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Drones caem perto do aeroporto de Dubai e deixam quatro feridos

Um avião de passageiros Airbus A380 da Emirates se prepara para pousar no Aeroporto Internacional de Dubai, em Dubai, em 8 de março de 2026/AFP

Drones caíram perto do aeroporto de Dubai e deixaram quatro estrangeiros feridos, mas o tráfego aéreo não foi interrompido, informou o governo da cidade dos Emirados Árabes Unidos.

O ataque ocorreu por volta das 4h (do horário de Brasília). Entre os feridos, estão dois cidadãos ganenses e um de Bangladesh, que tiveram ferimentos leves. Um indiano, por sua vez, foi ferido moderadamente, segundo gabinete de imprensa de Dubai.

Ainda não existem informações sobre qual país teria feito a ofensiva.

*Com informações do portal Uol.

Mídia revela que Irã iniciou a colocação de minas no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Segundo duas fontes que tem acesso aos relatórios dos serviços secretos dos Estados Unidos, o Irã começou a colocar minas no Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto.

As fontes relataram ao canal CNN Internacional que a colocação de minas ainda não é extensa, tendo sido instaladas algumas dezenas nos últimos dias. O regime de Teerã mantém entre 80% a 90% das suas pequenas embarcações e navios lança-minas na zona e suas forças ainda podem depositar centenas de minas na rota navegável.

Os Guardas da Revolução Islâmica, que efetivamente controla o estreito juntamente com a marinha tradicional iraniana, tem a capacidade de destacar um corredor de embarcações dispersas de colocação de minas, barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis baseadas em terra.

Enquanto isso, o tráfego pelo Estreito de Ormuz praticamente parou e, de acordo com os analistas internacionais, pode desencadear a crise energética mais severa desde os anos 1970 e ameaçar a economia global. “Em toda a história registrada do Estreito, ele nunca foi fechado. Para mim, não era apenas o pior cenário possível. Era algo impensável,” afirmou Natasha Kaneva, analista do JPMorgan Chase.

Grandes países produtores de petróleo da região do Oriente Médio estão sendo profundamente afetados. Os impactos no fornecimento devem ser fortes principalmente na Europa e na Ásia. Com cerca de 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, o canal entre Omã e Irã funciona como uma supervia para cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Além disso, extensos volumes de fertilizantes também passam por essas águas, abastecendo lavouras em todos os continentes. Os poucos navios que deixaram o estreito desde o início da guerra transportavam principalmente petróleo iraniano.

Reunião urgente da AIE

Já a Agência Internacional de Energia (AIE), que realizou uma reunião extraordinária hoje, em Paris, para discutir a possibilidade de usar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços devido à guerra no Oriente Médio, terminou o encontro sem qualquer anúncio.

A reunião visava avaliar a segurança do abastecimento e as condições do mercado. Permitiria esclarecer uma decisão posterior sobre a eventual disponibilização das reservas de emergência dos países membros da AIE no mercado”, citou Fatih Birol, diretor executivo da AIE.

Trump afirma que EUA destruíram de 10 navios com minas marítimas nas “últimas horas”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 10, que as forças militares americanas destruíram 10 embarcações que seriam usadas para implantar minas marítimas, sem informar onde os ataques aconteceram.

Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atingimos e destruímos completamente 10 embarcações ou navios inativos usados para a colocação de minas, e mais virão!“, disse Trump em publicação na Truth Social.

As declarações ocorrem após o mandatário ameaçar o Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes”, caso o país persa se recuse a retirar “imediatamente” os minas explosivas no Estreito de Ormuz, algo ainda não confirmado nem por Teerã nem por Washington.

Trump também editou uma publicação anterior em seu perfil na Truth Social, acrescentando que as forças militares dos EUA estão usando na região do Estreito de Ormuz a mesma tecnologia de mísseis empregados contra embarcações no mar do Caribe, antes da captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

EUA e China vão realizar nova reunião sobre tarifas e terras raras

Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent/foto: JIM WATSON/AFP

Os Estados Unidos e a China se preparam para realizar essa semana, em Paris, uma nova rodada de negociações comerciais sobre temas sensíveis como tarifas, acesso aos minerais de terras raras e investimento bilateral.

A delegação norte-americana será comandada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, enquanto a chinesa estará sob a chefia do vice primeiro ministro He Lifeng.

