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Presidente da Bulgária anuncia sua demissão

Presidente da Bulgária, Rumen Radev/NIKOLAY DOYCHINOV / AFP

O presidente da Bulgária, Rumen Radev, anunciou hoje a sua demissão e irá apresentá-la amanhã ao Tribunal Constitucional.

A declaração oficial à nação ocorre depois de nove anos que Radev ocupa o cargo, tendo sido eleito presidente em 2016 e novamente em 2021. Além de acontecer num momento também em que o país se encontra sem governo, após a demissão do executivo em dezembro do ano passado, após uma onda de contestação popular desencadeada pela introdução da moeda do euro.

“Hoje, me dirijo a vocês pela última vez como presidente. Em primeiro lugar, gostaria de pedir perdão pelo que não consegui fazer. Mas é precisamente a minha convicção de que o conseguiremos que é um dos principais motivos desta decisão”, discursou Radev pela televisão estatal búlgara.

A renúncia vem acompanhada de inúmeras especulações generalizadas de que Radev irá formar seu próprio partido político para concorrer nas próximas eleições parlamentares. Ele ainda manifestou ceticismo sobre a recente decisão da Bulgária de aderir ao euro e também expressou opiniões favoráveis a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.

Radev deveria ocupar a presidência até janeiro de 2027 e caso a sua demissão seja aprovada pelo Tribunal Constitucional, o cargo será exercido pela vice-presidente Iliana Iotova até as eleições presidenciais, em novembro

Ministro da Defesa da Colômbia visita EUA com agenda sobre narcotráfico

Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez/Ministerio de Defensa

O ministro da Defesa da Colômbia visita os Estados Unidos nesta terça (13) e quarta-feira para debater a cooperação na luta antidrogas, no momento em que os dois governos aparam arestas após um ano de tensões, informou o Executivo colombiano.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e seu par americano, Donald Trump, baixaram o tom das conversas em um telefonema na semana passada, poucos dias depois da deposição forçada do venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

A visita do ministro é uma preparação para a de Petro, que se reunirá pela primeira vez com Trump no começo de fevereiro.

O titular de Defesa, Pedro Sánchez, estará em Washington até a quarta-feira, informou um funcionário à AFP.

Sánchez se reunirá com funcionários do Departamento de Defesa, membros do Senado e assessores da Casa Branca para discutir uma estratégia bilateral para “derrotar o narcotráfico” e ampliar a cooperação em “inteligência contra o crime transnacional”, assegurou a pasta em comunicado.

Os Estados Unidos revogaram o visto do presidente Petro e a certificação da Colômbia como aliado no combate às drogas no ano passado, quando as relações entre os dois governos tiveram seus piores momentos.

Mas, depois de uma conversa surpreendente entre os dois presidentes na última quarta-feira, que durou cerca de uma hora, Petro passou de ser um alvo das ameaças de Trump a propor medidas militares conjuntas para enfrentar as guerrilhas e mediar para buscar uma transição pacífica na Venezuela.

Velho aliado do chavismo, Petro condenou a captura de Maduro em 3 de janeiro e foi um dos primeiros a denunciar os bombardeios a Caracas que a antecederam.

Trump disse-lhe, então, que deveria “cuidar do seu traseiro” e sugeriu a possibilidade de lançar uma operação similar em solo colombiano.

O republicano recriminava o presidente de esquerda por não fazer o suficiente para combater o narcotráfico na Colômbia, o maior produtor da cocaína consumida nos Estados Unidos.

Trump diz que vai impor tarifas de 25% a parceiros comerciais do Irã

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (12), que vai impor tarifas de 25% a qualquer país que comercialize com o Irã, enquanto aumenta a pressão sobre Teerã devido à repressão aos protestos antigovernamentais.

“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará tarifas de 25% por qualquer negócio que realize com os Estados Unidos. Esta ordem é definitiva e conclusiva”, disse Trump em sua rede, Truth Social.

