Search

Novo ataque americano contra suposta narcolancha no Pacífico deixa seis mortos

Embarcação antes de ser atingida sob as ordens do Comandante General Francis L. Donovan, enquanto supostamente transitava por rotas de narcotráfico no Pacífico oriental/HANDOUT/US SOUTHERN COMMAND/AFP

Um ataque dos Estados Unidos contra uma embarcação “envolvida em operações de narcotráfico” no Pacífico oriental deixou seis mortos no domingo (8), informou o Exército americano.

Com a operação, anunciada na rede social X pelo Comando Sul, o número de pessoas mortas desde setembro em ataques contra embarcações de supostos traficantes no Pacífico e no Caribe supera 150.

A inteligência confirmou que a embarcação transitava por rotas de narcotráfico conhecidas no Pacífico oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico“, publicou no X o general Francis Donovan, que coordena o Comando Sul dos Estados Unidos.

O governo do presidente Donald Trump nunca apresentou evidências contundentes que permitam afirmar que os barcos atacados estavam efetivamente envolvidos em atividades de tráfico.

Especialistas em direito internacional e grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente equivalem a “execuções extrajudiciais”, porque aparentemente atingem civis que não representam uma ameaça imediata para os Estados Unidos.

Trump diz que próximo líder do Irã não “durará muito” sem seu apoio

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (8) que o novo líder supremo “não vai durar muito” sem sua aprovação, enquanto o Irã se prepara para anunciar o sucessor de seu governante de longa data, o aiatolá Ali Khamenei.

Ele terá que obter nossa aprovação”, disse Trump em entrevista à ABC News.

Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”, afirmou o presidente americano.

Trump tem repetidamente afirmado que deseja se envolver na escolha do próximo líder do Irã, dizendo ontem que não “quer voltar a cada 10 anos”.

No sábado (7), ele afirmou a repórteres a bordo do Air Force One que quer “escolher um presidente que não leve seu país para uma guerra”.

Trump já havia dito à CNN que estava aberto à possibilidade de ter um líder religioso no Irã.

Quer dizer, depende de quem é a pessoa. Eu não tenho nada contra líderes religiosos. Lido com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos”, disse ele na semana passada.

Sucessor de Khamenei

Na manhã deste domingo, o órgão encarregado de escolher o próximo líder supremo do Irã chegou a uma decisão, disseram vários membros linha-dura, sem revelar o nome do candidato escolhido.

Um clérigo de alto escalão da Assembleia de Peritos, composta por 88 membros, o aiatolá Ahmad Alam al-Hoda, foi citado pela agência de notícias semioficial Mehr dizendo: “As eleições para a liderança foram realizadas e o líder foi nomeado”.

Ele afirmou que os rumores que tentavam fazer parecer que a Assembleia de Peritos ainda não havia tomado uma decisão eram “pura mentira”.

Al-Hoda disse que agora caberia ao Secretariado da Assembleia, chefiado pelo aiatolá Hosseini Bushehri, anunciar a decisão.

Trump diz que não há prazo para fim da guerra com Irã

Trump diz que não há prazo para fim da guerra com Irã. /Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na noite deste sábado, 7, que não está em busca de um acordo com o Irã, após dizer que também não há um prazo fixo para acabar com a guerra.

“Custe o que custar”, disse Trump a jornalistas após ser questionado se existe uma linha do tempo para o fim do conflito. “Queremos escolher um presidente no Irã que não leve o país para a guerra.

O chefe da Casa Branca também afirmou que o governo americano começará a reabastecer as reservas estratégicas de petróleo do país “no momento certo”. O reservatório teve parte de sua capacidade utilizada pelo ex-presidente Joe Biden para conter os preços do petróleo durante a guerra na Ucrânia, algo que Trump já negou que irá fazer após o início do conflito no Irã.

O mandatário disse ainda que não há indícios de que a Rússia esteja prestando assistência ao Irã e acusou o próprio país persa por um ataque de mísseis numa escola em Teerã que matou mais de 100 crianças.

