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Marinha leva oxigênio ao Amapá, que enfrenta surto de síndromes gripais

Após surto de síndromes gripais, Marinha do Brasil envia oxigênio ao Amapá  — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

Devido ao surto das síndromes gripal e Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amapá, a Marinha do Brasil enviou dois tanques com 12 mil toneladas de oxigênio e outros equipamentos essenciais para atender a rede pública hospitalar do estado. O navio com os insumos saiu do Pará neste domingo (21) e deve chegar no porto de Santana, a 17 quilômetros da capital, nesta terça-feira (23). Todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas estão lotadas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa), o reforço foi pensado como retaguarda para ser usado em situações de colapso e falta de oxigênio para casos graves de gripe, se houver.

“O abastecimento de oxigênio dentro dos nossos hospitais está normal. Esse navio da Marinha que está chegando com tanques de oxigênio são necessário para que os novos leitos do HU comecem a funcionar. Normalmente demorariam mais de 45 dias para chegar, mas o Pará tinha material disponível para encaminhar. Atualmente, estamos bem estáveis com o nosso estoque, mas já nos prevenirmos para qualquer mudança dessa demanda”, detalhou a secretária de Saúde, Silvana Vedovelli.

Os tanques com oxigênio são para abastecer 30 novos leitos no Hospital Universitário (HU), sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), previstos para serem ativados nos próximos dias. O hospital também foi usado durante o pico da pandemia de Covid-19.

A abertura dos leitos no HU é em cooperação com Ministério da Saúde. O Amapá recebeu na terça-feira (16) 10 técnicos do Ministério da Saúde enviados após o governo decretar situação de emergência na saúde pública em 13 de maio.

Quatro crianças morreram nos hospitais públicos em consequência de doenças respiratórias após o decreto, sendo 3 mortes em 3 dias consecutivos.

Apoio da Marinha do Brasil
O Navio de Apoio Oceânico (NApOc) “Iguatemi”, subordinado ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte saiu neste sábado (20) de Belém, no Pará, em direção ao Amapá. A previsão de chegada é para esta terça-feira.

Os tanques de oxigênio foram adquiridos por meio de tratativa do Governo Federal com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pelo HU. A Ebserh solicitou apoio da Marinha do Brasil na logística de transporte.

De acordo com a força nacional, a ação é uma resposta imediata à declaração de estado de emergência na saúde pública do estado.

Além dos dois tanques com oxigênio, também são transportados outros insumos importantes como um vaporizador atmosférico e um misturador de ar medicinal.

Carla Zambelli é internada na UTI, em Brasília, após ser diagnosticada com Covid-19

Deputada Carla Zambelli

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi diagnosticada com Covid-19 na última segunda-feira (15) e está internada em uma unidade hospitalar em Brasília desde então. Pelas redes sociais, a parlamentar afirmou que deu entrada em uma UTI para ser monitorada após um “mal súbito”.

Em nota, a assessoria informou que Zambelli está sem sintomas e que não se vacinou contra a covid-19 por recomendação médica. A nota diz ainda que ela manteve sua imunidade “em níveis elevados” nos últimos anos e que ela está assintomática após os cinco dias desde o diagnóstico.

“A deputada Carla Zambelli não se vacinou contra a Covid-19 por recomendação médica e nos últimos anos, a parlamentar manteve sua imunidade em níveis elevados.

É provável que tenha contraído o vírus durante sua viagem de volta da Coreia do Sul, que durou aproximadamente 24 horas. Vale ressaltar que a parlamentar encontra-se assintomática e já se passaram 5 dias desde o diagnóstico”, diz a nota.

Zambelli, no entanto, segue internada e tem previsão de alta para a próxima semana. Pelas redes sociais, a parlamentar afirmou nesta sábado que estava na UTI para ser monitorada e passar por exames, mas que ainda não sabia a causa do seu mal estar.

