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Deslocados pela ofensiva israelense no Líbano ultrapassam um milhão

Beirute, Líbano/IBRAHIM AMRO / AFP

As autoridades libanesas comunicaram que o número de pessoas deslocadas no país por causa da ofensiva de Israel ultrapassou a marca de um milhão. No total, já são 1.049.329 pessoas registradas, sendo que uma parte fugiu para norte enquanto outras ou buscam abrigo em centros sobrelotados. Muitos são já obrigados a dormir em carros ou ao relento na capital à medida que a capacidade de resposta governamental se esgota.

Também segundo revelou os dados mais recentes do Ministério da Saúde pelo menos 886 morreram e 2.141 foram feridos desde o início do conflito.

Hoje novos bombardeios israelenses atingem os subúrbios sul de Beirute e vários edifícios foram destruídos, enquanto bombeiros combatem os incêndios e moradores removem destroços das ruas. Os ataques a sul da capital pressionam os serviços locais, que coincidem com o agravamento dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita libanês, apoiado pelo Irã. As forças israelenses bombardeiam posições do grupo, que por sua vez responde com o lançamento de mísseis contra o norte de Israel.

Israel também anunciou recentemente ter dado início a uma operação terrestre limitada e direcionada contra alvos do Hezbollah, no sul do território libanês, que alimentam receios de uma escalada ainda mais ampla.

Segundo ainda publicação das agências de noticias internacionais, os Estados Unidos instaram a Síria a considerar o envio de forças para o leste do Líbano para ajudar a desarmar o Hezbollah. No entanto, o governo de Damasco, se mostra relutante sobre o pedido, principalmente por receio de ser arrastado para a guerra no Oriente Médio e de inflamar tensões sectárias.

Por outro lado, o gabinete de direitos humanos das Nações Unidas declarou que as ofensivas aéreas israelenses a prédios residenciais no Líbano levantam preocupações de direito internacional. “Os ataques israelenses destruíram edifícios residenciais em ambientes urbanos densos, onde vários membros da mesma família, incluindo mulheres e crianças, muitas vezes foram mortos juntos. Tais ataques levantam preocupações ao abrigo do direito internacional humanitário“, afirmou Thameen Al-Kheetan, porta-voz do gabinete.

ONU alerta sobre colapso econômico e humanitário no Líbano

As Nações Unidas têm emitido alertas severos sobre o colapso econômico e humanitário no Líbano, agravado intensamente pelos conflitos recentes. O contexto descrito pelos relatórios da ONU aponta ainda o impacto no PIB, a pobreza generalizada, crise humanitária, deslocados, insegurança alimentar e destruição de infraestrutura públicas.

O organismo avisou que um colapso contínuo seria catastrófico para a população e destacam o trauma psicológico em crianças e adolescentes devido à violência constante. A situação é monitorada como uma emergência de alta prioridade, com apelos urgentes de ajuda financeira para prestar auxílio humanitário.

Afeganistão acusa o Paquistão de ataque a hospital que causou 400 mortes

Ataque a hospital de reabilitação de dependentes químicos/ AFP

O governo do Afeganistão anunciou que um ataque aéreo do Paquistão atingiu um hospital de reabilitação de dependentes químicos na capital, Cabul, na noite de segunda-feira, que matou pelo menos 400 pessoas e deixou cerca de 250 feridos. O bombardeio ainda deflagrou um incêndio de grandes dimensões no local.

O ataque aéreo atingiu o hospital em Cabul, destruindo partes significativas das instalações, que contam com dois mil leitos”, disse o porta-voz adjunto do governo afegão, Hamdullah Fitrat.

O incidente ocorreu depois das autoridades do Afeganistão terem avançado que os dois lados trocaram tiros ao longo da fronteira, provocando a morte de quatro pessoas no território afegão.

O incidente também aconteceu horas após o Conselho de Segurança da ONU ter apelado aos governantes do regime talibã do Afeganistão para que intensificassem os esforços de combate ao terrorismo. Por sua vez, Islamabad denunciou Cabul de dar abrigo a grupos militantes, em particular aos talibãs paquistaneses, que, segundo o governo afirma cometem ataques no interior do Paquistão.

