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Trump diz que destruirá ponte e usina elétrica do Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã em uma publicação na rede social Truth Social na manhã deste domingo (5). O republicano disse que irá destruir uma ponte e uma usina elétrica se o Estreito de Ormuz não for reaberto.

Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno – AGUARDEM PARA VER! Louvado seja Alá”.

A publicação de Trump ocorre em meio a uma escalada na guerra com o Irã. O mandatário americano tem usado as redes sociais diariamente para pressionar as autoridades iranianas.

No sábado, ele deu o prazo de 48h para reabertura. Na sexta, disse que Washington poderia reabrir o Estreito de Ormuz a força se tiver mais tempo.

Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, EXTRAIR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. SERIA UMA ‘JORRA’ PARA O MUNDO???”, disse Trump na rede social.

O comentário do republicano pareceu refletir observações que ele fez em particular nesta semana, nas quais expressou o desejo de continuar a guerra e tentar se apoderar do petróleo iraniano, mas disse ser “lamentável” que os americanos não parecem ter apetite para a empreitada.

Os ataques iranianos a navios comerciais, e a ameaça de mais ataques, paralisaram quase todo o tráfego na hidrovia que liga o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos do mundo, fechando uma rota crítica para o fluxo mundial de petróleo e fazendo os preços do petróleo dispararem.

Pronunciamento

Em um pronunciamento na quarta-feira, 1.º, Trump oscilou entre apoiar negociações para encerrar a guerra e prometer uma escalada da violência.

Estamos no caminho certo para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve”, disse. “Vamos atacá-los com extrema força. Nas próximas duas ou três semanas, vamos fazê-los regredir à Idade da Pedra, à qual eles pertencem. Enquanto isso, as discussões estão em andamento.”

No discurso, Trump chegou a dizer que os países que importam petróleo do Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz deveriam tomar a iniciativa para forçar o Irã a reabri-lo.

Ele afirmou que os EUA não precisam do petróleo que passa por essa rota. É verdade que os Estados Unidos importam muito pouco petróleo do Golfo, mas a declaração ignora a realidade econômica de que os preços do petróleo são definidos globalmente e que as interrupções no fornecimento no Oriente Médio terão impacto nos Estados Unidos.

Irã diz que operação dos EUA para resgatar piloto ‘fracassou completamente’

Bandeira do Irã/Arquivo/AFP

O exército iraniano afirmou, neste domingo (5), que a operação dos Estados Unidos para resgatar o piloto de um avião de caça americano derrubado “fracassou completamente“.

Pouco antes desta declaração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que o oficial havia sido resgatado “são e salvo” durante uma operação militar.

A suposta operação de resgate do exército dos Estados Unidos, planejada como uma missão de engano e fuga em um aeroporto abandonado no sul de Isfahan, sob o pretexto de recuperar o piloto de um avião derrubado, foi completamente frustrada“, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando central militar iraniano.

Em uma mensagem em vídeo divulgada pela televisão estatal, afirmou que “dois aviões de transporte militar C130 e dois helicópteros Black Hawk foram destruídos” durante a operação.

Acrescentou, ainda, que Trump continua com sua “retórica vazia e de distração, embora a realidade no terreno demonstre a posição superior das poderosas Forças Armadas do Irã“.

Os meios de comunicação estatais divulgaram imagens de destroços carbonizados espalhados por uma área desértica, de onde ainda saía fumaça.

A agência de notícias Tasnim informou, por sua vez, que os ataques realizados durante a operação de resgate haviam deixado cinco mortos no sudoeste do Irã.

O caçabombardeiro F15E caiu no sudoeste do Irã na sexta-feira, e seus dois ocupantes haviam se ejetado em pleno voo.

Ataques israelenses deixam quatro mortos em Gaza

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ALEX KOLOMOISKY / POOL / AFP

Quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas em Gaza, neste domingo (5), em um ataque israelense contra um grupo de civis, informaram a Defesa Civil e um hospital do território palestino.

