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Trump diz que EUA deixarão Irã muito em breve após atingir objetivo de eliminar armas nucleares

Presidente dos EUA, Donald Trump/MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 31, que a Casa Branca lida agora com pessoas menos radicais no Irã, mantendo o discurso de que está atingindo o objetivo de eliminar a capacidade de o país persa ter armamentos nucleares, enquanto descartou que teria o propósito de desobstruir o Estreito de Ormuz.

“Levará 15, 20 anos até que eles consigam reconstruir o que fizemos”, disse Trump em cerimônia de assinatura de uma ordem executiva na Casa Branca.

Em resposta a uma pergunta sobre o que é necessário para reduzir o preço da gasolina, que atingiu US$ 4 o galão nos postos americanos, Trump afirmou que tudo que precisa fazer para que o preço diminua é sair do Irã, o que deve ocorrer “muito em breve”.

A ordem executiva assinada nesta terça cria uma lista nacional de eleitores elegíveis verificados, enquanto o presidente continua a exigir mais restrições à votação antes das eleições de meio de mandato deste ano.

A ordem direciona o Departamento de Segurança Interna, em conjunto com a Administração da Previdência Social, a elaborar uma lista de eleitores elegíveis em cada estado. Ela também busca impedir que o Serviço Postal dos EUA envie cédulas de votação por correspondência para aqueles que não constam na lista aprovada de cada estado. A ordem executiva prevê a exigência de que as cédulas sejam enviadas em envelopes seguros com códigos de barras exclusivos para rastreamento.

Trump afirmou ainda que não precisa de autorização do Congresso para a reforma do salão de baile da Casa Branca, após o juiz federal Richard Leon, de Washington, D.C., ter bloqueado na terça-feira a construção do salão de baile.

O juiz acatou o pedido do National Trust for Historic Preservation para suspender temporariamente as obras durante a disputa judicial sobre o projeto de 90.000 pés quadrados (aproximadamente 8.361 metros quadrados).

A decisão da Justiça prevê que posso continuar obra para garantir segurança e proteção da Casa Branca“, afirmou

Não pedi dinheiro para reforma do salão de baile. É uma obra “tax free”“, citando que os recursos utilizados na empreitada têm origem em doações de empresas muito ricas.

EUA alertam americanos na Arábia Saudita sobre ataques em hotéis

O Departamento de Estado dos EUA alertou os cidadãos americanos na Arábia Saudita de que está “acompanhando relatos de ameaças contra locais onde cidadãos americanos se reúnem”, observando que “hotéis e outros pontos de encontro, incluindo empresas e instituições educacionais americanas, podem ser alvos em potencial.

O alerta de segurança desta terça-feira reiterou que funcionários do governo dos EUA foram instruídos a permanecer abrigados no local e aconselhou os cidadãos americanos a fazerem o mesmo.

Alertas de segurança anteriores já haviam avisado sobre “ameaças contra locais onde cidadãos americanos se reúnem”, incluindo hotéis, mas o alerta desta terça-feira (31) foi mais específico ao listar também empresas e instituições educacionais como possíveis alvos.

O Irã retaliou a ação militar dos EUA e de Israel ao atacar instalações americanas. O Departamento de Estado dos EUA ordenou que o pessoal não essencial deixasse a Arábia Saudita no início deste mês.

Irã diz ter atacado alvos dos EUA em Emirados Árabes e Bahrein

Vídeo publicado nas redes sociais mostra explosões e fumaça após mísseis atingirem a refinaria da Bapco Energies em Sitra, Bahrein

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta terça-feira (31) que realizou ataques contra alvos militares americanos nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.

Segundo o comunicado divulgado pela força, drones e mísseis balísticos atingiram um ponto de encontro de fuzileiros americanos na costa dos Emirados Árabes Unidos, além de um sistema antidrone da Marinha dos EUA nos arredores do Aeroporto de Manama, no Bahrein.

Dois radares avançados de alerta antecipado na base americana Jaber al-Ahmad também foram destruídos, segundo o Irã.

A Marinha da Guarda Revolucionária afirma que o Estreito de Ormuz está sob controle total da força e que qualquer movimentação de inimigos seria atacada com mísseis e drones.