Já o Paquistão rejeitou a acusação do ataque ao hospital e que a ofensiva realizada pelas suas forças armadas no leste do Afeganistão não atingiram alvos civis. “As forças armadas paquistanesas efetuaram ataques aéreos de precisão contra instalações militares em Cabul e na província oriental de Nangarhar. Foram destruídas infraestruturas de apoio técnico ao terrorismo e instalações de armazenamento de munições em dois locais em Cabul”, disse o ministro da Comunicação paquistanês, Attaullah Tarar.

Este último episódio acentua uma escalada do conflito que teve início entre os dois países no final do mês passado e que tem sido marcado por inúmeros confrontos nas fronteiras, para além de ataques aéreos no interior do Afeganistão. Os combates começaram depois do Afeganistão lançar ataques transfronteiriços em resposta aos ataques aéreos paquistaneses no interior do país, que Cabul alegou terem matado civis.

As hostilidades entre as partes interromperam um cessar-fogo que tinha sido mediado pelo Catar em outubro de 2025, após uma série de combates anteriores terem matado dezenas de soldados, civis e supostos militantes.

Gustavo Petro acusa Equador de bombardear a Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na segunda-feira (16) que o país teria sido bombardeado a partir do Equador. A acusação foi feita a partir da descoberta de uma bomba perto da fronteira entre os países.

Petro pediu por uma investigação do caso, mas alegou que a ação não seria de responsabilidade de grupos armados.

“Foi encontrada uma bomba lançada de um avião. Vamos investigar melhor as circunstâncias, muito perto da fronteira com o Equador, o que reforça um pouco minha suspeita, mas é preciso apurar bem que estão nos bombardeando a partir do Equador e não são grupos armados”, disse o presidente durante uma reunião ministerial.

A acusação de Gustavo Petro é feita em meio a uma crise com o Equador, após o líder do país vizinho, Daniel Noboa, ter anunciado a imposição de uma “taxa de segurança” de 30% sobre os produtos colombianos, a partir de 1º de fevereiro.

O governo equatoriano justificou a medida citando um déficit comercial e a falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas, algo que a administração de Petro nega.

Em resposta, a Colômbia anunciou que suspenderia as vendas de eletricidade para o Equador. Além disso, também declarou a imposição de uma tarifa de 30% sobre 20 produtos do país vizinho.

Israel anuncia que eliminou chefe da Segurança do Irã, Ali Larijani

O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani/ANWAR AMRO/AFP

O ministro da Defesa de Israel anunciou nesta terça-feira (17) que o Exército eliminou Ali Larijani, figura crucial do governo iraniano há décadas e atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, e o general que comanda a milícia islamista Basij.

O comandante do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e (o general Gholamreza) Soleimani, chefe dos Basij, o aparelho repressivo central do Irã, foram eliminados durante a noite“, declarou o ministro Israel Katz em uma mensagem de vídeo.

Irã ameaça instalações da Marinha dos EUA no Mar Vermelho

Travessia do USS Gerald R. Ford pelo Estreito de Gibraltar no início de outubro, junto de navios espanhóis e marroquinos

As Forças Armadas do Irã alertaram que instalações no Mar Vermelho utilizadas pela Marinha dos EUA serão consideradas “alvos potenciais” – marcando a primeira ameaça explícita de Teerã contra a presença militar americana na via marítima.

“A presença do porta-aviões americano Gerald R. Ford no Mar Vermelho é considerada uma ameaça ao Irã”, afirmou o Comando Militar Unificado do Irã nesta segunda-feira (16), segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars.

Portanto, centros logísticos e de serviços que dão suporte ao referido grupo naval no Mar Vermelho serão considerados alvos potenciais pelas Forças Armadas do Irã”, acrescentou.

O Mar Vermelho abriga diversos portos sauditas que movimentam exportações de petróleo e outras cargas comerciais.