Os principais parceiros comerciais do Irã são China, Turquia, Emirados Árabes e Iraque, segundo a base de dados econômicos Trading Economics.

Trump ameaçou neste fim de semana fazer uma intervenção militar no Irã devido à repressão aos protestos, em que o número de mortos aumentou, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.

“Os ataques aéreos seriam uma das muitas opções sobre a mesa para o comandante-em-chefe”, indicou hoje a porta-voz da Casa Branca, que ressaltou que o Irã tem um canal diplomático aberto com o enviado especial de Trump Steve Witkoff, e que o que Teerã diz em privado é “bem diferente” do que em declarações públicas.

Trump diz que Cuba não terá mais petróleo e dinheiro e sugere acordo ‘antes que seja tarde’

O presidente Donald Trump discursa ao lado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (à esquerda), durante uma reunião de gabinete na Sala de Reuniões do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, em 2 de dezembro de 2025. (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)/ AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que “não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba” e sugeriu que o governo cubano “faça um acordo antes que seja tarde demais”. A declaração, feita em publicação na Truth Social, ocorre em meio ao endurecimento da política americana em relação à ilha e após a recente operação militar dos EUA na Venezuela.

Na mensagem, Trump escreveu que Cuba “viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela”, em troca da prestação de serviços de segurança aos últimos governos venezuelanos. Segundo ele, esse arranjo teria terminado após a ofensiva americana. “Mas não mais!”, afirmou o presidente, ao declarar que “a maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos EUA nas últimas semanas”.

Trump também disse que a Venezuela “não precisa mais de proteção dos bandidos e extorsionistas que os mantiveram reféns por tantos anos” e afirmou que o país agora conta com Washington. “A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, o Exército mais poderoso do mundo (de longe!), para protegê-los, e nós os protegeremos”, escreveu.

A postagem foi feita pouco depois de Trump reagir, também na Truth Social, a uma outra publicação que mencionava o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como futuro “presidente de Cuba’, ao comentar: “Parece bom para mim!”.

Groenlândia responde a Trump: ‘Não queremos ser americanos’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Foto: SAUL LOEB / AFP

A Groenlândia rejeitou categoricamente a ideia de se tornar um território dos Estados Unidos depois que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou novamente usar a força para anexar o território autônomo dinamarquês, rico em minerais.

O magnata republicano afirma repetidamente que o controle da ilha é “crucial” para a segurança nacional dos EUA devido ao aumento da atividade militar russa e chinesa no Ártico.

Na sexta-feira, em uma reunião com executivos da indústria petrolífera focada na exploração de petróleo venezuelano, o presidente advertiu que alcançaria seu objetivo na Groenlândia “por bem ou por mal”.

Os líderes dos cinco partidos no Parlamento da Groenlândia responderam na mesma sexta-feira à noite: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”.

A declaração inclui os quatro partidos políticos que compõem o governo, assim como o partido da oposição, que defende a rápida independência do território dinamarquês.

“O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos groenlandeses”, concluíram.

Nas ruas, a ideia também não está sendo bem recebida.

Este é o sentimento expresso por Julius Nielsen, um pescador de 48 anos, nas ruas de Nuuk, a capital deste território ártico que foi colônia dinamarquesa até 1953 e conquistou sua autonomia 26 anos depois.

“Americanos? Não! Já fomos colônia por muitos anos. Não queremos voltar a ser colônia”, disse ele à AFP.

A Dinamarca e outros aliados europeus expressaram alarme com as ameaças de Trump de tomar a ilha, onde Washington mantém uma base militar desde a Segunda Guerra Mundial.

– Rivalidade com Rússia e China –

A Casa Branca afirmou, sem descartar a opção militar, que o presidente está “ativamente” considerando a possibilidade de comprar a ilha.

Em todo caso, Trump enfatizou na sexta-feira que não permitirá que “a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia”.

Esses dois países aumentaram sua atividade militar na região do Ártico nos últimos anos, embora nenhum deles tenha reivindicado o vasto território, e tanto Nuuk quanto Copenhague refutam o argumento de Trump.