Mais 4 aves silvestres com suspeita de gripe aviária são encontradas no ES; uma delas no interior do estado

Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm

Mais quatro aves marinhas com suspeita de gripe aviária foram encontradas no Espírito Santo, sendo uma delas no interior do estado. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), os animais foram resgatados em Vitória, Guarapari, Linhares, no Litoral Norte, e em Nova Venécia, município da Região Noroeste. Todas elas morreram.

De acordo com o gerente de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Raoni Cipriano, o fato de uma das aves estar fora do litoral deixa os órgãos ainda mais em alerta.

“Teve um deslocamento dessa ave. Ela pode ter se desorientado do bando por algum motivo, pode ter sido por doença, pode ter sido por outro motivo. A gente abre uma investigação no local. A gente passa a investigar a região com mais atenção”, disse.

Ainda de acordo com o gerente, das quatro aves encontradas nesta quinta (18), dois animais passaram por eutanásia. Os outros dois animais foram a óbito de forma natural.

“O animal fica apático, fica com falta de coordenação, perde o sentido e a direção, a respiração dele fica ofegante, sintomas de influenza, de gripe. O animal fica com corrimento”, disse Raoni.

Nesta quarta-feira (17), a secretaria já havia confirmado que outras 26 aves foram sacrificadas também para conter a disseminação da doença. Entre as primeiras espécies eutanasiadas, estavam atobás e trinta-réis, um biguá, uma coruja, um bem-te-vi, periquitos-rei e um papagaio-chauá.

“É uma medida de contenção de foco, com objetivo de proteger a saúde das demais aves que estão no meio ambiente e das pessoas que trabalham com essas aves”, informou a secretaria, que destacou ainda que a medida encontra-se amparada em decretos e leis federais e estaduais, além de instruções normativas do Ministério da Agriculta e Ibama.

Ainda segundo a Seag, tendo em vista que a eventual disseminação do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP – H5N1) pode causar graves impactos, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) “está mapeando as áreas do foco e realizando vistorias nas propriedades, com o objetivo de proceder à vigilância clínica, buscando ativamente animais com sintomas compatíveis com a doença e realizando um trabalho de educação sanitária com os produtores rurais”.

Nova vacina contra chikungunya tem bom resultado em teste intermediário

O mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus de dengue, chikungunya e zika

Uma nova vacina experimental contra o vírus da chikungunya, transmitido por mosquitos Aedes aegypti, obteve bons resultados em um teste de fase 2, que avalia a capacidade do produto de induzir resposta imune. Num estudo com 20 pessoas que receberam o imunizante, cientistas conseguiram mostrar que o material produzido por seus organismos conseguia neutralizar o patógeno.

A comprovação saiu de um experimento no qual os pesquisadores clonaram anticorpos dos humanos e os transferiram para camundongos infectados com a doença. Usando o material desses voluntários, que haviam se vacinado seis meses antes, os roedores ficaram protegidos pela doença.

A vacina, criada pela empresa americana Emergent Biosolutions, entra agora na corrida para aprovação de um produto para prevenir a doença. O cenário já tem no páreo uma vacina da francesa Valnova, em fase final de testes pelo Instituto Butantan, e São Paulo.

A vacina da Emergent, registrada com a sigla PXVX0317, também deve se qualificar para um ensaio clínico de fase 3 agora. Essa etapa avalia a eficácia do produto em um cenário real de infecção, sem artifícios de laboratório.

Esse foi o terceiro ensaio de fase 2 do produto americano, que antes não tinha sido avaliado diretamente para a capacidade dos anticorpos de neutralizar o patógeno.

“A vacina é bem tolerada e induz uma resposta imune robusta e durável, de mais de dois anos”, escreveram os cientistas hoje em um estudo sobre o teste na revista Science Translational Medicine.

Liderado por Michael Diamond, pesquisador da Universidade Washington de Saint Louis (Missouri), o trabalho descreve como o produto funciona.

