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Manifestantes se revoltam e atacam escritório do Partido Comunista em Cuba

Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na região central de Cuba na madrugada deste sábado (14), informou um jornal estatal.

O violento protesto foi uma demonstração rara de revolta pública desencadeada por apagões que pioraram depois do bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.

A manifestação contra os cortes de energia e a escassez de alimentos começou pacificamente na cidade de Morón, na noite de sexta-feira (13), mas se tornou violenta nas primeiras horas da manhã deste sábado, informou o jornal Invasor.

Vídeos nas mídias sociais mostraram um grande incêndio e pessoas jogando pedras nas janelas de um prédio enquanto manifestantes gritavam “liberdade” ao fundo.

A Reuters conseguiu verificar a localização de um vídeo em Morón, que fica na costa norte de Cuba, a cerca de 400 km a leste da capital Havana, perto do resort turístico de Cayo Coco.

As verificações mostraram que o vídeo era recente, mas não foi possível identificar a data exata.

Veto ao petróleo feito pelos EUA

Os Estados Unidos apertaram o cerco contra Cuba desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro — o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba — em janeiro.

O presidente norte-americano, Donald Trump, cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba.

A medida aumenta a pressão sobre uma economia que já está lutando contra a escassez de alimentos, combustível, eletricidade e medicamentos.

Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações, dizendo que Cuba está à beira do colapso e ansiosa para fazer um acordo com os EUA.

O governo de Cuba disse na sexta-feira (13) que deu início a conversas com Washington para tentar neutralizar a crise.

Os protestos públicos, especialmente os violentos, são extremamente raros em Cuba.

A constituição cubana de 2019 concede aos cidadãos o direito de se manifestar, mas uma lei que define mais especificamente esse direito está parada no Congresso, deixando aqueles que saem às ruas em um limbo legal.

O que inicialmente começou de forma pacífica, e depois de uma troca com as autoridades locais, transformou-se em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido“, disse o jornal Invasor.

Um grupo menor de pessoas apedrejou a entrada do prédio e ateou fogo na rua com móveis da área de recepção“, acrescentou.

Os vândalos atacaram vários outros estabelecimentos estatais na área, incluindo uma farmácia e um mercado do governo, segundo o jornal.

Na semana passada, estudantes fizeram uma manifestação nas escadarias da Universidade de Havana depois que o governo suspendeu as aulas presenciais, culpando o bloqueio de petróleo dos EUA.

A escassez de combustível reduziu enormemente o transporte público, tornando difícil, se não impossível, que professores e alunos se reúnam para as aulas.

Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, é alvo de ataque com mísseis

Fumaça é vista nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá após ataque com mísseis registrado na madrugada deste sábado/AFP

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de um ataque com mísseis na madrugada deste sábado, 14. Informações divulgadas pela agência Reuters, com base em fontes de segurança locais, apontam que o impacto provocou uma densa cortina de fumaça na área da embaixada. Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre o episódio.

Considerada uma das maiores representações diplomáticas norte-americanas no mundo, a embaixada está localizada em uma área fortemente protegida da capital iraquiana. O ataque ocorre em um contexto de forte tensão regional, marcado pela guerra conduzida pelo governo Trump contra o Irã. As autoridades dos Estados Unidos ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente.

O episódio acontece após uma ofensiva aérea realizada antes do amanhecer deste sábado contra o grupo armado pró-Irã Kataib Hezbollah, também chamado de Brigadas do Hezbollah.

De acordo com fontes de segurança do Iraque, os bombardeios deixaram pelo menos duas pessoas mortas em Bagdá. A ação amplia o clima de instabilidade no país e intensifica as tensões entre forças alinhadas a Teerã e os interesses norte-americanos na região.

Trump afirma que Irã está “totalmente derrotado” e busca acordo que ele rejeitaria

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado, 14, que o Irã, que está “totalmente derrotado” e quer fazer um acordo que o republicano não aceitaria.