Irã designa novo líder supremo mas não revela o nome

Bandeira do Irã/AHMAD AL-RUBAYE / AFP

A Assembleia de Especialistas designou o novo guia supremo iraniano, o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, que morreu no dia 28 de fevereiro em ataques de Israel e dos Estados Unidos, informaram neste domingo (8) membros da instância clerical, que não revelaram o nome do escolhido.

A votação para designar o guia aconteceu e o guia foi eleito“, declarou Ahmad Alamolhoda, membro da Assembleia de Especialistas, citado pela agência de notícias Mehr.

O nome será revelado mais tarde, indicou.

O candidato mais apropriado, aprovado pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi designado“, disse Mohsen Heydari, representante da província do Khuzistão neste órgão, segundo a agência de notícias Isna.

Outro membro da assembleia, Mohamad Mehdi Mirbagheri, confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que foi adotada uma “opinião firme, que reflete a posição majoritária”.

Um integrante sugeriu que o filho do falecido Ali Khamenei ocuparia o cargo.

O nome de Mojtaba Khamenei era apontado como um dos possíveis sucessores de seu pai, que se tornou líder supremo em 1989.

Este é o cargo de maior autoridade política e religiosa no Irã, com a palavra final sobre todos os assuntos de Estado.

Explosão atinge embaixada dos EUA em Oslo, na Noruega; polícia investiga possível ato terrorista

A explosão atingiu a entrada da área consular da embaixada por volta de 1h00 (21h00 de Brasília, sábado), informou a polícia/Reprodução de vídeo/Redes sociais

Uma explosão atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Oslo, capital da Noruega, na madrugada deste domingo (8). O incidente provocou danos materiais na entrada da área consular, mas não deixou feridos, segundo autoridades locais.

De acordo com a polícia, a explosão ocorreu por volta de 1h00 no horário local (21h00 de sábado, no horário de Brasília). A detonação atingiu a porta de vidro da entrada do prédio, causando rachaduras e espalhando fragmentos pelo local.

Imagens divulgadas pela imprensa mostram estilhaços de vidro espalhados sobre a neve e marcas no chão próximas à entrada da representação diplomática.

A polícia da Noruega investiga as circunstâncias do caso e mobilizou equipes com cães farejadores, drones e helicópteros para tentar localizar um ou mais suspeitos.

Segundo Frode Larsen, comandante da unidade conjunta de investigação e inteligência da polícia, uma das hipóteses consideradas é que o incidente tenha sido um ato de terrorismo.

Uma das hipóteses é que tenha sido um ato de terrorismo”, afirmou Larsen em entrevista à emissora pública NRK. Ele ressaltou, no entanto, que outras possibilidades ainda estão sendo avaliadas pelos investigadores.

Autoridades norueguesas afirmaram que a explosão teve origem humana e não acidental, mas não divulgaram detalhes sobre o possível artefato utilizado.

O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, classificou o episódio como “inaceitável”. Segundo ele, o governo entrou em contato com representantes da embaixada americana após o ocorrido.

Apesar do incidente, o governo informou que o nível de alerta de segurança do país permanece inalterado, no nível três em uma escala que vai até cinco.

Algumas horas depois da explosão, a polícia anunciou que a área ao redor da embaixada já estava segura para moradores e pessoas que circulam pela região.

Cuba “está em seus últimos momentos de vida”, diz Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que Cuba está em “últimos momentos de vida” e que uma “grande mudança” está chegando em breve a Havana.

“Eles não têm dinheiro, não têm combustível. Eles têm um regime ruim, que já está ruim há muito tempo”, declarou o presidente americano na cúpula com aliados latino-americanos, que ele convocou em Doral, Flórida.

“Estamos aguardando a grande mudança que em breve chegará a Cuba”, disse Trump.

Em seu discurso aos aliados, Trump falou sobre sua intenção de criar “uma nova coalizão militar” e pediu a cooperação das nações latino-americanas para “erradicar os cartéis“.

O presidente americano também afirmou que Cuba quer chegar a um acordo e está negociando com ele e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Eles querem negociar e estão negociando com Marco (Rubio), comigo e com outros, e acredito que um acordo com Cuba seria facilmente fechado“, declarou.