Os Estados Unidos, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos não se pronunciaram sobre os ataques até o momento.

O comunicado não detalhou o número de vítimas, feridos ou danos às embarcações, e não houve confirmação independente das alegações iranianas.

Trump compartilha vídeo que pode ser de explosão de carga nuclear no Irã

Donald Trump compartilhou vídeo que pode ser de explosão de carga nuclear no Irã
/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na rede Truth Social nesta terça-feira (31) um vídeo que parece mostrar um ataque de grandes proporções a Isfahan, na região central do Irã.

Imagens de satélite indicam que as explosões ocorreram perto do Monte Soffeh, onde suspeita-se que o Irã tenha abrigado um carregamento de urânio altamente enriquecido antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel de junho do ano passado.

O Irã ainda não havia se manifestado sobre as explosões em Isfahan até a publicação desta matéria. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump

Fumaça densa sobe enquanto explosões sacodem Isfahan, no Irã/VARIOUS SOURCES/AFP

Ataques aéreos intensos dos Estados Unidos e Israel atingiram instalações militares, danificaram um importante local de culto e causaram cortes de energia no Irã nesta terça-feira (31), depois que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou destruir suas usinas elétricas.

Apesar dos esforços diplomáticos, a guerra no Oriente Médio não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.

Imagens de vídeo verificadas pela AFP mostraram pelo menos duas fortes explosões e colunas de fumaça em Isfahan, no centro do Irã. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram.

Sem fazer comentários, Trump publicou outro vídeo em sua rede Truth Social, cuja autenticidade a AFP não conseguiu confirmar, que mostra fortes explosões.

A agência de notícias Fars havia relatado “diversas explosões” e cortes de energia “em algumas áreas” de Teerã.

A agência de notícias Tasnim mencionou explosões no leste e oeste da capital, além de cortes de energia que foram posteriormente resolvidos.

Pouco antes dos relatos, o Exército israelense pediu aos moradores de um bairro de Teerã que permanecessem em suas casas devido a um possível ataque à “infraestrutura militar”.

Moradores da capital iraniana disseram à AFP nos últimos dias que não tiveram outra escolha a não ser se apegar às suas rotinas, dominados pela ansiedade dos constantes bombardeios.

Ultimamente, tenho ficado em casa quase o tempo todo e só saio se for absolutamente necessário“, disse Shahrzad, uma dona de casa de 39 anos.

Às vezes, me pego chorando em meio a tudo isso. Sinto falta dos dias normais… De uma vida em que eu não precisava pensar constantemente em explosões, morte ou na perda de meus entes queridos“, lamentou.

Abram o Estreito de Ormuz “imediatamente”

As mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

Publicamente, no entanto, Trump ameaçou o Irã com ataques às suas instalações energéticas caso as negociações não cheguem a uma conclusão bem-sucedida “rapidamente” e se o país não desbloquear o estreito “imediatamente”, por onde transita um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

Ele mencionou a ilha de Kharg, onde fica o maior terminal de petróleo do Irã, como alvo, e não descartou uma operação terrestre contra ela, bem como contra suas usinas de energia, poços de petróleo e “talvez todas as usinas de dessalinização”.

De fato, a imprensa iraniana noticiou na terça-feira que uma dessas usinas de dessalinização na ilha de Qeshm, em Ormuz, foi desativada devido a um ataque.

O governo iraniano também informou que os ataques tiveram como alvo uma empresa farmacêutica que fabrica medicamentos contra o câncer.

Retaliação no Golfo e em Jerusalém

Em meio ao cerco ao seu território, o Irã também continuou disparando durante a noite, especialmente contra “agressores inimigos” no Golfo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo exército israelense.

Em Dubai, explosões foram ouvidas novamente pela manhã, segundo jornalistas da AFP no local. Lá, quatro pessoas já haviam ficado feridas por destroços de foguetes durante uma interceptação de defesa aérea, enquanto um petroleiro com bandeira do Kuwait foi atingido por um ataque de drone perto do porto.

A Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone.

“Incidentes muito graves”

Segundo o WSJ, Trump disse a seus assessores mais próximos que está preparado para interromper sua campanha militar, acreditando que forçar a reabertura do Estreito de Ormuz prolongaria o conflito “para além do prazo de quatro a seis semanas”.

