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‘Taxa das blusinhas’ preservou 135 mil empregos, estima CNI

Câmara está disposta a rediscutir com o governo a 'taxa das blusinhas'/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar de impopular, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, teve efeitos positivos para o país, revelou levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a entidade empresarial, a medida ajudou a conter importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira. Bilhões de reais em produtos estrangeiros deixaram de ser comprados, ao mesmo tempo em que o imposto reforçou o caixa da União, disse a confederação.

A CNI calculou os efeitos do Imposto de Importação, com base no valor médio das remessas em 2025, comparando o volume de importações projetado pela confederação para o ano passado e o valor que foi efetivamente registrado.

Principais números do levantamento

  • R$ 4,5 bilhões em importações evitadas;
  • 135,8 mil empregos preservados no país;
  • R$ 19,7 bilhões que circularam na economia brasileira;
  • Queda de 10,9% no número de encomendas internacionais de 2024 a 2025;
  • Recuo de 23,4% no número de remessas no primeiro semestre de 2025 em relação ao primeiro semestre de 2024, antes da entrada em vigor;
  • Arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024, e de R$ 3,5 bilhões, em 2025.

De acordo com a CNI, a tributação reduziu a concorrência desleal dos produtos importados, principalmente da China, dando fôlego à indústria brasileira.

O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda“, afirmou em nota Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.

Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, acrescentou.

Como funciona a taxa

A medida estabelece a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Na prática, o imposto é cobrado no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz fraudes.

Efeito nas importações

Com a nova regra, o volume de encomendas caiu:

  • Em 2024, foram 179,1 milhões de remessas para o Brasil;
  • Em 2025, o número recuou para 159,6 milhões.

Sem a taxação, a projeção da indústria era de que o número chegaria a mais de 205 milhões de pacotes, o que mostra o impacto direto da medida na redução das compras no exterior.

Antes da mudança, produtos importados de baixo valor muitas vezes entravam no país sem pagar todos os tributos, enquanto itens nacionais eram taxados normalmente.

Segundo a CNI, isso gerava uma concorrência desigual. Com a nova regra, há maior equilíbrio entre produtos nacionais e estrangeiros.

Combate a fraudes

A CNI complementa que a “taxa das blusinhas” também inibiu práticas como subfaturamento, divisão de pedidos e uso indevido de isenções, que eram comuns antes da taxação.

Com o novo sistema, as plataformas internacionais precisam informar e recolher os impostos no ato da venda, o que aumenta o controle e reduz irregularidades.

Impacto econômico

Além de reduzir importações, a medida elevou a arrecadação federal com importações de pequeno valor, que passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Para a indústria, informou a CNI, o principal efeito é a proteção da produção nacional, com manutenção de empregos e geração de renda no país.

Dólar fecha em leve queda, a R$ 4,9742, menor valor em dois anos

Com mínima de R$ 4,9711 e máxima de R$ 4,9888, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,18%, a R$ 4,9742/Foto: jcomp/Freepik

O dólar manteve o comportamento próximo da estabilidade ao longo desta segunda, 20, encerrando o pregão em leve recuo, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento em dois anos. O ambiente de volume de negócios mais fraco devido à emenda de feriado no Brasil contribuiu para o range reduzido das operações nesta segunda-feira.

No exterior, a retomada das tensões no Oriente Médio, com Trump reiterando o bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz à tarde, reforçou a cautela do mercado global. A dinâmica foi mais uma chancela para o avanço de mais de 5% no barril de petróleo, cotado a US$ 95, acompanhando a volta das restrições do Irã sobre Ormuz no final de semana. No entanto, a disparada nos preços favorece os termos de troca de países exportadores da commodity, como o Brasil.

O estresse relacionado a Ormuz tem dado uma volatilidade pequena ao real na comparação com outros momentos. Significa que o real está bem resiliente a todos esses acontecimentos e reforça a tendência positiva”, avalia o head da mesa de câmbio e internacional da Mirae Asset, Jonathan Joo Lee. Ainda segundo ele, o movimento favorece as ações das petrolíferas na bolsa brasileira, como Petrobras e Prio.