A Arábia Saudita tem aumentado as exportações de petróleo de Yanbu e de outros terminais em sua costa no Mar Vermelho, em meio a uma paralisação quase completa do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro“. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Sistema de energia de Cuba colapsa e provoca apagão total na ilha



Havana, Cuba/YAMIL LAGE / AFP

De acordo com informações relatadas pela Companhia Elétrica Nacional de Cuba, o país sofreu hoje uma nova falha completa no seu sistema elétrico, que resultou em um apagão generalizado em toda a ilha. A empresa comunicou que trabalha para restabelecer o fornecimento de eletricidade.

O colapso de energia em Cuba afeta 10 milhões de pessoas, que vive uma grave crise de desabastecimento e escassez de combustível devido a três meses do bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. Washington escalou as tensões entre os dois países ao pressionar uma mudança no regime comunista da ilha, liderado por Miguel Díaz-Canel, afirmando que Cuba é uma ameaça excepcional a segurança dos EUA e ainda prometeu retaliar qualquer país que envie e exporte petróleo a ilha.

Cuba atravessa a pior crise econômica e humanitária em mais de 30 anos. A situação se agravou desde a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro, pelas forças norte-americanas e com o fim do fornecimento de petróleo que Caracas enviava ao aliado.

O governo cubano já tomou medidas de emergência, incluindo um racionamento na distribuição de gasolina e limitou alguns serviços públicos. O presidente Díaz-Canel já reconheceu que o impacto da crise energética que atinge os serviços básicos é grave, abrangendo fortemente todos os setores da economia, com problemas nos transportes, turismo, educação, comunicações e saúde, com milhares de cirurgias adiadas.

Havana descreve a situação da rede energética como crítica, com o funcionamento limitado de usinas termoelétricas. Mas, com uma infraestrutura obsoleta e sucateada, os cortes tem sido cada vez mais frequentes nas últimas semanas. Os protestos da população também crescem e as tensões sociais chegaram a provocar incêndios por manifestantes próximos a sede do governo.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Cuba quer um acordo com Washington. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer. Estamos conversando com Cuba, mas vamos tratar do Irã antes de Cuba”, adiantou no domingo, acrescentando que a atenção da sua Administração se concentrará na ilha assim que terminar o conflito com Teerã.

Díaz-Canel também confirmou que representantes das duas partes iniciaram conversações. “Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes norte-americanos. O objetivo dos contatos é avaliar a vontade de ambas as partes de tomar medidas concretas em benefício dos povos dos dois países, assim como identificar possíveis áreas de cooperação, sempre com base no respeito pela soberania cubana. Essas conversas objetivam buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que existem entre as duas nações”, declarou.

Estados Unidos elogiam reunião econômica realizada com a China

Secretário do Tesouro, Scott Bessent/REBECCA BLACKWELL / POOL / AFP

Após dois dias de conversações econômicas com autoridades chinesas, que decorreram em Paris, as delegações norte-americanas, liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo representante de Comércio, Jamieson Greer, elogiaram o encontro.

Bessent descreveu as negociações como produtivas e muito boas, na divulgação do primeiro balanço oficial dos Estados Unidos.

Os representantes dos EUA se reuniram com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e com o principal negociador comercial da China, Li Chenggang, tendo como meta que Pequim aumente as importações norte-americanas de carvão, petróleo, gás natural e aviões de passageiros da Boeing. Já os chineses também manifestaram abertura para compras adicionais de produtos agrícolas dos EUA, incluindo carne de aves, boi e entre outras, ao mesmo tempo que reiteraram os planos de adquirir 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano nos próximos três anos.

Além disso, houve progresso na área dos minerais críticos, uma vez que os EUA insistem no acesso ao lítio, um elemento de terras raras essencial para a indústria de tecnologia e automobilísticas. Ambas as partes indicaram que vão trabalhar em maneiras de aliviar as restrições. As delegações também analisaram mecanismos formais para gerir o comércio e o investimento em setores não sensíveis, incluindo a possível criação de um Conselho de Comércio e de um Conselho de Investimento entre Washington e Pequim.