A mídia de notícias falsas detesta noticiar o quão bem as Forças Armadas dos EUA se saíram contra o Irã, que está totalmente derrotado e quer um acordo – mas não um acordo que eu aceitaria! Agradeço a atenção dispensada a este assunto“, escreveu o republicano na Truth Social.

O conflito entre os EUA e o Irã está em curso há duas semanas. Neste sábado, inclusive, Trump disse que foram destruídas instalações militares em uma ilha vital para a rede petrolífera do Irã e alertou que a infraestrutura petrolífera iraniana poderá ser o próximo alvo caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Israel afirma que guerra contra Irã entra em ‘fase decisiva’

Uma unidade de artilharia israelense posicionada na Alta Galileia, no norte de Israel./AFP

Neste sábado (14), a guerra no Oriente Médio entrou em sua terceira semana e encontra-se em uma “fase decisiva”; assegurou Israel, que junto com os Estados Unidos continua bombardeando o Irã, enquanto a república islâmica responde com ataques a infraestruturas no Golfo.

Em 28 de fevereiro, Washington lançou, junto com Israel, bombardeios em grande escala contra infraestruturas no Irã, nos quais morreu o líder supremo Ali Khamenei.

Desde então, a guerra se espalhou pela região e provoca uma escalada no preço do petróleo, com graves consequências para a economia mundial.

Nenhuma das partes parece ceder e a cada dia há novos ataques acompanhados de declarações belicistas, com um saldo de mais de mil mortos, a maioria no Irã, segundo as autoridades locais.

Entramos na fase decisiva do conflito (…) Só o povo iraniano pode pôr fim a isto por meio de uma luta determinada”, disse neste sábado o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Após uma mobilização militar sem precedentes em décadas, os Estados Unidos preveem enviar novos reforços, segundo a imprensa americana. O New York Times fala em cerca de 2.500 fuzileiros navais e mais três navios, e o Wall Street Journal anuncia a mobilização do navio “Tripoli”, baseado no Japão.

A guerra se estende a vários países da região e, neste sábado, a embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque, voltou a ser alvo de ataques, desta vez por meio de um drone. Além disso, os bombardeios em Bagdá contra um influente grupo armado pró-Irã deixaram dois mortos, segundo fontes de segurança.

No Irã, os Estados Unidos bombardearam a ilha de Kharg, a cerca de 30 quilômetros de sua costa, que abriga o maior terminal de exportação de petróleo do país e é fundamental para sua economia.

Embora o presidente americano Donald Trump tenha dito ter “destruído completamente” objetivos militares na ilha, onde foram ouvidas até 15 explosões, a agência de notícias iraniana Fars nega que haja infraestruturas petrolíferas danificadas.

Trump advertiu que atacará instalações petrolíferas ali “se o Irã, ou qualquer outro, fizer algo para dificultar a passagem livre e segura dos navios no Estreito de Ormuz”.

Esse estreito, por onde transita habitualmente 20% da produção mundial de petróleo, está quase totalmente bloqueado pelo Irã, que, no entanto, afirmou estar cooperando com alguns países para permitir a passagem de seus navios.

A Índia anunciou neste sábado que dois navios com bandeira indiana o haviam atravessado. Teerã respondeu às ameaças de Washington assegurando que está disposto a “reduzir a cinzas” as infraestruturas petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos no Oriente Médio.

Desde o início da guerra, o preço do barril de Brent, referência internacional para o petróleo, disparou mais de 42%.

Atingir “com muita força”

Em duas semanas de ofensiva, os Estados Unidos e Israel afirmam ter enfraquecido consideravelmente a república islâmica, eliminando vários de seus líderes e atacando infraestruturas estratégicas.

Em sua rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã está “completamente derrotado” e pede “um acordo”, além de ameaçar atingi-lo “com muita força durante a próxima semana”.

