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Preço do petróleo ultrapassa US$115 após ataques a reservas de energia no Oriente Médio

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio — Foto: Reuters

Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19). O Brent — referência do mercado — atingiu o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril.

A alta ocorreu após o Irã atingir instalações de produção de combustíveis em diferentes pontos do Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars, maior campo de gás natural do mundo.

A escalada de tensão pressionou o mercado. Por volta das 09h55 desta quinta-feira (19), o preço futuro do gás natural na Europa registrava alta de cerca de 19%. Mais cedo, chegou a subir 35% na região.

Em resposta ao ataque israelense, o Irã atingiu instalações de energia no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. No Kuwait, duas refinarias da estatal de petróleo foram atingidas por drones e tiveram incêndios.

No fim da noite de quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Catar não tiveram qualquer envolvimento no ataque e nem tinham conhecimento prévio da ação.

Trump afirmou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars.

Preço do petróleo

Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam 6,58%, a US$ 114,45 por barril. Mais cedo, chegaram a subir quase US$ 8, atingindo o maior nível desde 9 de março, com pico de US$ 115,10 na sessão.

Já o petróleo WTI, dos Estados Unidos, subia 1,05%, para US$ 96,46 por barril, após ter avançado quase US$ 4 mais cedo, sendo negociado a US$ 100,02.

O WTI tem sido negociado com o maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, refletindo a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e custos mais altos de transporte. Ao mesmo tempo, os novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio reforçaram a pressão de alta sobre o Brent.

A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota.

Reação nas bolsas de valores

As tensões no Oriente Médio refletem negativamente no mercado financeiro.

Nos EUA, o Dow Jones futuro caía 0,38%, enquanto o S&P 500 recuava 0,45% e o Nasdaq 100 tinha baixa de 0,61%, por volta das 9h27 (de Brasília);

Na Europa, o índice britânico FTSE 100 recuava 2,40%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 2,41% e o CAC 40, da França, tinha baixa de 1,77%.

Na Ásia, em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos.

Países árabes e islâmicos condenam ataques

Chanceleres e autoridades de 12 países árabes e islâmicos condenaram, em reunião realizada em Riad, os ataques do Irã contra países da região e pediram a interrupção imediata das ofensivas.

Em declaração conjunta, os governos criticaram o uso de mísseis e drones contra áreas civis e infraestrutura estratégica, defenderam o direito à legítima defesa e cobraram de Teerã o respeito ao direito internacional para conter a escalada.

O encontro reuniu autoridades de Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

Danos a instalações

A estatal QatarEnergy informou que houve “danos extensos” após mísseis iranianos atingirem a cidade industrial de Ras Laffan, responsável por processar cerca de um quinto do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.

Na Arábia Saudita, um porto de petróleo no Mar Vermelho também foi atingido.

Os bombardeios mostram que o Irã ainda consegue prejudicar a operação militar de Estados Unidos e Israel. Ao mesmo tempo, revelam falhas nos sistemas de defesa aérea em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de energia.

Os ataques também sugerem falta de alinhamento entre Estados Unidos e Israel na condução da guerra, mesmo após quase três semanas de conflito.

O governo de Trump avalia enviar mais tropas para o Oriente Médio e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Entre as alternativas discutidas está garantir a passagem segura de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, principalmente com uso de forças aéreas e navais. Fontes afirmam, no entanto, que a missão também pode envolver o envio de tropas à costa iraniana.

O governo americano também discute a possibilidade de deslocar forças terrestres para a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. Segundo autoridades, a operação seria de alto risco, já que o país tem capacidade de atingir a área com mísseis e drones.

Governo reúne mais de 100 Procons para fiscalizar combustíveis

Combustíveis. Foto: Arquivo/Agência Brasil/

A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senacon) reuniu nesta terça-feira (17) mais de 100 Procons estaduais e municipais para organizar a ampliação das ações de fiscalização do mercado de combustíveis. De acordo com a secretaria, a mobilização está focada na coleta de preços em postos de combustíveis para análise sobre possíveis valores abusivos.

A ação será concentrada em cidades em foram registradas elevações expressivas nos preços do diesel e da gasolina, com base em dados consolidados pelo Ministério das Minas e Energia (MME). As informações abrangem cerca de 19 mil postos de combustíveis em 459 municípios brasileiros.