Caso a diplomacia falhe, o magnata planeja pedir a seus aliados europeus e do Golfo que forcem a reabertura do estreito, disseram autoridades americanas ao jornal.

Mas, contrariando as exigências do republicano, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um projeto de lei para impor pedágios a navios que transitam pelo estreito e proibiu a passagem para os Estados Unidos e Israel, de acordo com a mídia estatal.

A guerra envolveu diversos outros países do Oriente Médio, incluindo o Líbano, depois que o grupo islamista Hezbollah atacou Israel em solidariedade ao Irã no início de março.

Em Nova York, a ONU realizará uma reunião de emergência do seu Conselho de Segurança nesta terça-feira, às 14h00 GMT (11h00 em Brasília), na sequência dos “incidentes muito graves” em que três soldados de paz indonésios da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foram mortos.

Otan diz ter interceptado míssil iraniano em direção à Turquia

Um míssil supostamente lançado do Irã foi “neutralizado” por ativos da Otan no Mediterrâneo após entrar no espaço aéreo turco, informou Ancara nesta segunda (30).

Esta é a quarta vez que uma munição balística suspeita de origem iraniana é neutralizada pelas defesas da Otan na Turquia.

Uma munição balística, determinada como tendo sido lançada do Irã e entrando no espaço aéreo turco, foi neutralizada por ativos de defesa aérea e de mísseis da Otan posicionados no Mediterrâneo Oriental”, publicou o Ministério da Defesa da Turquia no X.

O ministério acrescentou que todas as “medidas necessárias estão sendo tomadas de forma decisiva e sem hesitação contra qualquer ameaça dirigida ao território e ao espaço aéreo do nosso país.”

A porta-voz da Otan, Allison Hart, confirmou posteriormente que a aliança militar havia “interceptado com sucesso um míssil balístico iraniano” em direção à Turquia, ao mesmo tempo em que se comprometeu a fazer “o que for necessário” para defender seus aliados.

O Irã já havia negado anteriormente que tenha lançado mísseis em direção à Turquia.

Trump diz que EUA estão em ‘negociações sérias’ para encerrar guerra no Irã, mas faz nova ameaça

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. — Foto: Evan Vucci/Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump fez nesta segunda-feira (30) novas ameaças contra alvos vitais para o regime iraniano caso um cessar-fogo não seja acordado “em breve”. O Irã, por sua vez, disse que a proposta de Washington para finalizar a guerra entre os dois países é “fora da realidade e excessiva”.

Trump ameaçou “obliterar” a infraestrutura vital iraniana, entre usinas de geração de energia elétrica e a ilha de Kharg —responsável por 90% da exportação de petróleo do Irã—, caso Teerã não concorde com sua proposta para encerrar a guerra.

Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve —o que provavelmente acontecerá— e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente “aberto para negócios”, encerraremos nossa “agradável” permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não “tocamos”. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de “reinado de terror” do antigo regime“, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.

O presidente norte-americano também disse que um “novo e mais razoável” regime está no comando do Irã, apesar de não haver indicação de que tenha ocorrido uma mudança de regime em Teerã mesmo com os assassinatos a autoridades de alto escalão em meio à guerra entre os dois países.

Horas antes das novas ameaças, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, chamou as propostas norte-americanas de “fora da realidade, desproporcionais e excessivas” e questionou se o governo Trump leva as negociações a sério.

Não tivemos nenhuma negociação direta com os EUA até o momento. O que houve foram mensagens recebidas por meio de intermediários, indicando o interesse dos EUA em negociar. Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra, ao contrário da outra parte. O que nos foi transmitido foram demandas excessivas e fora da realidade“, afirmou Baghaei.

No domingo (29), Trump disse que as negociações com Teerã estavam prog

redindo, uma contradição com a fala de Baghaei. O líder norte-americano disse ao jornal “Financial Times” no domingo que as negociações indiretas com Teerã, que ocorrem com intermédio do Paquistão, estavam avançando bem e afirmou que “um acordo pode ser feito rapidamente”.

