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Papa Leão 14 visita Turquia e Líbano em sua primeira viagem ao exterior

Papa Leão 14 /FILIPPO MONTEFORTE / AFP

O papa Leão 14 inicia na quinta-feira (27) sua primeira viagem ao exterior, que o levará ao berço do cristianismo com uma visita à Turquia, onde celebrará um aniversário religioso, e outra ao Líbano, país que enfrenta uma grave crise.

A viagem de seis dias (27 de novembro a 2 de dezembro) representa o primeiro teste internacional para o bispo de Roma, seis meses após ter sido eleito para liderar a Igreja Católica.

O estilo discreto do pontífice americano-peruano contrasta com o de seu carismático antecessor, o argentino Francisco.

Durante sua primeira viagem fora da Itália, o pontífice deve enfatizar o diálogo inter-religioso e os apelos à paz, perto de um Oriente Médio marcado por conflitos e cada vez mais ignorado pelos cristãos.

Robert Francis Prevost estará na Turquia para celebrar os 1.700 anos do Concílio de Niceia, onde foi redigido o Credo, fundamento da fé cristã. Uma comemoração rica em símbolos, que pretende recordar que a unidade dos cristãos ainda é possível.

A visita de Leão 14 à Turquia, país de maioria sunita onde os cristãos representam apenas 0,1% da população, de 86 milhões de habitantes, não causou grande alvoroço.

Por sua vez, no multiconfessional Líbano a visita é aguardada com fervor.

O país, que durante muito tempo foi considerado um modelo de convivência, enfrenta desde 2019 uma crise devastadora que afeta todos os estratos da população: uma moeda extremamente desvalorizada, empobrecimento generalizado, deficiências nos serviços públicos, a explosão do porto de Beirute em 2020 e a guerra com Israel.

“Os libaneses estão cansados”, disse à AFP Vincent Gelot, diretor do escritório para Líbano e Síria da Obra do Oriente, uma associação católica que ajuda os cristãos do Oriente. “Eles esperam uma palavra de verdade dirigida às elites libanesas e ações fortes e concretas”, acrescentou.

Romaria de Cristo Rei: Dom Limacêdo reflete sobre os mais vulneráveis — “Como dizer para eles que Jesus é Rei?”

O bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio, presidiu na noite deste domingo, 23 de novembro, a Romaria de Cristo Rei e o Jubileu do Povo de Deus.

A romaria reuniu toda a Diocese, representada por catequistas, ministros da Palavra e da distribuição da Eucaristia, coroinhas, além de religiosos, seminaristas e sacerdotes.

O encontro teve início na Paróquia de São Francisco de Assis, com a concentração e a catequese conduzida pelo padre Josenildo Nunes de Oliveira, vigário geral da Diocese. Em seguida, os fiéis seguiram em caminhada até a Catedral, igreja-mãe da Diocese do Pajeú.

Durante a homilia, Dom Limacêdo refletiu sobre o aspecto social da celebração da Solenidade de Cristo Rei do Universo. Ele também comentou sobre a COP30, realizada em Belém nas últimas duas semanas, e parabenizou o Brasil:

“Nós fomos um lugar de reunião importante. Ali se discutiram muitas coisas importantes no que tange ao meio ambiente. O Brasil está de parabéns. Deus é brasileiro.”

O bispo ainda acrescentou:

“Ele é o Rei que não tem exército, mas seguidores que querem tomar conta do nosso coração.”

Dom Limacêdo também compartilhou uma experiência recente e falou sobre o compromisso cristão com os mais vulneráveis:

“Visitei um grupo de moradores em situação de rua, em Serra Talhada. Como dizer para eles que Jesus é Rei? Como dizer que Deus é bom, se às vezes não recebem gestos da nossa parte? Eu é que deveria traduzir quem é Deus. E, às vezes, sou egoísta, penso só no meu umbigo.”

Após o rito da comunhão, aconteceu a bênção dos missionários, encerrando o momento celebrativo.

Papa critica tratamento dado aos imigrantes nos EUA: “Extremamente desrespeitoso”

Papa Leão 14/ANDREAS SOLARO / AFP

O papa Leão 14 renovou nesta terça-feira (18) suas críticas às políticas migratórias do presidente americano, Donald Trump, e condenou o tratamento “extremamente desrespeitoso” dado aos imigrantes nos Estados Unidos.