O Irã não parece ceder, embora Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo designado após a morte de seu pai, ainda não tenha sido visto em público.

Os países do Golfo continuam sendo o alvo das represálias iranianas por seus vínculos econômicos com os Estados Unidos e pela presença de bases americanas.

O Irã advertiu que considera os portos dos Emirados Árabes Unidos como alvos legítimos e, neste sábado, foram vistas colunas de fumaça em Fujairah, uma zona petrolífera.

Em uma mensagem inesperada, o movimento islamista palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, instou neste sábado seu aliado Irã a cessar os ataques contra o Golfo.

O Catar anunciou neste sábado ter interceptado dois mísseis, após ter evacuado previamente várias zonas.

“Já não há segurança”

No Líbano, outro cenário da guerra, pelo menos 12 membros da equipe de um centro de saúde morreram em um ataque israelense no sul, segundo o Ministério da Saúde.

O movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel para vingar a morte de Ali Khamenei.

Desde então, os ataques israelenses no Líbano causaram mais de 750 mortos, entre eles 103 crianças, e mais de 800.000 deslocados, de acordo com o último balanço oficial libanês. Entre as vítimas, morreram 26 profissionais de saúde.

Já não há segurança (…) Nunca se sabe de onde virá o próximo ataque”, lamenta uma moradora ao norte de Beirute, Hanadi Hachem.

EUA oferecem recompensa de até US$ 10 mi por dados sobre líderes do Irã

Mojtaba Khamenei (centro), filho do Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é fotografado durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém), na última sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã

O governo dos EUA está oferecendo uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre importantes líderes iranianos, incluindo o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.

A recompensa, anunciada pelo Programa de Recompensas por Justiça do Departamento de Estado, surge em meio à campanha militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã e após o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei e de outros altos funcionários iranianos.

O anúncio afirma que busca especificamente informações sobre Khamenei, seu vice-chefe de gabinete, Ali Asghar Hejazi, seu conselheiro militar, Major-General Yahya Rahim Safavi, seu assessor, Ali Larijani, o Ministro do Interior, Brigadeiro-General Eskandar Momeni, e o Ministro da Inteligência e Segurança, Esmail Khatib.

Também buscam informações sobre quatro oficiais da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) não identificados e sem fotos divulgadas: o Secretário do Conselho de Defesa, o Conselheiro do líder supremo, o Chefe do Gabinete Militar do Líder Supremo e o Comandante da IRGC.

“Esses indivíduos comandam e dirigem vários elementos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que planeja, organiza e executa atos terroristas em todo o mundo”, dizia o comunicado.

Desde sua fundação em 1979, a IRGC assumiu um papel substancial na execução da política externa do Irã. O grupo agora controla vastos segmentos da economia iraniana e exerce influência na política interna do país”, acrescentou.

Em um comunicado semelhante sobre recompensa, publicado na rede social X, o departamento acrescenta que informações sobre os líderes podem tornar o informante “elegível para realocação”, além da recompensa.

Líder do Hezbollah afirma que ameaças de Israel contra ele são “inúteis”

Vice-líder do Hezbollah, Naim Qassim

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou em um discurso divulgado nesta sexta-feira (13) que as ameaças israelenses de assassiná-lo eram “inúteis”.

Estamos preparados para um longo confronto e eles serão surpreendidos no campo de batalha“, acrescentou.

Israel lançou uma ofensiva contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, depois que o grupo abriu fogo em 2 de março em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Ataques no Líbano

O número de mortos no Líbano desde o início dos ataques de Israel chegou a 687, incluindo 98 crianças, afirmou o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, nesta quinta-feira.

Entre os mortos estão 15 médicos e socorristas, disse Morcos. Outros 45 ficaram feridos.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Trump ameaça ‘demolir’ infraestrutura crucial para o petróleo iraniano

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JIM WATSON / AFP

O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (13) que as forças armadas dos Estados Unidos bombardearam intensamente alvos militares em Kharg, no Irã, que administra quase todas as exportações de petróleo bruto do país, e ameaçou atacar a infraestrutura petrolífera dessa ilha.

