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Anvisa proíbe venda de todas as pomadas para modelar e trançar cabelos

Pomadas para cabelo — Foto: Reprodução/TV Globo

Todas as pomadas para modelar e trançar cabelos estão com a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Enquanto a medida estiver em vigor, nenhum lote de qualquer desses produtos pode ser comercializado e não deve ser utilizado por consumidores e profissionais de beleza.

Não existe determinação de recolhimento no momento, mas o produto deve ficar separado e não deve ser exposto ao consumo ou uso. A Anvisa pede que até mesmo as pomadas compradas antes da proibição não sejam utilizadas por consumidores e salões de beleza.

De acordo com a Anvisa, a proibição ocorreu após uma avaliação de risco feita com o Ministério da Saúde, tendo em vista o aumento do número de casos de “efeitos indesejáveis graves associados ao uso desse tipo de produto”. Somente em Pernambuco, centenas de pessoas tiveram cegueira temporária ou queimaduras nos olhos.

Foi marcada para o início da próxima semana uma reunião técnica com o setor produtivo, para discutir a regularização dos produtos.

A Anvisa disse, ainda, que, após o uso das pomadas, têm sido relatados casos de perda temporária da visão, forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça.

“Segundo as informações disponíveis, os eventos ocorreram, principalmente, com pessoas que tomaram banhos de mar, piscina, ou mesmo de chuva após terem feito uso dos produtos”, afirmou a agência.

Os casos estão sendo investigados pela Anvisa e por órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais. A avaliação de risco também apontou que era necessária a proibição por causa do número elevado de ocorrências, a distribuição geográfica dos casos e diversidade de marcas envolvidas.

A agência pediu que profissionais de saúde que atenderem pacientes com sintomas atribuídos ao uso das pomadas notifiquem o caso pela internet.

Eduarda Casanova e Mayara Santana tiveram problema nas córneas após uso de pomada capilar — Foto: Eduarda Casanova/Arquivo pessoal/Mayara Santana/Arquivo pessoal

José Patriota propõe criação de Frente Parlamentar Municipalista de Pernambuco

Por Blog do Nill Júnior 

Em continuidade a sua trajetória em defesa dos municípios pernambucanos, o deputado estadual José Patriota deu entrada, nesta quarta-feira (8), durante a primeira Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em um requerimento para criação da Frente Parlamentar Municipalista pelo Fortalecimento dos Municípios e Desenvolvimento do Estado.

Além do proponente, outros 32 deputados e deputadas estaduais subscreveram o documento para instalação do colegiado.

Essa associação suprapartidária terá como objetivo principal atuar em conjunto com representantes da sociedade e órgãos públicos afins para a realização de debates, audiências públicas, aprimoramentos da legislação e construção de políticas públicas municipalistas para o estado de Pernambuco, além de outras iniciativas que beneficiem os municípios.

Autor da proposição, Patriota será coordenador-geral dessa frente parlamentar a ser instalada na casa do povo pernambucano. “Fiquei muito feliz que recolhemos muitas assinaturas além das que seriam suficientes. A Assembleia Legislativa vai acompanhar passo a passo as ações e projetos para garantir que os municípios tenham melhores condições de trabalho. É importante a criação de um espaço de aproximação e discussão do debate com a sociedade civil. Afinal, é nos municípios que as pessoas moram”, disse o deputado, que também exerce o cargo de presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

Frente Parlamentar Municipalista

Nela, serão tratadas políticas públicas inerentes ao contexto social de Pernambuco, a exemplo dos programas governamentais que beneficiem os municípios do Estado; em áreas como: assistência social, saúde, educação, meio ambiente e sustentabilidade, entre outras que objetivem proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos.

Cresce número de pessoas com complicações por conta de pomada capilar em festas de Carnaval

Até agora, Fundação Altino Ventura soma 74 queixas por conta de pomadas capilares

Já são, pelo menos, 250 pessoas afetadas por conta do uso de pomadas capilares nas cidades do Recife e Olinda. O item, que vem sendo um dos principais acessórios usados na hora dos penteados para festas de carnaval, tem gerado complicações na saúde dos olhos. Os principais sintomas relatados pelas vítimas são vermelhidão, dor intensa nos olhos e na cabeça, ardência e visão embaçada.