Segundo o ministério, na cidade de Ourinhos (SP), por exemplo, foi registrada a comercialização do Diesel S10 a R$ 9,99 por litro, representando aumento de 36% nos últimos sete dias. Em Caldas Novas (GO), assim como em Itabuna (BA), houve aumentos similares.

Já Feira de Santana (BA) lidera os aumentos de gasolina entre as cidades do Nordeste, com alta de quase 20%, seguida por Belém (PA), na região Norte, e Guarapuava (PR), no Sul do País.

A Senacon informou que já acionou a Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), com análise preliminar dos casos em que houve aumentos abruptos e generalizados dos preços, “muitas vezes sem correspondência com variações identificáveis de custos”.

Impostos

Na última quinta-feira (12) o governo federal anunciou que zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro. Também autorizou o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro.

Somadas, as medidas têm potencial de reduzir em R$ 0,64 por litro o preço do diesel nas bombas, criando condições para alívio ao consumidor e reforçando a necessidade de transparência na formação dos preços”, disse o governo, em nota.

Guerra dos EUA contra o Irã entra na 3ª semana com preço do petróleo perto de US$ 105

Gasolina/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entra na terceira semana marcado por novos ataques e com o petróleo bruto acima de US$ 100 o barril nesta segunda-feira, 16.

O barril de petróleo Brent, referência internacional, subiu 2,5% para US$ 105,70. A valorização acumulada desde o início da guerra é superior a 40%. O petróleo bruto de referência dos EUA subiu 1,6%, para US$ 100,29 por barril. A valorização é de quase 50% desde o início da guerra.

As Forças Armadas de Israel enviaram tropas terrestres adicionais ao Líbano para o que chamam de “operação limitada e direcionada”. O porta-voz militar, tenente-coronel Nadav Shoshani, afirma que o mais recente destacamento tem como objetivo defender as comunidades fronteiriças israelenses contra ataques do Hezbollah.

UE avalia missões navais para reabrir o estreito

A União Europeia está ponderando dois tipos de missões navais para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.

É do nosso interesse manter o Estreito de Ormuz aberto, e é por isso que também estamos discutindo o que podemos fazer a respeito do lado europeu“, disse Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE.

Ela fez o anúncio antes de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco em Bruxelas, nesta segunda-feira. O aumento dos preços da energia e dos fertilizantes fez com que a guerra no Irã se tornasse a principal prioridade em suas agendas afirmou ela.

Kallas disse que a UE poderia expandir a missão naval Áspides para proteger a navegação no Mar Vermelho até o Golfo Pérsico, ou formar uma “coalizão de voluntários” com os países membros contribuindo com capacidade militar de forma pontual.

Postos de gasolina notificados por aumento indevido de preços estão passíveis de multa, diz Procon PE

Aumento combustível/Foto: Crysli Viana/ DP Foto

Postos de combustíveis notificados pelo Procon Pernambuco após suspeita de aumento indevido no preço da gasolina têm prazo de um dia útil para apresentar documentos que justifiquem o reajuste.

Caso não comprovem que o aumento foi legítimo, os estabelecimentos podem sofrer multas aplicadas pelo órgão de defesa do consumidor.

Mais de 40 estabelecimentos foram notificados pelo órgão estadual com a fiscalização começou na quarta (11) e quinta-feira (12). A ação teve como objetivo verificar se os postos ou refinaria repassaram aumentos aos consumidores sem que houvesse, de fato, aumento no custo de compra do combustível.

Segundo o secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo, as equipes estão nas ruas analisando a cadeia de comercialização.

Caso seja constatado que esses postos de combustível tenham repassado indevidamente esse aumento para os consumidores, ou mesmo as refinarias, eles podem ser penalizados com multas”, afirmou.

De acordo com o secretário, o prazo de um dia para apresentação da documentação busca dar uma resposta rápida à situação e reduzir possíveis prejuízos aos consumidores. Ele também destacou que os documentos solicitados devem comprovar o valor de compra do combustível nos últimos dias. “O prazo é um dia para eles apresentarem essa documentação que deve ser até 15 dias atrás”.