Os Estados Unidos “realizaram um dos bombardeios mais poderosos da História do Oriente Médio e aniquilaram completamente todos os alvos MILITARES na joia da coroa do Irã, a ilha de Kharg”, disse Trump nas redes sociais.

Decidi NÃO demolir a infraestrutura petrolífera da ilha. No entanto, se o Irã, ou qualquer outro, fizer algo para interferir na passagem livre e segura de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei minha decisão imediatamente“, advertiu.

Estados Unidos e Israel têm se movido com cautela em torno da ilha, mas reportagens da imprensa indicam que funcionários da administração Trump disseram que tomar Kharg está sobre a mesa enquanto a guerra no Oriente Médio persistir.

A ilha, situada a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana, administra aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, segundo uma nota recente do JP Morgan.

Qualquer movimento nesse pequeno território teria repercussões imediatas.

Um ataque direto interromperia imediatamente a maior parte das exportações de petróleo do Irã, o que provavelmente desencadearia uma dura retaliação no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional”, afirmou o JP Morgan.

Os ataques iranianos praticamente paralisaram o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz — por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — e também afetaram a infraestrutura petrolífera de outros Estados do Golfo.

Trump disse ainda nesta sexta-feira que a Marinha americana começaria a escoltar petroleiros pelo estreito “muito em breve” para restabelecer as exportações de petróleo, em meio a seus esforços para conter o forte aumento dos preços da gasolina nos Estados Unidos.

Kharg passou por importantes desenvolvimentos durante a expansão petrolífera do Irã nas décadas de 1960 e 1970, já que grande parte da costa do país é rasa demais para os grandes superpetroleiros.

Hegseth diz que novo líder do Irã está “provavelmente desfigurado”

Foto de arquivo de 31 de maio de 2019 mostra Mojtaba Khamenei, filho do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, participando de uma manifestação para marcar o Dia de Jerusalém em Teerã

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (13) em uma coletiva de imprensa que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi “ferido e provavelmente desfigurado”, alegando que a liderança iraniana foi severamente enfraquecida como resultado das operações militares americanas.

A liderança do Irã não está em melhor situação — desesperada e escondida, refugiou-se na clandestinidade, acovardada, é o que ratos fazem“, declarou Hegseth aos repórteres. “Sabemos que o novo, o chamado não tão supremo líder, está ferido e provavelmente desfigurado.”

O secretário de Defesa prosseguiu, lançando dúvidas sobre a primeira suposta mensagem do novo líder iraniano, lida na televisão estatal.

Ele divulgou uma declaração ontem, na verdade, fraca, mas não havia áudio nem vídeo“, disse o secretário.

Ele acrescentou: “O Irã tem muitas câmeras e gravadores de voz, por que uma declaração escrita? Acho que vocês sabem o porquê. O pai dele está morto. Ele está com medo, ferido, foragido e sem legitimidade. É uma situação caótica para eles.”

Explosões são registradas no centro de Teerã, no Irã

Colunas de fumaça se elevam do local dos ataques aéreos perto da Torre Azadi, na zona oeste de Teerã, em 10 de março de 2026/ATTA KENARE/AFP

Explosões foram registradas no centro de Teerã nesta sexta-feira (13), informou a televisão pública. Os ataques atingiram uma área próxima de onde acontecia uma manifestação pró-governo.

A emissora exibiu imagens da multidão que estava reunida em Teerã e em outras cidades para celebrar o Dia de Al Qods, na última sexta-feira do Ramadã, em apoio à causa palestina.

O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (13) uma nova onda de ataques em larga escala contra a capital iraniana, no 14º dia da guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.