Com mínima de R$ 4,9711 e máxima de R$ 4,9888, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,18%, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento desde 25 de março de 2024, quando a divisa fechou cotada a R$ 4,9734. A moeda acumula desvalorização de 3,95% no mês e de 9,38% no ano em relação ao real. Às 17h22, o dólar futuro caia 0,11%, cotado a R$ 4,9845.

Além disso, a expectativa de um diferencial de juros ainda forte com o ciclo de queda da Selic menor que o esperado, contribui para o real se beneficiar ante o dólar, segundo o diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Marco Mecchi.

O boletim Focus divulgado hoje mais cedo indicou piora da desancoragem das expectativas de inflação. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta de inflação. As expectativas para 2027 também avançaram, para 3,99%, enquanto as de 2028 e de 2029 permaneceram em 3,60% e 3,50%, pela ordem.

“As expectativas para 2026 subiram rapidamente e as de 2027 e as de 2028 já estão mais próximas de 4% do que de 3%. O choque do petróleo e a desancoragem das expectativas são pontos que incomodam muito o Banco Central”, observa Mecchi.

Ainda que o choque de oferta seja um incômodo para a inflação, por um lado, o real tem demonstrado resiliência e valorização frente ao dólar global (DXY) nos últimos 45 dias, na avaliação da BGC Liquidez. A expectativa é de que, no curto prazo, a taxa de câmbio se mantenha estável entre R$ 4,97 e R$ 4,98, com bandas de flutuação variando de R$ 4,90 a R$ 5,05.

Preços do petróleo caem em 6% com incerteza sobre Estreito de Ormuz

Imagem aérea da região próxima ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial diariamente

Os preços do petróleo subiram cerca de 6% nesta segunda-feira (20), devido à incerteza sobre as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, depois que a violência explodiu em torno do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 5,10, ou 5,64%, para fechar a US$ 95,48 o barril. O West Texas Intermediate dos Estados Unidos avançou US$ 5,76, ou 6,87%, para fechar a US$ 89,61.

Ambos os contratos caíram 9% na sexta-feira (17), registrando suas maiores quedas diárias desde 18 de abril, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta até o fim do cessar-fogo.

No fim de semana, os EUA apreenderam um navio de carga iraniano que tentou furar o bloqueio e o Irã disse que retaliaria, aumentando os temores de uma retomada das hostilidades.

“A boa vontade que foi gerada na sexta-feira evaporou totalmente”, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho.

Com um cessar-fogo de duas semanas previsto para expirar no final desta semana, as novas hostilidades lançam dúvidas sobre as perspectivas de uma segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã no Paquistão.

O Irã está considerando participar das negociações de paz, disse uma autoridade de alto escalão iraniano à Reuters nesta segunda-feira, mas nenhuma decisão foi tomada.

O ministro das Relações Exteriores do país do Golfo Pérsico, Abbas Araqchi, disse ao ministro paquistanês Ishaq Dar que as “contínuas violações do cessar-fogo” por parte dos EUA são um grande obstáculo para a continuação do processo diplomático, disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira.

Trump, questionado no fim de semana sobre a chance de uma extensão do cessar-fogo, disse: “Eu não sei. Talvez não. Talvez eu não o prorrogue. Mas o bloqueio vai continuar.”

Apesar da incerteza sobre o cessar-fogo, os analistas observaram que os preços do petróleo estavam fora de máximas observadas no início do conflito no Oriente Médio. “Enquanto não houver uma guerra em grande escala, minha sensação é de que os preços vão baixar lenta mas continuamente“, disse Yawger.

Empresa dos EUA anuncia compra de mineradora brasileira de terras raras

Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras — Foto: Divulgação/Serra Verde

A companhia norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (20), um acordo para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde Group. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. As informações constam em comunicado oficial divulgado pela própria empresa nesta segunda (20).