Prédios em Dubai são esvaziados após destroços atingirem arranha-céu

Vista panorâmica de Dubai após fortes chuvas atingirem os Emirados Árabes Unidos, em 16 de abril de 2024.

Edifícios ao redor da Marina de Dubai foram esvaziados neste sábado (7) após destroços de projéteis atingirem a fachada de um arranha-céu na cidade emiradense.

Entre as pessoas retiradas do prédio estavam funcionários da CNN.

Nas redes sociais, o Gabinete de Imprensa de Dubai informou que ninguém ficou ferido no incidente.

A Marina fica próxima a diversas atrações turísticas e instituições da cidade, incluindo a Universidade Americana de Dubai e o Dubai Marina Mall.

Enquanto o som dos projéteis ecoava pela cidade e as retiradas começavam, moradores de Dubai e Abu Dhabi receberam alertas de mísseis em seus celulares.

Os ataques ocorreram pouco depois de o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, fazer declarações públicas extremamente raras, descrevendo o Irã como “o inimigo“.

Os Emirados Árabes Unidos são belos, os Emirados Árabes Unidos são um modelo a ser seguido, mas eu digo a vocês, não se deixem enganar por isso“, advertiu ele a Teerã durante uma visita a um hospital que está tratando civis feridos nos ataques.

A mão dos Emirados Árabes Unidos é poderosa e estendida, sua carne é amarga, e não somos presas fáceis.”

Governo Trump ignora o Congresso dos EUA e vende 12 mil bombas para Israel

Presidente dos EUA, Donald Trump

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência e ignorou o Congresso para vender imediatamente 12 mil bombas a Israel em meio às operações militares em curso contra o Irã.

De acordo com um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, Israel solicitou a compra de “doze mil (12.000) bombas de uso geral BLU-110A/B, de 1.000 libras”, avaliadas em mais de US$ 151 milhões.

O secretário de Estado Marco Rubio “determinou e forneceu justificativas detalhadas de que existe uma emergência que exige a venda imediata ao Governo de Israel dos artigos e serviços de defesa acima mencionados, o que atende aos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, dispensando, assim, os requisitos de revisão do Congresso”, diz o comunicado .

A declaração de emergência e a venda acelerada ocorrem em um momento em que Israel e os Estados Unidos continuam sua guerra contra o Irã. O presidente Donald Trump antecipou no sábado um novo e forte ataque, dizendo: “Hoje o Irã será atingido com muita força!”

São seriamente consideradas para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã, áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento”, escreveu ele no Truth Social na manhã de sábado.

Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

O ataque a uma escola de meninas iranianas causou a morte de 168 crianças/AFP PHOTO / IRANIAN PRESS CENTER

O ataque a uma escola de meninas iranianas, que causou a morte de 168 crianças, marcou o primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28). A tragédia expõe os horrores que o conflito no Oriente Médio pode produzir e seus impactos na vida de menina e mulheres nestes países.

Uma multidão vestida de preto compareceu ao velório das crianças, ocorrido na terça-feira (3). As imagens das valas abertas para receber os caixões enfileirados, acompanhados por milhares de pessoas, correu o mundo.

Durante décadas, as violações de direitos humanos no Irã, inclusive contra as mulheres, foram usadas por potências ocidentais para justificar o isolamento internacional de Teerã, alvo de sanções econômicas que contribuíram para fragilizar sua economia.

Em nome de uma suposta “libertação” do povo iraniano do regime dos aiatolás, um dos primeiros alvos de EUA e Israel nesta nova ofensiva foi justamente uma escola de educação infantil feminina na cidade de Minab, no sul do país persa. Além das dezenas de meninas mortas, mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.

A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, afirma que o ataque revela justamente que a guerra não tem relação com direitos humanos ou democracia.