De acordo com o jornal South China Morning Post, as partes pretendem converter alguns desses pontos em acordos concretos que possam ser apresentados quando acontecer o encontro entre o presidente norte americano, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping, previsto de acontecer em Pequim entre 31 de março e 2 de abril.

Mas, o governo chinês ainda não confirmou oficialmente a agenda, entretanto sublinhou que a comunicação entre os dois países decorre em todos os níveis.

Esta será a sexta rodada de conversações desde abril do ano passado, quando Washington lançou um novo capítulo na disputa comercial com Pequim. Sessões anteriores passaram por Genebra, Londres, Estocolmo, Madrid e Kuala Lumpur, e conduziram a cortes significativos nas tarifas recíprocas que, na fase de maior tensão, chegaram a ultrapassar os 100%.

No entanto, o contexto das negociações ganhou nova complexidade após uma decisão histórica do Supremo Tribunal dos EUA em fevereiro deste ano, que anulou as tarifas de 20% impostas no ano anterior. A sentença forçou a administração Trump a buscar dispositivos legais alternativos para continuar a manter pressão sobre a China.

A rivalidade econômica entre as duas maiores potências permanece focada em questões estruturais, desde desequilíbrios comerciais, acesso a mercados, subsídios industriais e controle de cadeias de valor em setores de alta tecnologia.

Israel lança intensos ataques ao Líbano e número de deslocados já chega a quase 700 mil

Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense no sul do Líbano/Jalaa MAREY/AFP

As forças israelenses lançaram uma forte ofensiva hoje junto à fronteira com o Líbano, tendo como alvo o grupo xiita libanês e pró-Irã Hezbollah. Mas, algumas zonas da capital Beirute, nos redutos do Hezbollah, também estão sendo fortemente bombardeadas por Israel.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), os ataques no território já causaram cerca de 400 mortes e quase 700 mil pessoas estão deslocadas no sul do Líbano, sendo 100 mil nas últimas 24 horas.

O número de deslocados continua a aumentar neste momento. Cerca de 120 mil pessoas deslocadas estão alojadas em locais coletivos designados pelo governo, mas muitas outras estão hospedadas com familiares ou amigos, ou ainda procuram alojamento. Vemos carros alinhados nas ruas com pessoas dormindo dentro deles, assim como nos passeios. Muitas pessoas deslocadas estão nesta situação pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 e a maioria fugiu apressadamente, quase sem nada, procurando refúgio em Beirute, no Monte Líbano, na região norte do Líbano e em partes do Vale do Bekaa”, declarou a representante do ACNUR, Karolina Lindholm Billing.

O ACNUR, cuja operação no Líbano tem atualmente apenas 14% do financiamento necessário, apoia o governo libanês e as autoridades locais na resposta humanitária à crise, segundo informou a organização.

O embaixador do Irã nas Nações Unidos, Amir Saeed Iravani, relatou ainda que quatro diplomatas iranianos foram mortos no Líbano no domingo.

Por outro lado, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, disse que a guerra vai continuar, enquanto for necessário, com o objetivo de eliminar as ameaças do regime iraniano para o território israelita. “Esta guerra não tem prazo para terminar, mas estamos tendo muito sucesso nos nossos ataques“, revelou.

Irã desafia os Estados Unidos e ameaça Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Saul Loeb / AFP

O Irã ameaçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (10), e prometeu bloquear todas as remessas de petróleo do Oriente Médio enquanto os Estados Unidos e Israel continuarem com sua campanha de bombardeios.

O Irã não se intimida com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos que você, tentaram eliminar a nação iraniana e falharam. Cuidado para não ser eliminado você também!“, escreveu Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em uma mensagem a Trump.

A República Islâmica condenou as declarações de Trump no dia anterior, quando ele afirmou que a guerra terminaria “em breve“, mas atingiria o Irã “com muita, muita força” se continuasse bloqueando as remessas de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo.

Essa perspectiva causa preocupação nos mercados, que temem uma forte alta nos preços da energia.

O conflito eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, que respondeu com uma série de represálias militares e ações destinadas a interromper o trânsito de energia na região.

As forças armadas iranianas […] não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso“, alertou Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que seu país está “preparado” para continuar a guerra “pelo tempo que for necessário“.

Os comentários do presidente americano provocaram uma queda acentuada nos preços do petróleo, que agora estão entre US$ 86 e US$ 90 o barril (R$ 448 e R$ 469), e uma recuperação nas bolsas de valores, tanto na Ásia, no fechamento, quanto na Europa, na abertura.