Na Unidade de Pronto Atendimento do Ibura, foram realizados 78 atendimentos desde o último domingo (5). Já na UPA do Paulista, foram 25. No mesmo período, a Fundação Altino Ventura (FAV) somou 74 queixas referente às pomadas. Nas unidades de saúde particulares, como o Hospital de Olhos Santa Luzia e o Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), a demanda das duas juntas chegou a 75.

Por meio de uma nota, a Prefeitura do Recife garantiu que uma equipe da Vigilância Sanitária (Visa) realizou inspeções em lojas e salões de beleza onde as pomadas capilares são vendidas ou aplicadas nesta terça-feira (7). E reforçou a orientação para que o uso de produtos desse gênero seja suspenso.

“A Secretaria de Saúde orienta a população a suspender, imediatamente, o uso das pomadas para trançar e modelar os cabelos. Em caso de intoxicação exógena, as pessoas devem procurar a emergência oftalmológica mais próxima e informar, durante o atendimento, o tipo, nome comercial, fabricante do produto e o estabelecimento responsável pela aplicação ou comercialização do material”, trouxe a nota.

Prefeitura do Recife e Holanda desenvolvem estudos para evitar desastres naturais

Até a próxima sexta (10), especialistas da consultoria DRR Team visitarão in loco diversas localidades da cidade para observar os problemas e propor ações estruturantes. Prefeito João Campos recebeu nesta segunda-feira (6) comitiva holandesa em reunião na Prefeitura (Rodolfo Loepert/Prefeitura do Recife)

Uma cooperação inédita entre a Prefeitura do Recife e a Holanda vai permitir a elaboração de estudos técnicos para mitigar os efeitos de desastres naturais relacionados à água e ao aumento do nível do mar na capital pernambucana. O início dos trabalhos ocorreu nesta segunda-feira (6), durante reunião do prefeito João Campos com representantes da embaixada holandesa, na sede do Executivo municipal. Até a próxima sexta-feira (10), consultores da DRR Team (Dutch Risk Reduction Team), consultoria ligada ao governo holandês especialista no desenvolvimento de projetos de gestão de água, visitarão diversas localidades e obras em execução no município, a exemplo da requalificação do sistema de drenagem na Rua da Concórdia, no Centro, e Avenida Dois Rios, no Ibura, para analisar os problemas e estruturar estratégias de intervenção de curto, médio e longo prazos, de modo a tornar o sistema de drenagem ainda mais eficiente, minimizando os impactos das precipitações na cidade.

“No mês de maio do ano passado nós enviamos uma carta ao governo holandês pedindo uma cooperação para estruturar projetos de prevenção a desastres, de contenção do nível do mar e de drenagem. Conseguimos ter o aceite por parte do governo holandês em apoiar o Recife com especialistas holandeses, que têm vasta experiência no assunto, para trazer essa expertise que a gente sabe que é muito grande, sobretudo na Holanda, sendo aplicada aqui no Recife”, explicou o prefeito João Campos.

“Nosso foco inicial são projetos para contenção e preparação da cidade para o eventual aumento do nível do mar e como isso impacta na drenagem da cidade. A gente fez essa iniciativa desde o ano passado e culminou que a ocorrência da missão é no momento onde o Recife é acometido por uma grande chuva. Os especialistas estão vendo, na prática, como é um fenômeno de chuva, que, em seis horas, passou de 146mm, e como a gente vai poder mitigar isso no futuro. Eu agradeço mais uma vez a disponibilidade do governo holandês”, ressaltou o prefeito do Recife, destacando que a Holanda é um país reconhecido mundialmente por sua excelência na gestão de águas.

Durante as visitas in loco, especialistas do DRR Team vão se somar as equipes da Prefeitura e analisar os estudos que estão em execução, considerando a vivência deles na Holanda, propor possíveis estratégias de intervenções no Recife e observar a gestão de bacias hidrográficas, de risco de inundações, os alertas precoces de inundação, a governança e qualidade da água, bem como o tratamento de águas residuais. A expectativa é que, dentro de um mês, a consultoria apresente aos técnicos da Prefeitura do Recife o relatório com recomendações de ações mitigadoras e estruturantes para minimizar os impactos do aumento do nível do mar e das mudanças climáticas.