Em razão do regime do país, as mulheres sofrem uma série de restrições no Irã, como o uso obrigatório do véu (hijab) para cobrir os cabelos, além de impedimentos para viagem e mobilidade, que geralmente precisam de autorização dos pais ou maridos. O desrespeito aos códigos é duramente punido pela chamada polícia da moralidade, ou Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irã.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que mulheres iranianas lutam há décadas por seus direitos e destaca, em especial, o movimento Mulher, Vida e Liberdade. Ele foi criado em 2022 após a morte da estudante Mahsa Amini, detida em um protesto e espancada pela Patrulha de Orientação,

Mulheres iranianas organizaram um grande movimento, em 2022, o Mulher, Vida e Liberdade e seguem em luta há décadas. O povo iraniano, os povos árabes, o povo palestino devem decidir seu destino, não os EUA e Israel”, comentou.

A história de luta das mulheres iranianas inclui vítimas de prisões e condenações por sua militância. Uma delas é a advogada e ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023 “pela sua luta contra a opressão das mulheres”.

Narges está atualmente presa no Irã, condenada a 7 anos e meio de reclusão por “conspiração”, segundo seu advogado. Mas, a socióloga Berenice Bento reafirma que a mobilização das mulheres no Irã não pede intervenção externa.

Quando você analisa as manifestações que aconteceram, nenhuma está dizendo que quer a volta da monarquia, ou que os Estados Unidos e Israel vá libertá-las. Nunca. O que você tem é uma sociedade que está lutando”, ponderou.

Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações do Mundo Árabe, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), a professora Natália Ochôa explica que há um olhar do mundo Ocidental para a necessidade de salvar a mulher muçulmana que, no episódio da escola, foi o alvo.

Mulheres muçulmanas vistas e retratadas como oprimidas e sem capacidade de agência precisariam da salvação de mulheres ocidentais, sendo estas últimas o grande exemplo de liberdade a ser seguido. Ora, se um desses pilares é a educação, por que então logo uma escola de meninas, onde elas são alfabetizadas e aprendem sobre seus direitos, é um dos primeiros espaços a se tornarem alvos desses ataques? Se elas precisam de salvação, por que a última coisa que tem sido feita é salvá-las?“, questiona a pesquisadora em artigo.

Apesar dos problemas da República Islâmica, a especialista pondera que houve avanços sociais nos últimos 47 anos. Dados do Banco Mundial e da Unesco apontam que a alfabetização das mulheres passou de cerca de 30%, nos anos 1970, para cerca de 85%, nos anos 2000.

A participação das mulheres iranianas nas universidades subiu de 33%, na década de 1970, para cerca de 60%, nos anos 2000. Por outro lado, a participação delas no mercado de trabalho segue reduzida, algo em torno de 15% a 20% do total das pessoas empregadas.

Autoria do ataque

O ataque à escola de meninas de Minab foi condenado pela comunidade internacional e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

Berenice Bento cita a chamada Doutrina Dahiya, do exército israelense, que se baseia na destruição em larga escala de habitações e estrutura, para argumentar que o ataque deve ter sido intencional.

Com o ataque à escola, eles estão querendo dizer não vão deixar pedra sob pedra. É destruir tudo. Para que a própria população civil, diante daquela destruição, se coloque contra o poder local. Eles destruíram Gaza inteira para fazer com que a população de Gaza se posicione contra o Hamas”, avaliou.

O nome da doutrina faz referência ao bairro Dahiya, zona densamente povoada de Beirute, no Líbano, onde o Hezbollah tinha uma das suas bases, e que foi amplamente bombardeado por Israel na guerra do Líbano de 2006.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que o ataque às escolas, hospitais e infraestrutura civil em Gaza abriu espaço para novos crimes em outros países do Oriente Médio.Para Misleh, as mulheres da região não precisam ser “salvas”, e sim de apoio e solidariedade.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

O jornal norte-americano New York Times (NYT), após analisar imagens de satélites, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, indica que a escola foi severamente danificada por ataque de precisão, que ocorreu simultaneamente a ofensivas dos EUA a uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica.

As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que eles provavelmente foram as responsáveis pelo ataque”, avaliou o NYT.

Levando em consideração a proximidade da escola em relação ao objetivo militar, o major-general português Agostinho Costa avalia que o bombardeio pode ter sido um erro de alvo.