“Temos que buscar formas de tratar as pessoas com humanidade”, declarou em inglês aos jornalistas em frente à sua residência secundária perto de Roma.

Embora tenha afirmado que “todos os países têm o direito de determinar quem, como e quando as pessoas entram”, havia pessoas que “levavam uma boa vida, muitas delas há 10, 15 ou 20 anos” e que foram tratadas de maneira “extremamente desrespeitosa”.

O pontífice pediu a “todo o povo dos Estados Unidos que ouça” a Conferência Episcopal Católica dos Estados Unidos, que, em uma declaração incomum na semana passada, instou a pôr fim ao “clima de medo”.

O papa, nomeado em maio, tornou-se um crítico cada vez mais ferrenho das políticas da administração Trump.

Leão 14 também abordou a situação na Nigéria, que está em conversações com os Estados Unidos após as ameaças de Trump de intervir militarmente devido ao assassinato de cristãos por jihadistas.

A Nigéria, com 230 milhões de habitantes, está dividida aproximadamente em partes iguais entre um sul predominantemente cristão e um norte de maioria muçulmana.

É cenário de inúmeros conflitos, incluindo insurgências jihadistas que matam tanto cristãos quanto muçulmanos, frequentemente de forma indiscriminada.

O papa disse que, em certas áreas deste país da África Ocidental, “sem dúvida existe perigo para os cristãos, mas também para toda a população. Cristãos e muçulmanos foram massacrados”.

“Há uma questão de terrorismo. Há uma questão que tem muito a ver com a economia, por assim dizer, e com o controle das terras que possuem”, afirmou.

Papa Leão XIV envia mensagem aos cardeais do sul global que estão levando a voz da Igreja na COP30

Papa Leão XIV visita Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

Nesta segunda-feira, 17, o Papa Leão XIV divulgou um vídeo no qual saúda as Igrejas particulares do Sul Global reunidas no Museu Amazônico de Belém, durante a COP30. Na mensagem, o pontífice afirma acompanhar a voz profética dos cardeais presentes no evento, que anunciam ao mundo, por palavras e gestos, que a Amazônia permanece um sinal vivo da criação e exige cuidado urgente.

“Vocês escolheram a esperança e a ação frente à desesperação, construindo uma comunidade global que trabalha em conjunto. Tem se alcançado avanços, mas não suficientes. A esperança e a determinação devem se renovar, não só com palavras e aspirações, mas também com ações concretas”.

O Papa recordou que a criação clama em enchentes, secas, tormentas e um calor implacável:

“Uma de cada três pessoas vive em grande vulnerabilidade em consequência dessas mudanças. Para elas, a mudança climática não é uma ameaça distante. Ignorar essas pessoas é negar nossa humanidade compartilhada. Ainda há tempo para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5 °C, mas a janela está se fechando. Como custódios da criação de Deus, somos chamados a agir com rapidez, fé e profecia para proteger o dom que Ele nos confiou”.

Cita, ainda, que o Acordo de Paris tem impulsionado um progresso real e continua sendo a ferramenta mais poderosa para proteger as pessoas e o planeta.

“Mas devemos ser honestos: não é o Acordo que está falhando, senão nossa resposta. O que está falhando é a vontade política de alguns. A verdadeira liderança implica serviço e apoio em uma escala que possa fazer realmente a diferença. Ações climáticas mais contundentes criarão sistemas econômicos mais sólidos e justos. Medidas políticas e climáticas firmes constroem uma inversão em um mundo mais justo e estável”, diz.

Por fim, o Papa pede para que caminhemos junto com cientistas, lideranças e pastores de todas as nações e credos:

“Somos guardiões da criação, não rivais por seus bens. Enviemos juntos uma mensagem global clara: as nações permanecem unidas na firme solidariedade com o Acordo de Paris e a cooperação climática. Que este Museu Amazônico seja recordado como o espaço onde a humanidade escolheu acooperação frente à divisão e a negação. Que Deus lhes abençoe a todos em seus esforços por seguir cuidando a criação de Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

Maior que o Cristo Redentor, imagem de Nossa Senhora de Fátima no CE atrai multidão em inauguração

Nova imagem de Nossa Senhora de Fátima atrai multidão para inauguração no Crato — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Milhares de fiéis lotaram, na noite desta quinta-feira (13), o espaço onde foi erguido o novo monumento de Nossa Senhora de Fátima, no Crato, região do Cariri cearense. A inauguração da imagem marca mais um reforço ao turismo religioso do Ceará.