Os preços do gás na Europa também caíram cerca de 15%.

Além disso, para aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, Trump anunciou, sem dar muitos detalhes, que suspenderia as sanções relacionadas ao petróleo contra alguns países.

“Consequências catastróficas”

O aumento dos preços do petróleo causou agitação em todo o mundo. Em muitos países asiáticos, longas filas foram observadas em postos de gasolina.

Trabalho durante o dia, só posso ficar na fila para abastecer minha moto à noite. Essa guerra é uma loucura, tudo vai ficar mais caro“, reclamou Tuan Hung, de 33 anos, em um posto de gasolina no Vietnã, onde o preço da gasolina comum subiu cerca de 20% em dez dias.

Enquanto isso, o presidente e CEO da petroleira saudita Aramco, Amin H. Nasser, afirmou que a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz é “absolutamente crucial” e alertou para as “consequências catastróficas” que um bloqueio prolongado poderia trazer.

O Catar denunciou os ataques “de ambos os lados” contra instalações de energia, que, segundo o país, criam um “precedente perigoso”.

Ataques no Golfo

Em relação aos objetivos da guerra, Trump não se pronunciou claramente.

Washington tem defendido a mudança de regime ou, na falta disso, a formação de um governo em Teerã alinhado aos seus interesses. Na segunda-feira, Trump afirmou estar “insatisfeito” com a nomeação como líder supremo de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assassinado no início da campanha militar israelense-americana.

O governo Trump alega querer destruir as capacidades balísticas do Irã e impedi-lo de desenvolver armas nucleares. Teerã sempre negou ter essa intenção.

Apesar das declarações de Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira que “ainda não terminamos” com o Irã e reiterou que sua ofensiva está “quebrando os ossos” do poder de Teerã.

Seu exército anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, onde jornalistas da AFP ouviram explosões.

Enquanto isso, o Irã mantém seus ataques de retaliação contra o território israelense e a infraestrutura petrolífera de seus vizinhos na região do Golfo.

Os Emirados Árabes Unidos relataram que um ataque com drone causou um incêndio em uma área industrial, enquanto o Kuwait e a Arábia Saudita afirmaram ter derrubado veículos aéreos não tripulados.

As autoridades do Bahrein relataram duas mortes em um bombardeio contra um prédio residencial.

“Só há civis aqui”

As forças israelenses também têm bombardeado o Líbano desde que o movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel.

Israel alertou sobre bombardeios em Tiro e Sidon, no sul do Líbano, visando posições do Hezbollah, e pediu a evacuação de vários prédios residenciais.

Este é um bairro residencial, o centro da cidade. Só há civis aqui. Este bombardeio visa nos prejudicar para que as pessoas fujam, nada mais“, disse à AFPTV Nazir Saad, morador do distrito de Tayr Debba, em Tiro.

Os ataques israelenses forçaram mais de 667 mil pessoas a fugir de suas casas no Líbano, 100 mil delas em apenas 24 horas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Irã promete lutar pelo ‘tempo necessário’ e bloquear exportações de petróleo do Golfo

Colunas de fumaça se elevam do local dos ataques aéreos perto da Torre Azadi, na zona oeste de Teerã, em 10 de março de 2026.
/ATTA KENARE/AFP

O Irã prometeu nesta terça-feira (10) combater pelo tempo que for necessário e advertiu que nenhum litro de petróleo do Golfo será exportado enquanto prosseguir a guerra contra Estados Unidos e Israel, um conflito que, segundo o presidente Donald Trump, “terminará em breve”.

Estamos preparados para continuar os ataques com mísseis contra eles pelo tempo que for necessário e sempre que for necessário“, declarou o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ao canal americano PBS News.

Além disso, em um cenário de volatilidade dos preços do petróleo devido à guerra e ao bloqueio de fato do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, a Guarda Revolucionária iraniana intensificou a pressão.

As Forças Armadas iranianas (…) não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso”, advertiu o exército ideológico da República Islâmica.

Seremos nós que decidiremos o fim da guerra”, afirmou o porta-voz da Guarda Revolucionária, próxima do novo líder supremo, Mojataba Khamenei, em um comunicado divulgado pela imprensa iraniana.

Algumas horas antes, durante uma entrevista coletiva na Flórida, Trump afirmou: “Isso terminará em breve”.

Para aliviar os preços, Trump declarou, sem revelar os detalhes, que suspenderia as sanções relacionadas ao petróleo para alguns países, depois de ter uma conversa “positiva”, segundo ele, com seu homólogo russo Vladimir Putin.