“Não concordamos com a ideia de que a Groenlândia seria inundada por investimentos chineses”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, esta semana.

Existe desde 1951 um acordo de defesa entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que essencialmente dá às forças americanas livre acesso ao território da Groenlândia após notificar as autoridades locais.

Em entrevista ao The New York Times na quinta-feira, Trump reconheceu que provavelmente terá que escolher entre preservar a integridade da Otan e manter o controle desse território ártico.

A Dinamarca, incluindo a Groenlândia, é membro da Otan, e uma anexação da ilha pelos EUA acabaria com “tudo” — ou seja, com a Aliança Atlântica e a estrutura de segurança pós-Segunda Guerra Mundial, alertou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

Nesse contexto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca e representantes da Groenlândia para discutir a situação.

Em janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses se opunham à adesão aos Estados Unidos, segundo uma pesquisa publicada na imprensa local. Apenas 6% eram favoráveis a essa opção.

Trump diz que vai negociar com a Groenlândia ‘do jeito fácil ou difícil’

O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto de Jim Watson / AFP)/ AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (9) que vai perseguir, “do jeito fácil ou difícil”, seu objetivo de que o território dinamarquês da Groenlândia se torne americano.

“Quero fechar um acordo do jeito fácil. Mas, se não conseguirmos, vamos fazê-lo do jeito difícil”, afirmou Trump, durante reunião na Casa Branca com executivos da indústria do petróleo.

O presidente afirma que o controle da ilha, rica em minerais, é crucial para a segurança dos Estados Unidos, devido ao aumento da atividade militar russa e chinesa no Ártico. “Não vamos permitir que a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia, e é isso que vai acontecer se não o fizermos. Então faremos algo a respeito, seja pelo jeito fácil ou pelo jeito mais difícil”, declarou.

Sem descartar a opção militar, a Casa Branca destacou que o presidente considera “ativamente” comprar a ilha, mas não informou como essa transação aconteceria.

Em entrevista publicada ontem pelo jornal The New York Times, Trump disse saber que “talvez” tenha que escolher entre preservar a integridade da Otan e o controle do território dinamarquês.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que um ataque americano ao seu país significaria “o fim de tudo”, referindo-se à Otan e à aliança entre os dois países.

“Sou fã da Dinamarca, mas o fato de eles terem desembarcado ali há 500 anos não significa que sejam donos da terra”, argumentou Trump.

Após fala de Trump, Petro diz que pegará em armas se necessário

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro (OVIDIO GONZALEZ / COLOMBIAN PRESIDENCY / AFP)

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (5) que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender o país. O mandatário ressaltou ainda que deu ordem à força pública colombiana para atirar contra o “invasor”.

As declarações, escritas no X, foram dadas em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, neste domingo (4), ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia.

“Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, disse Petro, que participou do movimento de guerrilha M19 (Movimento 19 de Abril), nos anos 1980.

O presidente da Colômbia afirmou ainda que os comandantes da força pública que não defendam a soberania popular deverão deixar a corporação.

“Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”.

O presidente acrescentou que a ordem à força pública é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

Petro listou uma série de ações do seu governo contra a produção e o tráfico de drogas e destacou que foi eleito democraticamente e não tem envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.

“Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, acrescentou.

Ontem, Trump ameaçou deflagrar uma ação militar contra a Colômbia, disse que o país está doente e é administrado por um homem doente. O presidente dos EUA acusou, sem provas, o presidente Petro de gostar de produzir cocaína e de vender a droga aos Estados Unidos.

As afirmações foram feitas após os Estados Unidos sequestrarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado (3), e o levarem para Nova York para ser julgado.

Trump nega estar em guerra com a Venezuela, fala em ‘consertar’ país e descarta novas eleições

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JOE RAEDLE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira, 5, em entrevista à NBC News, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela.

“Não, não estamos (em guerra)”, disse Trump. “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, afirmou.