A transação ocorre em meio ao esforço dos Estados Unidos e aliados para reduzir a dependência da China no mercado de ‘terras raras’.

A Serra Verde é proprietária da mina de Pela Ema, localizada no estado de Goiás. A unidade é a única produtora em larga escala, fora da Ásia, dos quatro elementos de terras raras magnéticas essenciais para produção de imãs em tecnologias avançadas.

Esses minerais são fundamentais para veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa, por exemplo.

O pagamento será realizado por meio de uma combinação de recursos. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias para os acionistas da Serra Verde – o que totalizaria o valor bilionário.

A transação visa criar uma líder global no setor de terras raras. A empresa combinada terá operações integradas que abrangem desde a mineração e processamento até a fabricação de metais e ímãs.

Em janeiro, a USA Rare Earth concordou com um pacote de financiamento de US$1,6 bilhão junto ao governo dos EUA, enquanto a Serra Verde, uma empresa privada, fechou um acordo de financiamento no valor de US$565 milhões com Washington em fevereiro.

A operação ganha ainda mais relevância porque, segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027.

A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala“, disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.

Guerra no Oriente Médio afeta custos de aéreas e oferta de voos pelo mundo

Avião decolando com céu azul

À medida que a guerra no Oriente Médio e o consequente bloqueio no Estreito de Ormuz reduzem o fornecimento global de petróleo, os viajantes têm motivos válidos para se preocupar com o custo e a disponibilidade de voos.

O chefe da AIE (Agência Internacional de Energia) alertou que os países europeus podem ficar sem combustível de aviação em poucas semanas, forçando as companhias aéreas do continente e as transportadoras que voam para a Europa a diminuir significativamente a oferta de voos.

Muitas aéreas já aumentaram as taxas de bagagem despachada ou adicionaram sobretaxas de combustível, já que o preço global do querosene de aviação saltou de cerca de US$ 99 por barril no final de fevereiro para até US$ 209 por barril no início de abril.

Em um sinal dos impactos contínuas do conflito sobre o turismo, a Air Canada disse na última sexta-feira (17) que planejava suspender seu serviço para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York, de 1º de junho até 25 de outubro, para reduzir seus custos com combustível.

Outras companhias aéreas, desde transportadoras dos EUA como United e Delta até Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific na Europa e Ásia, reduziram rotas e aumentaram os preços dos bilhetes ou disseram que os elevariam se a guerra impedisse o petróleo de ser escoado pelo Estreito de Ormuz.

Analistas ouvidos pela Associated Press dizem que é muito difícil para as companhias aéreas fazerem previsões neste ambiente, o que torna provável que seus preços permaneçam elevados por algum tempo, até que as condições se normalizem.

No sábado (18), o Irã voltou a fechar a navegação pelo Estreito, em retaliação à manutenção pelos EUA do bloqueio naval a portos e embarcações iranianas.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão.

Petróleo sobe acima de US$ 100 após fracasso em negociações e falas de Trump sobre Ormuz

Preços do petróleo sobem acima de US$ 100 neste domingo — Foto: Gregory Bull, File/AP

O preço do petróleo no mercado internacional subiu neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de “alto nível” duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump se pronunciou nas redes sociais, fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

Na prática, a medida de Trump busca interromper os cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraniano que ainda passam pelo estreito, como forma de pressionar a economia do país.

Inflação fica acima do esperado e sobe 0,88% em março sob efeitos da guerra

A inflação ao consumidor brasileiro acelerou em março. No mês, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), avançou 0,88%, resultado acima das expectativas dos analistas consultados pela Reuters, que previam alta de 0,77%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado é o primeiro que já contabiliza os efeitos da guerra no Oriente Médio. O conflito causou o fechamento do Estreito de Ormuz e, consequentemente, a disparada dos preços do petróleo, o que pressiona o custo dos combustíveis globalmente.

Assim como em diversos países, o governo anunciou medidas para contar a alta do diesel, através a subvenção do combustível e redução de impostos federais.

