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Internações por síndromes respiratórias aumentam no Norte e Nordeste

Braço da OMS nas Américas alerta para 'ameaça tripla de doenças  respiratórias' no continente – Rádio Guaíba

Os casos graves de vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças continuam a puxar para cima a tendência de hospitalizações por síndrome respiratória em parte do Norte e Nordeste do Brasil. A informação consta do mais recente Boletim Infogripe, divulgado hoje (27) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Nos estados do Acre, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima, as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em alta nas últimas seis semanas fundamentalmente devido aos casos em crianças e adolescentes. Já em Sergipe, além da alta na mesma faixa etária, também foi registrado aumento em adultos de idade mais avançada.

O coordenador do Infogripe Marcelo Gomes alerta que, ainda que haja tendência de estabilização ou queda da SRAG no público infantil dos estados do Centro-Sul, o número de casos já tinha chegado a um patamar alto.

“Como esses estados passaram por um longo período de aumento, semana após semana, nos casos de SRAG nas crianças pequenas, a interrupção ou reversão dessa tendência ainda levará um tempo para se refletir em diminuição nos leitos ocupados, já que parte dessas crianças continua hospitalizada. Além disso, as baixas temperaturas favorecem as infecções respiratórias nesse período do ano, de modo que é importante mantermos os cuidados de ventilação adequada e uso de boas máscaras por parte das pessoas que estão apresentando sintomas gripais e não possuem condições de fazer o repouso recomendado”, disse Marcelo Gomes, segundo a Fiocruz.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório causou 40% das ocorrências de SRAG com origem viral no país. O SARS-CoV-2, que causa a covid-19, respondeu por 22,8% dos casos, seguido por 17,5% do vírus da Influenza A, e 6,6% do daInfluenza B. Apesar disso, a covid-19 continua a responder por metade dos óbitos causados por síndromes respiratórias agudas graves virais no país.

A Fiocruz destaca ainda que o Sars-Cov-2 permanece em queda no número de casos entre a população adulta na maioria dos estados. Em março, o vírus respondia por 80% dos casos, participação que caiu para 50% em maio.

Já a gripe causada pela Influenza A – majoritariamente H1N1 – registrou aumento ao longo do mês de maio e manteve presença importante em junho.

Sobe para 48 o número de casos de gripe aviária no Brasil, diz Ministério da Agricultura

Ministério da Agricultura registra mais dois casos de gripe aviária e total  sobe a 48

O Ministério da Agricultura informou, em atualização na plataforma oficial no domingo, 25, às 19 horas, que dois novos focos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) em aves silvestres foram detectados no Brasil.

No total, há 48 casos da doença em aves silvestres no País.

De acordo com o ministério, há outras nove investigações em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.

As notificações em aves silvestres não comprometem o status do Brasil como país livre de IAAP e não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Governo antecipa entrega de 400 mil doses de insulina de ação rápida

 (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

Até o próximo dia 9, o Ministério da Saúde vai concluir a distribuição de mais de 400 mil unidades de insulina análoga de ação rápida, usada no tratamento de diabetes tipo 1. A compra do medicamento ocorreu após cinco meses de negociação com o setor farmacêutico e depois de duas tentativas frustradas. É que dois pregões anteriores – em agosto do ano passado e em janeiro deste ano – não receberam propostas.

O Ministério da Saúde antecipou a entrega da insulina por conta do risco de desabastecimento motivado pela escassez mundial do produto. Essa carga de 400 mil unidades se soma à de um 1,3 milhão de doses compradas emergencialmente e que vão garantir o abastecimento do SUS e de mais de 60 mil pessoas que fazem atendimento no Sistema Único de Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, as insulinas regulares mais consumidas, indicadas para pacientes com diabetes tipo 2 e demais tipos, estão com “estoque adequado”. As insulinas análogas de ação rápida foram incorporadas ao SUS em 2017 após aprovação da Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde.

Inteligência artificial desenvolvida na Unicamp mapeia danos da Covid-19 em pulmões infectados

Renderização 3D do pulmão (vermelho) vias aéreas (azul) e regiões acometidas pela Covid (verde) de um paciente, computadas automaticamente pelo método — Foto: Diedre Carmo/Arquivo pessoal

Aplicando inteligência artificial a imagens obtidas por meio de tomografia computadorizada, pesquisadores do Laboratório de Computação de Imagens Médicas da Unicamp, em Campinas (SP), conseguiram mapear com precisão os danos da Covid-19 nos pulmões de pacientes infectados.