Na entrevista ao “Financial Times”, Trump disse também que seu Exército “poderia pegar o petróleo no Irã” e tomar a ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo iraniano. Isso configuraria uma escalada considerável na guerra entre os dois países, que entrou no 2º mês.

EUA autorizam navio russo com petróleo a chegar a Cuba, diz jornal

Os Estados Unidos autorizaram que um navio russo carregado de petróleo siga para Cuba, informou o The New York Times neste domingo (29), com base no relato de uma autoridade americana a par do assunto.

Segundo o jornal, a Guarda Costeira americana decidiu não interceptar a embarcação, que transporta cerca de 730 mil barris de petróleo bruto e pertence ao governo russo.

De acordo com dados da empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic citados pela reportagem, o navio estava a menos de 24 quilômetros das águas territoriais cubanas na tarde de domingo e deve chegar ao porto de Matanzas, em Cuba, nos próximos dias.

Ainda segundo o New York Times, a autorização representa uma flexibilização do bloqueio de fato imposto por Washington ao envio de petróleo à ilha desde janeiro, quando o governo americano passou a pressionar e até impedir embarcações de entregar combustível a Cuba.

O governo dos Estados Unidos não detalhou publicamente os termos da autorização nem as condições específicas para a chegada da embarcação.

Netanyahu determina que polícia libere cardeal e autorize missa na Igreja do Santo Sepulcro

Uma pessoa caminha perto da Igreja do Santo Sepulcro — Foto: REUTERS/Ammar Awad

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou neste domingo (29) que a polícia permita o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e autorize a realização de celebrações religiosas no local.

A decisão ocorre após a polícia israelense impedir o cardeal de entrar na igreja para celebrar a missa de Domingo de Ramos, no início da Semana Santa, um episódio classificado pelo Patriarcado Latino de Jerusalém como inédito “em séculos”.

Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro“, afirmou em comunicado.

A polícia israelense havia afirmado que todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém – incluindo aqueles sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus – foram fechados aos fiéis desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, particularmente os locais sem abrigos antibombas.

Governos de vários países criticaram o impedimento da celebração religiosa em um dos principais locais sagrados do cristianismo. O Brasil classificou a medida como grave e contrária à liberdade de culto, e líderes de países como França, Espanha, Itália e Estados Unidos também se manifestaram, cobrando respeito aos locais religiosos em Jerusalém.

Segundo Netanyahu, a orientação pela liberação foi dada assim que ele tomou conhecimento do caso. Em publicação nas redes sociais, o premiê afirmou ter instruído as autoridades a garantir “acesso total e imediato” ao cardeal e permitir que ele realize os serviços religiosos.

Instruí as autoridades competentes a concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém. Nos últimos dias, o Irã tem atacado repetidamente com mísseis balísticos os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém. Em um dos ataques, fragmentos de mísseis caíram a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro. Para proteger os fiéis, Israel pediu aos membros de todas as religiões que se abstivessem temporariamente de frequentar os locais sagrados cristãos, muçulmanos e judaicos na Cidade Velha de Jerusalém“, escreveu.
O primeiro-ministro prosseguiu:

Hoje, por especial preocupação com a sua segurança, o Cardeal Pizzaballa foi solicitado a não celebrar missa na Igreja do Santo Sepulcro. Embora compreenda essa preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o Cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades a permitirem que o Patriarca realizasse as celebrações religiosas conforme desejasse“, completou.

O cardeal Pizzaballa foi barrado enquanto seguia para a igreja, construída no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado e ressuscitou. Ainda de acordo com o Patriarcado, a missa seria realizada de forma privada, mas mesmo assim o acesso foi negado.

Restrições afetam Páscoa, Ramadã e Pessach

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, a semana mais importante do calendário cristão, que antecede a Páscoa. A Cidade Velha costuma estar movimentada, com católicos romanos passando pelas imponentes portas de madeira do Santo Sepulcro.

Este ano, cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadã ou o Pessach como de costume devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, ficou praticamente vazia durante o Ramadã, e poucos fiéis compareceram ao Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo, com a aproximação do Pessach, na quarta-feira.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em um comunicado: “Não houve qualquer intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança dele (Pizzaballa)”.