A vacina da Emergent foi desenvovida com uma estratégia chamada VLP (virus-like particles). O produto consiste de pequenos fragmentos de proteínas que se agregam para formar partículas semelhantes a vírus e treinam o sistema imune na defesa contra o vírus. Essa técnica é diferente daquela usada pela Valnova, que usou vírus inteiros inativados para desencadear a resposta imune.

A chikungunya é uma das doenças transmitidas por insetos que mais provocam dor nas vítimas, por causar inflamações nas articulações, e o número de casos tem aumentado a cada década.

Artrites virais

A empresa americana está, em tese, atrás da francesa na corrida para criar um produto, mas diz ter um trunfo em mãos: sua nova vacina, dizem os cientistas, também é capaz de combater outros patógenos do gênero dos alfavírus, parentes evolutivamente próximos da chikungunya.

“Nossos resultados mostram que duas doses da vacina PXVX0317 induzem altos níveis de anticorpos neutralizantes contra todos os genótipos de chikungunya, e sua amplitude de resposta se estende a vários outros alfavírus causadores de artrites, como O’nyong’nyong e o Mayaro”, escrevem Diamond e colegas.

Esses outros vírus (o primeiro de origem africana, o segundo de origem sulamericana) não foram capazes ainda de desencadear epidemias de grandes proporções. Como os mosquitos que os transmitem estão ampliando sua presença, porém, as doenças estão sendo monitoradas por epidemiologistas, sob risco de maior disseminação.

A Emergent tem dois testes dessa etapa já em planejamento registrado no portal ClinicalTrials.Gov, do governo dos EUA, mas não lista recrutamento de voluntários em nenhum país fora dos EUA ainda.

É improvável que um teste robusto de fase 3 possa ser feito só em solo americano, porque a incidência de chikungunya é muito baixa ali. Mesmo com o Butantan já tendo fechado acordo com uma empresa francesa, o Brasil seria um destino desejado também pela concorrente americana, possivelmente numa parceria com outro centro de pesquisa.

“Em 2022 ocorreram 174.517 casos prováveis de chikungunya no Brasil. Em comparação com o ano de 2019, houve aumento de 32,4% de casos registrados para o mesmo período analisado. Quando comparado com o ano de 2021, ocorreu um aumento de 78,9% casos”, afirma o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a doença. “Foram confirmados 94 óbitos para chikungunya no Brasil, sendo que o Ceará concentra 41,5%.”

O GLOBO perguntou à Emergent se a empresa está em negociação com alguma instituição brasileira para realização do teste de fase 3, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Afogados: vacina da Influenza liberada para todos os públicos

A Prefeitura de Afogados informa que está liberada, para todos os públicos a partir dos seis meses de idade, a vacina contra a influenza.

A vacina está sendo aplicada na central de vacinação do município, na Rua Professor Vera Cruz, no. 140, ao lado da Casa Siqueira. O funcionamento é de segunda a sexta, das 7h30 às 17h.

‘Atlas dos agrotóxicos’ aponta excessos do Brasil e da América do Sul, destaca jornal francês

Uso de agrotóxicos pode causar graves riscos à saúde — Foto: SES/Divulgação

A Fundação Heinrich Böll, da Alemanha, e várias organizações francesas acabam de publicar o “Atlas dos Agrotóxicos”, que produziram em parceria. Os resultados do estudo, detalhados na edição desta terça-feira (16) do jornal francês Libération, apontam os estragos causados por esses produtos no mundo.

No mapa mundial publicado pelo Libération, a América do Sul é o continente campeão do mundo no uso de agrotóxicos.

A região é mencionada por ter dobrado, em 20 anos, o uso de pesticidas em suas lavouras. Em 2020, foram consumidas 770.393 toneladas de agrotóxicos na região, 119,4% a mais do que em 1999.

O atlas mostra que “49% dos agrotóxicos vendidos no Brasil são extremamente perigosos” para a saúde humana, animal e para os ecossistemas.

A região consome mais do que a Ásia, segunda colocada no ranking mundial.