Já estive em locais submetidos a ataques com mísseis Tomahawk podendo constatar que a margem de erro existe”, comentou o especialista em segurança e geopolítica.

Trump chama Irã de ‘perdedor do Oriente Médio’ e diz que país ‘será atingido com muita força’

Donald Trump, presidente dos EUA/ ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente Donald Trump sugeriu neste sábado, 7, que os Estados Unidos atacariam o Irã “com muita força”. Ele ameaçou ampliar as ofensivas e incluir novos alvos.

Hoje o Irã será atingido com muita força!“, publicou Trump em sua plataforma Truth Social.

Sob séria consideração para a destruição completa e morte certa por causa do mau comportamento do Irã, estão áreas e grupos de pessoas que não eram considerados como alvos até este momento“, ameaçou.

Trump escreveu a mensagem horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que o país nunca se renderia a Israel e aos Estados Unidos.

Pezeshkian, em um discurso exibido pela televisão estatal, pediu desculpas aos Estados vizinhos do Golfo pelas represálias do Irã e acrescentou que Teerã não atacaria mais estas nações, exceto em caso de ataques procedentes de seus territórios.

Em sua publicação, Trump fez referência a Pezeshkian e afirmou que o Irã “pediu desculpas e se rendeu a seus vizinhos do Oriente Médio, prometendo que não vai mais atirar neles”.

Esta promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel“, escreveu Trump.

O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, e sim ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO’, e continuará sendo por muitas décadas até que se renda ou, mais provavelmente, entre em colapso completo!“.

Segunda semana de confrontos

A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã entrou no oitavo dia neste sábado, 7, marcada por uma nova fase da ofensiva israelense contra Teerã e também contra o Hezbollah no Líbano. O Irã prometeu que não se renderá aos Estados Unidos nem a Israel após uma das ondas de ataques israelenses mais intensas desde o início da guerra, há uma semana.

Entre os alvos estavam uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis. Outro alvo dos bombardeios foi o aeroporto internacional de Mehrabad, um dos dois da capital iraniana, que sofreu um grande incêndio.

Israel bombardeou simultaneamente vários alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano. O Ministério da Saúde do Líbano anunciou um balanço de 16 mortos nos ataques deste sábado.

No oitavo dia de conflito, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom desafiador em relação a Donald Trump, que na sexta-feira exigiu a “rendição incondicional” de Teerã para acabar com a guerra.

Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda“, disse Pezeshkian em um discurso exibido na televisão.

Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã na ONU, afirmou que Washington não terá qualquer papel na escolha do próximo líder supremo, figura com mais poder do que o presidente em Teerã e que detém a palavra final em questões de política externa.

A escolha da liderança iraniana obedecerá estritamente aos nossos procedimentos constitucionais e seguirá apenas a vontade do povo iraniano, sem interferência estrangeira“, declarou.

Explosões em Jerusalém

Neste sábado, 7, foram ouvidas sirenes e explosões em Jerusalém e em cidades do Golfo como Dubai, Manama e Riade, onde as defesas sauditas interceptaram mísseis direcionados contra uma base aérea com militares americanos.

O aeroporto de Dubai, o de maior tráfego internacional do mundo, suspendeu suas operações por alguns minutos, mas pouco depois retomou parcialmente os voos após uma interceptação de projéteis iranianos.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste sábado que atacou com um drone um petroleiro que tentava atravessar a passagem estratégica que dá acesso ao Golfo Pérsico.

Trump anuncia aliança de 17 países das Américas para ‘destruir’ cartéis do narcotráfico

Trump promete intervenção armada contra o crime organizado em cúpula marcada pela afinidade ideológica com líderes latino-americanos./Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (7) a criação de uma aliança de 17 países das Américas para “destruir” os cartéis do narcotráfico do continente, durante uma reunião de cúpula realizada em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, com uma dúzia de governantes aliados.

O coração do nosso acordo é o compromisso de usar força militar letal para destruir esses sinistros cartéis e redes terroristas. De uma vez por todas, vamos acabar com eles“, declarou Trump aos convidados.