“Estamos muito contentes em firmar essa parceria com a Prefeitura do Recife e oferecer esse tipo de conhecimento e experiência. Como Países Baixos, estamos literalmente abaixo do nível do mar e temos vasta experiência em desenvolver técnicas e práticas de como gerenciar água e os efeitos das mudanças climáticas. Temos aqui um time de especialistas holandeses para ajudar a desenhar estratégias para o futuro e assegurar que a cidade e população estejam seguras e tenham um futuro sustentável”, explicou o embaixador dos Países Baixos no Brasil, André Driessen.

Já o consultor sênior da DRR Team explicou como se dará o trabalho conjunto entre os técnicos da Prefeitura do Recife e a consultoria holandesa. “A nossa equipa está aqui para analisar a situação com a equipe do Recife e ver quais são as medidas e os projetos já em preparação. Depois, vamos trazer a experiência da Holanda para desenvolver estratégias para o médio e longo prazo e ver o que pode ser feito a curto prazo para enfrentar o futuro”, disse. “A Prefeitura de Recife contactou a Embaixada da Holanda e o governo holandês mobilizou a nossa equipe, que está aqui para trabalhar com toda a equipe do Recife. Vamos fazer o máximo para trazer a experiência da Holanda e ver que benefícios podemos trazer para o Recife”, concluiu o especialista.

São João de Caruaru contará com mais de 60 dias de festa

São João de Caruaru

A Prefeitura de Caruaru, Agreste pernambucano, revelou em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (7) que no ano de 2023 a celebração junina terá 65 dias de programação. O São João terá início no dia 28 de abril e terminará no primeiro dia de julho, com atividades artísticas espalhadas em vários polos culturais.

“São João na Roça”, projeto que leva artistas para zona rural do município, abrirá as festividades. Em seguida, o palco principal da gala recebe atrações de todo o país. Além das festas gastronômicas na Rua 3 de Maio.

A prefeitura também confirmou diversas mudanças estruturais e locais de apresentações. A proposta é de ampliar o espaço para quem visita o local e garantir mais conforto e segurança aos forrozeiros.

Raquel e Priscila visitam família da vítima de deslizamento de barreira em Olinda, mas não anunciam medidas

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), e a vice, Priscila Krause (Cidadania) visitaram na tarde desta segunda-feira (6), o bairro de Águas Compridas, em Olinda. Foram prestar solidariedade à família de Israel Campelo dos Santos, 19 anos, que morreu em uma queda de barreira, em decorrência das chuvas registradas desde a madrugada. Ele estava dormindo na hora do deslizamento. “A gente não tem solução fácil para problema difícil”, registrou a governadora.

Raquel Lyra reconhece a dimensão do problema e lembrou que o assunto esteve em pauta quando reuniu os prefeitos da Região Metropolitana, há cerca de 20 dias. Ressaltou também que Priscila se encontrou, na semana passada, com as equipes da Defesa Civil de cada um dos municípios para apoiar e coordenar as ações de curtíssimo, curto e médio prazo.

“É claro que investir nos morros da RMR exige muitos recursos e há pessoas em áreas de extremo risco. A gente está começando agora um trabalho para permitir que essas pessoas possam estar em lugar seguro. Infelizmente hoje aconteceu houve perdas”, declarou a governadora.

A governadora, que está há pouco mais de 30 dias no cargo, não anunciou liberação de verbas, mas informou ter feito a reforma administrativa, aprovada pela Assembleia Legislativa, para fortalecer o sistema e garantir a aplicação mais eficiente dos recursos públicos. “Remontamos a Secretaria de Recursos Hídricos; fortalecemos a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima) e criamos uma Secretaria Executiva de Defesa Civil, vinculada à Secretaria de Defesa Social”, relatou.

O secretário de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, e a equipe técnica do Governo acompanharam a governadora e a vice durante a visita, para apoiar os trabalhos da prefeitura.

“A gente tem muitas pessoas em situação de pobreza na RMR. Daí a importância de agirmos de maneira coordenada com as prefeituras, para que elas possam tirar as pessoas das áreas de extremo risco. Este é o nosso sonho e vamos trabalhar com elas para construir um momento melhor para nosso Estado”, pontuou Raquel Lyra.