Em fevereiro, o dado já havia registrado uma alta acima das projeções, subindo 0,70%, contra 0,33% em janeiro.

*Em atualização.

Preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump

Gasolina/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de destruir instalações civis do Irã.

Depois de superar o valor durante as primeiras negociações no mercado asiático, tanto o West Texas Intermediate (WTI) quanto o Brent do Mar do Norte eram negociados em baixa.

Às 7h30 GMT (4h30 de Brasília), o barril de WTI, referência para os Estados Unidos, recuava 0,7%, a 100,75 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 0,2%, a 109,20 dólares o barril.

Trump advertiu no domingo que destruirá pontes e usinas de energia iranianas se a República Islâmica não reabrir o trânsito naval pelo Estreito de Ormuz, via pela qual trafegava 20% da produção de petróleo mundial antes da guerra.

O Irã bloqueia a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

A Bolsa de Tóquio encerrou a segunda-feira em alta de 0,6%, enquanto a Bolsa de Seul fechou com alta de 1,4%. Outras Bolsas asiáticas não operaram devido ao feriado da segunda-feira de Páscoa.

Páscoa mais cara: preço de itens variam até 217% no estado, aponta Procon-PE

Na categoria de peixes, o quilo do filé de merluza foi encontrado com a maior variação, chegando a 217,27%, sendo o seu maior valor encontrado por R$79,00, e em seu menor por R$24,90/Foto: Divulgação/Procon-PE

Os produtos que fazem parte da mesa dos consumidores no período da Páscoa estão mais caros neste ano. O aumento dos preços atinge tanto os itens essenciais no almoço das famílias como peixes, crustáceos e vinhos, quanto os chocolates de diversos formatos.

Uma pesquisa do Procon-PE, realizada entre os dias 12 e 20 de março, revelou que itens como peixes, crustáceos e itens de mercearia podem chegar a uma variação de até 217% em estabelecimentos no estado. O levantamento teve como objetivo orientar os consumidores para o período da Páscoa, época em que a procura por esses produtos cresce em todo o estado.

Peixes e itens de mercearia

Na categoria de peixes, o quilo do filé de merluza foi encontrado com a maior variação, chegando a 217,27%, sendo o seu maior valor encontrado por R$79,00, e em seu menor por R$24,90. O filé de polaca também foi um dos produtos em destaque, registrando diferença de 172,50%. O item foi encontrado em seu maior valor, por R$109,00, e em seu menor por R$40,00. Já o filé de tilápia apresentou variação de 166,87%, com menor preço encontrado por R$32,90, e em seu preço máximo por R$87,80.

No segmento crustáceos, o pacote de 400g de filé de camarão cinza médio foi encontrado variação de 67,56%. O produto foi registrado em seu valor mínimo por R$25,00 e por R$41,89, em seu maior valor. O quilo do marisco teve diferença de 66,00%, sendo encontrado em seu valor mínimo por R$30,00, e em seu maior por R$49,80.

De acordo com a pesquisa, as maiores variações foram registradas nos produtos de mercearia. A garrafa de vinho branco seco (750 ml) foi encontrada com diferença de 209,18%, com preço mínimo de R$14,49, e em seu maior por R$44,80. Por outro lado, o azeite de oliva (500 ml) registrou queda de 18,56% em comparação ao ano passado, saindo de R$47,23 para R$38,47.

O levantamento do Procon-PE passou por 12 estabelecimentos e analisou 45 itens no total, sendo 26 tipos de peixes, 10 de crustáceos e 9 produtos de mercearia.

Ovos de chocolate também estão mais caros

Uma pesquisa recente do Procon Recife registrou variações de até 126,15% em itens em produtos de chocolate no Recife. De acordo com o levantamento, o item com maior diferença de preços foi o chocolate amargo 43% (80g), encontrado entre R$ 7,38 e R$ 16,69, uma variação de 126,15%.