Segundo Araújo, diversas empresas já começaram a enviar os documentos solicitados pelo órgão. “Recebendo essa documentação, vamos analisar todos esses fatores e verificar se houve uma violação ao código de defesa do consumidor e consequentemente aplicar as penalidades cabíveis.”

Caso os documentos apresentados pelos postos não comprovem o aumento, o estabelecimento será multado. “Para definir o valor da multa, o Procon-PE vai aferir o ganho feito, o ganho por essas empresas, o prejuízo que tenha causado aos consumidores e o porte da empresa,”, explicou o secretário.

Segundo Araújo, dentro da competência administrativa do órgão, a principal punição é a aplicação de multa, mas a situação pode avançar para outras esferas caso haja indícios de crime.

Caso se configure algum tipo de crime contra a ordem econômica, crime contra relações de consumo, nós podemos encaminhar o processo ao Ministério Público e o Ministério Público faz a apuração e aplica outras sanções na esfera penal”, explicou Araújo.

O que diz o Código do Consumidor

De acordo com o advogado especializado em Direito Civil e do Consumidor, Pedro Bento Neto, aumentar preços sem justificativa pode ser considerado prática abusiva.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece limites claros para a formação e alteração de preços no mercado de consumo. O artigo 39, inciso X, prevê expressamente que constitui prática abusiva elevar o preço de produtos ou serviços sem justa causa”, explicou.

Segundo ele, reajustes são permitidos, desde que exista motivo econômico comprovado. “Na prática, isso significa que o fornecedor até pode reajustar valores, mas precisa demonstrar fundamento econômico legítimo, como aumento de custos na cadeia de fornecimento, elevação do preço repassado por distribuidoras ou alterações decorrentes da política de preços da Petrobras, por exemplo.”

Ainda de acordo com o advogado, “quando o aumento ocorre sem correspondência com fatores objetivos de mercado, apenas por especulação ou antecipação de um possível reajuste futuro, pode-se caracterizar a chamada elevação sem justa causa”.

Como o consumidor pode denunciar

O advogado orienta que consumidores que perceberem aumentos suspeitos devem guardar comprovantes de abastecimento e formalizar denúncia.

A primeira atitude deve ser registrar e documentar a situação, guardando comprovantes de abastecimento, notas fiscais ou recibos, pois esses documentos podem servir como prova caso haja necessidade de apuração posterior.”

Ele também recomenda procurar órgãos de fiscalização. “Em seguida, é recomendável que o consumidor formalize uma denúncia junto aos órgãos de fiscalização, como o Procon Pernambuco. Também é possível comunicar o fato ao Ministério Público de Pernambuco, sobretudo quando houver indícios de prática reiterada ou impacto coletivo relevante”.

Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem registrar denúncia junto ao Procon-PE pelo e-mail denuncia@procon.pe.gov.br ou pelo telefone 0800 282 1512.

Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio

Até o momento, segundo a companhia, não há previsão de reajuste da gasolina/Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira (13) à guerra no Oriente Médio. Em entrevista coletiva de imprensa nesta tarde, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários.

Até o momento, segundo a companhia, não há previsão de reajuste da gasolina.

Mesmo diante das incertezas no cenário internacional, a Petrobras informa que tem cumprido as entregas e oferecido às distribuidoras um fornecimento até mesmo acima do pactuado. Por isso, a estatal afirma que não há falta de combustíveis ou qualquer justificativa para aumentos abusivos aos consumidores finais.

Nossa preocupação continua a mesma, não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário”, enfatizou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Segundo Chambriard, o diesel vinha em uma trajetória de redução de preço nos últimos anos e precisou ter um acréscimo por conta da guerra.

A guerra foi o fator determinante para esse aumento. Eu estava, 20 dias atrás, com tendência de queda de preço”, disse.

A executiva acrescentou que o aumento seria ainda maior se não fossem as medidas tomadas pelo governo federal, que zerou as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, a suspensão dos impostos federais representa alívio de R$ 0,32 por litro no preço do diesel. Além disso, o governo assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

Sem as medidas de proteção ao mercado nacional, o aumento precisaria ser de R$ 0,70, que seriam repassados integralmente às distribuidoras. Com as medidas adotadas pelo governo federal, foi possível que esse valor caísse, na prática, para apenas R$ 0,06.