As Forças de Defesa de Israel acabam de iniciar uma série de ataques em larga escala contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã“, afirmou a instituição.

Fortes explosões sacudiram Teerã na manhã de sexta-feira. As detonações, incomuns e intensas, foram sentidas nas zonas norte e central da cidade.

EUA abrem nova investigação comercial contra o Brasil e outros 59 mercados

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JIM WATSON / AFP

O governo dos Estados Unidos decidiu na quinta-feira, 12, abrir investigações comerciais contra 59 países e a União Europeia. O Brasil está na lista. O objetivo é avaliar se tais mercados permitem a entrada de produtos feitos “com trabalho forçado“, o que representaria uma concorrência desleal para os produtos americanos. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

Os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados. Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com trabalho forçado“, disse o representante comercial americano, Jamieson Greer, em comunicado.

A investigação foi aberta com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, um instrumento legal desenhado para enfrentar práticas estrangeiras consideradas desleais e que prejudiquem o comércio dos Estados Unidos. Pela legislação, o USTR pode reagir a medidas de governos estrangeiros vistas como “injustificáveis, irracionais ou discriminatórias” e que imponham ônus ou restrições ao comércio americano, inclusive iniciando investigações por conta própria.

Após a abertura formal da apuração, os Estados Unidos devem realizar consultas com os governos investigados. Também estão previstas audiências sobre o assunto no mês que vem.

Além do Brasil e da União Europeia, a lista inclui, entre outros Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, México, Índia, Japão, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul e Reino Unido. Também aparecem nações como Bangladesh, Egito Indonésia, Israel, Malásia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Singapura, Suíça, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

EUA diz que não está pronto para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz

Secretário da Energia norte-americano, Chris Wright/WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Nesta quinta-feira (12), o Secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, afirmou que os Estados Unidos simplesmente não estão prontos para escoltar navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, como prometido recentemente pelo presidente Donald Trump.

No entanto, Wright disse que isto esta previsto de acontecer relativamente em breve. “É uma dor de curto prazo para um ganho a longo prazo”, indicou, descrevendo algo que deve ser alcançado, caso contrário haverá décadas de um Irã que pode fazer do mundo seu refém sempre que quiser.

Já o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou ontem em entrevista a Sky News, que a Marinha norte-americana, possivelmente com uma coligação internacional, vai escoltar os navios através do Estreito de Ormuz assim que for militarmente possível.

Hoje, Trump reiterou num discurso de campanha para as eleições intercalares de novembro que os Estados Unidos já ganharam a guerra contra o Irã, no mesmo dia em que o presidente iraniano impôs diversas condições para acabar com o conflito.

Mas, os últimos ataques marcam uma escalada na campanha do Irã destinada a gerar danos econômicos globais suficientes para pressionar os EUA e Israel. A guerra não mostra sinais de abrandamento e o regime de Teerã continua a responder com mais bombardeios de retaliação em todo o Golfo.

Petróleo dispara mais uma vez

Os preços do petróleo voltaram a subir hoje e chega aos 100 dólares o barril com a sucessão de novos ataques iranianos aos abastecimentos no Oriente Médio, a continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, além das ameaças de derrubar a economia global mesmo com o anuncio na véspera da medida recorde de liberar crude estratégico pela Agência Internacional de Energia. Para acalmar as preocupações com o fornecimento, os países membros da AIE concordaram em liberar 400 milhões de barris, dos quais 172 milhões são provenientes dos EUA que serão disponibilizados a partir da próxima semana.

No entanto, a medida ainda não foi capaz de superar os receios do mercado quanto à asfixia do abastecimento de energia, que já sofre seus efeitos. Os iranianos lançam ataques que visam infraestruturas de petróleo e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (Dubai), Bahrein, Kuwait, Catar, Iraque, Bahrein e Omã, em retaliação a ações de Israel e EUA. O Iraque já declarou que esta reduzindo a produção petrolífera devido à crise, seguido pelo Kuwait e a Arábia Saudita.