A celebração contou com missa especial no palco montado em frente ao monumento, seguida da bênção inaugural da imagem. O ambiente ficou tomado de devotos que chegaram cedo para garantir um bom lugar e acompanhar a programação.

Além da cerimônia religiosa, o público também assistiu a apresentações musicais de Irmã Raquel e Patrícia e do padre Fábio de Mello, uma das atrações mais esperadas da noite.

A imagem tem 54 metros de altura, maior inclusive que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, de 38 metros de altura. Segundo o Governo do Ceará, a estátua no Crato é a maior do mundo retratando Nossa Senhora de Fátima.

O local ficou lotado. A expectativa é de que o monumento se torne um dos principais pontos de visitação do Cariri, ampliando ainda mais o fluxo de romeiros e turistas motivados pela fé.

No Vaticano, Papa Leão XIV canoniza sete novos santos

Papa canoniza 7 novos santos 'que mantiveram luz da fé acesa' - Vaticano -  Ansa.it

O Papa Leão XIV presidiu a missa de canonização de sete beatos, na Praça São Pedro, neste domingo, 19 de outubro, Dia Mundial das Missões. Os novos santos são: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Participaram da celebração cerca de 70 mil fiéis.

Lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo
O Pontífice iniciou sua homilia com as palavras de Jesus extraídas do Evangelho de Lucas da liturgia deste domingo: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?” “Esta pergunta nos revela o que é mais precioso aos olhos do Senhor: a fé, ou seja, o vínculo de amor entre Deus e o ser humano”, destacou o Papa.

“Hoje, temos precisamente diante de nós sete testemunhas, os novos santos e as novas santas, que mantiveram acesa, com a graça de Deus, a lâmpada da fé, ou melhor, eles mesmos se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo.”

“Em relação aos grandes bens materiais e culturais, científicos e artísticos, a fé sobressai não porque estes se devam desprezar, mas porque sem fé perdem sentido”, disse ainda o Papa, sublinhando que “a relação com Deus é da maior importância porque Ele, no início dos tempos, criou todas as coisas do nada e, no tempo, salva do nada tudo o que simplesmente acaba. Uma terra sem fé seria povoada por filhos que vivem sem Pai, ou seja, por criaturas sem salvação”.

A oração autêntica vive da fé
“Caríssimos, é precisamente por isso que Cristo fala aos seus discípulos «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer»: tal como não nos cansamos de respirar, também não nos cansemos de orar! Do mesmo modo que a respiração sustenta a vida do corpo, a oração sustenta a vida da alma: a fé, com efeito, expressa-se na oração e a oração autêntica vive da fé.”

“Jesus nos mostra essa ligação com uma parábola: um juiz mantém-se surdo perante os pedidos insistentes de uma viúva, cuja persistência, por fim, o leva a agir. Tal tenacidade, à primeira vista, torna-se para nós um bonito exemplo de esperança, especialmente nos momentos de provação e tribulação. Porém, a perseverança da mulher e o comportamento do juiz, que age contra vontade, preparam uma provocante pergunta de Jesus: Deus, Pai bom, «não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite?»”, disse ainda Leão XIV.

Tentações que põem à prova a nossa fé
O Papa convidou a deixar que “estas palavras ressoem em nossa consciência: o Senhor nos pergunta se acreditamos que Deus é um juiz justo para com todos. O Filho nos pergunta se acreditamos que o Pai quer sempre o nosso bem e a salvação de todas as pessoas”.

“A este propósito, duas tentações põem à prova a nossa fé: a primeira ganha força a partir do escândalo do mal, levando-nos a pensar que Deus não ouve o clamor dos oprimidos nem tem piedade do sofrimento dos inocentes. A segunda tentação é a pretensão de que Deus deve agir como nós desejamos: a oração cede então lugar a uma ordem dirigida a Deus, para lhe ensinar o modo de ser justo e eficaz.”

Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz
“Jesus, testemunha perfeita da confiança filial, nos liberta de ambas as tentações. Ele é o inocente que, sobretudo durante a sua Paixão, reza assim: «Pai, faça-se a tua vontade». São as mesmas palavras que o Mestre nos entrega na oração do Pai-Nosso. A oração da Igreja nos lembra que Deus, ao dar a sua vida por todos, faz justiça a todos. A cruz de Cristo revela a justiça de Deus e a justiça de Deus é o perdão: Ele vê o mal e redime-o, tomando-o sobre si”, disse ainda o Papa, acrescentando:

“Quando somos crucificados pela dor e pela violência, pelo ódio e pela guerra, Cristo já está ali, na cruz por nós e conosco. Não há choro que Deus não console, nem lágrima que esteja longe do seu coração. O Senhor escuta-nos, abraça-nos como somos, para nos transformar como Ele é. Quem, pelo contrário, recusa a misericórdia de Deus, permanece incapaz de misericórdia para com o próximo. Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz.”

Mártires pela sua fé
“As perguntas de Jesus são um vigoroso convite à esperança e à ação: quando o Filho do homem vier, encontrará fé na providência de Deus? Na verdade, é esta fé que sustenta o nosso compromisso com a justiça, precisamente porque acreditamos que Deus salva o mundo por amor, libertando-nos do fatalismo. Perguntemo-nos, então: quando ouvimos o apelo de quem está em dificuldade, somos testemunhas do amor do Pai, como Cristo o foi para com todos? Ele é o humilde que chama os prepotentes à conversão, o justo que nos torna justos, como atestam os novos santos de hoje: não são heróis, nem paladinos de um ideal qualquer, mas homens e mulheres autênticos”, destacou.

“Estes fiéis amigos de Cristo são mártires pela sua fé, como o Bispo Inácio Choukrallah Maloyan e o catequista Pedro To Rot; são evangelizadores e missionários, como a Irmã Maria Troncatti; são fundadoras carismáticas, como a Irmã Vincenza Maria Poloni e a Irmã Carmen Rendiles Martinez; são benfeitores da humanidade, com coração ardente de devoção, como Bartolo Longo e como José Gregório Hernández Cisneros.”

“Que a sua intercessão nos assista nas provações e o seu exemplo nos inspire na comum vocação à santidade. Enquanto peregrinamos rumo a esta meta, rezemos sem nos cansarmos, firmes naquilo que aprendemos e acreditamos resolutamente. A fé sobre a terra sustenta assim a esperança do céu”, concluiu o Papa.

No dia de Nossa Senhora Aparecida, arcebispo prega contra pobreza: ‘Que os eleitos votem em leis favoráveis aos pobres’

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida — Foto: Carlinhos Brasil/TV Vanguarda

O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, pediu que “os eleitos pelo povo votem em leis favoráveis aos pobres” durante a principal missa deste domingo (12), Dia da Padroeira no Santuário Nacional, maior templo católico do país.

No sermão, Brandes pregou pedindo à Nossa Senhora Aparecida duas esperanças ao povo brasileiro: a diminuição da pobreza e das desigualdades sociais.

“Quando diminui a pobreza, nós vamos experimentando o que é a paz, a convivência e o que é vida. Segunda esperança: que diminuam as desigualdades sociais, que são muitas”, disse Brandes.

“Para muitos os pobres são invisíveis, não se vê, não se tem sensibilidade. Para outros são criticados, chamados de vagabundos. Para outros, não se importam com os pobres. Que a Mãe Aparecida nos ajude que os que foram eleitos pelo povo votem em leis favoráveis ao povo de Deus, favoráveis aos pobres”, completou.

Em anos anteriores, as mensagens do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, no 12 de outubro chamaram a atenção por frases contra o armamento, fake news e alertas à população contra o que chamou de ‘dragões’ do ódio, da fome e do desemprego.

Críticas ao desmatamento e queimadas na Amazônia também foram lembradas por ele nos últimos anos. Em 2020, ele criticou as queimadas no bioma. Tema também lembrado por ele nos últimos anos.

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida não divulgou quantos fiéis são esperados neste domingo, mas uma estimativa do Governo de São Paulo aponta que a cidade deve receber 450 mil pessoas no período entre 3 e 12 de outubro.

O estacionamento do Santuário Nacional, com capacidade para 3 mil carros e 2 mil ônibus, ficou lotado os portões foram fechados para veículos por cerca de 1h. A reabertura foi feita por volta das 10h50.