O governo agiu tempestivamente, transformando um acréscimo de R$ 0,70 em um acréscimo irrisório, praticamente nenhum, de R$ 0,06”, destacou Chambriard.

Para o consumidor final, o impacto dos R$ 0,06 deve ser ainda menor, uma vez que o diesel é misturado ao biodiesel. O preço final, no entanto, depende de decisões dos postos de gasolina.

Impactos ao consumidor

Mesmo sem qualquer reajuste na gasolina, segundo relatos de consumidores, postos têm aumentado o preço do combustível. Perguntada se há motivos para isso, Chambriard disse que não, porque as entregas estão em dia e não houve aumento do preço.

A executiva pediu para que não haja aumentos abusivos que prejudiquem os consumidores finais.

Esperamos que, nesse momento difícil para sociedade brasileira e mundial, que haja sensibilidade suficiente para não buscar aumento de margem de forma especulativa”, defendeu.

Em um momento desse de alta volatilidade no Brasil, os agentes econômicos aproveitam para aumentar a margem [de lucro]”, disse, acrescentando que cabe às instituições de fiscalização e controle checarem e tomarem as medidas cabíveis.

Magda Chambriard também reforçou que a atuação da Petrobras é limitada na cadeia do petróleo, uma vez que a empresa não opera mais a revenda final nos postos.

No governo passado, a então subsidiária BR Distribuidora foi privatizada para a Vibra Energia, com a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da Petrobras. A venda incluiu licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar da exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra.

Apelo aos estados

Chambriard também fez um apelo aos governos estaduais, para que, assim como o governo federal, reduzam os impostos cobrados dos combustíveis.

Segundo ela, a guerra provocou aumentos que já impactam a arrecadação dos entes federados, gerando valores superiores ao que estavam previstos.

Cabe também a redução do ICMS. Eu espero que os estados deem sua contribuição para esse enfrentamento”, disse. “Da mesma forma que o governo federal fez sua parte, que os estados, pelo menos, reduzam um pouco, em benefício da sociedade brasileira”.

Preço médio do diesel sobe 11,8% nos postos e chega a R$ 6,80, diz ANP

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP

Em meio a uma severa alta dos preços do petróleo por conta da guerra no Oriente Médio, o preço médio do litro do diesel nos postos de combustíveis do país subiu mais de 11%, mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (13).

A pesquisa é referente à semana de 8 a 14 de março. Os preços subiram antes mesmo do o último reajuste divulgado pela Petrobras e não reflete o desconto anunciado pelo governo federal.

▶️ Diesel: O combustível foi comercializado em média a R$ 6,80 o litro.

A região com preço médio de diesel mais alto é a Norte com R$ 7,14. Já o município com maior preço médio é Olímpia (SP), a cidade do interior paulista tem preço médio de diesel a R$ 8,49. O Pará tem a cidade com preço médio mais baixo: R$ 6,08 pelo litro do diesel.

O preço médio da gasolina, segundo a ANP, está em R$ 6,46. Um aumento de 2,54% na última semana. A cidade com maior preço médio é Guarujá (SP) com R$ 9,29. Já o município com menor preço médio é Uberada (MG) com R$ 5,89.

O preço médio do etanol nas bombas ficou em R$ 4,64, um aumento de 0,65% na última semana. A cidade com preço médio de etanol mais caro é Itapipoca (CE), R$ 6,89. O etanol mais barato está na cidade de São José de Rio Preto (SP), lá o preço médio é de R$ 3,77.

O valor representa um aumento de 11,8% frente aos R$ 6,08 da semana anterior, segundo os dados da ANP.
O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 8,49.

Alta da gasolina: Procon autua mais 10 postos de combustíveis no Recife por preços abusivos

Procon Recife recebe denúncias de alta no valor de combustíveis no segundo dia de fiscalização

/Foto: Divulgação Procon Recife

No segundo dia de fiscalização, o Procon Recife autuou mais 10 postos de combustíveis na capital pernambucana nesta quinta-feira (12), após denúncias de consumidores sobre aumentos considerados irregulares – uma vez que não houve qualquer aumento recente de combustíveis aplicado pela Petrobras em suas refinarias. Esses estabelecimentos, que antes tinham vinte dias, agora terão prazo de três dias para apresentar defesa ao órgão de defesa do consumidor.