Mas, Bessent destacou que quaisquer resultados concretos seriam, em última análise, decididos pelo presidente Donald Trump e pelo presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula de Pequim, agendada para 31 de março a 2 de abril.

Esta rodada na capital francesa se segue a discussões anteriores que já aconteceram em Genebra, Londres, Estocolmo, Madrid e Kuala Lumpur, que objetivam ainda estabilizar as relações bilaterais depois da escalada tarifária do ano passado.

Estas conversações comerciais em Paris ainda foram uma preparação da visita prevista de Trump a China no final de março e tendo agora como pano de fundo a guerra em curso no Irã.

No entanto, Trump sugeriu que a ida a Pequim poderá ser adiada se o país não apoiar a missão naval norte-americana e internacional proposta para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz. O fechamento do estreito pelo governo de Teerã é uma rota essencial por onde trafega a maior parte do crude importado pela China e cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

Entretanto, Bessent apontou que caso haja qualquer prorrogação se deve apenas por razões logísticas. “Se as reuniões forem adiadas, não serão adiadas porque o presidente exigiu que a China patrulhasse o estreito de Ormuz. Se, por alguma razão, a reunião for remarcada, será remarcada por motivos logísticos. Será uma decisão do presidente, enquanto comandante-chefe, de permanecer na Casa Branca enquanto transcorre esta guerra “, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

A visita de Donald Trump será a primeira de um presidente norte-americano em funções em quase uma década, desde que o mesmo viajou à Pequim em seu primeiro mandato, em novembro de 2017.

Aliados da Otan rejeitam proposta de Trump de intervir no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Os aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram, nesta segunda-feira (16), a proposta do presidente americano, Donald Trump, que quer que a aliança ajude a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra no Oriente Médio.

A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã “não tem nada a ver com a Otan“, afirmou nesta segunda o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius.

A Otan é uma aliança para a defesa do território de seus membros e, na situação atual, não existe mandato para mobilizar a Otan“, declarou o porta-voz.

Trump disse ao Financial Times que a Aliança Atlântica enfrenta um futuro “muito ruim” se não ajudar a abrir o Estreito de Ormuz.

O trânsito de navios por essa passagem, crucial para o comércio mundial de petróleo e gás, está paralisado pelo Irã, o que disparou os preços do petróleo bruto.

O conflito começou em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que, em represália, também está bombardeando instalações em países do Golfo.

No sábado, Trump lançou a ideia de uma coalizão de países para garantir a segurança nesse estreito, citando a China, entre outros. Austrália e Japão, por sua vez, já descartaram participar de uma missão naval.

O republicano criticou nesta segunda alguns países por sua resposta morna diante de seu apelo para colaborar na proteção do tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

Faz 40 anos que os protegemos e eles não querem se envolver“, declarou. “Incentivamos enfaticamente as demais nações a se juntarem a nós, e que o façam rapidamente e com grande entusiasmo“, acrescentou.

Além disso, Trump disse esperar que França e Reino Unido ajudem na missão.

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia (UE) se reuniram nesta segunda-feira em Bruxelas para tratar de uma possível modificação da missão naval do bloco no Mar Vermelho, chamada Aspides, a fim de contribuir para a reabertura de Ormuz.

Mas, ao fim do encontro, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, reconheceu que “por enquanto não há disposição para mudar o mandato” da missão.

De Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que trabalha com seus aliados em “um plano coletivo viável” para reabrir o estreito e aliviar o impacto econômico, embora tenha ressaltado que esse plano “não será nem jamais foi pensado como uma missão da Otan”.

Polônia, Espanha, Grécia e Suécia também se distanciaram da proposta e se mostraram reticentes em se envolver militarmente em Ormuz.

Exército israelense afirma ter destruído avião usado por Ali Khamenei

O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (16) que destruiu um avião usado pelo falecido Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, no aeroporto Mehrabad, em Teerã, durante a noite.