O petróleo russo está sob sanções ocidentais devido à invasão da Ucrânia.

Apesar das declarações de Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira que “ainda não terminamos” no Irã e ressaltou que a ofensiva está “quebrando os ossos” do regime de Teerã.

Os comentários do presidente americano provocaram uma forte queda nos preços do petróleo, que oscilam no momento entre 86 e 90 dólares o barril, e altas nas bolsas, tanto no fechamento na Ásia como na abertura na Europa. Os preços do gás na Europa também operavam em queda.

Objetivos pouco claros

Em 10 dias, os Estados Unidos atacaram mais de 5.000 alvos, incluindo mais de 50 navios iranianos, anunciaram as Forças Armadas americanas na segundafeira.

Os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel deixaram mais de 1.200 mortos em 10 dias, segundo o Irã. A AFP não tem condições de verificar os balanços divulgados com fontes independentes.

Na noite de segundafeira, o Exército de Israel anunciou uma nova onda de bombardeios “de grande amplitude” contra Teerã, onde a imprensa estatal relatou ataques na capital e em Khomein, no centro do país.

No que diz respeito aos objetivos da guerra, Donald Trump não se pronunciou de maneira clara.

Washington pediu uma mudança de regime ou a formação de um governo em Teerã alinhado com seus interesses. Trump disse na segundafeira que “não está contente” com a nomeação como líder supremo de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro, no início da campanha militar israelenseamericana.

O governo Trump afirma que pretende destruir as capacidades balísticas do Irã e impedir que o país desenvolva a bomba atômica. Uma intenção que Teerã sempre negou ter.

Ataques no Golfo

O Irã prossegue com os ataques de retaliação contra o território israelense e a infraestrutura petrolífera de seus vizinhos na região do Golfo.

O governo dos Emirados Árabes Unidos informou nesta terça-feira que o país foi alvo de ataques com drones e mísseis iranianos; Kuwait e Arábia Saudita anunciaram que derrubaram drones.

O Bahrein relatou duas mortes em um ataque iraniano contra um prédio residencial em Manama, a capital do país.

Dubai, centro comercial e turístico dos Emirados, possui uma importante comunidade iraniana que também é afetada pelos ataques da República Islâmica.

Na frente de batalha do Líbano, a milhares de quilômetros do Irã, Israel voltou a bombardear nesta terça-feira o sul e o leste do país, informou a agência nacional de notícias ANI.

Israel bombardeia o Líbano desde que o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março, ao lançar mísseis contra o território israelense.

Na segunda-feira, o presidente libanês, Joseph Aoun, acusou o Hezbollah de querer provocar o colapso do país a serviço do Irã. Ele pediu “negociações diretas” com Israel para obter o fim do conflito. Os dois países não mantêm relações diplomáticas.

Os ataques israelenses deixaram ao menos 486 mortos e mais de meio milhão de deslocados, segundo as autoridades libanesas. Números que a AFP também não tem condições de verificar com fontes independentes.

Irã emite alerta de chuva ácida após bombardeio a instalações de petróleo

Teerã, capital do Irã/ATTA KENARE / AFP

O governo iraniano e o Crescente Vermelho emitiram, nesta segunda-feira (9), um alerta de risco de chuva ácida e poluição atmosférica extrema em Teerã e regiões vizinhas. O alerta ocorre após o bombardeio de quatro instalações de petróleo na capital do Irã, executado pelos Estados Unidos e por Israel no domingo (8).

Moradores da capital iraniana se depararam com uma espessa fumaça preta procedente de depósitos de combustível atacados mergulhou a cidade na escuridão.

Quando acordei, pensei que havia algum problema“, disse à AFP um motorista de cerca de 50 anos. Muitos habitantes relataram a mesma sensação diante do céu escurecido, que obrigou moradores a acender as luzes em plena manhã.

A fumaça se espalhou por grande parte da cidade, uma metrópole que se estende por dezenas de quilômetros. O cenário deu à capital um aspecto apocalíptico, com forte cheiro de queimado em alguns bairros, no nono dia da guerra desencadeada por ataques de Israel e Estados Unidos.

Esta foi a primeira vez desde o início do conflito que a infraestrutura petrolífera do Irã foi atacada. Quatro depósitos e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerã e arredores foram atingidos por bombardeios, que deixaram ao menos 6 mortos e 20 feridos, segundo autoridades.