A publicação lembra o peso das quatro maiores empresas de agrotóxicos do mundo – Syngenta, Bayer, Corteva e BASF –, que controlam 70% do mercado internacional.

O escândalo dos produtos químicos cujo uso é proibido na União Europeia (UE), mas que ainda são produzidos para exportação, e retornam aos pratos da população do bloco, é particularmente destacado no atlas.

É o caso do limão verde brasileiro, cita o Libération. Recentemente, a ONG Greenpeace revelou que de 50 amostras de limão verde importado do Brasil, vendido em supermercados europeus, quase todos os exemplares tinham resíduos de agrotóxicos proibidos na Europa.

Em dezembro, destaca o Libération, a maioria dos cidadãos franceses (88%) e alemães (82%) se pronunciaram a favor da proibição do uso desses produtos, de acordo com uma pesquisa do instituto Ipsos.

A maioria da população, nos dois países, tem consciência dos riscos que os agrotóxicos representam para a saúde. Apesar das dificuldades econômicas que uma interdição possa representar, mais de três quartos dos entrevistados acreditavam que é necessário dar “mais apoio aos agricultores” na UE para reduzir a utilização de produtos fitossanitários.

A versão francesa do “Atlas dos Agrotóxicos” dedica várias páginas à situação na França. As áreas de viticultura, de cultivo de frutas e cereais são as mais atingidas pelo uso de pesticidas, enquanto as regiões montanhosas e de pecuária extensiva são mais protegidas.

Reduzir o uso de fungicidas nos vinhedos franceses é considerado um desafio pelos autores do atlas, embora a produção de vinhos orgânicos registre progressos.

Declínio de pássaros na Europa
A agricultura intensiva, que recorre ao uso de fertilizantes e agrotóxicos, é apontada como principal causa de um outro fenômeno descrito na imprensa francesa. A Europa perdeu, em 40 anos, 25% dos seus pássaros, o equivalente a 800 milhões de passarinhos, de acordo com o maior estudo científico já realizado sobre o tema, publicado na revista científica PNAS.

Todo ano, 20 milhões de passarinhos morrem no continente, relata o jornal Les Echos. Além da agricultura intensiva, o aumento da temperatura terrestre e a urbanização contribuem para esse fenômeno de declínio dos pássaros, cuja morte lenta ameaça o conjunto dos ecossistemas.

Anvisa concede registro de vacina nacional contra 4 tipos de meningite

Vacina nacional contra 4 tipos de meningite

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro para produção nacional da vacina meningocócica ACWY conjugada, que protege contra quatro tipos de meningite.

O imunizante poderá ser produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), detentora da tecnologia.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou que o registro é mais um passo na busca pela autossuficiência nacional, por meio da redução da dependência de insumos internacionais e da incorporação de tecnologias estratégicas para o país. O acordo prevê a transferência de tecnologia, rotulagem e embalagem dos imunizantes pela Fiocruz e Funed e produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), ligado à Fiocruz.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda o esquema de duas doses da vacina meningocócica C conjugada aos três e cinco meses de idade, e um reforço administrado aos 12 meses.

A vacina meningocócica ACWY conjugada é recomendada para adolescentes na faixa etária de 11 e 12 anos de idade em dose única. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou a indicação para adolescentes de 13 e 14 anos de idade, visando reduzir o número de portadores da bactéria em nasofaringe.

Em todo o mundo, estima-se que ocorram mais de um milhão de casos de meningites bacterianas a cada ano. Caso não haja tratamento, a taxa de mortalidade pode chegar a até 70%. Entre os anos de 2009 e 2021, foram confirmados no Brasil 219.342 casos de meningite bacteriana causada pelo meningococo.

Brasil registra 1° caso de gripe aviária; 2 aves silvestres contaminadas são do Espírito Santo

Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou dois casos de aves marinhas contaminadas pelo vírus da influenza aviária, o H5N1, nesta segunda-feira (15). Os animais são da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecida Trinta-réis-bando, e foram resgatadas no litoral do Espírito Santo.