Os líderes desta região permitiram que grandes áreas do hemisfério ocidental ficassem sob o controle de gangues transnacionais (…) Não vamos permitir que isso aconteça. Vamos ajudar“, acrescentou o presidente republicano. “Querem que usemos um míssil? Eles são extremamente precisos. Piu! Mandamos direto para a sala de estar e acabou o membro do cartel”.

Antes do anúncio, Trump saudou os 12 convidados, entre eles aliados próximos como o presidente argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa e o salvadorenho Nayib Bukele, a quem chamou de “grande presidente”.

O encontro acontece no âmbito de sua versão da histórica Doutrina Monroe, que muitos chamam de “Doutrina Donroe”, com a qual prometeu intervir para promover os interesses de Washington nas Américas, aumentar a segurança dos Estados Unidos e conter a influência de potências como a China.

Um exemplo dessa postura foi a operação das forças americanas que resultou na derrubada e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em Caracas, ou o bloqueio imposto à entrega de petróleo a Cuba.

A reunião também ocorre no contexto da guerra iniciada por Washington e Israel contra o Irã na semana passada.

– Insegurança –

Além de Bukele, Milei e Noboa, Trump recebeu em Doral, perto de Miami, os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

A maioria dos convidados compartilha a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta até países que até pouco tempo eram considerados relativamente seguros, como Chile e Equador, explica Irene Mia, especialista em América Latina do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

A situação ajudou a direita latino-americana a vencer eleições recentes e explica por que o intervencionismo de Trump gerou menos rejeição do que o esperado em uma região com longa história de tensões com Washington, acrescenta a analista.

Alguns líderes, como Noboa, também reforçaram os laços com os Estados Unidos.

O presidente equatoriano anunciou nesta semana “operações conjuntas” com Washington e aliados regionais contra os narcotraficantes, que transformaram um dos países antes mais seguros da América Latina em um dos mais violentos em poucos anos.

– “Um equilíbrio frágil” –

Além da afinidade ideológica com Trump, alguns líderes aproveitaram a boa relação com o republicano.

O hondurenho Nasry Asfura recebeu, por exemplo, apoio decisivo do presidente americano nas eleições do ano passado, e no caso de Milei, a sintonia com Trump facilitou que os Estados Unidos concedessem apoio de 20 bilhões de dólares (R$ 102,98 bilhões) por meio de um acordo de swap cambial em 2025.

Mas a coalizão de governos aliados levanta dúvidas sobre seu alcance e durabilidade, segundo Irene Mia.

A especialista afirma que as propostas de Washington para a região se baseiam em uma agenda essencialmente negativa. “Tudo se resume às ameaças que a região representa para a segurança dos Estados Unidos: migração e crime organizado“, diz.

Ela também aponta outra fragilidade da cúpula dedicada ao combate aos cartéis: a ausência do México – que descreve como “o diretor executivo da cadeia de fornecimento do narcotráfico” – e do Brasil, cujos grupos criminosos são fundamentais para o envio de drogas à Europa, governados pelos presidentes de esquerda Claudia Sheinbaum e Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio Trump apontou neste sábado o México como “o epicentro da violência dos cartéis“, que alimentam “grande parte do derramamento de sangue” nas Américas. “Os cartéis estão comandando o México. Não podemos ter isso perto de nós“, afirmou.

Para Irene Mia, apesar da aparente sintonia entre governos de direita da região e Washington, o apoio desses países “é bastante frágil devido à relação problemática” entre a América Latina e os Estados Unidos.

É um equilíbrio muito delicado saber se a população aprovará a política de Trump e por quanto tempo”, conclui.

Forças israelenses afirmam ter atacado “centro de comando” do Irã no Líbano

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado um “centro de comando” iraniano no bairro de Dahieh, em Beirute, entre outros alvos, nesta sexta-feira (6), enquanto a guerra continua entre Irã, Israel e os EUA.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter atacado um “centro de comando da Força Aérea” do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), além de outros centros de comando utilizados pela marinha, unidade financeira e conselho operacional do Hezbollah.