Moradores dizem que fiscalização não vale para todos

Moradores da Cidade Velha e autoridades religiosas afirmaram que as restrições policiais ao culto religioso não foram aplicadas de forma consistente.

Eles observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf conseguiam acessar a Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã e o Eid al-Fitr, e que os funcionários da limpeza tinham permissão para remover as inscrições de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica.

No domingo, frades franciscanos e fiéis também foram autorizados a entrar em outro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Uma fotografia da Reuters mostrou cerca de uma dúzia de pessoas inclinando a cabeça em oração e carregando ramos de palmeira.

Farid Jubran, porta-voz do Patriarcado, disse que a polícia havia sido informada de que a missa seria realizada em caráter privado e a portas fechadas. “Mas mesmo assim, apesar dessa comunicação, eles insistiram em agir dessa forma”, afirmou.

Autoridades internacionais se posicionam

Em nota divulgada na tarde deste domingo, o Ministério das Relações Exteriores condenou a ação da polícia israelense, mencionando que a ação se deu em meio a restrições relacionadas também ao Ramadã.

Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, diz o comunicado.

O primeiro ministro da Espanha, Pedro Sanchez, criticou o impedimento da celebração do Domingo de Ramos em Jerusalém.

Netanyahu impediu que os católicos celebrassem o Domingo de Ramos em locais sagrados de Jerusalém. Sem qualquer explicação ou justificativa. Condenamos este ataque injustificado à liberdade religiosa e exigimos que Israel respeite a diversidade de crenças e o direito internacional“, escreveu no X.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a ação policial, afirmando em comunicado que negar a entrada a líderes religiosos “constitui uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todas as comunidades que reconhecem a liberdade religiosa”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nas redes sociais que convocaria o embaixador de Israel para prestar esclarecimentos sobre o incidente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelense, que, segundo ele, “se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos Lugares Santos em Jerusalém”.

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que é “muito difícil de entender ou justificar” a proibição do cardeal de entrar na igreja.

Netanyahu determina expansão da presença militar de Israel no sul do Líbano

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ALEX KOLOMOISKY / POOL / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou neste domingo (29) uma expansão da ofensiva militar de Israel no sul do Líbano, com o objetivo de ampliar a “faixa de segurança” na fronteira norte israelense.

Em pronunciamento em vídeo divulgado em suas redes sociais, Netanyahu afirmou que seu governo está determinado a mudar de forma fundamental a situação na fronteira e a devolver a segurança aos moradores do norte.

A decisão ocorre em um momento de aumento das hostilidades entre países da região em meio à guerra no Irã.

No vídeo, o primeiro-ministro israelense diz que, após avaliação da situação feita em conjunto com o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e comandantes militares, determinou a ampliação da faixa de segurança já existente.

Netanyahu justificou a decisão dizendo que embora Israel tenha conseguido eliminar combatentes e armamentos do Hezbollah, a organização ainda tem capacidade de atacar Israel.

Eliminamos (Hassan) Nasrallah (líder do Hezbollah, morto pelas forças israelenses em 2024), eliminamos milhares de terroristas do Hezbollah e, acima de tudo, eliminamos a enorme ameaça de 150 mil mísseis e foguetes que se destinavam a destruir as cidades de Israel. Mas o Hezbollah ainda tem uma capacidade residual de lançar foguetes contra nós. E o que discuti hoje com os comandantes aqui foram maneiras de remover também essa ameaça”, destacou ele, no pronunciamento.

O líder israelense destacou que a ampliação da área invadida no Líbano faz parte da estratégia israelense de criar três faixas de segurança “em profundidade dentro do território inimigo: na Síria, em Gaza, e no Líbano”.

“Em vez de eles nos surpreenderem, somos nós que os surpreendemos. Nós somos o lado que age, o lado que ataca, o lado que toma a iniciativa. E estamos profundamente dentro do território deles”, afirmou Netanyahu.

Irã se prepara para ataque dos EUA; países do Oriente Médio se reúnem

Mísseis iranianos expostos em um parque em Teerã, no Irã, em meio à guerra contra EUA e Israel contra o Irã, em 26 de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via REUTERS

O Irã afirmou neste domingo (29) estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos e acusou Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto, ao mesmo tempo, fala em negociações.