Pernambuco ganha 61 novas escolas em tempo integral

Um decreto publicado na edição deste sábado (4) do Diário Oficial, assinado pela governadora Raquel Lyra, oficializa o aumento do número de unidades escolares ofertando a modalidade de ensino integral no Estado. Serão 61 novas escolas, totalizando 635 espalhadas por todas as regiões.

“Transformamos 61 novas escolas do nosso Estado em escolas de tempo integral. Assim, a gente vai garantindo mais qualidade no atendimento aos alunos. Esse é o começo de muito trabalho que vem pela frente para melhorar a nossa educação”, disse a governadora, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Raquel Lyra também comentou a declaração de utilidade pública o terreno do Colégio Americano Batista. Publicado nesta sexta (3), o decreto evita mudança de finalidade do espaço, que continuará sendo complexo escolar, agora ligado à rede pública estadual. “Um local privilegiado e um equipamento que ajudará na transformação da educação em Pernambuco. Vamos em frente, sempre cuidando de gente. É assim que a gente vai transformar Pernambuco”, disse, finalizando o vídeo.

As novas escolas em tempo integral estão espalhadas por todas as regiões do estado. São 20 unidades no Recife e duas em Olinda. Os municípios de Garanhuns, Araripina, Salgueiro, Arcoverde, Macaparana e Catende também terão duas unidades, cada.

Também serão contemplados os municípios de Afogados da Ingazeira, Amaraji, Belém de São Francisco, Belo Jardim, Bezerros, Camaragibe, Caruaru, Carpina, Cupira, Custódia, Flores, Floresta, Gameleira, Goiana, Granito, Itapissuma, Orobó, Mirandiba, Paulista, São Caitano, São José de Coroa Grande, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Cruz do Capibaribe, Panelas, Pesqueira, Timbaúba e Petrolina.

O ano letivo na rede estadual de ensino começou na última quinta-feira (2). Mais de 480 mil estudantes, de 1.056 escolas, voltaram às aulas.

Afundamento de porta-aviões desativado é resultado de sequência de erros e catástrofe anunciada, dizem ambientalistas

Porta-aviões aposentado São Paulo — Foto: Reuters

Crime ambiental e catástrofe anunciada. É nesses termos que ambientalistas ouvidos pelo g1 descrevem o desfecho do caso do porta-aviões desativado São Paulo, afundado na sexta-feira (3) pela Marinha do Brasil após passar meses vagando pelo mar em área próxima à costa pernambucana.

Para o diretor de Programas do Greenpeace Brasil, Leandro Ramos, o afundamento do navio é resultado de “uma sequência de erros”.

“O que a gente observou foi uma sequência de erros que terminou nessa decisão trágica de colocar no fundo do mar uma quantidade de materiais tóxicos que a gente não sabe qual é”, afirmou.

Na avaliação de Ramos, os equívocos começam já na venda da embarcação à empresa turca Sök no leilão realizado em 2021.

“Esse leilão foi questionado por alguns de seus participantes. Depois, quando o [porta-aviões] São Paulo saiu do Brasil, já havia uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro exigindo mais informações sobre a transação. E ele [o navio desativado] foi mesmo assim”, diz o ambientalista do Greenpeace.

“Quando o navio estava para chegar à Turquia, fizemos uma mobilização para sinalizar que faltavam informações sobre como ele seria desmontado. E o Ibama chancelou a ida do navio para lá mesmo com lacunas de informação e falhas de inspeção”, relembrou Leandro Ramos.

Na visão do ambientalista, a decisão de fazer o navio submergir a 5 mil metros da superfície foi tomada sem uma avaliação adequada dos danos que o amianto e outras substâncias tóxicas presentes no casco da embarcação poderiam causar no ecossistema marinho.

Com isso, na sua avaliação, o Brasil descumpriu pelo menos três tratados internacionais dos quais o país é signatário:

A Convenção de Basileia, de 1992
A Convenção sobre Prevenção da Poluição Marinha por Alijamento de Resíduos e Outras Matérias, também conhecida como Convenção de Londres, de 1972;
A Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, de 2001.

“Se o Brasil está levando a sério a tarefa de assumir o protagonismo nas questões ligadas ao meio ambiente, essa era uma excelente oportunidade de mostrar isso para além das palavras”, comentou.