Antes do ataque, foram tomadas medidas para mitigar os danos aos civis, incluindo o uso de munição de precisão, vigilância aérea e informações adicionais de inteligência”, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF), acrescentando que já atacaram mais de 500 locais desde o início da guerra.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, afirmou durante uma visita ao norte do país que as Forças de Defesa de Israel “não abrirão mão do desarmamento do Hezbollah” entre seus objetivos de guerra.

Pelo menos 217 pessoas morreram e 798 ficaram feridas nos ataques aéreos em curso, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano nesta sexta-feira (6), citando o Ministério da Saúde.

Além de mortes e feridos, a abrangente ordem de evacuação de Israel, que exige que os moradores ao sul do rio Litani, no Líbano, se desloquem para o norte, resultou em mais de 109 mil pessoas em abrigos para deslocados, segundo o governo libanês.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo“.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista“. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!“.

Fontes dizem que Rússia auxilia Irã com informações sobre alvos dos EUA

Segundo diversas fontes familiarizadas com relatórios da inteligência americana sobre o assunto, a Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre a localização e os movimentos de tropas, navios e aeronaves americanas. Essa é a primeira indicação de que Moscou busca se envolver na guerra.

Grande parte das informações que a Rússia compartilhou com o Irã consiste em imagens da sofisticada constelação de satélites russos, disse uma das fontes. Não está claro o que a Rússia está recebendo em troca dessa assistência.

A CNN solicitou comentários do Kremlin e da embaixada russa em Washington.

Também não está claro se algum ataque iraniano específico pode ser vinculado a informações de inteligência russas sobre alvos, que foram divulgadas inicialmente pelo Washington Post.

No entanto, vários drones iranianos atingiram locais onde tropas americanas estavam presentes nos últimos dias. Um drone iraniano atingiu uma instalação improvisada que abrigava tropas americanas no Kuwait no domingo, matando seis militares americanos, segundo a CNN.

Uma das fontes informadas sobre o relatório de inteligência disse: “Isso mostra que a Rússia ainda gosta muito do Irã.”

Os EUA também possuem informações que sugerem que a China pode estar se preparando para fornecer ao Irã assistência financeira, peças de reposição e componentes de mísseis, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto, embora Pequim tenha se mantido fora do conflito até agora.

A China depende fortemente do petróleo iraniano e, segundo relatos, vem pressionando Teerã para permitir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

“A China está sendo mais cautelosa em seu apoio. Ela quer que a guerra termine porque coloca em risco seu fornecimento de energia”, disse uma das fontes familiarizadas com o assunto.

A CIA se recusou a comentar. A CNN solicitou um posicionamento da embaixada chinesa em Washington sobre a sugestão de que a China possa estar se preparando para auxiliar o Irã.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a repórteres na quarta-feira que a Rússia e a China “não são realmente um fator” na guerra com o Irã.

A Rússia e o Irã têm cooperado há pelo menos três anos em tecnologia de mísseis e drones. O Irã fornece à Rússia drones Shahed e mísseis balísticos de curto alcance para atingir a Ucrânia, além de ajudar a instalar uma enorme fábrica de drones para produzir drones de projeto iraniano em território russo. Em contrapartida, o Irã busca o auxílio da Rússia para fortalecer seu programa nuclear, conforme noticiado pela CNN.

A operação dos EUA contra o Irã envolve atualmente mais de 50.000 soldados, mais de 200 caças e dois porta-aviões, afirmou esta semana o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper.

Autoridades do governo não divulgaram a previsão de duração da guerra. O objetivo militar dos EUA, segundo oficiais do Pentágono, é eliminar a capacidade de mísseis balísticos do Irã, que, segundo Pete Hegseth, o país estaria utilizando como “escudo” para desenvolver seu programa nuclear.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo“.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista“. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Trump diz que não haverá acordo com Irã exceto com “rendição incondicional”

Presidente dos EUA, Donald Trump, chega para proferir o discurso sobre o Estado da União durante uma sessão conjunta do Congresso na Câmara dos Representantes, no Capitólio, em 24 de fevereiro de 2026, em Washington, DC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (6) que não haverá acordo com o Irã exceto com “rendição incondicional”, uma semana após lançar a guerra ao lado de Israel contra Teerã.