Os Guardas Revolucionários do Irã também avisaram que centros econômicos e bancos ligados aos interesses financeiros dos EUA e de Israel são alvos legítimos, o que levou várias grandes empresas internacionais a fecharem ou evacuarem os seus escritórios nos países do Golfo após as ameaças.

Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou que, em conjunto com os EUA, está trabalhando para criar condições que permitirão ao povo iraniano remover o regime cruel e tirano que os oprime há quase 50 anos. “Estamos desferindo golpes esmagadores às Guardas Revolucionárias, às suas bases, às suas forças de rua, aos seus postos de controle, e ainda há mais por vir. Com uma união de forças sem precedentes entre Israel e os Estados Unidos, alcançamos feitos extraordinários, conquistas que estão mudando o equilíbrio de poder no Oriente Médio e a ir mesmo para além dele”, destacou.

Presidente do Irã faz três exigências para fim da guerra com EUA e Israel

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou três exigências para o fim da guerra, incluindo o “reconhecimento dos direitos legítimos do Irã, o pagamento de reparações e firmes garantias internacionais contra futuras agressões”.

Foi a primeira vez que o presidente delineou publicamente condições para o fim do conflito.

A única maneira de acabar com esta guerra — iniciada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, disse ele em uma publicação no X.

Enquanto o Irã continua retaliando contra alvos econômicos e militares no Oriente Médio, o presidente do país afirmou ter conversado com os líderes da Rússia e do Paquistão para reafirmar o “compromisso do Irã com a paz”.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, viajou para a Arábia Saudita para uma breve visita nesta quinta-feira (12), informou seu gabinete.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Irã ataca instalações de petróleo no Golfo e provoca aumento dos preços

Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo/Reprodução

O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra as infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo, o que provocou uma nova alta nos preços do petróleo bruto, apesar da histórica liberação de reservas estratégicas anunciada na terça-feira.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, adquiriu uma dimensão regional e ameaça o abastecimento mundial de petróleo, já que o tráfego foi paralisado no estratégico Estreito de Ormuz.

O barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a cotação de 100 dólares na manhã da quinta-feira, apesar da intervenção sem precedentes das grandes potências no mercado.

Os 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia (AIE), que incluem os Estados Unidos, decidiram na quarta-feira liberar uma quantidade recorde de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para acalmar as preocupações com o abastecimento.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, explicou que 172 milhões de barris serão disponibilizados “a partir da próxima semana”.

Contudo, no 13º dia do conflito, os danos às infraestruturas petrolíferas são cada vez maiores. O Bahrein denunciou um ataque iraniano contra depósitos de combustíveis e pediu aos moradores que permaneçam em suas casas devido à fumaça provocada pelas chamas.

Em Omã, os depósitos de combustíveis do porto de Salalah também sofreram um incêndio na quarta-feira após um ataque com drones, segundo um vídeo da AFP, enquanto a Arábia Saudita relatou um novo ataque com drones contra o campo de petróleo de Shaybah, no leste do país.

Ataque no Iraque

Um ataque executado nesta quinta-feira contra dois petroleiros perto da costa do Iraque, cuja origem ainda é desconhecida, deixou pelo menos um morto. As equipes de emergência ainda procuram vários desaparecidos, segundo a autoridade portuária.

A televisão estatal iraquiana exibiu imagens de um grande incêndio em um navio.

Um porta-contêineres também foi atingido nas últimas horas por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um “pequeno incêndio” a bordo, segundo a agência marítima britânica (UKMTO). Três navios foram atacados na quarta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido que em breve reinaria uma “grande segurança” na região do Estreito de Ormuz, uma via por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

Ele também assegurou que “28 navios instaladores de minas” iranianos foram atacados, já que um dos principais temores da comunidade internacional é a presença de explosivos submarinos na passagem de Ormuz.