De acordo com a força militar, a aeronave era utilizada por altos funcionários e autoridades militares iranianas em viagens dentro do país e para o exterior, além de servir para coordenar ações com países aliados.

O Mehrabad é um dos aeroportos mais antigos de Teerã e hoje opera principalmente voos domésticos e regionais. Além de ser o mais movimentado para voos internos, a instalação tem uso misto, abrigando também equipamentos da força aérea iraniana.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Israel anuncia ‘operações terrestres limitadas’ contra o Hezbollah no sul do Líbano

Colunas de fumaça se elevam após o bombardeio israelense à vila de Khiam, no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel, como visto da cidade vizinha de Marjayoun, em 16 de março de 2026/AFP

O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) que iniciou “operações terrestres limitadas” contra o movimento pró-iraniano Hezbollah no sul do Líbano.

Nos últimos dias, soldados da 91ª Divisão das FDI iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra redutos-chave do Hezbollah no sul do Líbano“, afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em um comunicado.

“A atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região“, acrescentou o Exército.

Antes da entrada dos soldados na região, as FDI efetuaram ataques com o uso de artilharia e da Força Aérea Israelense contra vários alvos terroristas para mitigar as ameaças no ambiente operacional“, afirma a nota.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.

No 16º dia da guerra, Israel ataca Beirute e Irã mira países do Golfo Pérsico

Bombeiros trabalham no local dos ataques aéreos israelenses noturnos nos subúrbios do sul de Beirute, em 16 de março de 2026/AFP

Explosões foram registradas em Beirute na manhã desta segunda-feira, 16, quando Israel atacou mais uma vez a capital do Líbano e, em paralelo, lançou uma nova rodada de bombardeios contra Teerã, no 16º dia da guerra no Oriente Médio.

Já o Irã voltou a mirar países árabes do Golfo Pérsico. Nos Emirados Árabes Unidos, Dubai foi forçada a fechar temporariamente o aeroporto local depois que um drone iraniano atingiu um tanque de combustível perto do terminal. A Arábia Saudita, por sua vez, informou ter abatido 35 drones lançados pelo Irã. Israel também informou estar sob ataque das forças iranianas.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permanece interrompido pelo Irã, o que agrava a pressão sobre as cotações do petróleo, que já acumulam alta de quase 45% desde o dia 28, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva contra o Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ajuda de sete países (sem revelar quais seriam) para reabrir a rota do petróleo e ameaçou membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com um futuro “muito ruim” para a aliança militar, caso não colaborem com a desobstrução do Estreito de Ormuz.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chamou de “ilusões” as informações de que o país buscaria um fim negociado para o conflito e negou a abertura de qualquer diálogo com os países inimigos. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Irã alerta para escalada da guerra caso outros países intervenham

Teerã, capital do Irã/ AFP

O Irã alertou outros países neste domingo (15) que, caso intervenham, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio, após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cooperação internacional para garantir a segurança no estratégico Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo dispararam devido ao bloqueio imposto pelo Irã no Estreito de Ormuz — uma via navegável por onde costuma passar quase um quinto das exportações globais de hidrocarbonetos —, suscitando temores de um impacto econômico mais amplo.

Em entrevista à NBC News, o presidente afirmou que Teerã deseja sentar-se à mesa de negociações, mas que Washington prosseguirá com sua ofensiva.

O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero fazê-lo, pois as condições ainda não são boas o suficiente“, disse Trump à emissora americana.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que seu país não tem interesse em manter conversas com Washington.

Não vemos razão para conversarmos com os americanos, pois já estávamos conversando com eles quando decidiram nos atacar“, disse Araghchi à CBS, em entrevista transmitida neste domingo.

Anteriormente, em declarações ao veículo de mídia de língua árabe Al Araby Al Jadid, o chanceler afirmou que a guerra não terminaria até que ele recebesse garantias de sua conclusão definitiva e de que “reparações” seriam pagas.