Papa Leão XIV publica foto com imagem de Nossa Senhora Aparecida

Papa Leão XIV publica foto com imagem de Nossa Senhora Aparecida

O Papa Leão XIV publicou nas redes sociais neste domingo (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, uma foto com a imagem da Santa Padroeira do Brasil.

Segundo o Vatican News, serviço de imprensa do Vaticano, a foto foi registrada no sábado (11), quando integrantes da redação brasileira do veículo levaram a imagem para o pontífice abençoar.

Leão XIV já visitou Aparecida, mas antes de ser eleito líder da igreja católica. A visita foi em julho de 2013, dois dias antes do início da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ). Ele aproveitou a viagem e visitou o Santuário.

Segundo o Santuário Nacional de Aparecida, a visita do pontífice Robert Francis Prevost ocorreu no dia 21 de julho de 2013, durante a missa celebrada às 10h, no Altar Central da Basílica.

O santuário afirma que a celebração marcou o encerramento do Encontro Internacional dos Jovens Agostinianos, realizado em São Paulo, como preparação para a Jornada Mundial da Juventude.

Na ocasião, além de Leão XIV, estiveram presentes na missa 1 mil jovens agostinianos e cerca de 60 padres, que seguiram rumo ao Rio de Janeiro para o encontro com o papa Francisco. Na época, Prevost, agora papa Leão XIV, era o superior da Congregação Agostiniana e esteve no encontro dos jovens, os acompanhando até Aparecida para a Eucaristia.

Ele também estava com viagem marcada ao Brasil no fim de abril, quando participaria da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas o evento foi cancelado justamente por conta da realização do conclave, após a morte do papa Francisco.

Círio de Nazaré reúne 2,5 milhões de fiéis nas ruas de Belém

Cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram, neste domingo (12), da 233ª edição do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará. A maior procissão católica do país, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2014, voltou a reunir uma multidão de fiéis vindos de diversas partes do Brasil e do exterior para homenagear a padroeira dos paraenses. A celebração começou às 6h15 com uma missa presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa, na Catedral da Sé, e seguiu com a saída da imagem peregrina da santa, às 7h28, rumo à Praça Santuário, onde chegou por volta de meio-dia.

O percurso de 3,6 quilômetros atravessou o centro histórico de Belém, passando por pontos emblemáticos como o Ver-o-Peso, a Estação das Docas e a Praça da República. Durante todo o trajeto, a emoção e a fé marcaram a caminhada dos devotos. O cortejo da berlinda, acompanhada pela tradicional corda puxada pelos fiéis, foi seguido por orações, cantos e demonstrações de devoção, num ambiente de intensa espiritualidade. A chegada da imagem à Basílica Santuário, sob aplausos e gritos de “Viva Nossa Senhora de Nazaré!”, encerrou o momento mais aguardado do evento.

Entre os milhares de participantes estavam os chamados “promesseiros”, que percorrem o trajeto cumprindo votos e agradecendo bênçãos alcançadas. Giovana Nogueira, por exemplo, realizou o percurso dançando balé pela terceira vez consecutiva em gratidão a uma graça recebida. Já Benedita Nogueira, de 62 anos, levou três ex-votos, um pulmão, um corpo e um rosto, como símbolo das curas pelas quais agradecia, referentes a si mesma, ao filho e à irmã. Casos como esses se multiplicam ao longo do Círio, mostrando a força da devoção popular à padroeira.

A multidão que acompanha a procissão também dá espaço à solidariedade. Entre os fiéis, há quem distribua água, toalhas e alimentos aos romeiros sob o sol forte. A aposentada Sadia Maria Souza Lobato, de 68 anos, cumpre há 15 anos a promessa de oferecer água aos participantes depois de alcançar o sonho da casa própria. Já Vaneide Silva, de 58 anos, distribuiu cerca de 2 mil toalhas aos devotos, gesto que repete anualmente desde que recebeu uma graça especial de Nossa Senhora.

Mesmo sendo uma celebração católica, o Círio de Nazaré atrai fiéis de outras religiões. O paraense Andrei Fonseca, praticante de uma religião de matriz africana da nação Ketu, participa da festa vendendo comidas típicas e afirma que o evento representa a união entre diferentes crenças. “O Círio é uma junção de povos católicos, evangélicos e afro-religiosos, unidos em emoção e respeito à santa”, disse. A convivência pacífica entre religiões é um dos aspectos mais marcantes da festa, que reflete o sincretismo e a diversidade cultural do Pará.