A pesquisadora Letícia Rittner, professora da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, explica que o método começou a ser desenvolvido em 2020, no ápice da pandemia, a fim de possibilitar o acompanhamento da evolução da doença com mais exatidão.

“Os médicos tinham necessidade de estimar quão comprometido o pulmão estava e acompanhar se a pessoa estava melhorando ou piorando. Para que isso acontecesse, existe uma necessidade de você, a partir de uma tomografia, medir a área comprometida. Isso até então era feito visualmente. O médico olhava e dizia ‘isso é leve, isso é severo’, de uma forma subjetiva, sem um número”, afirma.

Frente a imagens obtidas por meio de tomografia computadorizada, a inteligência artificial desenvolvida pelos pesquisadores foi treinada para separar a imagem do pulmão do restante do corpo. A partir disso, o algoritmo encontra e sinaliza as partes não saudáveis do órgão.

“As regiões ‘borradas’ na imagem são as que estão comprometidas por conta de doenças. A Covid é uma delas, mas a pneumonia e outras doenças respiratórias às vezes têm efeito parecido. O método encontra essas regiões, delimita as bordas e consegue dar um número preciso dizendo, por exemplo, que 82% do pulmão está comprometido”, diz a professora.

Treinamento intensivo

Para que a inteligência artificial aprendesse a diferença entre pulmões saudáveis e infectados, os pesquisadores realizaram um treinamento que consistiu na apresentação de diversas imagens de exemplo ao algoritmo, permitindo a identificação do perímetro do órgão.

A partir desse aprendizado, o método passou identificar as “bordas” dos pulmões e, na sequência, calcular automaticamente o volume de áreas afetadas considerando a quantidade de pixels em cada imagem.

“No começo o nosso método se saía muito bem nas imagens do nosso hospital, mas não no conjunto de dados vindos de outro hospital. Levou um tempo para fazermos o método funcionar em diferentes contextos, imagens e equipamentos de tomografia de diferentes países. Para isso, ele foi treinado em imagens do mundo todo”, explica a pesquisadora.

A pesquisa foi desenvolvida pelo aluno Diedre Santos do Carmo sob orientação, além de Rittner, do pesquisador Roberto de Alencar Lotufo. Recentemente, Carmo foi aos Estados Unidos e passou seis meses estudando a aplicação do método em pacientes na Universidade de Iowa.

Brasil quer eliminar lâmpadas com mercúrio até 2025

Recicla Sampa - Entenda por que a reciclagem de lâmpadas é tão importante

O Brasil tem o compromisso de tirar todas as lâmpadas fluorescentes do mercado até 2025. Essa meta foi definida no ano passado na quarta reunião da Conferência das Partes (COP) da Convenção de Minamata. A ideia é que elas sejam substituídas por lâmpadas de led, que consomem menos energia e não contêm metais pesados.

As lâmpadas fluorescentes surgiram para substituir as antigas incandescentes, com a promessa de serem mais econômicas e duráveis, e não emitirem calor, mas contêm mercúrio na composição, um metal altamente tóxico.

“Nos seres humanos, ele [mercúrio] pode causar ataxia, problemas neuromotores, neurológicos, ele é teratogênico [organismo que, estando presente durante a gestação, produz uma alteração no desenvolvimento], na formação dos fetos, ele é bastante tóxico quando ligado à questão neurológica e pode chegar até a morte”, explica a bióloga Alexandra Penedo de Pinho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A reciclagem é uma ferramenta poderosa, mas ainda insuficiente. Segundo a Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa de Produtos de Iluminação (Reciclus), foram recicladas nos últimos seis anos no país 33 milhões de lâmpadas fluorescentes, cerca de 5 milhões por ano, número bem inferior ao total que chega anualmente. Em 2022, foram importados 12 milhões de lâmpadas.

“O desafio é muito grande porque as pessoas precisam se conscientizar de que existem diversos resíduos que são prejudiciais ao meio ambiente. E o meio ambiente já vem sofrendo as consequências por meio de desastres naturais. Aquele resíduo que a gente joga em um lugar que não é o correto, ele traz uma consequência para o mundo”, aponta Camilla Horizonte, gerente de operações da Reciclus.