O ataque ocorreu antes do amanhecer em um bairro do leste da Cidade de Gaza, maior zona urbana do território, segundo a Defesa Civil, que funciona como força de resgate sob comando do Hamas.

“Um ataque aéreo israelense antes do amanhecer matou quatro pessoas e feriu várias”, informou esta agência.

O hospital Al Shifa de Gaza confirmou o balanço e afirmou que o ataque foi realizado por um drone israelense.

Quatro mártires e cinco feridos chegaram ao hospital esta manhã, depois que um drone israelense disparou dois mísseis contra um grupo de civis”, destacou o hospital em um comunicado.

O exército israelense disse, em nota, ter identificado uma “célula terrorista” que constituía uma “ameaça imediata” e que por isso, realizou “um ataque seletivo (…) a fim de eliminar a ameaça“.

Apesar do cessar-fogo, Israel tem feito ataques em toda Gaza, matando pelo menos 715 pessoas desde que a trégua entrou em vigor, em 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde do território, que também opera sob a autoridade do Hamas.

As Nações Unidas consideram que os números do ministério são confiáveis.

Israel afirma que cinco de seus soldados morreram desde o início da trégua.

Trump dá ultimato de 48 horas ao Irã e ameaça “inferno”

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, publicou uma mensagem em sua rede social em que volta a ameaçar o Irã, caso o país não mude sua posição sobre o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo, atualmente quase bloqueada devido ao conflito entre Washington, Teerã e seus aliados.

No post, Trump escreveu:

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o Inferno desabar sobre eles. Glória a DEUS! Presidente DONALD J. TRUMP”

Enquanto Zelensky viaja à Turquia, Ucrânia e Rússia trocam ataques mortais

Polícia retira corpo após ataque russo a Velyka Vilshanytsia, local a 50 km de Lviv, na Ucrânia. /YURIY DYACHYSHYN / AFP

Rússia e Ucrânia trocaram ataques mortais durante a madrugada e a manhã deste sábado, 4, matando 10 pessoas e ferindo várias dezenas, disseram autoridades de ambos os lados.

Os ataques ocorreram enquanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, viajava para Istambul, na Turquia, para conversas com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Ele também se encontrará com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, líder dos cristãos ortodoxos orientais.

Estamos trabalhando para fortalecer nossa parceria para garantir a proteção real das vidas, promover a estabilidade e garantir a segurança na Europa e no Oriente Médio. Esforços conjuntos sempre produzem os melhores resultados“, disse Zelensky em postagem no Telegram após chegar a Istambul.

A Rússia disparou 286 drones contra a Ucrânia durante a noite, dos quais 260 foram abatidos, disse a Força Aérea Ucraniana em comunicado. Cinco pessoas – três mulheres e dois homens – foram mortas na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, e outras 19 ficaram feridas, disse o chefe da administração militar regional Oleksandr Hanzha.

Enquanto isso, o chefe instalado pela Rússia na região ocupada de Luhansk, Leonid Pasechnik, disse que as forças ucranianas atingiram a infraestrutura ferroviária na região e casas particulares, matando uma família de três pessoas – um casal e seu filho de 8 anos.

Imagem de satélite mostra fumaça no porto de Qeshm, no Irã, após ataques

Uma imagem de satélite mostrou fumaça saindo do porto de Qeshm, no Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas informaram à Reuters que partes do porto foram danificadas em ataques atribuídos aos EUA e Israel, ocorridos da noite de 1º de abril até o início da tarde de 2 de abril.

O site iraniano Mehr News informou que não houve vítimas.

Segundo Mansour Azimzadeh Ardebili, vice-chefe da Zona Franca da ilha de Qeshm, a região é totalmente comercial e atacá-la constitui uma violação das normas internacionais.

EUA demitem chefe do Estado-Maior do Exército e outros dois generais

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército e outros dois generais, em meio à guerra com o Irã.

Hegseth ordenou a aposentadoria imediata do general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, na quinta-feira (2), informou um oficial do Pentágono à CNN.

Os outros dois generais demitidos, segundo a fonte, são: o chefe dos capelães, major-general William Green Jr., e o comandante do Comando de Transformação e Treinamento do Exército, general David Hodne.

