimo de duas doses das vacinas anteriores, há pelo menos quatro meses. Será exigido o uso de máscara nas dependências do centro de vacinação, que fica na Rua Professor Vera Cruz, no. 140, ao lado da Casa Siqueira. O funcionamento é de segunda a sexta, das 7h30 às 17h.

Para agilizar a vacinação, é preciso levar um documento de identificação e o cartão de vacina. Quem tiver perdido o cartão, ou não estiver de posse dele, não deixará de tomar a vacina, uma vez que os funcionários da unidade poderão levantar os dados através do sistema de informações do SUS.

Ministério incinerou quase 40 milhões de doses de vacinas vencidas nos últimos quatro anos, aponta governo

Série de vídeos esclarece dúvidas sobre vacinação

O Ministério da Saúde incinerou mais de 39 milhões de doses de vacinas que passaram da validade entre 2019 e 2022. Entre elas, estão mais de 3 milhões de doses da vacina pentavalente, que está em falta em postos de saúde desde 2019 por problemas de abastecimento em todo o mundo.

Segundo os dados fornecidos via Lei de Acesso à Informação, foram incinerados 3.884.309 de frascos da vacina pentavalente com uma dose cada. A vacina protege contra tétano, coqueluche, difteria, hepatite B e contra uma bactéria que causa infecções no nariz, na meninge e na garganta.

Já da vacina dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola, foram queimados mais de um milhão de frascos com 10 doses cada, ou seja, 10 milhões de doses deixaram de ser aplicadas. A imunização contra a hepatite B perdeu 5 milhões de doses.

Veja as vacinas com mais frascos destruídos:

Vacina Pentavalente (1 dose): 3.884.309
Vacina Dupla Viral (sarampo e rubéola) (10 doses): 1.015.908
Vacina contra hepatite B (10 doses): 596.860
Vacina BCG (20 doses): 497.830
Vacina Tríplice Viral (5 doses): 321.284

R$ 170 milhões de prejuízo
No total, o custo só com a perda das vacinas foi de R$ 170 milhões – o gasto do governo federal é ainda maior, porque há despesa para se fazer a gestão do estoque e também para incinerá-lo.

O valor representa quase 10 vezes o orçamento previsto para o combate à tuberculose no país, que é de R$ 13 milhões para este ano. A proteção contra a doença envolve a vacina BCG, da qual o ministério destruiu 9 milhões de doses. No ano passado, o ministério teve de reduzir o número de doses enviadas aos estados por problemas no estoque.

Só no caso pentavalente, a demanda do Brasil é de 800 mil doses por mês, mas “o abastecimento está parcialmente suspenso desde julho de 2019 porque os lotes foram reprovados no teste de qualidade”, conforme registra o ministério em sua página. O estoque incinerado poderia ter abastecido toda a necessidade do país por mais de 4 meses.

A pasta aponta que já solicitou a reposição do fornecimento da pentavalente à Organização Pan-Americana da Saúde, braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas, mas “não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo”.

Perdas prosseguem
As perdas continuam acontecendo em 2023. Em janeiro, o ministério realizou uma nova incineração, desta vez de cerca de 6 milhões de doses, a maioria contra a Covid-19.

Elas não foram renegociadas a tempo com as empresas fornecedoras – o Ministério da Saúde tem um prazo estabelecido em contrato para solicitar trocas de lotes de vacina a partir de sua demanda para, por exemplo, contemplar mais vacinas pediátricas em relação às doses adultas.

“Já identificamos alguns contratos em que ainda conseguimos fazer trocas. Há previsão que, antes do prazo de expiração do contrato, posso trocar por outro produto com um prazo maior, inclusive no caso de algumas vacinas”, disse Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, a pasta responsável pela gestão do Programa Nacional de Imunizações.

O Ministério da Saúde trabalha atualmente na elaboração de um plano chamado de “Estoque Crítico”, que consiste no levantamento de todos os itens com vencimento até dezembro de 2023.

O objetivo é evitar ao máximo perdas por expiração de validade. A pasta já anunciou que vai começar a distribuir medicamentos que estão perto de perder a validade.

Pomadas capilares: Anvisa orienta como consultar produtos autorizados

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira (14) que a lista de pomadas para trançar, modelar ou fixar cabelos autorizadas a voltar ao mercado vem sendo atualizada frequentemente.