A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, disse que os EUA enviam sinais de diálogo, mas estariam, nos bastidores, planejando o envio de tropas. Segundo ele, o Irã está preparado para reagir caso isso aconteça.

Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta é que jamais aceitaremos a humilhação”, afirmou.

Nossos ataques continuam. Nossos mísseis estão posicionados. Nossa determinação e fé aumentaram“, acrescentou.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio.

No sábado (28), os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, fizeram seus primeiros ataques contra Israel desde o início do conflito.

Esses ataques aumentam o risco para o transporte marítimo global, já afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.

Ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram neste domingo (29), em Islamabad, para discutir formas de encerrar a guerra, que já dura um mês e deixou milhares de mortos.

Os países reunidos apresentaram propostas aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural.

Entre as propostas discutidas, estão a criação de um sistema de tarifas inspirado no modelo do Canal de Suez e a formação de um consórcio internacional para administrar o fluxo de petróleo pela rota.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, disse que, em breve, o país sediará negociações entre os Estados Unidos e o Irã, informou a agência de notícias Associated Press.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, disse que, em breve, o país sediará negociações entre os Estados Unidos e o Irã, informou a agência de notícias Associated Press.

Movimentação militar dos EUA

Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio. O primeiro de dois contingentes chegou na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, segundo o Exército americano.

Um navio de assalto anfíbio é um tipo de navio militar projetado para levar tropas, veículos e aeronaves até a costa e lançar uma invasão a partir do mar.

O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais. Ainda não há confirmação de que o presidente Donald Trump autorizará esse plano.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas disse que o envio de forças amplia as opções do governo.

Tentativas de negociação

O Paquistão tenta atuar como mediador entre Washington e Teerã e sedia negociações neste domingo. No sábado, o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano.

O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas.

Além disso, há contatos militares em andamento. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, segundo fontes.

O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington.

A Turquia também trabalha, junto a outros países, em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz — medida considerada essencial para reduzir as tensões.

Os Estados Unidos apresentaram recentemente um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.

Ataques continuam

Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates seguem intensos.

Neste domingo (29), a Adama, fabricante de insumos agrícolas e produtos para proteção de cultivos, informou que sua unidade Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, mas que não houve registro de feridos.

A empresa, que faz parte do grupo chinês Syngenta Group, afirmou que ainda não é possível saber a extensão dos danos.

Também neste domingo, o Exército do Kuwait, aliado dos EUA, informou que 10 militares ficaram feridos após um ataque com míssil a uma base militar. O local sofreu danos materiais depois de ser alvo de 14 mísseis balísticos e 12 drones nas últimas 24 horas.

Já a Universidade em Isfahan, no Irã, afirma ter sido atingida por ataque conjunto dos EUA e de Israel

Em Teerã, um prédio que abriga uma emissora de TV do Catar também foi atingido.

No sul do Irã, cinco pessoas morreram após um ataque a um cais na cidade de Bandar-e-Khamir, segundo a mídia estatal.

No sábado (28), Israel afirmou que atingiu instalações ligadas à produção de armas em Teerã, incluindo depósitos e centros de fabricação.

No Líbano, Israel também realizou ataques contra alvos ligados ao Hezbollah e matou três jornalistas, além de um soldado libanês.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que ordenou ao Exército ampliar a zona de segurança no sul do Líbano.

Em vídeo, ele afirmou que quer mudar a situação de segurança na região norte do país.

Segundo Netanyahu, a medida busca reforçar a segurança na fronteira com o Líbano, em meio ao aumento das tensões e dos confrontos na área, que elevam o risco de uma escalada maior no conflito.

Riscos à navegação e à economia

O Irã mantém ataques contra Israel e países do Golfo. No Iraque, defesas aéreas interceptaram drones perto de autoridades locais.

Com o Estreito de Ormuz fechado, cresce a preocupação com outras rotas marítimas, como o Mar Vermelho, após a entrada dos houthis no conflito.

Especialistas alertam que uma escalada nesses ataques pode pressionar ainda mais a economia global.