A decisão foi tomada um dia após o pronunciamento do presidente Donald Trump à nação sobre a guerra com o Irã. No discurso, ele sinalizou que os EUA intensificarão os ataques ao Irã, depois de sugerir anteriormente que poderiam encerrar a guerra em duas ou três semanas.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a saída de George, escrevendo no X: “O general Randy A. George se aposentará de seu cargo como o 41º chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato. O Departamento de Guerra agradece as décadas de serviço do general George à nossa nação”.

Anúncio “abrupto” e surpresa no Exército

A alta cúpula do Exército foi pega de surpresa pelo anúncio abrupto, disse um oficial americano à CNN.

George soube da notícia por telefone, através de Hegseth, na quinta-feira, enquanto estava em uma reunião, afirmou um segundo oficial americano. Mais tarde, ele conversou pessoalmente com sua equipe sobre o anúncio, e seus funcionários se mostraram “muito estoicos” ao receber a notícia, segundo a fonte.

Como chefe do Exército, George trabalhou em estreita colaboração com o Secretário do Exército, Dan Driscoll — um alto funcionário próximo à Casa Branca que Hegseth considerava uma ameaça e com quem, por vezes, teve um relacionamento conflituoso.

A natureza abrupta e pública da aposentadoria imediata de George, disse o primeiro oficial americano, deixou pouca margem para que os oficiais argumentassem contra a remoção de um dos chefes do Estado-Maior Conjunto em meio ao conflito em curso com o Irã — especialmente porque o Exército, sob o comando de George, está mobilizando tropas e é o principal responsável por fornecer capacidades cruciais de defesa aérea e antimíssil integradas às forças conjuntas.

Em sua função como chefe, George fornecia conselhos e orientações ao Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, e a Hegseth a respeito dessas capacidades.

Não me parece uma decisão muito bem pensada“, disse o primeiro oficial americano.

A CBS News foi a primeira a noticiar a demissão de George.

Países ameaçam Irã com sanções se não reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Segundo a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, representantes de cerca de 40 países pediram hoje na reunião convocada e presidida pelo Reino Unido, à reabertura imediata e incondicional do Estreito de Ormuz, ameaçando Teerã com novas sanções econômicas.

O Irã está tentando manter a economia global refém no Estreito de Ormuz. Isso não pode acontecer. Para tal, os parceiros apelaram hoje à reabertura imediata e incondicional do estreito e ao respeito pelos princípios fundamentais da liberdade de navegação e do direito do mar. Na reunião, os países concordaram em explorar medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções, para pressionar o Irã caso o estreito se mantenha fechado“, declarou Cooper.

Desde o início da guerra, o bloqueio quase total do estreito pelo regime iraniano, por onde passa normalmente pela rota um quinto da produção mundial de petróleo, além de gás natural liquefeito e fertilizantes, trouxe um impacto econômico global e levou a escalada de preços no mercado e a redução da oferta dos produtos. “Este bloqueio representa uma ameaça direta à prosperidade global”, ressaltou a ministra britânica.

O Reino Unido emitiu um comunicado, no qual informa que os países que participaram da reunião debateram a possibilidade de aumentar a pressão diplomática internacional sobre o Irã, através das Nações Unidas, assim como acordos conjuntos para reforçar a confiança nos mercados e a exploração de possíveis medidas coordenadas, tais como as sanções contra o Irã.

Estamos firmemente determinados a explorar todas as medidas diplomáticas, econômicas e coordenadas possíveis para conseguir a reabertura do estreito. Os ataques imprudentes do Irã estão atingindo o transporte marítimo internacional, procurando sequestrar à economia global. Isso está afetando os preços da gasolina e as taxas hipotecárias aqui no Reino Unido, mas também o combustível para aviões em todo o mundo, os fertilizantes para África e também o gás para a Ásia“, anunciou a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, após a reunião, que visou o debate e a coordenação internacionais, mas não chegou a conclusões formais.