Sinais contraditórios

O Irã está “perto da derrota“, afirmou o presidente dos Estados Unidos na quarta-feira à noite, ao final de um dia marcado por sinais contraditórios sobre suas intenções.

Ele repetiu que a guerra terminaria “em breve“, afirmou que “praticamente não restava nada para atacar” no Irã e que a operação militar americana estava “muito adiantada” em relação ao calendário previsto.

O jornal The New York Times informou, com base em fontes do Congresso, que a primeira semana de guerra custou aos Estados Unidos mais de 11 bilhões de dólares.

A duração dos confrontos, no entanto, parece incerta. Israel, que apoia Washington neste conflito, não estabeleceu “nenhum limite de tempo” e afirma que ainda dispõe de uma “ampla reserva de alvos”.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou que está determinada a seguir com uma longa campanha para forçar a retirada das forças dos Estados Unidos com o bombardeio de interesses ocidentais na região.

Ali Fadavi, representante da força de elite, ameaçou com uma “guerra de desgaste“, capaz de “destruir toda a economia americana e mundial”.

O Exército iraniano declarou na quarta-feira que pretende atacar “os centros econômicos e os bancos” do Golfo, enquanto a agência iraniana Tasnim citou as empresas de tecnologia americanas como “futuros alvos” de Teerã, incluindo Amazon, Google, Microsoft, IBM, Oracle e Nvidia.

O grupo bancário americano Citi e as consultorias britânicas Deloitte e PwC retiraram os funcionários ou fecharam seus escritórios em Dubai na quarta-feira, depois que receberam ameaças.

Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e ameaça embarcações dos EUA e de Israel

 /AFP

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio de bandeira da Libéria e propriedade israelense e um porta-contêineres tailandês no Estreito de Ormuz.

O comandante da Marinha da Guarda, Alireza Tangsiri, afirmou que “qualquer navio que pretenda atravessar deve obter permissão do Irã”.

A agência marítima britânica UKMTO havia relatado ataques contra um porta-contêineres e dois cargueiros, mas sem revelar a bandeira.

O comando operacional central do Exército iraniano, Khatam Al Anbiya, afirmou que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, a Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz “será considerado um alvo legítimo“.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, ainda, que atacou bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, o Exército do país disse ter atacado a agência de inteligência militar israelense, uma base naval na cidade de Haifa e um sistema de radar israelense.

Explosões em Teerã

Fortes explosões sacudiram a capital do Irã, no 12º dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, segundo um jornalista da AFP. O alvo do ataque não estava claro, mas colunas de fumaça eram observadas na zona leste de Teerã.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a campanha militar de seu país e dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, vai durar “o tempo necessário“.

Esta operação continuará sem limite de tempo, o tempo necessário, até que alcancemos todos os objetivos e decidamos o desfecho da campanha“, ressaltou.

Em seu balanço mais recente, o governo do Líbano, país arrastado para a guerra regional pelo movimento pró-iraniano Hezbollah, informou que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.

Navios porta-contêineres britânicos são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz

Cargueiro Kestrel, do Reino Unido/Reprodução/Creative Commons

Dois navios cargueiros foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 11, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla inglês), ligado à Marinha britânica.

Uma embarcação foi atingida na costa dos Emirados Árabes Unidos, mas o UKMTO não soube informar a extensão dos danos.

Outro navio foi atacado e pegou fogo ao norte de Omã. A tripulação deixou o navio após a explosão, de acordo com o UKMTO. Não foi possível determinar a origem dos projéteis.

O Estreito de Ormuz, que serve de passagem para cerca de 20% da produção global de petróleo, virou protagonista da guerra do Irã. Enquanto o regime iraniano prometeu fechar a passagem enquanto estiver sob ataque dos Estados Unidos e de Israel, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou ampliar a ofensiva contra o país em “20 vezes” caso o fluxo do petróleo seja interrompido. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.