No momento do resgate, uma das aves estava localizada no município de Marataízes e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória.

Os dois casos não afetam a condição do Brasil como país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) e os demais países membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.

É a primeira vez que o Brasil apresenta casos de gripe aviária.

Os animais infectados não fazem parte do sistema industrial brasileiro, ou seja, os casos não afetam aves e ovos disponíveis nos supermercados e a seguridade alimentar da população, aponta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou estado de alerta de emergência devido aos casos.

Segundo nota da instituição, a medida busca “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de gripe aviária”.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) enviaram uma nota conjunta se posicionando sobre os casos de gripe aviária identificados e informaram que o setor segue mobilizado para monitoramento por meio do comitê de crise denominado Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária (GEPIA).

Eles ressaltam que os animais infectados não fazem parte do sistema industrial brasileiro, “que segue os mais rígidos protocolos de biosseguridade. Por isso, não há qualquer mudança em relação ao abastecimento interno de produtos.”

Também reiteram que não são esperadas mudanças no fluxo de comércio internacional de produtos brasileiros.

Por fim, a ABPA afirma que é “totalmente seguro o consumo da carne de aves e ovos, segundo informações cientificamente respaldadas pela OMSA, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e outros órgãos reconhecidos internacionalmente.”

Surto de síndromes gripais causa emergência de saúde no Amapá; UTIs pediátricas estão lotadas

Clécio Luís, governador do Amapá, decretou emergência de saúde após surto de síndromes gripais — Foto: Netto Lacerda/GEA

O governo do Amapá decretou neste sábado (13) situação de emergência de saúde pública após um surto das síndromes gripal e Respiratória Aguda Grave (SRAG), que causaram a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas da rede pública. Segundo o governo, até a tarde deste sábado (13) 162 crianças estavam internadas com síndromes respiratórias agudas graves e que destas, 29 estavam entubadas em UTIs.

Outros 30 novos leitos serão instalados em um hospital da rede particular em Santana, distante cerca de 19 quilômetros de Macapá.

Um boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) mostrou que apenas 16% das crianças com idade para serem vacinas foram imunizadas.

O governador Clécio Luís informou que os 20 leitos pediátricos ficaram lotados e que outros 9 foram abertos e já estão todos ocupados. Clécio também disse que o Ministério da Saúde (MS) já foi acionado.

“Declaramos emergência de saúde pública. Nós estamos aumento o número de UTIs, campanhas vacinais e de reforço de oxigênio nas unidades. Fazemos um chamamento para as famílias, que vacinem seus filhos na idade vacinal”, disse o governador.

O governador disse também que será restituído o Comitê Estadual de Operações de Emergência em Saúde Pública (CEOESP), além de ser publicado um decreto com medidas sanitárias. O decreto, segundo o governo, não terá medidas restritivas para a circulação ou fechamento de estabelecimentos.

Uma reunião com os 16 prefeitos dos municípios do estado será realizada na tarde deste sábado (13). Medidas conjuntas serão anunciadas após o encontro.

Serra Talhada lidera ranking de vacinação contra Influenza com mais de 120% de cobertura vacinal; Afogados vem logo em seguida

serra Talhada ultrapassou 120% da população vacinada contra Influenza — Foto: Divulgação/Prefeitura de Serra Talhada

No ranking de vacinação contra Influenza, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta quinta-feira (11), a cidade de Serra Talhada lidera com 126,95% de cobertura vacinal dos grupos prioritários. No município já foram vacinadas mais de 33 mil pessoas, de acordo com o levantamento.

A meta determinada pelo Ministério da Saúde (MS) é imunizar 90% da população geral contemplada na mobilização. Serra Talhada ultrapassa a meta e aparece na lista seguida de Afogados da Ingazeira, Carnaubeira da Penha, Olinda e Itapetim.