Além disso, Cooper mencionou outras medidas que poderá ser incluídas, como a colaboração com a Organização Marítima Internacional (OMI) para garantir que os navios retidos possam retomar a navegação. “Temos a certeza de que precisamos da pressão diplomática, da pressão econômica e também do trabalho que está sendo feito separadamente pelos planejadores militares sobre como manter a segurança da navegação a longo prazo, quando o conflito terminar“, acrescentou.

De acordo com a OMI, aproximadamente 2 mil embarcações permanecem retidas no Golfo Pérsico.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também defendeu hoje na reunião que o bloco deve reforçar a sua missão naval Aspides de forma a proteger as principais rotas marítimas de perturbações causadas pela guerra no Médio Oriente Médio. “Hoje, analisamos medidas diplomáticas, econômicas e de segurança para restabelecer a passagem segura, a par da colaboração com o setor dos transportes marítimos. A missão naval Aspides da UE já prestou assistência a 1.700 navios no Mar Vermelho e deve ser reforçada. Não podemos nos dar ao luxo de perder mais uma rota comercial crítica”, afirmou Kallas.

Fechamento do Estreito de Ormuz cria risco de fome global, alerta Comitê

O Comitê Internacional de Resgate (IRC) alertou que o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz criou uma “bomba-relógio” para a segurança alimentar, que pode provocar aumento acentuado da fome global até junho.

Segundo o IRC, a interrupção dessa rota estratégica, que transporta cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, ameaça não apenas o fornecimento de energia, mas também rotas marítimas que levam alimentos e medicamentos a zonas de crise e missões humanitárias.

A organização afirma que a crise atual pode superar o choque alimentar de 2022, causado pela guerra da Rússia na Ucrânia, que interrompeu a exportação de trigo pelo Mar Negro.

Líderes mundiais e grupos humanitários enfrentam agora uma janela de tempo cada vez mais curta para evitar uma escalada da fome global até junho de 2026, alerta o IRC.

De Beirute, o CEO do IRC, David Miliband, destacou que milhões de pessoas já sentem os efeitos no terreno e que o que está acontecendo agora pode ser muito pior do que o choque da Ucrânia.

Segundo ele, a janela para evitar uma crise global massiva de fome está se fechando rapidamente.

Irã promete ataques ‘devastadores’ contra EUA e Israel após ameaças de Trump

Iranianos comparecem ao funeral de Alireza Tangsiri, comandante da marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, juntamente com outros mortos em ataques conjuntos EUA-Israel no Irã/ AFP

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (2) executar ataques “devastadores” contra Estados Unidos e Israel, depois que o presidente americano Donald Trump anunciou que bombardeará a República Islâmica por mais duas ou três semanas até que o país volte à “Idade da Pedra”.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão “muito próximos” de alcançar seus objetivos, mas advertiu que intensificará os ataques se o Irã não alcançar um acordo para encerrar a guerra.

Nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram“, disse Trump em um discurso na Casa Branca.

O conflito bélico começou há mais de um mês com os ataques americanos e israelenses contra o Irã e, desde então, se propagou por todo o Oriente Médio, com graves consequências para a economia mundial.

Os bombardeios prosseguem e, nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde iraniano relatou danos consideráveis no Instituto Pasteur, um centro de saúde fundamental em Teerã.

A República Islâmica perdeu muitos dirigentes políticos e militares de alto escalão, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, substituído por seu filho Mojtaba Khamenei, mas o país resiste, sem o registro de deserções na cúpula do poder.

A resposta do Irã ao discurso de Trump foi, mais uma vez, imediata.

Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição“, afirmou o comando militar iraniano, Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela televisão estatal.

“Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e mais destrutivas”, acrescentou.

O país prosseguiu com o lançamento de projéteis contra Israel, que anunciou o balanço de quatro pessoas levemente feridas na região de Tel Aviv.

A situação obrigou muitos israelenses a celebrar a Páscoa judaica no subsolo para evitar os ataques iranianos.