A tradição também envolve uma série de procissões paralelas. No sábado (11), a Romaria Fluvial levou a imagem peregrina pelo rio Guamá, partindo do Distrito de Icoaraci até a Escadinha da Estação das Docas. O cortejo reuniu cerca de 50 mil pessoas e mais de 400 embarcações enfeitadas, num espetáculo que se repete desde 1986. Além da romaria fluvial, ocorrem ainda a romaria rodoviária, a moto romaria e a Trasladação, que antecede a grande procissão de domingo, em uma demonstração da grandiosidade da festa religiosa.

Um dos espaços mais simbólicos da celebração é a Casa de Plácido, criada em homenagem ao agricultor Plácido José de Souza, que teria encontrado a imagem original de Nossa Senhora de Nazaré por volta de 1700. O local acolhe romeiros e oferece alimentação, atendimento médico e abrigo. Segundo a coordenadora Maria da Conceição Rodrigues, cerca de 18 mil pessoas são recebidas durante o Círio, com o apoio de mais de 500 voluntários. “Temos médicos, advogados, estudantes e pessoas de todas as profissões trabalhando juntos em revezamento”, explicou.

Além da fé, o Círio também inspira arte e cultura. A artista paraense Aline Folha é uma das criadoras que transformam a devoção em expressão artística. Autora de mantos oficiais e de coleções temáticas sobre a festividade, ela afirma viver “em estado de outubro”, expressão usada pelos paraenses para definir o clima de expectativa que antecede o evento. “O Círio é uma experiência pessoal e coletiva. O que me emociona é o ritual de família, de ver a santa passar no mesmo cantinho todos os anos”, contou.

A programação oficial da Festa de Nazaré segue até o dia 27 de outubro, quando acontece o Recírio, encerrando as celebrações.

Papa Leão reverte reforma de Francisco e reduz poder do Banco do Vaticano

Papa Leão 14 pede fim da guerra poucos dias após ataque israelense à única  igreja católica de Gaza | Diario de Pernambuco - Rumo aos 200 anos

O papa Leão XIV cancelou a autoridade exclusiva do banco do Vaticano sobre os investimentos mantidos pela cidade-Estado e reverteu uma das reformas financeiras de seu antecessor Francisco.

Em um breve decreto, nesta segunda-feira (6), Leão XIV disse que o banco do Vaticano, conhecido oficialmente como Instituto para as Obras de Religião, não controlaria mais todos os investimentos feitos pelos departamentos do Vaticano, como Francisco havia exigido em 2022.

A decisão dá aos departamentos do Vaticano liberdade para usar bancos estrangeiros.

Leão XIV anulou o mandato anterior de Francisco, mas disse que os departamentos deveriam continuar a usar o banco do Vaticano, “a menos que os órgãos competentes considerem mais eficiente ou conveniente recorrer a intermediários financeiros estabelecidos em outros Estados”.

A reputação financeira do Vaticano foi manchada nas últimas décadas por suas finanças opacas e casos de corrupção, desvio de verbas e outros crimes. Francisco, que liderou a Igreja por 12 anos, promulgou uma série de reformas para resolver os problemas.

O decreto de Leão XIV apenas reverte uma dessas reformas, que determinava que todos os investimentos fossem administrados pelo banco do Vaticano.

Desde a reforma de 2022, algumas autoridades reclamaram que a medida de Francisco havia dado ao banco poder demais sobre outros departamentos do Vaticano, que não podiam nem mesmo ter investimentos em bancos na vizinha Itália.

O novo decreto determina que os departamentos do Vaticano continuem a seguir as políticas de investimento do Vaticano, que foram escritas por um comitê de supervisão que Francisco criou em 2022.

Durante celebração, papa Leão XIV recorda Dorothy Stang e sua luta na Amazônia

Foto: Reprodução | Vatican News

O papa Leão XIV prestou homenagem à missionária católica norte-americana Dorothy Stang neste domingo (14), em Roma. Ela foi assassinada a tiros em 2005, em Anapu, no sudoeste do Pará, devido à sua atuação em defesa da Amazônia e das comunidades de trabalhadores rurais. A cerimônia foi realizada na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, durante um evento que homenageou os “novos mártires e testemunhas da fé” do século XXI. Entre os nomes citados, o pontífice destacou Dorothy Stang.