Por isso, a Anvisa orienta aos consumidores que consultem no portal da agência a relação completa dos produtos autorizados, por meio do seguinte link: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/cosmeticos/pomadas/pomadas-autorizadas

Ainda de acordo com a agência, a listagem está sendo revisitada frequentemente, podendo ser modificada a qualquer momento, tanto para a inclusão de novos produtos quanto para a exclusão de pomadas que não mais atendam aos requisitos para exposição ao uso pela população.

Atenção: outra orientação da agência ao consumidor é que, na hora de conferir, ele observe tanto a marca como o número de CNPJ da empresa titular do produto. Isso é importante porque alguns cosméticos, muitas vezes, podem ter nomes parecidos ou, até mesmo, quase idênticos.

Outra sugestão da Anvisa, é conferir o número do processo de regularização da pomada em questão, que, geralmente, começa com 25351 e sempre deve estar na rotulagem do produto.

Em caso de dúvidas, a agência também vem disponibilizando canais de comunicação, com as seguintes formas de consulta:

Telefone da Anvisa: 0800 642 9782 de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, exceto feriados.

Pessoalmente no Serviço de Informação ao Cidadão da Anvisa: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no Trecho 5 do SIA, Brasília (DF).

Webchat: pode ser acessado neste link.

Fale conosco: por meio de um formulário eletrônico para a consulta das informações.

A agência ainda informou que as investigações sanitárias continuam em andamento e que está realizando análises laboratoriais dos produtos, avaliando processos de fabricação, inspecionando os fabricantes e adotando outras medidas regulatórias específicas.

Por que todas as marcas tinham sido proibidas?
Por precaução. A Anvisa tinha decidido suspender temporariamente a venda de todas as 3.154 marcas (nacionais e importadas) comercializadas no país diante do aumento de relatos de problemas de saúde causados pelas pomadas.

Alguns consumidores relataram queimaduras nos olhos ao entrar na piscina ou após tomar chuva, fazendo com que a pomada escorresse do cabelo para o rosto.

Entre os eventos relatados por consumidores estão:

Cegueira temporária (perda temporária da visão);
Forte ardência nos olhos;
Lacrimejamento intenso;
Coceira;
Vermelhidão;
Inchaço ocular; e
Dor de cabeça.

Anvisa revoga resolução que suspendia comercialização de alimentos da Fugini produzidos em fábrica no interior de SP

Alimentos produzidos pela empresa Fugini — Foto: Fugini/Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a resolução que suspendia a fabricação, comercialização e uso de alimentos em estoque da Fugini produzidos em uma fábrica de Monte Alto, no interior de São Paulo. Com isso, a empresa pode voltar a fabricar e comercializar esses seus produtos.

A agência, porém, manteve a proibição de distribuição, comercialização e uso dos produtos em estoque da empresa fabricados até o dia 27 de março e para as polpas de tomate utilizadas como matéria-prima fabricadas ou adquiridas até essa data;

Além disso, a Anvisa também manteve a suspensão de fabricação de produtos que contenham os principais alimentos que causam alergias alimentares ou aqueles que sejam derivados desses produtos.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (11). A empresa produz molhos de tomate, conservas vegetais e outros molhos, como maionese e mostardas.

Ainda segundo a agência, a empresa agora apresenta as condições técnicas operacionais para reiniciar a atividade de fabricação de alimentos, com equipamentos, utensílios e procedimentos específicos para isso.

A Anvisa ainda informou que a Fugini realizou “adequações físico estruturais” nessa planta de Monte Alto.

Pesquisa desenvolve curativos biológicos à base de placenta

Into estuda, desde novembro de 2021, a captação e o preparo da membrana amniótica para a produção de curativos que podem agilizar a cicatrização de ferimentos graves

Pesquisadores do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, estão desenvolvendo pesquisa para implementar no país o uso de curativos biológicos feitos com um tecido da placenta que, normalmente, é descartado após o nascimento dos bebês.

O Into estuda, desde novembro de 2021, a captação e o preparo da membrana amniótica para a produção de curativos que podem agilizar a cicatrização de ferimentos graves. Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã plástica e responsável técnica pelo Banco de Pele do Instituto, Sandra Baião, informou que, no momento, a pesquisa se encontra na fase de testes.