O presidente Donald Trump ameaçou atingir instalações energéticas iranianas caso o país não reabra o estreito, mas deu um prazo adicional de 10 dias.

Maduro diz que está ‘bem’ em primeira mensagem publicada da prisão

Maduro diz que está 'bem' em primeira mensagem publicada da prisão

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está “bem”, em uma mensagem publicada no sábado (28) nas redes sociais, a primeira desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de narcotráfico.

Maduro foi detido pelas forças americanas durante uma incursão militar em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas.

Ele está preso com a esposa, Cilia Flores, detida na mesma operação, em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn.

Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente“, escreveu Maduro a poucos dias da Semana Santa, uma data de grande importância na Venezuela, país de maioria católica.

Suas comunicações chegam a nós, suas mensagens, suas cartas e suas orações“, acrescentou. “Cada palavra de amor, cada gesto de carinho, cada expressão de apoio enche nossa alma e nos fortalece espiritualmente”.

Maduro está isolado em uma cela sem internet, nem jornais, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte próxima ao venezuelano disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e os advogados por, no máximo, 15 minutos.

Não está claro se Maduro ditou a mensagem à sua equipe ou apenas aprovou o conteúdo. Ele assina o texto com Flores.

O governante deposto compareceu na quinta-feira, com a esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde o juiz rejeitou um pedido da defesa para arquivar as acusações.

A mensagem de Maduro foi publicada na rede social X e na plataforma de mensagens Telegram, onde até agora apenas constava apenas uma contagem dos dias de “sequestro”.

Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, disse em eventos públicos que seu pai está bem, sereno e, inclusive, praticava exercícios na prisão.

Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a queda de Maduro, não comentou a mensagem, assim como a maioria de seus ministros.

Rodríguez governa sob pressão de Donald Trump e promoveu uma guinada na administração para se aproximar de Washington. Ela desmantelou, em quase três meses, a estrutura do governo de Maduro.

A mandatária não mencionou o julgamento em Nova York em seus últimos discursos. Na sexta-feira, ela pediu uma oração por Maduro e Flores em um ato com evangélicos, muito próximos ao governante deposto.

Indonésia proíbe uso de redes sociais a menores de 16 anos

INDONÉSIA: quase 70 milhões de crianças e adolescentes na Indonésia ficaram oficialmente excluídos das redes sociais/YASUYOSHI CHIBA / AFP

Quase 70 milhões de crianças e adolescentes na Indonésia ficaram oficialmente excluídos das redes sociais após a entrada em vigor neste sábado (28) de uma norma que proíbe seu uso por menores de 16 anos.

O arquipélago asiático, com 284 milhões de habitantes, passa assim a integrar a lista de países que optaram por legislar para proteger os mais jovens dos efeitos prejudiciais da exposição prolongada a conteúdos viciantes nas plataformas digitais.

As contas pertencentes a menores de 16 anos devem começar a ser desativadas a partir deste sábado em redes consideradas “de alto risco”, entre elas YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live – especializada em vídeo ao vivo – e o jogo Roblox.

X e Bigo já aplicaram a nova regra e elevaram a idade mínima de uso para 16 e 18 anos, respectivamente, informou na sexta-feira à noite a ministra das Comunicações, Meutya Hafid, pouco antes da entrada em vigor da proibição.

As demais plataformas digitais devem “adaptar imediatamente seus produtos, funcionalidades e serviços à normativa vigente“, acrescentou a funcionária em uma entrevista coletiva.

Ela advertiu que não haverá “margem para concessões” para as redes sociais que operam na Indonésia.

O TikTok afirmou na sexta-feira, em um comunicado, seu compromisso de cumprir a medida, incluindo “tomar as medidas adequadas em relação às contas de menores de 16 anos”.

No entanto, o governo indonésio não indicou como pretende controlar o veto.

A responsabilidade de restringir o acesso dos menores recai sobre as próprias plataformas, que se expõem a multas e até a suspensões se não aplicarem as novas medidas.

– “Improdutivo” –

Antes da entrada em vigor da norma, alguns jovens já antecipavam como contornar a restrição.

Talvez eu me dedique a outras atividades, mas acho que pedirei ajuda ao meu pai ou à minha mãe para poder entrar” nas redes, admitiu Bradley Rowen Liu à AFP.