Confira o ranking das 10 cidades que mais vacinaram contra Influenza:

1 – Serra Talhada – 126,95%
2 – Afogados da Ingazeira – 89,02%
3 – Carnaubeira da Penha – 86,29%
4 – Olinda – 85,19%
5 – Itapetim – 80,75%
6 – Santa Cruz da Baixa Verde – 72,15%
7 – Calumbi – 67,38%
8 – Brejinho – 66,46%
9 – Tabira – 64,87%
10 – Brejão – 64,16%

De acordo com a SES-PE, a cobertura vacinal do Estado está em 34,70%, com 1.091.462 doses aplicadas.

A cidade que menos vacinou contra Influenza até esta quinta (11), de acordo com a SES-PE, é Camaragibe, com apenas 13,89% da população imunizada. Confira o ranking das 10 cidades que menos vacinaram:

1 – Camaragibe – 13,89%
2 – Jaboatão dos Guararapes – 14,66%
3 – Pombos – 15,03%
4 – Igarassu – 15,49%
5 – Tracunhaém – 16,48%
6 – Cortês – 16,87%
7 – Abreu e Lima – 18,22%
8 – Paulista – 18,49%
9 – Chã de Alegria – 18,60%
10 – Vitória de Santo Antão – 18,85%

Vacina que destrói células cancerígenas no pâncreas tem ‘resultados promissores’, aponta estudo

O logotipo da BioNTech em Marburg, Alemanha. Foto de 2 de fevereiro de 2023. — Foto: REUTERS/Fabian Bimmer

A revista científica “Nature”, uma das mais conceituadas na área científica, afirmou nesta quarta-feira (10) que os resultados do ensaio clínico em humanos para o desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de pâncreas tiveram ‘sucesso limitado’ e foram ‘promissores’.

O novo tratamento busca aumentar a resposta imune do paciente aos tumores. Ou seja, a vacina é um tipo de imunoterapia, assim como a maioria dos imunizantes em teste. Ela busca evitar que o câncer volte, cresça ou se espalhe.

A vacina é desenvolvida pela empresa de pesquisa alemã BioNTech, juntamente com norte-americana Genentech, e produzida com base na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) – a mesma do imunizante criado pela BioNTech e pela Pfizer para combate à Covid-19.

O tratamento aumenta as defesas naturais do corpo contra as células cancerígenas. Isso é feito através de proteínas, produzidas no corpo ou em laboratório, que treinam o sistema imunológico do paciente a identificar e destruir células causadoras da doença.

Ensaios clínicos de fase 1 mostraram que a metade dos 16 participantes do estudo, que passaram por cirurgia para remover tumor, desenvolveram células T após receberam o tratamento.

As células T podem potencialmente reconhecer células cancerígenas e impedi-las de reaparecer, disse a Nature.

Entre os oito participantes do estudo com resposta imune detectável, não houve evidência de recorrência do câncer 18 meses após a cirurgia, enquanto o tempo médio de recorrência foi de 13,4 meses entre os pacientes que não responderam ao tratamento.

Apesar dos resultados promissores, ainda há um longo caminho a ser seguido na busca por novos tratamentos contra o câncer. No caso dessa vacina, o próximo passo é desenvolver os testes clínicos de fase 2 e 3, antes que o imunizante seja submetido às agências reguladoras e, depois, ao mercado.

“Esses dados são extremamente promissores e fornecerão a estrutura para um novo ensaio clínico planejado”, afirmou a revista.

O câncer de pâncreas está entre as formas mais letais de câncer. Isso porque, normalmente, o tumor cresce sem ser detectado. Quando o paciente é diagnosticado, a doença pode estar em estágio avançado, diminuindo a eficácia de tratamentos.

O estudo se concentrou no tumor chamado adenocarcinoma ductal pancreático (PDAC), responsável por mais de 90% dos casos de câncer pancreático. Apenas cerca de 10% dos pacientes com PDAC estão vivos dois anos após o diagnóstico.