Ao todo, foram coletadas 20 placentas, resultantes de parceria com a Maternidade Carmela Dutra, unidade da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. Em média, cada placenta resulta em seis curativos. “A gente já fez a coleta de algumas placentas e fizemos todo o trabalho de preparo dessas placentas, para avaliar o resultado. São feitos alguns testes em relação à segurança para utilização desse material”, explicou.

O projeto prevê uma segunda fase, quando os curativos começarão a ser utilizados nos pacientes do Into. Para tanto, será coletada uma nova leva de placentas na maternidade parceira.

“Nesse momento, a gente ainda não iniciou essa utilização. Estamos ainda na primeira fase de avaliação do curativo biológico à base de placenta, em relação à qualidade e à segurança biológica, para depois utilizá-lo em pacientes”, disse Sandra Baião. Ela estima que a segunda etapa deverá ser iniciada ainda este ano.

Regulamentação

Embora o uso da membrana amniótica no tratamento de alguns tipos de ferimentos já seja realizado em países como os Estados Unidos, a Alemanha e a França, o projeto ainda se acha em processo de regulamentação no Brasil. “Ainda não é regulamentando como tratamento no Brasil. Ainda é experimental e está em vias de regulamentação”, disse a pesquisadora.

A médica acredita que a pesquisa do Into pode contribuir para acelerar esse processo. “Embora a gente tenha referências internacionais, queremos avaliar a aplicabilidade disso na nossa população, no caso, no perfil específico de brasileiros com feridas de difícil cicatrização. A gente acredita que isso vai contribuir bastante para agilizar o processo de regulamentação”.

Sandra Baião alertou, porém, que não é qualquer ferida que poderá receber curativo à base de placenta. Trata-se de ferimentos específicos, que tenham algumas características que dificultem a cicatrização. Nesses casos, o uso da membrana amniótica pode ajudar a acelerar esse processo e, com isso, diminuir, muitas vezes, o tempo de hospitalização do paciente, o tempo de reabilitação, para que ele possa voltar às suas atividades que tinha antes de sofrer o ferimento.

Captação

Para captar as placentas, a equipe do Banco Multitecidos do Into vai à maternidade, se apresenta às mães e explica em que consiste o estudo, a fim de obter autorização para realizar o procedimento.

Sandra Baião disse que a coleta não interfere em nada no andamento do parto. “A gente espera o nascimento do bebê. Quando a placenta é retirada pelo obstetra, em vez dela ser dispensada, é feita a coleta de forma estéril e levada para o Into”.

No Banco de Multitecidos do instituto, faz-se o preparo da placenta para transformar a parte da membrana amniótica em curativos biológicos. Ao final de cinco dias, o tecido recebe um formato retangular e é armazenado em embalagens que vão para refrigeração, possibilitando a conservação do curativo.

A médica responsável pela pesquisa esclareceu que a membrana amniótica retirada da placenta é transparente, diferente da pele do peixe tilápia, por exemplo, que é usada em queimaduras. “A membrana amniótica, uma vez retirada do restante da placenta, é completamente transparente. Ela tem aspecto diferente e propriedades também diversas da pele da tilápia, em relação à cicatrização”.

Estudo

Em paralelo à pesquisa do Into, há a programação de um estudo multicêntrico maior, que vai envolver outros bancos de tecidos, no caso, bancos de pele, mas que depende da regulamentação para ser iniciado. Esse estudo envolverá, além do Banco de Multitecidos do Into, os bancos de pele da Santa Casa de Porto Alegre; do Hospital Universitário Evangélico, de Curitiba; e do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP), que também trabalham com membrana amniótica.

O objetivo é utilizar a membrana em áreas onde há a retirada de pele para enxerto, como as coxas, e em pacientes que sofreram queimaduras.

75% dos municípios brasileiros registram casos de dengue em 2023

Vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado — Foto: Divulgação/Fiocruz

O Brasil registrou 173 mortes por dengue em 2023, ou seja, aproximadamente 2 mortes por dia, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde.