Esta não é minha primeira opção“, afirmou um escritor que se identificou apenas como Jeffrey em um bunker em Tel Aviv. “Mas, pelo menos aqui no abrigo, podemos sentar e esperar que passe“, acrescentou.

“Resistiremos até o fim”

Trump mencionou recentemente a possibilidade de um acordo para obter o fim da guerra. O conflito provocou a disparada dos preços dos combustíveis e a queda de popularidade do presidente americano.

O republicano considera viável dialogar com os novos dirigentes iranianos, que, segundo ele, seriam “menos radicais e muito mais razoáveis” que seus antecessores.

Oficialmente, Teerã rejeitou as propostas de Washington e considera suas exigências “maximalistas e irracionais”.

“Mensagens foram recebidas por meio de intermediários, entre eles o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, citado pela agência ISNA.

Trump advertiu que, se um acordo não for alcançado, Washington tem o olhar voltado para alvos cruciais, incluindo “as centrais elétricas do país”.

Os aiatolás, que reprimiram com grande violência as manifestações antigovernamentais em dezembro e janeiro, ainda possuem apoiadores incondicionais.

Esta guerra já dura um mês. Demore o tempo que precisar demorar, seguiremos em frente”, afirmou Musa Nowruzi, um aposentado de 57 anos, durante o funeral em Teerã de um comandante naval da Guarda Revolucionária morto durante um ataque israelense. “Resistiremos até o fim”, disse.

No Líbano, o grupo pró-iraniano Hezbollah anunciou o lançamento de drones e foguetes contra o norte de Israel.

Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelenses provocaram mais de 1.300 mortes desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, em 2 de março.

Os países do Golfo, antes considerados um refúgio em uma região instável, foram arrastados para o conflito desde o primeiro dia.

Trump prometeu não abandonar seus aliados na região, ou seja, Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.

O Estreito de Ormuz, uma rota marítima por onde passava 20% do petróleo e do gás mundial antes da guerra, é outra prioridade de Washington, que exige sua reabertura como condição para um cessar-fogo.

“Extremamente preocupado”

A Guarda Revolucionária do Irã prometeu manter o estreito fechado aos “inimigos” do país.

O Reino Unido receberá, nesta quinta-feira, uma reunião de 35 países para debater como restabelecer a liberdade de navegação em Ormuz.

A China afirmou que os ataques “ilegais” contra o Irã são a “causa primordial” do bloqueio do estreito e exigiu um cessar-fogo imediato.

O discurso de Trump não acalmou os mercados. Os preços do petróleo dispararam, com altas superiores a 6% do barril de Brent e de West Texas Intermediate.

O diretor-gerente do Banco Mundial, Paschal Donohoe, declarou à AFP que está “extremamente preocupado” com o impacto da guerra sobre a inflação, o emprego e a segurança alimentar.

Terremoto de magnitude 7,8 atinge ilha da Indonésia

Google Maps mostra localização do epicentro do terremoto no norte da Indonésia — Foto: Reprodução/Google Maps

Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região norte do Mar das Molucas, na Indonésia, nesta quinta-feira (1º), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km, segundo o USGS. Não há relatos de vítimas até a última atualização desta reportagem.

O epicentro está localizado perto da costa da de Ternate, uma pequena ilha com cerca de 210 mil habitantes.

Um alerta de tsunami chegou a ser emitido. A onda gerada chegou à região costeira com 0,3 metro de altura.

Irã diz que não escolheu caminho de agressão e guerra em carta a americanos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou nesta quarta-feira (1°) uma carta dirigida aos cidadãos dos Estados Unidos. No documento, ele pede que olhem “além da retórica política” e reconsiderem sua visão sobre o país, segundo a mídia estatal iraniana.

Afirmando que a relação entre o Irã e os Estados Unidos é mal compreendida, ele enfatiza na carta que o Irã “nunca, em sua história moderna, escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação, e nunca iniciou qualquer guerra”.

Além disso, Pezeshkian afirmou que o Irã não nutre qualquer inimizade contra os cidadãos americanos comuns, de acordo com a Press TV.