Na reciclagem, os componentes são separados: vidro, metais e pó fosfórico podem ser reutilizados. Já o mercúrio é extraído por estas tubulações conectadas a um filtro de carvão, que depois é destinado a um aterro sanitário especial.

A TV Brasil solicitou posicionamento dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Meio Ambiente, mas não houve retorno até a veiculação da reportagem.

Ministério da Saúde recomenda uso de máscara diante de sintomas gripais

Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco | Secretaria Estadual de Saúde  de Pernambuco

Nota técnica do Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras de proteção facial para pessoas com sintomas gripais, pessoas que apresentem fatores de risco para covid-19 e casos suspeitos ou confirmados da doença.

De acordo com a pasta, os grupos com fatores de risco para complicações da covid-19 incluem imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades em situações como locais fechados e não ventilados, locais com aglomeração e serviços de saúde.

No documento, a pasta destaca que, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha declarado o fim da emergência em saúde pública de importância internacional, o vírus continua a circular no Brasil e no mundo.

“O vírus ainda tem caráter pandêmico, com transmissão generalizada, e ainda há risco do surgimento de novas variantes que podem ser ainda mais graves do que as variantes atualmente em circulação e devem ser monitoradas.”

Além do uso de máscaras faciais, o ministério classifica como importantes medidas não farmacológicas que incluem o distanciamento físico, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão, a limpeza e desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos ou confirmados.

Nova vacina contra dengue, Qdenga começa a ser aplicada no Brasil na próxima semana

Vacina da dengue do Butantan. — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Uma nova vacina contra a dengue estará disponível no Brasil a partir da semana que vem, segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

A Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma, é o primeiro imunizante liberado no país para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue.

Neste primeiro momento, a Qdenga será aplicada apenas na rede privada, como clínicas, laboratórios e farmácias. O valor de cada dose deve ficar entre R$ 301,27 e R$ 402,05, segundo preço tabelado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Em São Paulo, por exemplo, o preço máximo ao consumidor será de R$ 379,40 a dose.

“As clínicas devem utilizar esse parâmetro na composição da sua precificação final, que também inclui o atendimento, a triagem, a análise da caderneta de vacinação, as orientações pré e pós-vacina, além de todo o suporte que os pacientes necessitam para se informar corretamente sobre a questão da vacinação”, disse a ABCVAC, em nota enviada ao g1.

O registro da Qdenga foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste ano.

De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para a faixa etária de 4 a 60 anos;
É aplicada em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações;
A vacina é composta por quatro sorotipos diferentes do vírus causador da doença.
Ela também poderá ser aplicada em quem já teve a doença.

Portanto, não há distinção entre quem teve ou não a dengue, desde que esteja dentro da faixa etária estipulada pela agência reguladora para aplicação das doses.

Até então, a única vacina contra a dengue disponível no Brasil era a Dengvaxia, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. O imunizante é recomendado somente para quem já foi infectado com o vírus da dengue. Essa vacina protege contra uma possível segunda infecção, que, no caso da dengue, pode se manifestar de forma mais agressiva e levar à morte.

E no SUS? Ainda não há prazo para que a Qdenga seja disponibilizada na rede pública de saúde. A liberação depende da aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão que assessora o Ministério da Saúde na tomada de decisões desse tipo.

Eficácia da Qdenga
Nos ensaios clínicos, a Qdenga mostrou ter uma eficácia geral de 80,2% contra a dengue causada por qualquer sorotipo após 12 meses da segunda dose. A vacina também reduziu as hospitalizações em 90%.

Em dezembro de 2022, a agência sanitária europeia European Medicines Agency também autorizou o uso do imunizante na União Europeia.

Pernambuco decreta situação de emergência por superlotação de UTIs neonatais e pediátricas

UTI pediátrica

Pernambuco decretou situação de emergência em saúde pública por superlotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais e pediátricas no Estado.

O decreto ocorre devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e foi publicado na edição extra do Diário Oficial dessa terça-feira (20). A medida já está em vigor e tem prazo de 90 dias.

Segundo o documento, assinado pela governadora Raquel Lyra, foi levado em consideração a superlotação nas emergências dos hospitais do Estado, que estão com “expressiva taxa de ocupação de leitos”.

O decreto informa, ainda, que são necessárias medidas “urgentes” voltadas à prevenção, controle e ampliação da rede de atenção à saúde infantil, mas não informa quais iniciativas serão tomadas.