Os dados atualizados na quarta-feira (5) apontam que 4.231 municípios notificaram casos de dengue (75%), o que significa que apenas 1.339 municípios brasileiros não registraram de pacientes infectados pelo Aedes aegypti.

O boletim epidemiológico ainda aponta:

Além das 173 mortes por dengue já confirmadas no ano, outras 234 estão em investigação, segundo o boletim da 13° semana epidemiológica de 2023;
O número corresponde a um aumento de 41% em relação ao número de casos no mesmo período do ano passado.
Em março houve um pico, quando os casos prováveis saltaram de 327.938 no dia 17, para 373.380 no dia 20. Isso representou um aumento de 45.442 casos em apenas três dias.
Atualmente existem 584.113 casos prováveis da doença em apuração.

Em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira vacina para pessoas que nunca entraram em contato com a doença, a Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma. Ela deve chegar nas clínicas particulares do país no segundo semestre deste ano, mas ainda não há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Surto do vírus “mão-pé-boca” em crianças já atinge 4 estados do Brasil

Doença é caracterizada pelo surgimento de erupções vesiculares nas mãos, pés e na mucosa oral

A Síndrome “mão-pé-boca” (SMPB), causada pelo vírus Coxsackie e altamente contagiosa, tem deixado pais e responsáveis em alerta pelo Brasil. Ao menos 5 estados já registram um surto da doença. No final de março, o estado do Rio Grande do Sul lançou uma nota informativa, com o surto já representando mais de 210 casos em 15 municípios. Em São Paulo, algumas escolas e creches, em cidades como em Valparaíso e Hortolândia, suspenderam as aulas frente ao aumento no número de casos. Cidades de Minas Gerais e Santa Catarina também notificaram casos da doença.

O vírus Coxsackie é da família dos enterovírus (que afetam o trato gastrointestinal) e acomete principalmente crianças, geralmente abaixo dos cinco anos de idade, embora alguns adultos também possam contraí-la. Como o próprio nome sugere, a doença manifesta-se principalmente através de lesões nas mãos, pés e boca.

A transmissão acontece de forma direta ou indireta, através do contato com o vírus em secreções respiratórias (como espirro e tosse) ou em fezes de pessoas infectadas. O contato com pessoas e superfícies contaminadas (como objetos e brinquedos), bem como o compartilhamento de mamadeiras, talheres ou copos, também podem levar ao contágio.

Os sintomas são febre alta antes do aparecimento das lesões, aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na região da boca, amígdalas e faringe, podendo evoluir para ulcerações dolorosas. Há aumento da produção de saliva, e os infectados podem reclamar de dor durante a deglutição.

Bolhas surgem em geral nas mãos, pés e boca, embora as nádegas e as partes genitais também possam ser acometidas. Os infectados também podem apresentar mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. É importante, porém, ficar atento: nem sempre a doença manifestará todos os sintomas.

Exatamente porque o vírus se multiplica em aparelhos do sistema digestório, a criança pode ter estomatite (inflamação da mucosa oral). Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para uma miocardite (inflamação do tecido muscular do coração), encefalite (inflamação no cérebro causada, na maioria das vezes, por um vírus), meningite (inflamação das meninges) e paralisia semelhante à poliomielite.

Apesar disso, os quadros, em sua maioria, são leves, e a doença tende a melhorar espontaneamente, com duração de cinco a sete dias. Mas, mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

Devido à dificuldade de engolir e falta de apetite, é importante procurar oferecer alimentos pastosos (como mingau e sopas) e manter a criança bem hidratada, além de repouso. Crianças em idade escolar deverão ser afastadas das atividades escolares até a recuperação total.

Após 5 anos de ‘congelamento’, MEC autoriza abertura de novos cursos de medicina, mas apenas em regiões com carência de profissionais

MEC publicou portaria que autoriza novos cursos de medicina — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Ministério da Educação (MEC) publicou uma portaria, nesta quinta-feira (6), que volta a autorizar a abertura de cursos de medicina em instituições privadas de ensino superior. Pelas novas regras, não haverá uma liberação total: a criação de vagas só será permitida por chamamento público. Ou seja, o próprio governo federal que sinalizará em quais municípios as faculdades poderão ser abertas, considerando as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na última quarta-feira (5), deixou de valer uma portaria criada pelo ex-presidente Michel Temer, em 2018, que proibia novos cursos de medicina no Brasil. À época, foi uma tentativa de controlar a qualidade da formação de profissionais de saúde, depois de um “boom” no surgimento de instituições privadas.