Ele declarou ainda que retratar o Irã como uma ameaça “não condiz com a realidade histórica nem com os fatos observáveis ​​da atualidade”.

A carta é divulgada horas antes de um pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, à nação. Ele deve fornecer uma atualização sobre a guerra.

Segundo um funcionário da Casa Branca, Trump vai reafirmar a intenção de encerrar o conflito nas próximas três semanas.

Hamas promete retaliação após Israel aprovar pena de morte aos palestinos

Hamas promete rretaliação após Israel aprovar pena de morte aos palestinos/AFP

O Hamas prometeu uma resposta proporcional após o parlamento de Israel ter aprovado a pena de morte para condenados por homicídio terrorista que, na prática, se aplica apenas a palestinos.

O Parlamento israelense aprovou na segunda-feira (30) uma lei que foi considerada polêmica por parte da comunidade internacional, que prevê a pena de morte para os palestinos da Cisjordânia condenados por ataques letais contra judeus. O texto obriga, salvo exceções não definidas, os tribunais militares israelenses a impor essa pena aos palestinos residentes na Cisjordânia ocupada, enquanto os tribunais que julgam cidadãos israelenses têm a possibilidade de aplicar, em vez disso, a prisão perpétua.

Por outro lado, a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco se prepara para instar o governo israelense a reverter a sua posição. Kallas advertiu que esta medida representa um grave retrocesso em relação aos compromissos e obrigações anteriormente assumidos por Israel ao abrigo do direito internacional e do Acordo de Associação entte a UE e Israel. Um texto será anunciado em nome dos 27 Estados-membros, que destaca uma preocupação particular relativa ao que descreve como o caráter discriminatório de fato do projeto de lei.

Os chefes da diplomacia da Alemanha, França, Itália e Reino Unido já haviam exortado o parlamento e o governo de Israel a abandonarem o plano de expandir as possibilidades de impor a pena de morte e anteriormente, o Conselho da Europa tinha pedido que a proposta de lei fosse abandonada. Além disso, peritos em direitos humanos das Nações Unidas também tinha exigido a Israel que retirasse a proposta de lei, considerando-a ilegal e discriminatória para os palestinos.

Já o grupo Hamas descreveu a lei como a execução de prisioneiros palestinos e argumentou que demonstra a natureza sanguinária da ocupação e a sua abordagem baseada em assassinatos e terrorismo. O Hamas apelou à comunidade internacional e às organizações humanitárias e de direitos humanos, especialmente as Nações Unidas e a Cruz Vermelha, para que atuem com urgência no sentido de travar esta agressão criminosa e garantir a proteção dos prisioneiros contra a brutalidade da ocupação. “A lei reflete o desprezo da ocupação e dos seus líderes pelo direito internacional e expõe a falsidade das suas repetidas alegações de civilidade e compromisso com os valores humanos”, diz um trecho do comunicado.

Outro grupo, a Jihad Islâmica, pediu a intensificação do confronto com a ocupação para revogar a lei e salvar a vida dos palestinos detidos em prisões israelenses. Também acusou o governo de Israel de usar a estrutura parlamentar para aprovar um genocídio diante dos olhos do mundo. “As prisões se transformaram em palcos de liquidação política. A aprovação desta lei não garantirá a segurança do Estado ocupante, mas exacerbará ainda mais as tensões na região e criará uma nova realidade em defesa dos reclusos e para proteger as suas vidas“, alertou o movimento.

O grupo ainda afirmou que o sistema jurídico e judicial em Israel é um instrumento de vingança política concebido para enganar a opinião pública.

Por sua vez, a Autoridade Palestina acusou Israel de tentar legitimar execuções extrajudiciais com a aprovação de uma legislação que avaliou como feita sob medida para se aplicar apenas a palestinos. Já a ONG Associação para os Direitos Civis em Israel (ACRI, na sigla em inglês) anunciou ter interposto um recurso junto do Supremo Tribunal para contestar a lei. “Esta lei é inconstitucional, discriminatória por natureza e, para os palestinos da Cisjordânia, aprovada sem base jurídica”, apontou a ACRI.