“As ações e os serviços públicos de saúde voltados à contenção da emergência serão articulados pela Secretaria de Saúde, a qual caberá instituir diretrizes gerais para a execução das medidas necessárias, podendo, para tanto, expedir normas complementares”, diz o documento.

Governo define critérios para distribuição gratuita de absorventes

 (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

O governo federal divulgou, nesta segunda-feira (19), os critérios para distribuição gratuita de absorventes, que deverá atender cerca de 24 milhões de pessoas em condição de vulnerabilidade social.

Conforme portaria interministerial, o público-alvo é de pessoas inscritas no Cadastro Único, em situação de rua ou pobreza, matriculadas em escolas públicas federais, estaduais e municipais e que pertençam a famílias de baixa renda, estejam no sistema penal ou cumprindo medidas socioeducativas.

Os absorventes serão distribuídos em estabelecimentos da Atenção Primária à Saúde, escolas da rede pública, unidades do Sistema Único de Assistência Social, presídios e instituições de cumprimento de medidas socioeducativas.

Estão previstos cursos de capacitação de agentes públicos para esclarecer sobre a dignidade menstrual, além de campanhas publicitárias.

A compra dos absorventes deve levar em conta critérios de qualidade previstos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caberá ao Ministério da Saúde fazer uma estimativa do uso médio de unidades de absorventes e do ciclo menstrual.

O Ministério da Saúde ressalta que milhares de pessoas não têm acesso a absorventes no país “e, em consequência, meninas deixam de frequentar aulas por vergonha, e mulheres usam formas inadequadas de contenção do fluxo, como papel higiênico e até miolo de pão”.

O projeto, que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda da rede pública e para mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade social, foi aprovado no Senado em setembro de 2021 e seguiu para sanção presidencial. Porém, o então presidente Jair Bolsonaro vetou trechos do projeto. O governo à época argumentou que o projeto contrariava o interesse público.

Em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou o decreto que regulamenta a Lei nº 14.214/21 e instituiu o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

O objetivo do programa é combater a falta de acesso a produtos de higiene e a outros itens necessários ao período da menstruação ou a falta de recursos que possibilitem sua aquisição, oferecer garantia de cuidados básicos de saúde e desenvolver meios para a inclusão das mulheres em ações e programas de proteção à saúde menstrual.

No mesmo mês, o Congresso Nacional derrubou veto de Jair Bolsonaro à distribuição de absorventes.

Uma dose de vacina para HPV protege contra o câncer por anos, sugere estudo

Vacina contra o HPV na Venezuela

Uma pesquisa que levou em conta mais de 800 mulheres mostrou que a vacina para HPV já mostra alta eficiência contra cepas prevalentes (e ligadas ao desenvolvimento de câncer de colo de útero) desde a primeira dose — originalmente, o esquema completo de proteção leva em conta duas ou três etapas de imunização, a depender do paciente.

A análise apontou que a eficácia da vacina contra as cepas mais dominantes da infecção chegou a 81% com somente uma única aplicação, o que pode facilitar cadeias de distribuição do antígeno globalmente. A taxa é comparável aos níveis de proteção conquistados com duas doses de vacinação.

A análise foi realizada em Fiji e publicada no periódico The Lancet Regional Western Pacific. A pesquisa está de acordo com novas definições globais para o controle do avanço do vírus do HPV. A Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo, determinou no final do ano passado que a vacinação com única dose passasse a ser uma alternativa ao esquema tradicional. Isso porque a cobertura vacinal para o vírus tem despencado nos últimos anos, que chegou a somente 20%.

No Brasil, a vacina está disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para meninos e meninas entre 9 e 14 anos, com duas doses separadas por seis meses. O Ministério da Saúde também oferece a vacina para pessoas de 9 a 45 anos que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos. Para este público, o esquema é composto de três doses, com a segunda de um a dois meses após a primeira; e a terceira, seis meses após a primeira dose.

Proteção contra diversos tipos de câncer
O principal risco de não estar protegido é porque 95% dos casos de câncer de colo de útero são relacionados ao HPV. Esse tipo de tumor é o terceiro maligno mais frequente na população feminina brasileira, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Nos homens, o vírus já foi associado ao câncer de pênis e de ânus, além do câncer de cabeça e pescoço em ambos os sexos. Ainda assim, embora seja comprovadamente eficaz para reduzir todos esses diversos tipos de tumores, a cobertura vacinal no Brasil está abaixo de 50% do público-alvo.