Depois disso, e da escolha de um GRANDE e ACEITÁVEL líder, nós — e muitos de nossos maravilhosos e muito corajosos aliados e parceiros — trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais, acrescentando que também buscarão impulsionar a economia iraniana.

Trump disse à Reuters na quinta-feira (5) que quer estar envolvido na escolha do próximo líder do Irã.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo“.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista“. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

7º dia de guerra tem intensos ataques de Israel no Líbano e Irã; Teerã diz que atingiu Tel-Aviv

Uma bandeira nacional iraniana (E) tremula a meio mastro enquanto a bandeira do Paquistão (C) ondula ao pôr do sol na passagem de fronteira entre o Paquistão e o Irã em Taftan, província do Baluchistão, em 4 de março de 2026. Foto de Banaras KHAN / AFP)/ AFP

Novos ataques atingiram o Irã e o Líbano nesta sexta-feira, 6, no sétimo dia de confrontos no Oriente Médio, enquanto Israel afirmou que pretende intensificar a ofensiva. Em resposta, Teerã declarou ter atingido alvos em Tel-Aviv, ampliando a escalada do conflito na região.

Israel lança ataques aéreos contra o Líbano

Israel lançou ataques aéreos contra diversas cidades no sul do Líbano. “Aviões de guerra inimigos realizaram bombardeios noturnos nas cidades de Srifa, Aita al-Shaab, Touline, Sawana e Majdal Selm”, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) nesta sexta-feira.

As Forças Armadas de Israel também afirmaram ter concluído uma onda de ataques aéreos em grande escala em Dahiya, área densamente povoada no sul de Beirute considerada um reduto do Hezbollah. Segundo os militares israelenses, os bombardeios atingiram dez edifícios e vários centros de comando utilizados pelo grupo.

Outro ataque teve como alvo a cidade de Dours, no leste do país.

Teerã é alvo de novos bombardeios

Ao menos seis grandes explosões foram ouvidas nas áreas central e leste de Teerã. Uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois prédios residenciais foram destruídos após os ataques atingirem diversos bairros residenciais, segundo a televisão estatal.

Os bombardeios na manhã desta sexta também atingiram o complexo do líder supremo morto no último sábado, 28, o Aiatolá Ali Khamenei, uma área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional.

Irã lança mísseis contra Tel Aviv

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma nova onda de lançamentos de mísseis contra o centro comercial de Tel Aviv, em Israel, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. De acordo com o comunicado, o “ataque combinado de mísseis e drones tem como alvo locais no coração” da cidade.

Nesta sexta-feira, diversas explosões foram ouvidas sobre o centro comercial de Tel Aviv, relataram jornalistas da AFP, após militares israelenses informarem a detecção de novos mísseis lançados do Irã em direção ao território israelense.

Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça“, informou o Exército israelense em comunicado.

Envio de tropas americanas ao Irã

Para o presidente dos EUA, Donald Trump, seria uma “perda de tempo” considerar o envio de tropas terrestres americanas ao Irã informou a NBC News, em resposta ao alerta do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de que tal medida seria desastrosa para os invasores. A declaração foi feita na quinta-feira, 6, em uma entrevista à rede de televisão americana NBC.

É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que podiam perder“, disse Trump por telefone, acrescentando que a declaração de Araghchi, de que o Irã estava pronto para uma invasão terrestre americana ou israelense, foi um “comentário inútil“.

Mortes de crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou que pelo menos 192 crianças morreram desde o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo a organização, foram 181 crianças mortas no Irã, sete no Líbano, três em Israel e uma no Kuwait.

As crianças não iniciam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto“, escreveu a Unicef em publicação no X. “A escalada militar no Oriente Médio já teve um impacto devastador sobre as crianças.”

As crianças da região devem ser protegidas“, acrescentou.