Em um dos depósitos de combustível atingidos na capital, o petróleo continuava queimando. A AFP viu chamas ainda se intensificando mais de 12 horas após os bombardeios israelenses.

Racionamento de gasolina

Nos arredores do depósito, forças de segurança que usavam máscaras e capas impermeáveis para se proteger das emissões tóxicas controlavam a circulação.

Autoridades advertiram que os gases liberados podem “provocar irritação nas vias respiratórias e nos olhos“, e pediram aos moradores que permaneçam em casa.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, “grandes quantidades de hidrocarbonetos tóxicos, enxofre e óxidos de nitrogênio” foram liberadas na atmosfera. Vidros de edifícios residenciais próximos estilhaçaram com as explosões.

O governador da província de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, informou pela manhã que a distribuição de gasolina havia sido “temporariamente interrompida”, mas pediu à população que não se preocupasse.

O abastecimento foi limitado a 20 litros por veículo. Longas filas se formaram hoje nos postos de gasolina da capital.

Em junho, durante a guerra anterior, cerca de 6 milhões de moradores deixaram Teerã, cidade de mais de 10 milhões de habitantes, segundo meios de comunicação locais. Desta vez, a maioria permaneceu. A ONU estima que cerca de 100 mil pessoas tenham deixado a cidade.

Trump e Putin discutem guerra no Irã durante ligação, diz Kremlin


O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin/Saul Loeb / Pavel Bednyakov / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário americano, Donald Trump, falaram por telefone nesta segunda-feira (9) sobre a guerra no Irã e na Ucrânia, uma conversa que o Kremlin descreveu como “franca e construtiva”, relataram agências russas.

Foi dada ênfase à situação em torno do conflito com o Irã e às negociações bilaterais em andamento com a participação de representantes dos Estados Unidos sobre a resolução da questão ucraniana“, indicou Yuri Ushakov, assessor diplomático de Putin.

Trump diz que fim da guerra com o Irã está próximo

Presidente dos EUA, Donald Trump/MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã poderia estar chegando ao fim, apesar de Teerã continuar com seus ataques com mísseis e drones contra seus vizinhos do golfo Pérsico.

Essas últimas declarações provocaram imediatamente a queda dos preços do petróleo, que haviam disparado durante a sessão de negociações, e a alta das bolsas.

Acho que a guerra praticamente terminou“, declarou Trump à CBS News, argumentando que o Irã já não contava com “Marinha”, nem “comunicações” nem “força aérea”.

Foi uma “pequena incursão“, declarou posteriormente em um discurso diante de um grupo de legisladores republicanos.

Ele também disse que eliminará algumas sanções petrolíferas e que atacará o Irã “muito, muito duramente” se o país obstaculizar o fornecimento de petróleo.

Na entrevista por telefone à CBS a partir de Miami, afirmou ainda que estava “considerando assumir o controle” do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.

Essa via marítima estratégica permanecerá intransitável enquanto a guerra continuar, advertiu nesta segunda-feira o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.

“Último suspiro”

No Irã, o regime mobilizou seus partidários para celebrar a nomeação de Mojtaba Khamenei como líder supremo, em substituição ao pai, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra, em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo o Irã, 1.200 pessoas morreram desde o início da ofensiva israelense-americana.

A AFP não pode verificar de forma independente os números de mortos fornecidos pelas partes envolvidas.

Deus é grande“, “Morte aos Estados Unidos“, “Morte a Israel”, gritavam milhares de iranianos, vestidos de preto, em uma praça central de Teerã, reunidos em apoio ao novo líder de 56 anos, próximo à Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica.

Nós o apoiaremos e obedeceremos todas as suas ordens até nosso último suspiro“, declarou à AFP Somayeh Marzoughi, uma dona de casa de 35 anos.

No entanto, o novo líder supremo ainda não apareceu em público.

Israel já o designou como “alvo” e o qualificou como um “tirano disposto a perpetuar a brutalidade do regime iraniano“.

Nesta segunda-feira, Trump reiterou seu descontentamento com essa decisão e lamentou um “grave erro” da liderança iraniana.

O exército israelense anunciou nesta segunda-feira que na noite anterior havia concluído uma onda de ataques contra seis bases aéreas no Irã, que, segundo afirmou, eram utilizadas para “armar e financiar” aliados de Teerã, incluindo o grupo xiita libanês Hezbollah e os rebeldes huthis no Iêmen.