CRM-AC investiga médicos que debocharam do estado de saúde de Marina Silva em prints vazados

Prints mostram médicos questionando vacinação e debochando da saúde da ministra Marina Silva — Foto: Reprodução

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) abriu uma sindicância para apurar a conduta de médicos que debocharam do diagnóstico de Covid-19 da ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, e fizeram comentários antivacina, conforme prints de conversas em um grupo de profissionais.

A conversa vazou no domingo (7), mas o CRM só se posicionou nesta quarta-feira (10), três dias depois.

Os prints mostram conversas que seriam de um grupo de médicos em que Jorge Lucas da Fonseca, Grace Mônica Alvim Coelho e Nilton Chaves debocham do fato de Marina Silva estar infectada, mesmo tendo as doses da vacina contra a Covid-19. A ministra foi diagnosticada com Covid-19 no último sábado (6) e internada por conta da doença. Nesta quarta-feira (10), ela teve alta médica.

Jorge Lucas encaminhou uma notícia sobre o diagnóstico da ministra com a legenda: “Ué, não era vacinada?” O mesmo médico reforça o comentário, em seguida, e afirma: “será que ela não tomou a vacina?”

Em seguida, outra profissional, que seria Grace Mônica Alvim Coelho, comenta: ‘Coisas da vida… E da vacinação!’. Por fim, outro médico, Nilton Chaves, acrescenta: “Tomara que o vírus da Covid esteja bem.” Grace já foi secretária de Saúde do Acre entre 1999 a 2004, na gestão de Jorge Viana.

Por meio de nota, o CRM confirmou a apuração, e afirma que o processo será feito de acordo com o Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica. (Veja a nota na íntegra ao fim deste texto)

Logo após a divulgação da conversa, o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed) afirmou que o grupo no qual as mensagens foram enviadas não é administrado pela entidade, e destacou que “O único grupo oficial é chamado de ‘Filiados’, existindo regras claras que proíbem a manifestação política, permitindo apenas assuntos médicos, debates trabalhistas, sindicais e a divulgação de informações do sindicato”. (Veja a nota na íntegra ao fim deste texto)

“A apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica”, diz a nota.

O que dizem os médicos
À Rede Amazônica Acre, a médica ginecologista Grace Mônica Alvim Coelho disse que o que escreveu não foi falando diretamente à ministra Marina Silva, e que não via necessidade de um posicionamento sobre o caso.

Porém, destacou que o que escreveu em relação à vacina é que a imunização não impede novos casos de infecção. Ainda segundo a médica, o print foi tirado de contexto e usado para atacá-la. Os médicos Jorge Lucas e Nilton Chaves não responderam ao contato.

Quadro de saúde da ministra
Marina foi internada no último sábado (6) no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, com quadro positivo de Covid-19. Por meio do Twitter, a política afirmou que está com sintomas sob controle e recebe atendimento médico adequado na capital paulista.

Na manhã dessa quarta-feira (10), o InCor informou, por meio de boletim médico, que a ministra recebeu alta às 9h30 (horário de Brasília), e ressaltou que “a paciente está com esquema vacinal completo para covid-19, isso contribuiu para que o quadro de saúde fosse controlado”. Ainda segundo o boletim, ela deve permanecer em repouso domiciliar, e poderá retomar as atividades na próxima semana

Nota oficial do CRM-AC
“Diante da divulgação de informações pela imprensa sobre comentários feitos, supostamente, por médicos que atuam no Estado do Acre a respeito da internação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) determinou a abertura de sindicância para investigar os fatos.

A apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

O CRM-AC reitera sua missão de zelar pelo ético exercício da profissão, tendo como foco a valorização da relação médico-paciente, a defesa da autonomia de médicos e de pacientes e o respeito ao sigilo das informações.

Nesta oportunidade, o CRM-AC deseja também uma breve recuperação à ministra Marina Silva e a todos os pacientes acometidos pela covid-19.”

Nota oficial do Sindmed-AC
“A Diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) informa que o grupo “Médicos Unidos” não é administrado pela entidade. O único grupo oficial é chamado de “Filiados”, existindo regras claras que proíbem a manifestação política, permitindo apenas assuntos médicos, debates trabalhistas, sindicais e a divulgação de informações do sindicato.