Em vez de afundar o navio, o correto seria, segundo Ramos, recuperar a capacidade de navegação da embarcação e levá-la a um estaleiro para ser desmontada.

O porta-aviões já era considerado uma “bomba-relógio” pelos ambientalistas.

Não só pelo tempo em que passou à deriva, como pelos problemas detectados na estrutura, que estava com três buracos no casco e, segundo a Marinha, perderia a capacidade de flutuar de forma autônoma até meados de fevereiro.

“A ideia era fazer os reparos básicos para garantir a navegabilidade até que ela fosse a um estaleiro de forma segura. Era preciso fazer a retirada do amianto e, depois, a reciclagem técnica e ambientalmente correta do restante da estrutura. Mas tudo isso vai para o fundo do mar”, lamentou.

Ibama diz que afundamento de porta-aviões desativado pode causar morte de espécies e deterioração de ecossistemas

Marinha decide afundar sucata de porta-aviões com material tóxico - Estadão

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou nesta quinta (2) quais impactos ambientais podem ser causados pelo afundamento do porta-aviões desativado São Paulo, que está vagando no mar após ser proibido de atracar no Brasil e no exterior. O instituto foi comunicado sobre a decisão da Marinha de fazer um afundamento controlado da embarcação.

Entre os possíveis danos ambientais listados pelo Ibama, estão:

A liberação de materiais poluentes contidos na estrutura poderia causar distúrbio na capacidade filtrante e dificuldade de crescimento em organismos aquáticos;

O impacto físico sobre o fundo do oceano provocaria a morte de espécies e deterioração de ecossistemas;

Emissão de gases (CFCs e HCFCs) usados no isolamento de salas contribuiriam, a partir da corrosão das paredes, para a degradação da camada de ozônio;

A carcaça poderia atrair espécies invasoras prejudiciais para a biodiversidade nativa;

Microplásticos e metais pesados presentes em tintas da embarcação poderiam se tornar protagonistas de bioacumulação indesejável em organismos aquáticos.

Diante dos impactos estimados, o órgão ambiental pediu à Marinha informações que permitam aos técnicos avaliar alternativas para reduzir os danos ambientais, com reparação e salvaguarda do meio ambiente após o afundamento do navio.

O Ibama também quer mapear a área de fundo do oceano onde o navio será afundado. Segundo o instituto, o risco é que os danos ambientais ocorram em pontos críticos de biodiversidade que sejam fundamentais para a vida Marinha.

Se o pedido for atendido, esses estudos seriam feitos pelo Centro de Hidrografia da Marinha, da Marinha do Brasil. O Ibama recomenda também que a força naval elabore um plano de monitoramento da água na região.

Os impactos ao ambiente aquático foram avaliados em uma nota técnica elaborada por oito servidores do Ibama. O texto foi enviado à Marinha há três semanas.

Segundo o MPF, a sucata da embarcação tem 9,6 toneladas de amianto, substância que tem potencial tóxico e cancerígeno. O casco também conta com 644 toneladas de tintas e outros materiais perigosos.

Na eleição da Mesa Diretora da Alepe, disputa apenas para a primeira e segunda vice

Os deputados estaduais votam para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Alepe. Na disputa, haverá bate-chapa apenas para dois cargos. Na disputa pela primeira-vice estão os deputados estaduais Simone Santana (PSB) e Aglailson Victor (PSB). Na segunda-vice se enfrentam Doriel Barros (PT) e Franciscmar Pontes (PSB).

Em votação, cada deputado irá escolher entre os candidatos inscritos. A Mesa Diretora é responsável por gerir os trabalhos legislativos e administrativos durante o primeiro biênio (2023-2024).

O deputado Doriel Barros (PT), candidato a vice-presidente e que foi o primeiro a falar, pediu voto não só para ele, mas para chapa completa.

Simone Santana (PSB), candidata à primeira vice-presidência, falou sobre a defecção numérica no que diz respeito à representatividade feminina na Alepe. “Como somos minoria, precisamos ocupar espaço e visibilidade”, acrescentou.