A infraestrutura petrolífera iraniana também foi alvo de ataques aéreos israelenses e americanos.

Por sua vez, o Irã continua com seus ataques de represália, dirigidos contra o território israelense e a infraestrutura petrolífera de seus vizinhos na região.

Um segundo míssil iraniano também foi interceptado sobre a Turquia, o que provocou uma advertência de Ancara a Teerã.

Soube-se do míssil depois que Washington instou todos os seus cidadãos a abandonar o sudeste da Turquia, onde há tropas americanas estacionadas em várias bases.

Flutuações do ouro negro

A conflagração no Oriente Médio provocou um aumento repentino dos preços do petróleo.

Com o Estreito de Ormuz diante do Irã bloqueado para quase todos os petroleiros, o preço dos contratos de referência do petróleo disparou acima de 100 dólares por barril — seus níveis mais altos desde a invasão russa da Ucrânia em 2022 — antes de recuar após as declarações de Trump sobre um eventual fim próximo da guerra.

Os preços de referência do petróleo subiram entre 40% e 50% desde que os Estados Unidos e Israel lançaram seu ataque, enquanto as bolsas de todo o mundo caíram, afetando fundos de pensão e poupanças.

Hezbollah e Putin

A milhares de quilômetros do Irã, no Líbano, o Hezbollah jurou lealdade nesta segunda-feira ao novo líder supremo iraniano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, acusou o movimento xiita de querer provocar o colapso do Líbano ao atacar Israel.

Não nos resta outra opção além da resistência para preservar nossa honra“, respondeu Mohamed Raad, chefe do bloco parlamentar do Hezbollah.

Israel vem bombardeando implacavelmente seu vizinho desde que o Hezbollah envolveu o país na guerra em 2 de março com um ataque em território israelense.

Pelo menos 486 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano e mais de meio milhão foram deslocadas, segundo as autoridades.

O presidente russo, Vladimir Putin, aliado de Teerã, assegurou a Mojtaba Khamenei seu “apoio inabalável“.

Iraque e Omã, que mediaram as recentes negociações entre Estados Unidos e Irã, felicitaram Mojtaba Khamenei por sua nomeação.

O papa Leão XIV, por sua vez, expressou seu “profundo pesar” por “todas as vítimas dos recentes bombardeios no Oriente Médio“, entre elas “diversas crianças” e um sacerdote libanês.

Explosivo lançado perto da casa do prefeito de NY é investigado como terrorismo

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, discursa ao lado da comissária de polícia de Nova York após o ocorrido /LEONARDO MUNOZ / AFP

Segundo noticiado hoje pela emissora NBC News, nas imediações da residência oficial do prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, foi lançado um dispositivo explosivo improvisado, que esta sendo investigado como um possível ato de terrorismo liderado pelo grupo Estado Islâmico.

A comissária da polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch, indicou que dois suspeitos foram detidos e deverão responder em um tribunal federal. Entretanto, não especificou por que motivo os investigadores estão analisando possíveis ligações com o Estado Islâmico.

Os suspeitos foram identificados como Emir Balat e Ibrahim Kayumi. Mamdani. Os dois viajaram da Pensilvânia e tentaram trazer violência a Nova Iorque. Era um dispositivo explosivo improvisado que poderia ter causado ferimentos graves ou morte”, afirmou Tisch, que acrescentou não existirem até o momento indícios de ligação entre o caso e o conflito no Irã.

O incidente ocorreu no último sábado durante uma manifestação anti-islâmica e um contraprotesto junto a Gracie Mansion. Segundo a polícia, os dois dispositivos foram lançados perto da manifestação, tendo sido verificado depois que um terceiro objeto suspeito não continha material explosivo. Pelo menos um dos artefatos continha um explosivo caseiro considerado altamente instável. “Há imagens que mostram os suspeitos lançando os dispositivos”, acrescentou a comissária.

Mamdani parabenizou os policiais da cidade. “Graças às ações rápidas e decisivas dos agentes da polícia de Nova Iorque, ambos foram imediatamente detidos e os dispositivos retirados das ruas. A situação poderia ter sido muito mais perigosa”, disse o prefeito.

Israel afirma ter iniciado nova onda de ataques em todo o Irã

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As Forças de Defesa de Israel anunciaram o início de uma “onda de ataques em larga escala” contra o que classificam como infraestrutura do regime iraniano nas primeiras horas desta segunda-feira.