Os membros deste Sindicato também prestam solidariedade à ministra do Meio Ambiente Marina Silva e desejam boa recuperação.”

Saúde de Goiás confirma 39 casos e uma morte por malária

Mosquito responsável pela transmissão da malária, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Goiás registrou 39 casos confirmados de malária e uma morte em 2023, segundo dados informados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste domingo (7). A morte pela doença foi de uma mulher de 41 anos que morreu em Anápolis, a 55 km de Goiânia, depois de ficar 18 dias internada, no final do mês de abril.

De acordo com a secretaria, os dados se referem aos casos confirmados até a última terça-feira (2). Ao todo, 81 casos suspeitos foram notificados em Goiás. No entanto, 42 deles foram descartados. Ainda segundo a secretaria, apenas dois dos 39 casos confirmados em 2023 se tratam de uma transmissão local em Goiás.

Essa grande quantidade de casos tem preocupado a pasta, que tem feito o monitoramento da doença para que o número de confirmações não aumente ainda mais. Por isso, a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, explicou as ações que têm sido realizadas pela secretaria para o controle da malária.

“Fizemos captura de insetos, vamos fazer avaliação e análise desses insetos, foi feito um combate com inseticida na região onde os dois casos [de contaminação em Goiás] provavelmente se infectaram e esse monitoramento vai permanecer”, detalhou Flúvia.

Segundo a secretaria, como não existe vacina contra a malária, a recomendação é que as pessoas usem repelentes e protejam as áreas do corpo que os mosquitos transmissores da doença possam picar.

Programa Brasil Sorridente será incorporado ao SUS

A iniciativa chama a atenção para os cuidados com a saúde bucal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (6), durante conversa com a imprensa, em Londres, que vai lançar um novo programa Brasil Sorridente. O evento está marcado para a próxima segunda-feira (8), no Palácio do Planalto. Segundo ele, o relançamento completa o pacote de programas sociais que foram referência em gestões passadas e foram retomados pelo governo federal.

“Eu vou, segunda-feira, lançar um novo Brasil Sorridente. E nós, então, estamos retomando, em funcionamento, todas as políticas públicas que deram certo em nossos governos”, disse Lula.

O evento marcará a sanção do projeto de lei que inclui a Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, na Lei Orgânica da Saúde. Segundo o governo, com isso, a política “garantirá acesso universal, equânime e contínuo aos serviços de saúde bucal, que passam a integrar o SUS [Sistema Único de Saúde] definitivamente”.

O Brasil Sorridente foi criado em 2004, durante o primeiro mandato de Lula na Presidência da República. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 10 anos, mais de 80 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa em todo o país, recebendo os mais diversos tipos de atendimentos odontológicos por meio de centros em milhares de municípios do país.

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva é internada com Covid-19 em SP

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em foto de fevereiro de 2023 — Foto: Adriano Machado/Reuters

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi internada na manhã deste sábado (6) no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, com quadro positivo de Covid-19.

Por meio do Twitter, a política afirmou que está com sintomas sob controle e recebe atendimento médico adequado na capital paulista.

“A todas e todos que tiveram contato comigo nos últimos dias, em especial nos casos de aparecerem sintomas, recomenda-se realizar teste Covid-19”, pediu Marina Silva.

Antes do comunicado, a assessoria de imprensa da ministra confirmou que ela testou positivo para a doença. Por orientação médica, Marina foi encaminhada ao hospital para fazer exames, mas o quadro não é grave e deve ter alta ainda neste sábado (6).

O InCor informou que trata-se de infecção respiratória por coronavírus, com quadro pulmonar simples e sem pneumonia viral. O estado de saúde é estável.

Em boletim médico, o InCor afirmou que “a paciente permanece em observação” aos cuidados de um médico cardiologista, uma infectologista e um pneumologista.