O Papa Leão, então, procurou dar alguns exemplos dos mártires, porque seriam muitos, já que, “infelizmente, apesar do fim das grandes ditaduras do século XX, ainda hoje não acabou a perseguição aos cristãos; pelo contrário, em algumas partes do mundo, aumentou”. “Penso na força evangélica da irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia. Quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou a Bíblia e respondeu: ‘Esta é a minha única arma’”, declarou o papa.

Dorothy Stang tinha 73 anos quando foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005. A religiosa em missão no Brasil por quase 40 anos, morreu com a Bíblia na mão. E essas mortes, disse o Papa, “não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar”, disse o pontífice. Leão XIV acrescentou: “Queremos preservar a memória juntamente com os nossos irmãos e irmãs das outras Igrejas e Comunidades cristãs. Desejo, portanto, reiterar o compromisso da Igreja Católica em guardar a memória dos testemunhos da fé de todas as tradições cristãs”.

Diocese promove Jubileu das Pastorais Sociais e Grito dos Excluídos em Afogados

No próximo dia 14 de setembro de 2025, a Diocese de Afogados da Ingazeira realiza o Jubileu das Pastorais Sociais, em sintonia com o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, que este ano traz como lema “Vida em primeiro lugar – Basta de miséria, preconceito e repressão!”.

A programação começa às 6h30, com concentração próxima à ponte Antônio Mariano. Em seguida, às 7h30, haverá uma reflexão sobre o papel dos cristãos na sociedade e a importância do cuidado com a criação.

Às 8h30, os participantes seguem em caminhada até a Paróquia de São Francisco, em Afogados da Ingazeira, onde, às 9h30, será celebrada a Celebração Jubilar das Pastorais Sociais.

O evento é promovido pela Cáritas Diocesana e pelas pastorais sociais da Diocese, como parte das atividades do Jubileu Diocesano, que tem reunido fiéis e comunidades em diferentes momentos de espiritualidade, reflexão e compromisso social.

Inspirado no Evangelho, o encontro reforça a mensagem de que “em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40), chamando a atenção para a defesa da vida, a luta por direitos e a superação das desigualdades.

Fiéis participam de vigília em homenagem à canonização de Carlo Acutis, o “padroeiro da internet”

Ex-aluno jesuíta, Carlo Acutis tem canonização reconhecida pelo Vaticano e  agora será santo | Colégio Antônio Vieira - Rede Jesuíta de Educação -  Salvador BA

A Comunidade Católica Obra de Maria promove, neste sábado (6), a partir das 20h, uma noite de vigília em sua sede, em São Lourenço da Mata, em preparação para a canonização de Carlo Acutis, o jovem italiano conhecido como “padroeiro da internet”. O evento contará com momentos de oração, espiritualidade e música, tendo como destaque a presença do cantor e missionário Tony Allyson. A entrada é gratuita.

Carlo Acutis faleceu em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia fulminante. Beatificado em 2020, o adolescente será canonizado neste domingo (7), em cerimônia presidida pelo papa Leão XIV, em Roma, junto com o italiano Pier Giorgio Frassati. Reconhecido por sua vida de virtude e sua dedicação à fé, Carlo é lembrado como exemplo de espiritualidade para os jovens.

A Obra de Maria guarda, em sua sede, uma relíquia de 1º grau do beato, concedida pela mãe de Carlo, Antonia Salzano. “A canonização dele é de grande importância para toda a Igreja, especialmente para os jovens”, destacou Gilberto Barbosa, fundador da comunidade.

Carlo se tornou conhecido mundialmente por criar um site que catalogava milagres eucarísticos, iniciativa que lhe rendeu o título de “Santo da Internet”. Entre os milagres atribuídos à sua intercessão estão a cura de um menino em Mato Grosso do Sul, no Brasil, e a recuperação inesperada de uma jovem na Itália após grave acidente.

Pe. Cícero André é apresentado como vigário-paroquial da Paróquia de São Judas Tadeu, em São José do Egito

O neo-sacerdote Cícero André da Silva Júnior foi apresentado, na noite desta sexta-feira (5), como vigário-paroquial da Paróquia de São Judas Tadeu, em São José do Egito.

A celebração contou com a presença dos padres Rogério Veríssimo, Washington Sebastião e Wellington Luiz. O Pe. Cícero André foi designado para auxiliar o pároco Pe. Rogério Veríssimo na condução da paróquia.