Grande usuário do TikTok, o menino de 11 anos afirma que, durante as férias ou os fins de semana, pode passar até cinco horas por dia no celular.

Em contraste com a maioria, Maximillian, de 15 anos, reconhece que as horas que passa nas redes sociais o fazem sentir-se “improdutivo” e apoia a proibição para que “os jovens possam se concentrar mais nos estudos“.

Vários países, entre eles a Austrália, endureceram as restrições de idade nas redes sociais, em um contexto de crescente preocupação com a exposição de menores a conteúdos prejudiciais e com o aumento do tempo que passam diante das telas.

Nos Estados Unidos, um júri determinou na quarta-feira que Instagram e YouTube são responsáveis pelo caráter viciante de suas plataformas e pelos problemas de saúde mental que uma jovem californiana sofreu na adolescência, à qual foram concedidos vários milhões de dólares em indenização.

A Meta (empresa controladora de Facebook e Instagram) já havia sido condenada na terça-feira em outro veredicto sem precedentes, no Novo México, onde foi considerada responsável por ter colocado deliberadamente crianças em risco ao expô-las a conteúdos perigosos e até a predadores sexuais.

Moraes nega pedido para filhos terem “livre acesso” de visitas a Bolsonaro

Moraes nega pedido para filhos terem "livre acesso" de visitas a Bolsonaro  | CNN Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou, neste sábado (28), a revisão do horário de visitas dos filhos que não residem na casa do ex-presidente em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar desde sexta-feira (27).

Na decisão que concedeu o benefício domiciliar, Moraes havia determinado que os filhos não residentes poderiam visitar o pai sem a necessidade de aviso prévio à Justiça, mas em horários restritos.

A defesa pediu “livre acesso” dos filhos ao ex-presidente. Neste sábado, porém, Moraes disse que a prisão domiciliar de Bolsonaro “não implicou alteração do regime de cumprimento de pena, que permanece sendo o fechado“.

A substituição do local de cumprimento da pena não se confunde com a progressão para um regime mais brando. Nesse contexto, o custodiado continua sujeito às regras e restrições inerentes ao regime fechado, ainda que esteja em seu domicílio“, disse o ministro.

Dos cinco filhos, apenas Laura (15 anos) reside na casa onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A medida beneficiaria os outros quatro filhos: Flávio, Eduardo (que mora nos Estados Unidos), Carlos e Jair Renan.

Houthis confirmam ter atacado Israel pela primeira vez na guerra

Os houthis lançaram mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra neste sábado (28). O ataque marca a entrada dos rebeldes, aliados do Irã no Iêmen, no conflito.

As Forças Armadas do Iêmen, com a ajuda de Alá Todo-Poderoso e confiando em Alá, realizaram a primeira operação militar utilizando uma barragem de mísseis balísticos contra alvos militares israelenses sensíveis”, afirmou o grupo em um comunicado.

O comunicado dos houthis afirmou que a operação foi uma resposta direta à “continuação da escalada militar, ao ataque a infraestruturas e à prática de crimes e massacres contra nossos irmãos no Líbano, Irã, Iraque e Palestina”.

O grupo confirmou o ataque após Israel ter interceptado mísseis disparados a partir do Iêmen. Os houthis afirmaram que vão continuar com as operações militares até que a “agressão” em todas as frentes termine e a entrada do grupo pode ampliar e prolongar o conflito.

Os houthis haviam dito na sexta-feira que estavam prontos para intervir militarmente se outros países se juntassem aos Estados Unidos e a Israel em sua guerra contra o Irã, ou se o Mar Vermelho fosse usado para lançar ataques contra a República Islâmica.

O grupo demonstrou capacidade de atingir alvos muito além do Iêmen e de interromper rotas marítimas ao redor da Península Arábica e do Mar Vermelho, como fez em apoio ao Hamas durante a guerra em Gaza.

Se os houthis abrirem uma nova frente no conflito, um alvo evidente seria o estreito de Bab al-Mandab, na costa do Iêmen, um ponto estratégico que controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez, depois que o Irã efetivamente fechou o crucial estreito de Ormuz.