Questionado sobre os rumos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o presidente descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias.

“Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse Trump sobre a possibilidade de uma votação no próximo mês.

“Não, vai levar um tempo. Precisamos… precisamos cuidar para que o país se recupere.”

Durante os 20 minutos de entrevista, Trump afirmou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Projeto que, segundo ele, levaria menos de 18 meses.

“Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas vai custar muito dinheiro”, disse ele. “Uma quantia enorme terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou através da receita.”

O presidente ainda destacou o grupo de autoridades americanas – o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance -, que irá supervisionar o envolvimento dos Estados Unidos na Venezuela.

“É um grupo que abrange tudo. Eles têm conhecimentos diversos, conhecimentos diferentes”, disse ele. Entretanto, ao ser indagado quem estaria no comando final, ele respondeu: “Eu”.

Lula conversou com presidente interina da Venezuela por telefone

Lula e Delcy Rodríguez/Ricardo Stuckert/PR e FEDERICO PARRA/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou por telefone, na manhã de sábado (3), com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino do país após a invasão militar dos Estados Unidos (EUA), em Caracas, que resultou no sequestro do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores.

Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes. Desde ontem (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

Em carta pública endereçada ao presidente dos EUA, Donald Trump, a presidente interina classificou como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”.

Já pelo lado de Trump, houve indicação de que os EUA pretendem exigir que seus interesses sejam atendidos pelo governo interino da Venezuela. O presidente dos EUA já deixou claro que quer controlar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

Sequestrados em Caracas e levados à Nova York, onde estão detidos em um presídio federal, Maduro e Cília Flores passaram por audiência de custódia no Tribunal Federal da cidade. Eles foram notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

Maduro e sua esposa são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. As acusações não trazem provas.

Venezuela retira bloqueios e reabre fronteira; Brasil reforça segurança

 /Reprodução

A fronteira entre o Brasil e a Venezuela começou a ser reaberta no início da tarde deste sábado, 3, segundo informações repassadas pela Polícia Militar de Roraima. Todo o efetivo disponível foi deslocado para a região, com apoio do Exército Brasileiro, para garantir a segurança e o controle da passagem.

Por volta das 12h50, equipes que atuam no local relataram que a guarda venezuelana retirou os cones que bloqueavam a via no lado do país vizinho. O gesto indica flexibilização no controle fronteiriço.

De acordo com o primeiro-tenente Sidney, subcomandante da Primeira Companhia da Policia Militar, o cenário observado é de tranquilidade. “Aparentemente, está tudo calmo neste momento”, relatou o militar, destacando que as forças de segurança seguem monitorando a área de forma preventiva.

A movimentação ocorre nas proximidades de Pacaraima, especialmente nos acessos que ficam pelo lado venezuelano. Até o momento, não há registro de tumultos ou ocorrências, e as autoridades aguardam definições oficiais para saber como será normalizada a circulação de veículos e pessoas na fronteira.

Grupo de turistas é liberado

Cerca de 25 brasileiros que estavam retidos na região de fronteira entre o Brasil e a Venezuela conseguiram atravessar e retornar ao Brasil neste sábado, 3, após a liberação feita por autoridades venezuelanas. O grupo, formado por turistas de Boa Vista e Manaus, passou de forma tranquila, sem registros de conflito ou tensão, e já voltou para casa.

Segundo relatos, os turistas aguardavam autorização para retornar quando foram informados oficialmente da liberação. A passagem ocorreu de maneira organizada, com abordagem educada por parte das autoridades venezuelanas, que chegaram a enviar mensagem confirmando a liberação do grupo, garantindo segurança durante a travessia.

Em Pacaraima, o comércio permanece aberto, mas com movimento reduzido. A ausência de compradores vindos de Santa Elena de Uairén impactou diretamente as vendas, apesar do funcionamento normal das lojas em ambos os lados da fronteira.