Nos próximos chamamentos públicos, que, segundo o MEC, deverão ser publicados até agosto de 2023, serão priorizadas as regiões que obedecerem aos seguintes critérios:

tiverem uma baixa proporção de médicos por habitante, em uma tentativa de corrigir a distribuição desigual de profissionais pelo Brasil;
oferecerem condições adequadas no SUS para que os estudantes façam estágios e tenham uma formação de qualidade.

O governo colocará como regras:

a integração ao sistema de saúde regional por meio do estabelecimento de parcerias entre a instituição de ensino e as unidades hospitalares (pública ou particular) que possibilitem campo de prática durante a formação médica;
a criação de vagas que sejam preenchidas com base em objetivos de inclusão social;
a integração ao sistema de saúde regional, em especial às unidades vinculadas ao SUS;
a oferta de formação médica especializada em residência médica.

Depressão terá semana nacional de conscientização da doença

Depressão

O Diário Oficial da União publica traz, nesta terça-feira (4), a Lei nº 14.543, de 3 de abril de 2023, que institui a Semana Nacional de Conscientização sobre a Depressão, a ser celebrada anualmente na semana que inclui o dia 10 de outubro.

A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é iniciativa do deputado Paulo Foletto (PSB-ES), com relatoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN).

O texto destaca que a Semana Nacional de Conscientização sobre a Depressão terá por objetivo promover debates, palestras e eventos abrangendo todos os aspectos da doença; estimular a implementação e a divulgação de políticas públicas para o enfrentamento da depressão; e divulgar as formas de acesso à atenção à saúde mental e os avanços obtidos em diagnóstico e tratamento.

Pesquisa Vigitel
A Pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, um dos mais amplos levantamentos de saúde do país, mostra que a frequência do diagnóstico médico de depressão foi de 11,3%, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%).

“Entre os homens, a frequência dessa condição tendeu a crescer com o aumento da escolaridade. Em ambos os sexos não foi observada relação clara entre o indicador e a faixa etária”, diz o documento.

América Latina
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país, na América Latina, com maior prevalência de depressão, além de ser o segundo nas Américas.

A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

OMS diz que Moçambique sofre a pior epidemia de cólera dos últimos 10 anos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta semana que Moçambique sofre a pior epidemia de cólera em uma década com quase 100 mortos após a passagem do ciclone Freddy que destruiu mais de 132 mil casas e deixou 184 mil desabrigados no país.

A tempestade passou na região do sul da África duas vezes em poucas semanas.

“As epidemias de cólera são comuns em Moçambique entre outubro e abril, mas com cerca de 21.000 casos e 95 mortos, esta é a maior epidemia em uma década”, informou o representante da OMS para Moçambique, o médico Severin Ritter von Xylander, por videoconferência transmitida de Maputo para os jornalistas em Genebra.

Xylander disse ainda que a epidemia continua se espalhando geograficamente e destacou que o surto já atingiu cinco novos distritos. As inundações causadas pelo ciclone, segundo o médico “estão diminuindo, mas o acesso à água potável e à rede de saneamento continua difícil”.

Cólera

Segundo informações do Ministério da saúde, a cólera é uma doença bacteriana infecciosa intestinal aguda, transmitida por contaminação fecal-oral direta ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

Em casos mais leves, pode ser apresentado uma forma de diarreia ou ser assintomático, porém, em casos graves, pode desenvolver uma diarreia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e cãibras. Quando não tratada prontamente, pode ocorrer desidratação intensa, levando a graves complicações e até mesmo ao óbito.

A doença está ligada diretamente ao saneamento básico e à higiene.

Anvisa suspende fabricação, comercialização e uso de alimentos da marca Fugini produzidos em fábrica no interior de SP

Alimentos produzidos pela empresa Fugini — Foto: Fugini/Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de alimentos da marca Fugini produzidos em uma das unidades da empresa.

A medida é válida para os produtos em estoque na fábrica localizada em Monte Alto (SP).

A empresa produz molhos de tomate, conservas vegetais e outros molhos, como maionese e mostardas.