As operações militares atingem a capital, Teerã, a cidade de Esfahan, na região central, e áreas ao sul do país.

Simultaneamente, as forças israelenses confirmaram bombardeios contra instalações financeiras do grupo Hezbollah em Beirute, no Líbano.

Resposta de Teerã e transição de poder

O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que não possui interesse em negociações enquanto estiver sob ataque.

Segundo o porta-voz Esmaeil Baghaei, a atual agressão militar inviabiliza o diálogo, restando ao país focar em uma “resposta decisiva”.

Especialistas avaliam que a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo Líder Supremo é um ato de desafio que sinaliza a intenção do regime de não recuar perante Israel e os Estados Unidos.

Aliança com a Rússia e suporte de inteligência

O enfrentamento ocorre em um cenário de estreita colaboração militar entre Teerã e Moscou.

A Rússia tem fornecido ao Irã informações de inteligência estratégica sobre a localização e movimentação de tropas, navios e aeronaves dos Estados Unidos.

Em contrapartida, o governo iraniano auxiliou os russos no desenvolvimento de um programa de drones, produzindo milhares de variantes do modelo Shahed para uso em conflitos internacionais.

Investigação de baixas civis e controle interno

A escalada de violência sucede um incidente em 28 de fevereiro, quando um ataque a uma escola iraniana resultou na morte de 168 crianças.

Embora o presidente Donald Trump tenha atribuído a autoria ao Irã, senadores democratas americanos manifestaram horror diante de análises que sugerem a responsabilidade militar dos EUA no bombardeio, exigindo explicações do Pentágono.

Internamente, o governo iraniano endureceu medidas de segurança, ameaçando o confisco de bens e a pena de morte para cidadãos que vivem no exterior e colaborem com “governos hostis”.

Paralelamente, no Catar, autoridades prenderam 313 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à situação atual, sob a justificativa de conter a disseminação de rumores e informações não oficiais.

Irã ameaça confiscar bens de pessoas que vivem no exterior

A Procuradoria-Geral do Irã emitiu um alerta formal aos cidadãos iranianos que residem no exterior, informando que seus bens em território nacional serão confiscados caso colaborem com países considerados inimigos.

O comunicado oficial cita especificamente que o apoio ou a cooperação com o que define como “agressor americano-sionista” resultará na perda total de propriedades e outras sanções legais.

Sanções severas e pena de morte

De acordo com o órgão, as punições não se limitam à esfera patrimonial. O governo iraniano estabeleceu que qualquer “ação operacional” realizada em benefício de Israel, dos Estados Unidos ou de agentes afiliados que atente contra a segurança nacional será punível com a pena de morte.

A decisão endurece o controle legal sobre a população que vive fora do país em um momento de escalada de tensões na região.

Reação da diáspora iraniana

A ameaça surge após uma onda de manifestações globais. Milhares de iranianos que vivem na Europa, América do Norte e Austrália realizaram atos contrários ao regime.

Em diversos protestos, houve celebrações referentes aos ataques militares sofridos pelo país e à morte do Líder Supremo, Ali Khamenei.

O governo busca, com o novo decreto, desestimular o apoio externo a ações que desestabilizem o poder central.

Contexto de crise regional

O cenário de instabilidade no Irã foi agravado por um recente ataque a uma escola que resultou na morte de 168 crianças em fevereiro.

Enquanto análises independentes e senadores americanos sugerem a responsabilidade das forças dos EUA no episódio, o governo de Donald Trump atribuiu a autoria ao próprio Irã.

Este movimento de controle do Irã sobre seus cidadãos no exterior assemelha-se a medidas de outros países da região para gerir a crise.

Recentemente, o Catar também deteve mais de 300 pessoas por publicações em redes sociais relacionadas à situação atual do conflito, exigindo que a população utilize apenas fontes oficiais de informação.

Putin oferece apoio ‘inabalável’ ao novo líder supremo iraniano

Presidente da Rússia, Vladimir Putin / MAXIM SHIPENKOV / POOL / AFP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta segunda-feira seu “apoio inabalável” ao novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, nomeado uma semana após o assassinato de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos.

Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos“, disse Putin em uma mensagem a Khamenei, 56 anos. “A Rússia tem sido e continuará sendo uma parceira confiável” para o Irã, acrescentou.

Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão nesta posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação“, concluiu Putin.