Entre os ovos de Páscoa, o destaque foi o ovo de chocolate ao leite (157g), com preços que variaram de R$ 37,59 a R$ 79,99, registrando uma diferença de 112,80%.

O ovo de chocolate branco (162g) também apresentou grandes variações, sendo encontrado entre R$ 37,59 e R$ 79,99, com 112,80% de diferença. Já o ovo recheado (357g) foi encontrado nas lojas com valores entre R$54,39 a R$ 110,90, com variação de 103,90%. Por fim, o ovo de chocolate ao leite (300g), foi encontrado em seu menor valor por R$ 54,39, e no maior valor por R$ 109,90, com variação chegando a 102,06%. Segundo o órgão, toda a relação está disponível no site procon.recife.pe.gov.br.

Em relação aos chocolates em barra (80g), em diversos sabores, foram identificadas variações de até 98,66%, com valores variando entre R$ 5,99 a R$ 11,90. Já os ovos de chocolate com brindes (100g) e as caixas de bombons (250g) registraram variações de até 97,70%.

Apesar da alta, cesta de produtos cai 5,73%

Mesmo com a alta variação nos preços dos produtos tradicionais no período, a mesa de Páscoa, que inclui chocolates, bacalhau, entre outros itens, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), e divulgado nesta quarta-feira (1º).

O levantamento compara ainda a variação dos itens à inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, que registrou alta de 3,18% de abril de 2025 a março de 2026.

Registraram alta acima da inflação bombons e chocolates (16,71%), bacalhau (9,9%), sardinha em conserva (8,84%), atum (6,41%), Já os itens que ajudaram a na queda da inflação da Páscoa foram o arroz (-26,11%), ovos de galinha (-14,56%) e azeite (-23,20%). Já os pescados frescos subiram 1,74% e os vinhos, 0,73%.

Nos últimos quatro anos, duas Páscoa foram de inflação positiva e duas de queda média de preços em relação ao ano anterior. Em 2025, a queda foi de 6,77%, em 2024 a alta foi de 16,73% e, em 2023, de 13,16%.

BC decreta liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Entrepay

Edifício-Sede do Banco Central do Brasil /Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Banco Central decretou nesta sexta (27) a liquidação extrajudicial de três instituições integrantes do conglomerado prudencial da Entrepay: Entrepay Instituição de Pagamento S.A., Acqio Adquirência Instituição de Pagamento S.A. e Octa Sociedade de Crédito Direto S.A.

A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição líder do conglomerado, bem como por infringência às normas que disciplinam sua atividade e por prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores“, diz o BC, em nota.

O conglomerado Entrepay é de pequeno porte, enquadrado no segmento 4 (S4) da regulação prudencial. Em dezembro de 2025, detinha cerca de 0,009% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Segundo o Banco Central, as entidades liquidadas não têm captação de instrumentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O ex-servidor do BC Cassio Haig Vartanian foi nomeado liquidante do conglomerado. Antes, ele trabalhou como liquidante substituto da Companhia Hipotecária Brasileira (CHB).

O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis“, diz o regulador, em nota.

O regulador também determinou a indisponibilidade de bens de uma série de administradores e ex-administradores das instituições liquidadas:

– Entre Holding Financeira S.A.

– Entre Investimentos e Participações Ltda.

– Entre Payments Serviços de Pagamento

– Entre Investimentos e Participações S.A.

– Cactus Assessoria e Serviços Ltda.

– Acquio Holding Financeira Ltda.

– Acquio Holding de Participações S.A.

– Antônio Carlos Freixo Júnior

– Alexandre Wildt Borges

– Carlos Alberto Carneiro Moreira Júnior

– Elaine Regine Shimoda

– Fernando Marcial Roncal Pajares

– Flávio Borges Fortes

– Marcio Garcia de Souza

– Marcos Paulo Gama Tamura

– Julian Gutierrez Duran Neto

– Marcio Alexandre Saito

– Felipe Valença de Souza

– Gustavo Danzi de Andrade

– Higino Marcheti Neto

– João Luiz Jardim Sanches

AtlasIntel: 57% afirmam que situação econômica do Brasil é ruim, 33%, que é boa, e 10%, normal

Dinheiro, Real Moeda brasileira/José Cruz/Agência Brasil

Pesquisa AtlasIntel em conjunto com Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 26, mostra que 57% avaliam a situação econômica do Brasil neste momento como ruim, 33%, como boa, e 10%, normal. Em relação às expectativas econômicas, 51% afirmam que vai piorar, 35%, que vai melhorar, e 15%, ficará igual.