O prefeito de Pacaraima, Walderi D’Avila, afirmou que o momento é de observação e cautela. “Estamos aguardando os próximos dias para entender como a situação vai se comportar. A preocupação existe, principalmente com um possível aumento no fluxo migratório”, destacou.

De acordo com a prefeitura, a estrutura de acolhimento segue preparada caso haja nova onda migratória. A avaliação é que, com a captura de Nicolás Maduro, o cenário pode permanecer estável, mas a definição real deve ocorrer até o início da próxima semana.

A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.

Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.

“Foram necessários 47 segundos”, diz Trump sobre captura de Maduro

Donald Trump, presidente dos EUA/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que foram necessários 47 segundos para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Forças norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

Segundo o presidente norte-americano, Maduro estava em uma espécie de fortaleza quando foi detido, mas não conseguiu entrar na sala mais segura do espaço. “Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, declarou.

“Tinha portas de aço. Tinha o que eles chamam de ‘espaço de segurança’, onde é aço maciço por todos os lados. Ele não conseguiu fechar esse espaço. Estava tentando entrar nele, mas foi surpreendido tão rápido que não chegou a entrar. Nós estávamos preparados”, explicou.

Após ser capturado pelas forças americanas, Maduro foi levado de helicóptero até um navio militar americano e de lá seguirá para Nova York, onde será julgado.

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela na madrugada, com bombardeios em Caracas e outras três localidades do país sul-americano. Cilia Flores, esposa de Maduro, também foi capturada na operação.

De acordo com Trump, o casal foi levado inicialmente para o navio de guerra Iwo Jima. “Eles estão em um navio e vão seguir para Nova York… Eles foram de helicóptero, num voo agradável. Tenho certeza de que eles adoraram”, ironizou o presidente americano.

O USS Iwo Jima é um navio de guerra dos EUA, um porta-helicópteros usado para transportar fuzileiros navais, helicópteros e equipamentos. Ele funciona como uma espécie de base móvel no mar.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro e a esposa enfrentarão acusações criminais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O ditador foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.

Trump: EUA estará “fortemente envolvido” na indústria de petróleo da Venezuela


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump /CHANDAN KHANNA / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano estará “fortemente envolvido” no futuro da indústria do petróleo da Venezuela. A declaração foi dada em entrevista ao canal de notícias estadunidense Fox News na manhã deste sábado (3), após os ataques que culminaram na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

“O que eu posso dizer? Nós temos as maiores e melhores companhias de petróleo do mundo. Estaremos muito envolvidos”, declarou Trump.

O presidente americano afirmou, ainda, que as forças armadas estavam preparadas para realizar uma “segunda onda” de bombardeios na Venezuela.

“Estávamos preparados para fazer uma segunda onda. Mas [o primeiro ataque] foi tão letal e poderoso que não precisamos, mas estávamos preparados lá com uma armada como nunca vista antes”, afirmou.

Trump concederá uma entrevista coletiva às 13h (horário de Brasília) deste sábado para dar detalhes sobre a ação na Venezuela. Atualmente, o paradeiro de Maduro e Flores é desconhecido, mas a Justiça dos EUA já informou que ambos serão julgados em um tribunal de Nova York “em breve”.

Em conversa com Maduro, Putin reafirma apoio à Venezuela ante crise com EUA

Presidente russo, Vladimir Putin/ALEXANDER NEMENOV/POOL/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, reafirmou seu apoio ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, por telefone nesta quinta-feira (11), ante a mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe e a apreensão de um petroleiro na costa da Venezuela.

“Vladimir Putin expressou solidariedade ao povo venezuelano e confirmou seu apoio à política do governo de Maduro, que visa proteger os interesses e a soberania nacional diante da crescente pressão externa”, afirmou o Kremlin em um resumo da conversa.

Segundo a presidência russa, ambos os líderes também confirmaram seu “compromisso mútuo” com a implementação de projetos russo-venezuelanos, especialmente nos setores econômico, energético e comercial.

O governo Maduro informou pouco depois que os dois líderes “reafirmaram a natureza estratégica, sólida e crescente das relações bilaterais”, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela.