Irã dispara mísseis após escolha de novo líder; EUA esvaziam embaixada

Forças de segurança israelenses e equipes de primeiros socorros inspecionam os danos no local de um ataque iraniano que atingiu um bairro residencial em Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, em 9 de março/JACK GUEZ/AFP

Após a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo, neste domingo, 8, o Irã lançou uma nova leva de mísseis contra Israel e vizinhos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, mostrando pouca disposição de desescalar o conflito. Em paralelo, o governo americano determinou a evacuação de sua embaixada na Arábia Saudita.

Explosões foram ouvidas em Doha e o Ministério da Defesa do Catar informou se tratar de um ataques com mísseis contra o país nesta segunda-feira, 9, horário local. Já nos Emirados Árabes, um incêndio foi registrado em uma instalação petrolífera após um ataque em Fujairah. O Kuwait também apontou estar trabalhando para repelir ataques com drones e mísseis. Já no Bahrein, um ataque com drone iraniano deixou 32 civis feridos, segundo o Ministério da Saúde do país.

O disparo da primeira salva de mísseis contra Israel após a escolha do novo líder supremo foi anunciado pela rádio e televisão estatal Irib.

Os mísseis defensivos iranianos respondem ao terceiro guia da República Islâmica“, indicou a Irib no Telegram, mostrando o corpo de um projétil marcado com a inscrição “às suas ordens, Seyyed Mojtaba“, uma referência religiosa xiita.

Enquanto isso, o serviço de emergência de Israel confirmou que pelo menos uma mulher ficou ferida por destroços lançados pelo vento na cidade de Rishon LeZion, no centro do país nesta segunda-feira. Ela se encontra-se em condição moderada.

O serviço de emergência Magen David Adom acrescentou que prestou atendimento médico à mulher no local.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um carro com vidros quebrados e destroços espalhados pela rua.

Esvaziamento de embaixada

Os Estados Unidos ordenaram na noite de domingo a saída do pessoal da sua embaixada na Arábia Saudita, enquanto o Irã ataca este reino do Golfo em retaliação pela ofensiva de Washington e Israel.

O Departamento de Estado indicou em um aviso de viagem que havia “ordenado que funcionários do governo americano que não fossem de emergência e familiares de funcionários do governo americano deixassem a Arábia Saudita devido aos riscos à sua segurança”.

A ordem reflete os temores persistentes sobre os ataques do Irã, em um momento em que o presidente Donald Trump avisa que está pronto para continuar a guerra por semanas e Teerã se diz preparada para responder.

Os Estados Unidos já haviam permitido a saída de funcionários não essenciais, mas não haviam exigido que o fizessem.

O Departamento de Estado também informou que mantém o aviso aos americanos para “reconsiderarem viajar” para a Arábia Saudita, sem desaconselhar todas as viagens ao reino.

Drones atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riad na semana passada e também causaram danos às embaixadas americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos.

A Arábia Saudita informou no domingo que duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas quando um projétil caiu na província de Al Kharj, a sudeste de Riad.

Capital iraniana sob fogo e combates no Líbano

Mais cedo, várias explosões foram ouvidas em várias partes da capital iraniana, segundo jornalistas da AFP.

Não ficou imediatamente claro o que foi alvo dos ataques, com nuvens de fumaça ainda cobrindo o horizonte após ataques noturnos a depósitos de petróleo em Teerã e arredores.

O exército israelense afirmou ter lançado uma série de ataques contra a “infraestrutura do regime” no centro do Irã na segunda-feira, o primeiro anúncio desse tipo desde que a república islâmica nomeou um novo líder supremo.

As forças israelenses “iniciaram uma nova onda de ataques contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano no centro do Irã” disseram os militares em um breve comunicado, pouco depois de anunciarem ataques contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

Enquanto isso, o grupo terrorista Hezbollah afirmou estar enfrentando as forças israelenses que pousaram durante a madrugada no leste do Líbano, em helicópteros que cruzaram a fronteira com a Síria.

Duas fontes do Hezbollah disseram à AFP, sob condição de anonimato, que um helicóptero israelense na área foi abatido pelo grupo. Não há confirmação por parte dos israelenses, que, porém, afirmam terem feito ataques a alvos do grupo terrorista em Beirute.

Petróleo em alta e bolsas asiáticas em baixa

Em meio ao acirramento do conflito, o preço do barril do petróleo ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez desde julho de 2022.

As bolsas da Coreia do Sul e do Japão despencaram na manhã desta segunda-feira, 9, depois que os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro anos. (Com agências internacionais).