Mais de 60 crianças aguardam vaga em UTIs infantis em Pernambuco

Leito de UTI infantil em Pernambuco — Foto: Reprodução/TV Globo

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que até quinta (15) 68 crianças e três bebês permaneceram na fila de espera por uma vaga em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas e neonatais em Pernambuco.

Segundo dados da SES-PE, neste ano, foram registrados quase 2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes de até 10 anos, com 36 mortes confirmadas.

Desde o início de maio, Pernambuco registra uma alta na ocupação das UTIs pediátricas. De acordo com a Central de Regulação de Leitos, o estado chegou a ter mais de 80 crianças à espera de uma vaga. No dia 1º de junho, 85 estiveram na fila por um leito.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que:

Pernambuco vive um período de sazonalidade para vírus respiratórios, entre os meses de maio e julho, o que aumenta a demanda por leitos especializados na rede pública de saúde, principalmente para o público pediátrico;
Desde janeiro, foram contabilizados 1.971 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até 10 anos, com 36 mortes confirmadas;
Atualmente, a rede de saúde conta com 219 leitos de UTI pediátrica e todos eles estão ocupados;
Entre abril e junho, entregou 90 leitos de UTI “para servir a população de Pernambuco”, sendo 70 pediátricos, 10 pediátricos cardiológicos e 10 obstétricos.

Campinas investiga 6º caso suspeito de febre maculosa entre pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida

Campinas investiga 6º caso suspeito de febre maculosa

A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) informou na noite desta quarta-feira (14) que investiga um sexto caso suspeito de febre maculosa contraída no município. Trata-se de uma mulher de 40 anos, moradora de Hortolândia (SP), que esteve na Fazenda Santa Margarida, no distrito de Joaquim Egídio, em 27 de maio. Ela apresentou sintomas em 10 de junho, e está internada em um hospital privado da metrópole.

Um quinto caso suspeito foi notificado pela manhã, e tem relação com outro evento no mesmo local, o show do Seu Jorge, no dia 3 de junho. A mulher tem 38 anos, mora em Campinas e está em um hospital particular da cidade. Segundo a Vigilância, ela começou os sintomas no dia 10 de junho, está bem e aguarda confirmação do exame laboratorial.

Até o momento, três pessoas que já tiveram os exames confirmados para febre maculosa morreram no dia 8 de junho, após sentirem sintomas como febre, dor e erupções vermelhas pela pele. As vítimas são: Evelyn Santos, de 28 anos, que morava em Hortolândia (SP) e foi professora em faculdade de odontologia; a dentista Mariana Giordano, de 36 anos, e o namorado dela, o empresário piloto de Fórmula C300 Douglas Costa, de 42 anos.

Na noite de terça-feira (13), a Prefeitura de Campinas confirmou a morte de uma adolescente de 16 anos que também esteve na mesma festa e tinha suspeita da doença. Ela estava internada em um hospital particular da metrópole desde o dia 9 de junho e a confirmação da causa também depende de análise pelo Adolfo Lutz.

A doença
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por uma bactéria transmitida através da picada de uma das espécies de carrapato, ou seja, ela não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa pelo contato e seus sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças que causam febre alta. Há no estado duas espécies da bactéria causadora da doença.

No interior do estado, a doença passou a ser detectada a partir da década de 1980, nas regiões de Campinas, Piracicaba, Assis, em áreas mais periféricas da região metropolitana de São Paulo e no litoral, mas em uma versão mais branda. Os municípios de Campinas e Piracicaba (SP) são, atualmente, os dois que apresentam o maior número de casos registrados da doença.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os responsáveis pela fazenda foram notificados sobre a importância da sinalização quanto ao risco da febre maculosa. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) fez uma análise no local na segunda-feira (12).

Maioria dos celulares estão contaminados por fungos e bactérias, diz estudo

Celular pode abrigar 23 mil fungos e bactérias. Saiba como higienizar  corretamente seu aparelho.

O Brasil possui atualmente mais de 249 milhões de celulares, segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas. No total são 464 milhões de computadores, notebooks, smartphones e tablets no país — o equivalente a uma média de 2,2 dispositivos digitais por habitante.