Além disso, ele instou outras nações a “se absterem de qualquer ação que pudesse levar a uma escalada” e alegou possuir “amplas evidências” de que bases dos EUA no Oriente Médio foram utilizadas para atacar seu país, citando especificamente os Emirados Árabes Unidos.

O Pentágono afirma que mais de 15.000 alvos foram atingidos no Irã.

“Mal-estar passageiro”

Em meio às preocupações provocadas pela disparada dos preços do petróleo, que fecharam acima de 100 dólares na sexta-feira, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz é um “mal-estar passageiro”.

“É verdade que estamos passando por este período de perturbação de curto prazo, mas é melhor fazê-lo agora do que enfrentar um Irã com armas nucleares“, disse Wright em entrevista ao programa This Week, da ABC News.

Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia (AIE) indicou neste domingo que, a fim de conter a alta dos preços da energia, as reservas estratégicas de petróleo na Ásia e na Oceania serão liberadas “imediatamente”, ao passo que as dos países-membros da AIE nas Américas e na Europa serão disponibilizadas a partir do final de março.

Após mais de duas semanas de conflito, nenhum dos lados moderou sua retórica, apesar das baixas ocorridas principalmente na República Islâmica.

No sábado, Trump propôs o lançamento de uma operação naval internacional para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz; no entanto, muitos países parecem hesitantes em relação a essa iniciativa.

Lojas cheias antes do Ano Novo persa

As forças armadas israelenses anunciaram, neste domingo, uma nova série de ataques contra alvos no oeste do Irã, enquanto as forças armadas iranianas relataram ataques de drones contra uma importante unidade policial e um centro de comunicações via satélite em Israel.

O Irã também prosseguiu com seus ataques contra as nações do Golfo, onde os Estados Unidos mantêm bases militares e interesses econômicos.

Arábia Saudita e Bahrein afirmaram ter interceptado novos projéteis e, no Iraque, cinco pessoas ficaram feridas em um ataque ao aeroporto de Bagdá.

No entanto, Teerã vivenciou um dia de trabalho relativamente normal neste domingo, pela primeira vez desde a eclosão da guerra, em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pai do atual aiatolá Mojtaba Khamenei.

O trânsito estava mais intenso do que na semana anterior, e alguns cafés e restaurantes estavam abertos. No Bazar de Tajrish, na zona norte da capital, mais de um terço das lojas estava aberto a apenas cinco dias do Nowruz, o Ano Novo persa.

Alguns esperavam em frente a caixas eletrônicos para sacar dinheiro, enquanto outros aguardavam em pontos de ônibus que, desde o início da guerra, estavam praticamente desertos.

A situação era semelhante em outras partes do país. Em Tonekabon, cidade situada às margens do Mar Cáspio, um morador relatou à AFP que os estabelecimentos comerciais estavam abertos e movimentados, apesar dos acentuados aumentos de preços.

Apenas a praça principal permanece fechada todas as noites, e é lá que ocorrem as manifestações do governo“, afirmou Ali, de 49 anos, observando que apenas a rede nacional de internet do Irã estava funcionando, sem conexões com o mundo exterior.

Mais de 1.200 pessoas morreram em decorrência dos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel, segundo dados do Ministério da Saúde iraniano. Esses números não puderam ser verificados de forma independente.

A agência da ONU para refugiados afirma que até 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas no Irã.

Trump ameaça novos ataques contra ilha de Kharg do Irã “só por diversão”

Trump ameaça novos ataques contra ilha de Kharg do Irã "só por diversão"

O presidente Donald Trump afirmou que não está pronto para fechar um acordo com o Irã pelo fim da guerra e ameaçou lançar novos ataques contra a Ilha de Kharg “só por diversão”.

O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero porque os termos ainda não são bons o suficiente”, disse Trump à emissora americana NBC News durante uma entrevista por telefone, acrescentando que qualquer acordo precisaria ser “muito sólido”.

Questionado sobre o que esses termos poderiam incluir, o presidente se recusou a dar detalhes.

Não quero dizer isso a vocês“, disse.