Putin disse a Maduro que “os canais de comunicação direta entre as duas nações permanecem permanentemente abertos” e garantiu que a Rússia continuará apoiando a Venezuela em sua luta para afirmar sua soberania, o direito internacional e a paz em toda a América Latina, afirmou o comunicado.

Maduro, um aliado fiel de Putin, anunciou em maio uma nova reaproximação entre Moscou e Caracas com a assinatura de um tratado de cooperação.

Os Estados Unidos intensificaram suas medidas econômicas e militares para aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, a quem acusam de comandar um cartel de drogas, acusação que ele nega. Em entrevista recente, o presidente americano Donald Trump afirmou que os dias de Maduro estão “contados”.

Maduro questiona as manobras americanas e alega que elas visam a uma mudança de regime para se apoderar das vastas reservas de petróleo da Venezuela.

Em ligação de 40 minutos, Lula e Trump acertam avanços comerciais e parceria anticrime

Lula e Trump trocam telefones para futuras negociações | D'PontaNews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta terça-feira, 2 de dezembro, às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Numa chamada que durou 40 minutos, ambos tiveram uma conversa muito produtiva e trataram de temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.

Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.

O presidente Lula igualmente ressaltou a urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior.

O presidente americano ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas. Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.

Lula assina acordos de cooperação entre Brasil e Moçambique

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião restrita com o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo. Palácio Presidencial, Sala das Conversações – Maputo (Moçambique)/ Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira, 24, acordos de cooperação entre o Brasil e Moçambique nas áreas de comércio, aviação, socioeconômica, saúde e capacitação diplomática. Ao lado do presidente de Moçambique, Daniel Chapo, o Lula defendeu novamente que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos no exterior de empresas brasileiras.

“Nenhum grande país consegue exportar serviços sem oferecer opções de crédito. Estamos trabalhando para o BNDES recuperar a capacidade de financiar a internacionalização das empresas brasileiras. O fluxo de comércio que o Brasil mantém com Moçambique é muito menor do que com outros países de língua portuguesa. Isso é injustificável entre dois mercados tão familiares”, disse Lula, durante evento para assinatura de acordos de cooperação entre o Brasil e Moçambique.

Lula citou a infraestrutura como umas das áreas que poderiam ter uma maior participação de empresas brasileiras. “Moçambique é um país em desenvolvimento que ainda possui lacuna de infraestrutura a suprir. Seu crescimento depende de portos, estradas, usinas e linhas de transmissão. O Brasil tem empresas dinâmicas com condições de contribuir”, disse.

O presidente brasileiro também mencionou a produção de alimentos. “Ninguém melhor do que o Brasil para contribuir também com a segurança alimentar de Moçambique. Com tecnologia adequada, é possível ampliar a produtividade da savana africana sem comprometer o meio ambiente”. Pouco antes, Daniel Chapo afirmou que Moçambique ainda sofre para garantir segurança alimentar para seus habitantes.

Lula defendeu ainda uma cooperação na área de transição energética e de proteção a biomas florestais. “O Brasil está pronto para colaborar com Moçambique na produção de biocombustíveis, aliando geração de empregos e redução da dependência de combustíveis fósseis”, afirmou.

O brasileiro aproveitou o discurso para comentar sobre a atuação da Polícia Federal, em um momento em que o Congresso discute mudanças na segurança pública. “A Política Federal brasileira é reconhecida internacionalmente por sua capacidade de rastrear ativos ilícitos e combater a lavagem de dinheiro”, falou.

Em seu discurso, o petista defendeu uma reaproximação entre os países e afirmou que governos brasileiros anteriores se distanciaram do país africano. “Nossa amizade vagou muito tempo sonâmbula. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência de Moçambique. São cinco décadas de relações diplomáticas, mas imersos em desafios próprios, passamos da irmandade à indiferença. Até que, há 20 anos, vivemos um grande despertar”, falou o petista.