Além disso, os dois padres também estarão responsáveis, de forma interina, pela Paróquia de Santa Terezinha, no município de Santa Terezinha, durante o período de vacância motivado pela morte súbita do Pe. Orlando Bezerra, ocorrida na última segunda-feira, em Serra Talhada.

O Pe. Cícero André foi ordenado sacerdote no último 27 de agosto, no distrito de Cachoeirinha, município de Mirandiba.

Vaticano pendura na Basílica de São Pedro imagem de Carlo Acutis, que se tornará 1º santo ‘millennial’ no domingo

Imagem de Carlo Acutis, que se tornará 1º santo 'millenial' no domingo (7), é pendurada pelo Vaticano na Basílica de São Pedro em 4 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O Vaticano pendurou nesta quinta-feira (4) na Basílica de São Pedro uma imagem de Carlo Acutis, o beato ítalo-britânico que será canonizado pelo papa Leão XIV no domingo (7) e se tornará o 1º santo “millennial“.

Carlo Acutis foi um adolescente católico que morreu de leucemia aos 15 anos em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida. Ele fazia evangelização pela web e ficou conhecido como “padroeiro da internet” entre os fiéis. (Leia mais abaixo sobre quem ele foi)

A imagem de Acutis na fachada da icônica basílica faz parte da preparação da Igreja Católica para seu ritual de canonização. Ele está sendo chamado de 1º santo “millennial” pelo Vaticano, por ter nascido no final do século XX.

A cerimônia será presidida pelo papa Leão XIV na Praça de São Pedro, e será o primeiro evento de canonização do novo pontífice, eleito em maio para substituir o papa Francisco. A cerimônia de domingo estava originalmente marcada para abril, mas foi adiada por conta da morte do argentino.

Nascido em Londres, na Inglaterra, em 3 de maio de 1991, Carlo Acutis foi criado em Milão, na Itália, onde ainda criança tornou-se católico e devoto da Virgem Maria.

Desde pequeno, sobretudo depois da primeira comunhão, nunca faltou ao encontro diário com a Santa Missa e o Rosário, seguidos de um momento de adoração eucarística”, declarou a mãe, Antonia Acutis, à agência de notícias católica ACI.

Acutis foi beatificado em 2020 pelo Vaticano após seu primeiro milagre ter sido reconhecido pela Igreja. Na ocasião, ele curou uma criança brasileira que tocou em uma relíquia sua em 12 de outubro de 2010 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele teve outro milagre reconhecido pela Igreja Católica em maio de 2024.

Além da igreja, Carlo Acutis gostava de computadores e tinha um conhecimento de ciência da computação muito acima da média para garotos da sua idade.

Ele era um especialista em computação, lia livros de engenharia da computação e deixava todos maravilhados, mas colocava seu dom a serviço dos outros e o usava para ajudar seus amigos”, conta a mãe.

Carlo Acutis conseguiu unir as duas paixões ao criar um site dedicado à catalogação cuidadosa de cada milagre já relatado e para evangelizar — façanha que lhe rendeu o título de “padroeiro da internet“.

Este rapaz foi realmente genial e muitos aspectos da sua vida representam para nós um incentivo“, disse o bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, ao site de notícias do Vaticano.

Após ser diagnosticado com leucemia, Carlo Acutis morreu em 12 de outubro de 2006, dia da Nossa Senhora Aparecida, considerada pela igreja católica a padroeira do Brasil.

Milagre no Brasil

Após a morte de Carlo Acutis, o padre Marcelo Tenório, da Paróquia São Sebastião, em Campo Grande, passou a realizar a missa anual de Nossa Senhora Aparecida sempre com a exposição de uma roupa que teria sangue do beato italiano.

Em uma dessas missas, no ano de 2010, um avô desesperado com o diagnóstico do neto doente o levou até a paróquia. Segundo a família, o garoto foi curado após tocar a vestimenta.

A criança, me lembro bem, estava raquítica e tinha problemas de pâncreas anular. Ela não comia nada, não ingeria nem sólido nem líquido e teve a cura logo depois“, afirmou o padre Marcelo Tenório, em entrevista ao g1 MS em novembro de 2019, quando o Vaticano reconheceu o milagre realizado por Carlo Acutis.