A declaração surge após a agência Reuters apurar que o governo Trump rejeitou esforços de aliados no Oriente Médio para para iniciar negociações diplomáticas com o objetivo de acabar com a guerra.

O presidente dos EUA também disse à NBC News que os ataques à ilha de Kharg “destruiram totalmente” a maior parte da ilha, que abriga o terminal de petróeleo responsável por cerca de 90% das exportações iranianas.

Nós a dizimamos completamente”, disse Trump. “Exceto, como vocês sabem, que eu não fiz nada em relação às linhas de transmissão de energia, because reconstruí-las levaria anos“, acrescentou.

O presidente americano deixou em aberto a possibilidade de atingir a ilha “mais algumas vezes só por diversão”

Trump também levantou dúvidas sobre a condição do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, observando que ele não apareceu em público desde que assumiu o poder.

Não sei nem se ele está vivo. Até agora, ninguém conseguiu mostrá-lo”, disse Trump.

Estou ouvindo dizer que ele não está vivo, e se estiver, deveria fazer algo muito inteligente pelo seu país, que é se render”, acrescentou o presidente, descrevendo os relatos da morte de Khamenei como “um boato”.

Forças israelenses matam duas crianças e seus pais na Cisjordânia

Familiares lamentam sobre os corpos de quatro membros de uma família palestina, incluindo duas crianças, mortos por soldados israelenses enquanto estavam em um veículo/ JAAFAR ASHTIYEH / AFP

O Ministério da Saúde palestino afirmou que soldados israelenses mataram um casal e seus dois filhos neste domingo(15) no norte da Cisjordânia ocupada.

O Crescente Vermelho Palestino indicou que suas equipes recuperaram os corpos de dois adultos e duas crianças de um veículo atacado a tiros pelas forças israelenses na localidade de Tammun.

O Ministério da Saúde palestino, sediado em Ramallah, disse em um comunicado que “quatro mártires de uma família chegaram ao Hospital Público Turco em Tubas, depois que o exército de ocupação atirou contra eles em Tammun”.

Informou que o hospital recebeu os corpos do homem, de 37 anos, da mulher, de 35, e das duas crianças, de cinco e sete anos, todos com ferimentos de bala.

A agência palestina WAFA noticiou que os outros dois filhos do casal, de oito e 11 anos, ficaram feridos por estilhaços quando as forças israelenses atiraram contra seu veículo neste domingo.

O exército e a polícia israelenses afirmaram que os fatos ocorreram durante uma operação para “prender suspeitos de envolvimento em atividades terroristas contra as forças de segurança”.

Segundo autoridades palestinas e a ONU, nos últimos dias houve um aumento dos ataques fatais na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.

Os atentados têm sido atribuídos principalmente a colonos israelenses e mataram pelo menos seis palestinos desde o início de março.

Embaixada dos EUA alerta cidadãos americanos para deixarem Iraque

Embaixada dos EUA no Iraque alerta cidadãos americanos a deixarem o país  imediatamente – Noticias R7

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta de segurança neste sábado (14) recomendando que cidadãos americanos deixem o Iraque imediatamente.

Cidadãos americanos que optarem por permanecer no Iraque são fortemente encorajados a reconsiderar sua decisão, considerando a significativa ameaça representada por grupos terroristas alinhados ao Irã“, afirmou a nota da embaixada.

Ainda de acordo com a postagem, “também houve ataques perto do Aeroporto Internacional de Erbil e do consulado americano“. O pedido é para que americanos não tentem ir à embaixada em Bagdá ou ao consulado geral em Erbil por “causa do risco contínuo de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano”.

O comunicado foi publicado após um ataque com drones contra o prédio da embaixada americana durante a noite.

No início deste mês, o Departamento de Estado ordenou que funcionários não essenciais e seus familiares deixassem países como o Iraque devido a preocupações com a segurança.

O Departamento de Estado também ordenou na sexta-feira (13) que funcionários do governo americano que não desempenham funções essenciais e suas famílias deixassem Omã.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.

Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA.

A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.O conflito também se expandiu para o Líbano.

O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro“. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.