Estão em disputa os cargos de presidente; primeiro e segundo vice-presidentes; primeiro, segundo, terceiro e quarto secretários e mais sete suplentes. Se houver eleição, tudo indica que Álvaro Porto, correligionário da governadora, vai assumir a presidência da Casa de Joaquim Nabuco. A primeira secretaria ficará com Gustavo Gouveia (Solidariedade).

Marinha decide afundar porta-aviões mesmo com proposta de R$ 30 milhões

Imagem de arquivo mostra o ex-porta-aviões NAe São Paulo (A-12) — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

O Ministério da Defesa e a Marinha confirmaram nesta quarta-feira (1º) que vão afundar o porta-aviões desativado São Paulo, que está vagando há meses no mar após ter a entrada vetada no Brasil e no exterior por conter uma substância tóxica no casco. Segundo a nota divulgada pelas duas instituições, o afundamento é inevitável.

Os dois órgãos também disseram que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai tomar medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para “reparar e salvaguardar os interesses do Estado Brasileiro”, mas não detalhou quais serão essas medidas.

A decisão da Marinha ocorre mesmo após uma empresa da Arábia Saudita oferecer R$ 30 milhões para comprar porta-aviões aposentado.

A Marinha, que assumiu a operação do navio desativado no dia 20 de janeiro, disse que há um “crescente risco que envolve a tarefa de reboque” em função da deterioração das “condições de flutuabilidade do casco”.

Por isso, o órgão argumenta que há “inevitabilidade de afundamento espontâneo/não controlado”. Argumenta também que não é possível adotar outra conduta, que não seja afundar a embarcação.

O porta-aviões aposentado foi levado para uma área a 350 quilômetros da costa brasileira, com aproximadamente 5 mil metros de profundidade. A região ainda está dentro das águas jurisdicionais brasileiras.

Essa área foi escolhida por cinco motivos:

Localização dentro da área da Zona Econômica Exclusiva do Brasil;
Localização fora de Áreas de Proteção Ambiental;
Área livre de interferências com cabos submarinos documentados;
Área sem interferência de projetos de obras sobre águas (ex: parques eólicos);
Área com profundidades maiores que 3 mil metros.

Casco contém amianto
A empresa turca Sök comprou a embarcação por R$ 10 milhões. O casco saiu do Rio de Janeiro, mas, quando se aproximava do Mar Mediterrâneo, a Turquia revogou a concessão para que atracasse.

O ex-porta-aviões foi trazido, então, de volta para o Brasil. A empresa queria que ele atracasse no Porto de Suape, em Pernambuco, mas o governo do estado alegou riscos para o meio ambiente e para a segurança portuária.

Em novembro do ano passado, a Justiça Federal proibiu a atracação da embarcação, que seguiu vagando próxima ao litoral pernambucano até o último dia 20 de janeiro, quando a Marinha a levou para longe da costa brasileira e fez a troca do rebocador que conduzia o porta-aviões desativado.

Segundo a nota do Ibama enviada ao g1, o navio aposentado não transporta carga tóxica. “Os materiais perigosos fazem parte indissociável de sua estrutura. Na reciclagem verde, eles seriam retirados e receberiam tratamento ambiental adequado”, afirma o órgão ambiental.

Entre as substâncias proibidas que fazem parte da estrutura do ex-porta-aviões está o amianto – uma fibra mineral considerada tóxica (atualmente proibida em mais de 60 países) e que já foi muito utilizada em diversos segmentos industriais.

No Brasil, o uso do amianto é totalmente proibido desde 2017, em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em meio à mudança na divulgação dos dados, PE conta 23,5 mil casos e 67 mortes por Covid em janeiro

Testagem para coronavírus

Em todo o mês de janeiro, Pernambuco contabilizou 23.524 casos de Covid-19 e 67 mortes. Os dados constam em boletins da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). O acumulado é de 1.146.459 infecções e 22.646 óbitos desde o começo da pandemia, em março de 2020. Uma média de registro diário de mais de duas mortes e em torno de 740 casos.

O Estado registrou, somente nesta terça-feira (31), o último dia do mês, 521 novos casos e mais sete mortes, que ocorreram entre setembro de 2020 e agosto de 2022.