Neste momento, as avaliações boa e ruim da situação do emprego tem o mesmo índice, de 38%, enquanto 24% dizem estar normal. Já a situação da família é vista como boa por 39%, ruim por 35% e normal por 26%.

Em relação às expectativas, 37% consideram que a situação da família vai melhorar ante 33% que vai piorar e 30% que ficará igual. Quanto ao emprego, 41% esperam piora, 34% melhora e 24% que ficará igual.

A percepção de inflação atual oscilou de 5,3 em fevereiro para 5 5 pontos porcentuais. Já a expectativa de inflação variou de 4 8% em fevereiro para 5,5% em março. “O cenário de bloqueio no Estreito de Ormuz e o potencial impacto inflacionário no preço dos combustíveis e alimentos contribui para gerar incertezas no médio e longo prazo“, diz o estudo.

O levantamento entrevistou uma amostra de 5.028 respondentes entre o público alvo da população adulta brasileira. A metodologia foi recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O período de coleta foi de 18 a 23 de março.

Defasagem do diesel no Brasil beira os R$ 3 e pressiona importadores

gasolina - diesel - etanol - combustível - combustíveis

O diesel brasileiro abriu a semana com um preço 74% mais barato que o comercializado no exterior, o equivalente a defasagem de R$ 2,68, segundo levantamento diário da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) em parceria com a StoneX.

Ou seja, o valor vendido nas refinarias do Brasil está quase R$ 3 abaixo do praticado no mercado internacional.

No primeiro momento, a diferença é positiva ao consumidor, que pode se beneficiar de combustíveis mais baratos no mercado interno, uma vez que o repasse das refinarias às distribuidoras é menor que o do produto importado.

Contudo, a defasagem elevada em um período de incertezas é estrategicamente prejudicial para quem produz petróleo e refina combustível no Brasil – que essencialmente vai perder dinheiro – e para os importadores.

O cenário agrava riscos em relação ao suprimento da demanda nacional, que depende de combustíveis importados – produto mais comprado pelo país em 2025, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

A defasagem muito elevada aumenta substancialmente o risco de operações de importação, os negócios não são realizados. Não tendo importação realizada se potencializa o risco de desabastecimento“, pontua Sergio Araujo, presidente-executivo da Abicom.

Para o mês de março, Araujo afirma que as compras realizadas garantem o abastecimento do país. Porém, ressalta que o momento ainda é de “insegurança de realização de importações”.

Até o momento, o presidente da Abicom indica que, para abril, não há uma previsão “muito grande” de volume de importação.

Em meio ao cenário de guerra prolongada no Oriente Médio, cresce o temor de desabastecimento no mundo.

A região é a principal produtora de petróleo do globo e o Estreito de Ormuz – via banhada por águas iranianas e bloqueada pelo regime dos aiatolás – é por onde passa 20% do tráfego mundial ligado à comercialização da commodity.

“[O menor volume de importações] têm haver com a guerra porque [o conflito] provocou aumento de preços no mundo inteiro, e aqui a Petrobras praticando preços artificialmente baixos inibe novas importações”, explica Araujo.

A Petrobras abandonou a política de paridade de preços internacionais para evitar repassar ao consumidor o impacto de volatilidades externas. A estratégia tem sido questionada por ser prejudicial à competitividade do setor petrolífero brasileiro.

No curtíssimo prazo, a estatal não considera um novo aumento no preço do diesel, disseram à Reuters três fontes da empresa com conhecimento das discussões.