Nos comunicamos, ouvimos músicas, conferimos nosso e-mail, tiramos fotos, tudo por ele. Ele está presente na mesa de reunião, na pia do banheiro enquanto tomamos banho, na mesa do almoço, café da manhã e, na maior parte do tempo, no nosso bolso.

Além do ser humano, outra coisa que não desgruda dele tão facilmente assim são os fungos, bactérias e vírus, que ajudamos a proliferar em cada superfície diferente que o colocamos sem uma boa higiene.

Um estudo recente da Universidade de Londres mostrou que 92% dos celulares do Reino Unido estão contaminados por microrganismos, e que um em cada seis aparelhos tem contaminações ligadas a uma higiene pessoal ruim.

Junto com as maçanetas de portas, xícaras, moedas, botões de fogão e gavetas da geladeira, os aparelhos celulares estão entre os objetos com alto nível de contaminação e responsáveis pela transmissão de diferentes tipos de doenças.

“O celular é um veículo de transporte para os microrganismos, já que nossas mãos estão em contato constante com o ambiente e o aparelho. A manipulação em locais refeições ou até mesmo nos banheiros deveriam ser controladas, sempre realizando a higiene das mãos e do aparelho nesses ambientes, por exemplo antes de uma refeição ou utilização do sanitário” diz Gabriela Castro, microbiologista da Richet Medicina & Diagnóstico.

Outra recomendação dos especialistas é não emprestar o aparelho para outras pessoas e fazer uma boa higienização da tela do aparelho, da capinha que reveste o celular e da parte de trás.

Como limpar o aparelho?
As infecções envolvendo o celular acontece por meio das superfícies que deixamos o celular, como a pia da cozinha, do banheiro, ou a mesa do almoço, o bolso da calça e depois que o tocamos, levamos o dedo para a boca e ela entra em contato com a saliva. Poeira e sujeira acumulam nas superfícies dos equipamentos com facilidade. Além disso, a gordura e o ácido das mãos impregnam nos celulares, juntando germes e bactérias.

Segundo especialistas, a melhor forma de evitar este tipo de contaminação é manter as mãos sempre higienizadas e limpar com frequência o aparelho. Não há como mensurar o nível de contaminação, mas é uma superfície altamente contaminada.

A higienização pode ser feita com pano seco, para remoção mecânica das bactérias e depois um pano molhado com álcool isopropílico, que é um produto que retira quase 100% das bactérias e também é um produto utilizado para limpar placa de celular. Não se deve usar álcool, acetona, alvejantes ou produtos à base de sabão.

O álcool tem poder desengordurante e elimina facilmente gorduras e sujeiras dos equipamentos, mas também é agressivo, pois pode penetrar nos plásticos e telas dos aparelhos e ressecá-los, podendo causar manchas, rachaduras e quebras. Outros produtos de limpeza em geral possuem aditivos básicos com PH altos, que podem reagir com as superfícies delicadas dos equipamentos, podendo causar manchas e outros danos.

“A higienização é simples e pode ser feita com álcool a 70% e um pano. O álcool isopropílico também pode ser utilizado, mas pode não ser de fácil acesso para todos” diz Castro.

O ideal é nunca aplicar líquidos diretamente sobre as superfícies, pois apesar de seguros eles podem penetrar na eletrônica dos equipamentos e causar danos irreparáveis. Por isso, é recomendado que a aplicação seja feita por meio de lenços e toalhas que, geralmente, acompanham os produtos.

Os especialistas recomendam que a limpeza de tablets e celulares seja feita diariamente, em razão do acúmulo da gordura corporal, além de ácidos trazidos pelas mãos e outras sujeiras transmitidas pela boca e face.

Nos computadores, teclados, notebooks e impressoras, ar comprimido para limpá-los é uma boa escolha de produto. Isso vai remover quaisquer indícios de poeira e acúmulo de sujeira, e pode ser usado em diversas direções, facilitando a limpeza. Recomenda-se a higienização pelo menos uma vez por semana.

Primeira vacina contra a chikungunya apresenta resultados promissores

Aedes aegypti fêmea é a transmissora da febre amarela, dengue, zika e chikungunya no Brasil

Um grande teste da primeira vacina contra o vírus chikungunya, transmitido por mosquito, teve resultados positivos, anunciou a farmacêutica francesa Valneva nesta terça-feira (13).

Os resultados foram elogiados por especialistas, embora o tenha sido realizado com pacientes nos Estados Unidos, onde o vírus não é endêmico.