De acordo com a Anvisa, uma inspeção sanitária na fábrica de Monte Alto identificou falhas graves relacionadas à higiene, controle de qualidade e segurança das matérias-primas, controle de pragas, rastreabilidade, entre outros. A medida é preventiva.

A Fugini afirma que a inspeção “gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos”. “Respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados”, informou a empresa em rede social.

A decisão da Anvisa é de 27 de março e foi divulgada nesta quarta-feira (29).

Recolhimento de lotes de maionese
A Anvisa afirma que, na quinta-feira (30) vai publicar uma resolução para determinar a retirada do mercado os lotes de maionese da marca produzidos na planta de Monte Alto no período de 20/12/2022 a 21/03/2023. O motivo é o uso de matéria-prima vencida na fabricação da maionese.

A medida determina o recolhimento de todas as apresentações da maionese da marca Fugini, com vencimento em janeiro, fevereiro ou março de 2024. A proibição vale também para todos os lotes a vencer em dezembro de 2023 com numeração iniciada por 354.

“Estabelecimentos comerciais e consumidores que tiverem lotes do produto não devem utilizá-los e devem entrar em contato imediato com a empresa Fugini Alimentos Ltda., que deverá realizar seu recolhimento”, afirmou a agência.
A inspeção foi realizada de forma conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e Vigilância Sanitária Municipal de Monte Alto. “Essas falhas podem impactar na qualidade e segurança do produto final”, informou a Anvisa.

“A suspensão da fabricação ficará válida até que a empresa adeque o processo de fabricação de seus produtos às Boas Práticas de Fabricação”, afirmou a agência reguladora.

O que diz a Fugini
A empresa divulgou, em suas redes sociais, um posicionamento sobre a inspeção na fábrica. O comunicado é anterior à determinação da Anvisa para recolhimento dos lotes de maionese, que será oficializado na quinta-feira. O g1 segue em busca de contato com a empresa para atualizar o posicionamento.

Veja o que disse a empresa:

“Seguindo nosso estilo transparente e de respeito aos consumidores, faremos o seguinte esclarecimento sobre as informações incorretas que têm sido divulgadas pelas mídias sociais.

Passamos por um processo de vistoria em uma de nossas fábricas, na cidade de Monte Alto – SP, que gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados.

Importante destacar que não há nenhum lote com recall e a comercialização e consumo dos nossos produtos seguem normalmente, nos pontos de vendas do varejo.

Todos os produtos Fugini que se encontram para consumo nas casas, à venda nos mercados ou estocados nos centros de distribuição, seguem seguros e disponíveis para os consumidores.

Sempre cumprimos com todas as obrigações. Prova disso, em mais de 25 anos de operação, jamais tivemos um único lote de produto retido por problema de recall.

Somos uma marca muito querida pelos consumidores e respeitada pelo mercado como um todo. E assim seguiremos.

Para o esclarecimento de dúvidas ou informação adicional, a empresa coloca à disposição dos consumidores os canais de atendimento e telefone 0800 702 4337.”

Novo tratamento para obesidade simula efeitos da bariátrica sem cirurgia

Imagem de medicamentos em diferentes formas de apresentação (cápsulas, comprimidos) e cores

Um novo tratamento para obesidade promete perda de peso sem a necessidade de fazer uma cirurgia bariátrica e sem os efeitos colaterais associados a outras drogas para emagrecimento, como enjoos e náuseas.

Além disso, a droga levou à redução de cerca de 80% do apetite em ratos testados em laboratório e diminuiu, em média, 12% do peso em 16 dias de tratamento. Com isso, a descoberta pode ser um potencial tratamento para obesidade e redução do peso sem as restrições de outros procedimentos atualmente disponíveis.

O experimento com a molécula, batizada de GEP44, foi feito em ratos obesos em laboratório e ainda precisa ser realizado e aprovado em humanos. Os resultados da pesquisa foram apresentados no encontro da Sociedade de Química Americana (ACS, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (29).