O executivo afirma que a Abicom vai seguir monitorando o cenário junto de seus associados.

Petrobras não considera novo aumento no diesel, dizem fontes

Logo da Petrobras no Rio de Janeiro, Brasil

A Petrobras não considera, no curtíssimo prazo, um novo aumento no preço do diesel, a despeito do prolongamento da guerra e seus impactos sobre o preço do barril do petróleo, disseram à Reuters três fontes da empresa com conhecimento das discussões.

A ideia da Petrobras é manter a estratégia de não repassar automaticamente volatilidades e instabilidades geopolíticas para o consumidor brasileiro, ainda que agentes privados do setor de combustíveis pressionem por um reajuste da estatal, que poderia amenizar a defasagem em relação à cotação externa, viabilizando importações que complementam o suprimento do país.

Não tem nada no radar para os próximos dias”, disse uma das fontes. “A gente está sempre monitorando, mas não tem que ser toma lá, dá cá. A empresa vai sempre defender os interesses dos acionistas sem penalizar o consumidor“, adicionou uma segunda fonte.

Nesta segunda-feira, o mercado deu mostras de como está volátil desde o início da guerra. O preço do barril do petróleo Brent operava em baixa de mais de 10% por volta do meio-dia (horário de Brasília), com o mercado reagindo a fala do presidente dos EUA, Donald Trump, de que ele adiaria qualquer ataque militar a plantas de energia do Irã por cinco dias após conversações construtivas, horas antes do prazo final que ameaçava escalar o conflito.

No dia 14 de março, a estatal aumentou o preço do diesel em 11,6%, após o governo anunciar um pacote de medidas para enfrentar os efeitos da crise sobre os preços do Brent e derivados, como a isenção de PIS e Cofins e um programa de subvenção a diesel.

Mas isso, segundo importadores, não foi suficiente para resolver a defasagem, que havia superado 80%, antes de o petróleo despencar mais de 10% nesta segunda-feira.

As pessoas na Petrobras, que falaram na condição de anonimato devido à sensibilidade do tema, explicaram que a equação de preços da Petrobras não obriga a internalização imediata de altas ou baixas de preços em momentos de choque de oferta ou demanda.

Esse modelo vem sendo seguido desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irã.

Ainda assim, agentes do mercado têm apontado que a situação conta com algumas excepcionalidades, considerando o forte consumo brasileiro e a retração da oferta importada de diesel, que responde por cerca de 25% do consumo no país.

A própria agência reguladora ANP, em relatório publicado na noite de sexta-feira, afirmou que o abastecimento nacional de combustíveis se encontra sob “situação excepcional de risco”, caracterizada por retração relevante da oferta importada; pressão elevada e disseminada sobre a demanda interna; dificuldade de recomposição de estoques na distribuição; manutenção de estoques no produtor em patamar incompatível com a pressão observada na ponta, entre outros fatores.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

Conceito da média

O reajuste de R$ 0,38 por litro de diesel da Petrobras em meados do mês veio só depois de mais de duas semanas de guerra e preços muito acima dos praticados antes do conflito, quando o petróleo “lutava” para chegar aos US$ 70 o barril. Nesta segunda-feira, operava um pouco abaixo de US$ 100, após bater US$ 96 na mínima da sessão.

O conceito com o qual se trabalha é de média. O que importa é que os preços estejam na média do ano, dentro dos parâmetros, e não obrigatoriamente do dia, da semana ou do mês. Ou seja, um choque de um determinado momento pode ser diluído ao longo de um ano, sem que haja prejuízo para a companhia, acionistas e sociedade“, ressaltou uma das fontes.

A Petrobras afirma que segue a todo vapor com suas refinarias e ampliando o processamento de petróleo no país, com taxas de utilização em torno de 100% da capacidade.

A empresa atende 70% do mercado interno de derivados, enquanto os agentes privados respondem por 30%.

A ANP cobrou da estatal a ampliação da oferta de combustíveis, algo que não foi bem digerido internamente.