Desde o início do governo Raquel Lyra (PSDB), em 1º de janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) deixou de enviar à imprensa os boletins diários, diminuindo a divulgação dos dados por parte dos veículos de comunicação locais. O material era encaminhado pela assessoria de comunicação da pasta e também era publicado nas redes sociais da secretaria.

Os informes eram enviados duas vezes ao dia, sendo uma no início da tarde, com os primeiros dados, e outra no começo da noite, com os número detalhados. Esse expediente mudou devido à baixa de casos e mortes a partir do segundo semestre do ano passado, quando o Estado passou a divulgar apenas em dias úteis, com registros acumulados do fim de semana às segundas e do dia posterior a feriados.

Questionada pela reportagem no início do mês, a SES-PE afirmou que os boletins não seriam mais enviados e indicou o site do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs-PE) como fonte dos dados. A Folha de Pernambuco perguntou, nesta terça-feira (31), se haveria alguma mudança. A SES-PE ainda não retornou o contato.

Para o cientista Jones Albuquerque, do Instituto para Redução de Riscos e Desastres (IRRD) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), há uma falta de transparência na divulgação dos dados, o que altera a consciência da população acerca da situação da pandemia.

“A população de Pernambuco já não tem essa consciência de que estamos em pandemia e, fazendo essa retirada dos dados de maneira mais transparente, deixa mais ainda a população em estado de segurança e não está”, pontua o pesquisador, que também integra o quadro do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Nessa segunda-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) manteve o status pandêmico da doença, bem como o nível máximo de alerta. O planeta registrou 170 mil mortes por Covid-19 nas últimas oito semanas. Com isso, Jones também destaca que “estamos olhando muito para o número absoluto e não para o risco”.

“Por que a gente não tirou as placas de tubarão da praia de Piedade? Não é porque tem pouco ataque, mas é porque o risco é muito alto. É o mesmo conceito da pandemia. Quando a OMS diz: ‘Estamos em pandemia’, ela está dizendo que o risco é muito alto”, completa o cientista: “Se a gente tirar a placa de tubarão, vai gente morrer de ataque de tubarão”.

MPF pede à Justiça que proíba Marinha de afundar porta-aviões aposentado impedido de atracar no Brasil

Imagem de arquivo do porta-aviões São Paulo  — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para impedir que a Marinha afunde o porta-aviões aposentado São Paulo, que está vagando há meses no mar após ser impedido de atracar no Brasil e no exterior.

O órgão também pediu uma liminar para que a Justiça Federal determine a imediata suspensão de qualquer serviço voltado ao afundamento da embarcação. A ação está correndo na 2ª Vara Federal de Pernambuco, ainda sem decisão.

O São Paulo era o único porta-aviões da frota naval brasileira, mas foi aposentado pela Marinha em novembro de 2018, por isso ele é chamado oficialmente de casco ou de ex-navio.

Segundo o MPF, o afundamento da embarcação estava programada para esta quarta-feira (1º). De acordo com o órgão, a decisão da Marinha poderia causar “dano irreparável ao meio ambiente marinho, à saúde pública da população e consequências sanitárias irreversíveis”.

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) teria informado ao MPF que há “real possibilidade de contaminação” caso o casco seja afundado.

O órgão ambiental também teria dito que não há estudos concretos por parte da Marinha que justifiquem o afundamento.

De acordo com o MPF, o Ibama defendeu que fosse averiguada outra alternativa viável e mais segura.

Por isso, um dos pedidos da ação do Ministério Público é que a União seja condenada, através do Ministério da Defesa, a realizar estudos técnicos para a adequada destinação do navio desativado.

Esses estudos avaliariam o descarte apropriado do porta-aviões aposentado, “sem riscos ao meio ambiente e à saúde pública”, ou a venda do casco para uma empresa com condições de fazer os reparos necessários e o descarte seguro do material.

Paulo Câmara vai assumir a presidência do Banco do Nordeste

O ex-governador Paulo Câmara deve assumir o comando do Banco do Nordeste, de acordo com o Valor Econômico. Bastante próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-gestor foi indicado na cota pessoal do chefe do Executivo federal.

Paulo Câmara chegou a ocupar um espaço na equipe de transição de Lula, na área de controle e integridade. Na última sexta-feira (27), o gestor deixou o PSB, após oito anos no partido.