Os principais grupos de defesa dos Direitos Humanos de Israel denunciaram a lei como “um ato de discriminação institucionalizada e de violência racista contra os palestinos“. A Associação para os Direitos Civis em Israel afirmou ter apresentado um recurso contra a lei no Supremo Tribunal de Israel. Para Miriam Azem, coordenadora internacional de defesa dos direitos humanos da Adalah, uma ONG israelense que defende os direitos da minoria árabe, a lei é uma continuação e uma escalada dos maus-tratos e da tortura infligidos aos palestinos. Azem destacou que o tribunal tem-se mostrado muito relutante em intervir no passado e já deu a sua aprovação a graves abusos contra os palestinos.

A entrada em vigor desta lei representaria um novo afastamento de Israel do quadro de valores a que historicamente optou por aderir. A pena de morte é um anacronismo jurídico incompatível com os padrões contemporâneos de direitos humanos. Além disso, qualquer aplicação discriminatória é inaceitável num Estado de direito”, apontou Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa.

A controversa Lei

O projeto de lei foi apresentado por membros de um partido de extrema-direita dentro da coligação governamental do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tendo sido aprovado com 62 votos a favor e 48 contra. A aprovação é uma vitória para os aliados de extrema-direita de Netanyahu, que votou a favor. A medida foi promovida por Itamar Ben-Gvir, o ministro da Segurança Nacional de extrema-direita.

A pena de morte existe em Israel, mas foi aplicada apenas duas vezes: em 1948, pouco depois da fundação do Estado, contra um capitão do exército acusado de alta traição, e em 1962, quando o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann, um dos arquitetos do holocausto, foi enforcado.

Atualmente, a pena de morte é proibida para a maioria dos crimes em Israel, sendo permitida apenas em casos extraordinários de crimes de guerra ou genocídio. Na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, os palestinos que vivem nesse território são julgados por tribunais militares israelenses, enquanto os colonos de Israel são processados pelo sistema de Justiça.

Israel mata comandante sênior do Hezbollah no Líbano

Israel matou um comandante sênior do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, informou o Exército nesta quarta-feira (1º). Tropas navais israelenses “realizaram um ataque em Beirute” e “eliminaram” Hajj Yusuf Ismail Hashem, comandante da unidade da Frente Sul do Hezbollah, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF).

A unidade da Frente Sul é “responsável por atividades terroristas contra civis israelenses” e por “operações de combate contra soldados das IDF” no sul do Líbano, afirmou o Exército israelense.

Hashem assumiu o cargo após seu antecessor, Ali Karaki, ter sido morto em um ataque israelense a Beirute em setembro de 2024, junto com o antigo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah – em uma campanha intensa que enfraqueceu a liderança militar do grupo.

Israel intensificou os ataques à capital libanesa durante a noite, onde pelo menos nove pessoas morreram e 29 ficaram feridas, segundo o Ministério Público de Saúde do Líbano.

As forças israelenses aumentaram os bombardeios no Líbano desde 2 de março, após disparos de projéteis do grupo militante apoiado pelo Irã em direção a Israel, em resposta a um ataque militar conjunto dos EUA e de Israel ao Irã.

Trump diz que guerra contra o Irã deve acabar em duas semanas

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira, 31, que a guerra contra o Irã deve acabar “muito em breve”.

Estamos atingindo-os com muita força“, afirmou Trump. “Na noite passada, destruímos uma quantidade enorme de instalações de fabricação de mísseis… Estamos terminando o trabalho, e acho que precisamos de duas semanas, talvez alguns dias a mais, para concluir o serviço.”

Ao ser questionado sobre os “quatro ou cinco objetivos” que dizia ter para a deflagração da guerra no Oriente Médio, Trump disse que tinha apenas uma meta, que era impedir o Irã de ter armas nucleares. “Esse objetivo foi alcançado”, afirmou.

O presidente americano disse ainda que pode fechar um acordo com o regime iraniano nas próximas semanas. “Se eles vierem para a mesa de negociações, será bom.” Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.