Detectado em 115 países desde a sua descoberta na Tanzânia, em 1952, o vírus causa febre e dores nas articulações, e raramente é fatal. É transmitido aos seres humanos por meio do mosquito do tipo Aedes.

A doença, para a qual ainda não existe medicamento, cresceu exponencialmente nas Américas. Entre janeiro e abril, foram detectados 135 mil casos no continente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos primeiros seis meses de 2022, foram registrados 50 mil casos na região.

A Valneva testa a vacina em adolescentes no Brasil, onde o vírus é endêmico. Os resultados podem ser decisivos para o futuro do medicamento.

A vacina desenvolvida pela Valneva é conhecida como VLA1553. Segundo a empresa, autoridades americanas podem dar a sua aprovação em agosto.

O novo teste, de fase três (última fase antes de solicitar o exame do medicamento perante autoridades) envolveu mais de 4.100 adultos saudáveis nos Estados Unidos, onde o chikungunya não é endêmico. Um total de 99% dos pacientes geraram anticorpos capazes de neutralizar o vírus, segundo estudo publicado na revista “The Lancet”.

A vacina, que requer uma injeção única, gerou efeitos colaterais semelhantes aos de outros fármacos. Os resultados são promissores, destacou Martina Schneider, chefe de estratégia clínica da Valneva e principal autora do estudo. “Ela poderia representar a primeira vacina contra o chikungunya para quem vive em regiões endêmicas, bem como para viajantes.”

A OMS alertou em abril que doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya, poderiam se espalhar devido às mudanças climáticas. Outro medicamento contra o vírus é desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic.

Veja lista: Saúde divulga finalistas de seleção para Gerências de Saúde no Estado

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) publicou o resultado preliminar da Seleção Pública Simplificada SES/PE para gestores das 12 Gerências Estaduais de Saúde (Geres) do Estado.

A convocação dos aprovados para a segunda etapa será divulgada no próximo dia 16, enquanto a realização das provas práticas acontecerá entre os dias 19 de junho e três de julho. O resultado final com os 12 aprovados sairá até o dia seis de julho.

A seleção foi aberta no último dia quatro de maio. Os postulantes às vagas precisam cumprir alguns requisitos para concorrer ao cargo de gestor das Geres, como ter diploma de nível superior, experiência comprovada no Sistema Único de Saúde (SUS) e ocupação em cargo de gestão, na área da saúde, no setor público ou privado, nos últimos quatro anos.

Com a seleção, a promessa é de que acabará a mera indicação política dos espaços. Os atuais gestores e gestoras passarão o bastão para os selecionados.

Na X Geres, em Afogados da Ingazeira, foram classificados os nomes de Els Amorim Viana, Fabiana Martins Torres, Gildazio Moura, Gisele Medeiros,  Luiz Henrique Alexandre dos Santos,  Mary Delânea (atual gerente) e Verandilson Zuza.

Na XI Geres, de Serra Talhada,  concorrem à vaga Francisca Fabiana Gomes de Souza Lucena, João Antônio Bezerra Magalhães Antunes, Joselma Pereira Barros de Souza, Jurandy Júnior Ferraz de Magalhães,  Karla Millene Souza Lima Cantarelli, Samuel José Cabral da Silva e Viviane de Souza Brandão Lima. Atual gerente,  Maysa Conrado,  não está na disputa.

Na IV Geres, em Arcoverde,  disputam Cláudia Cunha Bezerra,  Dayvson Herbety Araújo Amaral, Elisabete Costa de Souza, Isaac Alisson Salles Ferreira,  Maria do Socorro Vidal de Oliveira e Sergialyson Brasil Farias.

Os gestores terão como atribuição planejar, organizar e coordenar as ações de saúde no âmbito Regional, apoiando os municípios sob sua jurisdição com resolutividade e suficiência de serviços, na busca do fortalecimento das redes regionais de saúde e das políticas públicas.

O objetivo é implementar as políticas estaduais de saúde em âmbito regional, assessorar a organização dos serviços de saúde nas regiões, coordenar, monitorar, avaliar as atividades e ações de saúde em âmbito regional, além de implantar, monitorar e avaliar as ações de mobilização social na região, entre outras atividades.

Veja relação com resultado preliminar da Seleção Pública Simplificada SES/PE para gestores das 12 Gerências :

Resultado preliminar: Gerências Regionais de Saúde