A droga injetável mimetiza os efeitos de uma cirurgia bariátrica por atuar de forma semelhante ao GLP-1 (peptídeo do tipo glucagon 1) e o PYY (peptídeo YY). O primeiro atua reduzindo o nível de glicose no sangue ao liberar insulina na corrente sanguínea, enquanto o segundo trabalha na sensação de saciedade. Combinados, eles reduzem o apetite, por isso são moléculas-alvo para a formulação de drogas para perda de peso.

Porém, os efeitos colaterais destas substâncias podem ser mais severos, pois incluem náuseas, enjoos e vômitos. Por isso, têm uma alta taxa de desistência do tratamento.

Já a molécula GEP44 simula os efeitos da cirurgia bariátrica sem a necessidade de um procedimento invasivo, afirma o pesquisador principal do estudo e professor da Universidade de Syracuse, Robert Doyle.

“Redução da quantidade de ingestão de calorias é um mecanismo que leva à perda de peso mas não só, então nós fomos atrás do mecanismo metabólico que leva a essa redução, sem ter efeitos deletérios no organismo. O que vimos foi que as mudanças produzidas por esse composto mimetizam o efeito de uma bariátrica quando há uma espécie de ‘reprogramação’ do sistema endócrino associado à perda de peso”, afirma.

Além disso, a droga não apresentou nenhum efeito colateral. “Tivemos uma incidência baixa de náusea nos ratos em experimentos mesmo com uma dose dez vezes maior da liraglutida [substância aprovada pela Anvisa para o tratamento da obesidade]”, indica o autor.

Estudo mostra que Brasil está abaixo da meta de vacinação contra HPV

Pesquisa marca Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Colo do Útero (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasi)

Estudo da Fundação do Câncer, divulgado para marcar o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, celebrado neste domingo (26), revela que todas as capitais e regiões brasileiras estão com a vacinação contra o HPV (Papilomavírus humano) abaixo da meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que até 2030, o Brasil não deverá atingir a meta necessária para a eliminação da doença, que constitui problema de saúde pública. O levantamento tem como base os registros de vacinação do PNI de meninas entre 9 e 14 anos, no período de 2013 a 2021, e meninos de 11 a 14 anos, entre 2017 e 2021.

Em todo o Brasil, a cobertura vacinal da população feminina entre 9 e 14 anos alcança 76% para a primeira dose e 57% para a segunda dose. A adesão à segunda dose é inferior à primeira, variando entre 50% e 62%, dependendo da região. Na população masculina entre 11 e 14 anos, a adesão à vacinação contra o HPV é inferior à feminina no Brasil como um todo. A cobertura vacinal entre meninos é de 52% na primeira dose e 36% na segunda, muito abaixo do recomendado. A Região Norte apresenta a menor cobertura vacinal masculina, de 42% na primeira dose e de 28% na segunda. O estudo completo pode ser acessado no site da Fundação do Câncer.

Destaques
Em entrevista à Agência Brasil, a consultora médica da Fundação do Câncer e colaboradora do estudo Flávia Corrêa afirmou que há uma diferença regional marcante. “O mais preocupante é que justamente o Norte e o Nordeste, que têm as maiores taxas de incidência de mortalidade por câncer de colo de útero, são as regiões onde encontramos a menor cobertura de vacinação”. De acordo com a médica, isso acende o alerta de que é necessário investimento grande em medidas educativas para a população, para as crianças e adolescentes, pais e responsáveis e para profissionais de saúde, a fim de aumentar a cobertura.

De acordo com o levantamento, a Região Norte apresenta a menor cobertura vacinal completa (primeira e segunda doses) do país em meninas: 50,2%. Entre os meninos, o percentual é de apenas 28,1%. A região também foi a que mais registrou óbitos por câncer de colo de útero no período 2016/2020: 9,6 por 100 mil mulheres, contra a média brasileira de 6 a cada 100 mil mulheres.

De todas as regiões do país, o Sul é a que mais se aproxima da meta estabelecida (87,8%) na primeira dose em meninas. Por outro lado, é a região que apresenta maior índice de absenteísmo, ou não comparecimento, na segunda dose: 25,8% entre as mulheres e 20,8% entre os homens, enquanto a média do país é de 18,4% e 15,7% nas populações feminina e masculina, respectivamente. Já o Nordeste tem a menor variação entre a primeira e a segunda dose, tanto feminina (71,9% e 57,9%) quanto masculina (50,4% e 35,8%).