Parece que estão comprando uma lógica do mercado não muito sensata“, afirmou uma das fontes. “Quando o mercado está ganhando dinheiro, não reclama e não fala nada, mas quando as dificuldades aparecem, reclama e põe a culpa na Petrobras, sempre“, adicionou outra fonte.

Nesta semana, o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) se reúne para discutir a possibilidade de redução do ICMS sobre combustíveis, o que poderia trazer algum alívio nas bombas, mas a medida ainda encontra resistências em um ano de eleições no país.

O pacote do governo anunciado na semana passada também estipula uma taxação da exportação de petróleo. “Se fizer a conta, a alta do petróleo, do ponto de vista financeiro, mais que compensa a taxação da exportação. Taxa nunca é bom para empresas, mas o petróleo saiu de US$ 70 para mais de US$ 100, um ganho de 50% que mais que paga a conta”, adicionou uma das fontes.

Ataque hacker atinge BTG e suspende operações via pix

Em nota oficial, a instituição informou que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados/Foto: Divulgação

O banco BTG Pactual confirmou, neste domingo (22/3), a identificação de “atividades atípicas relacionadas ao pix” e decidiu suspender temporariamente o serviço enquanto investiga um possível ataque hacker. Em nota oficial, a instituição informou que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados.

Fontes ouvidas pela reportagem indicam que o valor pode ter chegado a cerca de R$ 100 milhões. “A maior parte, no entanto, já foi recuperada ao longo do dia. Ainda restariam entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões” em processo de recuperação, disse o banco, em nota.

De acordo com o banco, os valores afetados não pertencem a clientes, mas, sim, a recursos mantidos pela instituição junto ao Banco Central do Brasil. A autoridade monetária, inclusive, teria identificado indícios de irregularidade nas primeiras horas da manhã e iniciado alertas por volta das 6h. Não há sinais de que os sistemas do Banco Central tenham sido comprometidos.

A instituição reforça que a resposta foi rápida e que mecanismos de segurança permitiram conter boa parte do prejuízo. A suspensão do pix, segundo o BTG, é uma medida preventiva até que todos os detalhes do incidente sejam esclarecidos.

O banco afirma ainda que segue monitorando o caso e mantém seus canais de atendimento abertos para clientes, reiterando que a segurança das informações permanece como prioridade.

Greve dos caminhoneiros: “Lojas estão abastecidas para Páscoa e não há risco por paralisação”, diz Abras

Caminhões/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, disse nesta quinta-feira, 19, que os supermercados já receberam as mercadorias encomendadas para o período de Páscoa, o que descarta riscos de desabastecimento em lojas em decorrência de uma eventual paralisação de caminhoneiros. “Nos supermercados temos situação estável e tranquila. Não há risco de desabastecimento“, afirmou.

A seu ver, o preço dos combustíveis se relaciona a questões globais e não só do Brasil. “Por outro lado, já verificamos o governo tentando trazer medidas para poder de uma forma pontual e específica ajudar na questão do Diesel“, disse Milan.

Ele afirmou ainda que a associação seguirá atenta ao assunto, mas que, até o momento, “não há informação clara de paralisação” e que o setor do agronegócio está “atuando junto à sua cadeia“.

Copom

Sobre a decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir a taxa de básica de juros em 0,25 ponto porcentual, ele afirma que a o setor esperava inclusive uma redução maior, mas que entende o anúncio como uma sinalização importante do início de mais cortes, o que deve se reverter em maior consumo.

Projeções para a Páscoa

Os supermercados projetam alta de até 10% no volume de consumo das famílias na Páscoa de 2026 frente ao mesmo período de 2025, uma alta similar à que foi vista no ano anterior. O que deve se reverter, na visão de Milan, em um aumento mensal de volumes em março de cerca de 1% a 1,5%.

No entanto, ele pontua que a alta de 26,36% nos preços de chocolate em barra e bombom nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), limitam vendas da Páscoa na visão dos supermercadistas.