A indicação, contudo, ainda depende de alteração da Lei das Estatais, que deve ser votada em fevereiro, na volta do Legislativo. Isso porque o gestor era dirigente do PSB até pouco tempo e precisaria cumprir um período de afastamento da função partidária.

Ex-governador Paulo Câmara deixa o PSB. Confira a carta de desfiliação

O ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara entregou, na quinta-feira (26), carta de desfiliação do PSB. A informação foi divulgada com exclusividade pela Coluna do Estadão, assinada pela jornalista Mariana Carneiro.

Em sua carta de desfiliação, o ex-governador sai em defesa do seu legado e ressalta as dificuldades enfrentadas em seus oito anos à frente do Governo do Estado. Em especial, ele enfatiza o desafio em suceder Eduardo Campos, que chama de “o governador mais popular da história”, e o enfrentamento da pandemia da Covid-19.

“Minha dedicação a Pernambuco foi integral em meus dois mandatos. Avançamos em todas as áreas da gestão, sobretudo na educação, ao atingir a marca de melhor ensino médio do país. Ao tempo que finalizei a honrosa tarefa de ser governador de Pernambuco também avaliei concluída minha história partidária junto ao PSB”, destacou.

O gestor faz questão de enfatizar que se dedicou integralmente à missão de ser governador e, em especial, enfatiza a melhora nos indicadores da educação do Estado.

Por fim, o governador adota um tom cordial ao se despedir do partido que o abrigou nos últimos anos. “Quero agradecer a todos os companheiros e companheiras de partido que sempre estiveram ao meu lado nesse período, nas pessoas do nosso presidente nacional, Carlos Siqueira e estadual, Sileno Guedes. Não estaremos mais ombro a ombro, mas permaneceremos no mesmo front, defendendo políticas públicas que priorizem os mais vulneráveis e lutando por um Brasil mais justo”, destaca.

Governo Federal

O nome de Paulo Câmara chegou a ser lembrado para alguns cargos no Governo Federal, inclusive, no primeiro escalão. O gestor é cotado para o comando do Banco do Nordeste, mas sempre foi lembrado na cota pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem o apoio do PSB. As negociações seguem adiante, mesmo com o afastamento do gestor do partido. Contudo, a indicação depende de mudança na Lei das Estatais.

Paulo Câmara era primeiro-vice presidente do PSB Nacional e há uma indefinição jurídica sobre a ocupação do cargo de presidente do Banco do Nordeste. De acordo com a Lei das Estatais, dirigente partidário não pode assumir cargo em estatal. Contudo, o motivo da saída de Câmara da gestão não tem relação com o impedimento legal.

Nesta semana, o ex-governador esteve em Brasília e conversou ainda ontem com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Na ocasião, ele comunicou a decisão de deixar a legenda.

Confira a nota do ex-governador:

Ao presidente do Partido Socialista Brasileiro, Sr. Carlos Siqueira,

Ingressei no PSB, a convite do governador Eduardo Campos em 2014, para ser candidato ao Governo de Pernambuco. Naquele ano, em 13 de agosto, sofremos todos a perda de nossa maior liderança num trágico acidente aéreo. Eduardo foi um político e gestor público que fez história no Brasil transformando nosso estado para melhor.

Nos oito anos seguintes, tive a difícil tarefa de suceder o melhor governador da história. O que já não seria fácil se tornou ainda mais desafiador, com as sucessivas crises enfrentadas pelo país e pelo mundo, a mais grave de todas a pandemia da Covid-19.

Minha dedicação a Pernambuco foi integral em meus dois mandatos. Avançamos em todas as áreas da gestão, sobretudo na educação, ao atingir a marca de melhor ensino médio do país.

Ao tempo que finalizei a honrosa tarefa de ser governador de Pernambuco também avaliei concluída minha história partidária junto ao PSB. Quero agradecer a todos os companheiros e companheiras de partido que sempre estiveram ao meu lado nesse período, nas pessoas do nosso presidente nacional, Carlos Siqueira e estadual, Sileno Guedes.

Não estaremos mais ombro a ombro, mas permaneceremos no mesmo front, defendendo políticas públicas que priorizem os mais vulneráveis e lutando por um Brasil mais justo. Muito obrigado e que Deus nos abençoe!

Paulo Câmara.