Durante as inspeções, os fiscais encontraram o litro da gasolina variando entre R$ 7,49 e R$ 7,55. No primeiro dia da operação, um posto chegou a comercializar o combustível por R$ 7,78. De acordo com o Procon, os estabelecimentos autuados não apresentaram documentação que justificasse o aumento de preços.

Segundo o Procon, as fiscalizações, que iniciaram na quarta-feira (11), buscam verificar a formação de preços e possíveis reajustes injustificados nas bombas. Consumidores relataram majoração nos valores em postos localizados nos bairros de Campo Grande, Beberibe, Arruda, Fundão, Casa Amarela, além de estabelecimentos nas avenidas Abdias de Carvalho e Caxangá, e no bairro da Iputinga.

Após o prazo de defesa, o Procon Recife irá analisar a documentação apresentada pelos postos. Caso sejam confirmadas irregularidades, poderão ser aplicadas sanções administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O Procon Recife deverá continuar monitorando o mercado de combustíveis na capital nos próximos dias. O órgão pretende garantir maior transparência na formação de preços e evitar práticas consideradas abusivas contra os consumidores.

Denúncia

Consumidores que identificarem possíveis irregularidades podem registrar denúncia junto ao Procon Recife pelo site oficial (procon.recife.pe.gov.br), pelo e-mail procon@recife.pe.gov.br ou pelo telefone 0800 281 1311.

Preço do diesel acompanha alta da gasolina e aumenta em Pernambuco

Reajuste no valor do diesel e da gasolina já é realidade em postos por todo o país. Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A. Press/

O preço do diesel acompanhou a alta da gasolina em Pernambuco ao longo da última semana.

No estado, o valor médio do diesel comum chegou a R$ 6,23 por litro, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), comparando a última semana de fevereiro com a primeira semana de março.

O levantamento é da Edenred Mobilidade, feito com base em dados de 21 mil postos no país.

O último preço médio divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para Pernambuco foi de R$ 6,11 por litro, referente ao período entre 1º e 7 de março.

Os dados oficiais de preço médio de revenda ANP, referentes a esta semana, serão divulgados na sexta-feira (13).

Diante desse cenário, o Diario fez um cálculo comparativo com os dados de Pernambuco.

Foi feita a comparação entre o valor médio registrado pelo IPTL (R$6,23) com o preço médio de revenda da ANP (R$ 6,11), referente à semana entre os dias 1º e 7 de março. O resultado indicou um aumento de aproximadamente 1,96% no estado.

Também de acordo com o levantamento do IPTL, no Nordeste, o diesel S-10 também registrou alta de 13,17%, enquanto o diesel comum aumentou 8,79% no período analisado. Com isso, o preço médio do combustível na região chegou a R$7,22 por litro.

Em entrevista ao Diario, o economista e professor Sandro Prado, disse que Pernambuco é particularmente sensível às oscilações no preço do diesel, já que o estado depende fortemente do transporte rodoviário para a logística de alimentos e a distribuição de mercadorias. Segundo ele, essa volatilidade pode impactar diretamente o custo de vida da população em todo o estado.

Preocupação nacional

Diante desse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em coletiva nesta quinta-feira (12) que o governo federal irá isentar o óleo diesel dos impostos PIS/Cofins durante o período da guerra no Oriente Médio.

Segundo o Sindicombustíveis-PE, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco, o aumento dos preços seria consequência da instabilidade geopolítica relacionada ao conflito no Oriente Médio.

A medida foi adotada após a alta no preço do combustível registrada em todo o país.

Gasolina ultrapassa R$ 7,30 em cidade do Rio Grande do Sul; diesel vai a R$ 8,19

Gasolina comum é vendida a R$ 7,39 em Bagé; aditivada vai a R$ 7,64 — Foto: Reprodução/RBS TV

Em meio a relatos de dificuldade na compra de diesel por produtores rurais gaúchos, o litro da gasolina comum chega a custar R$ 7,39 em alguns postos de Bagé, na Região da Campanha.

O menor preço encontrado na cidade é de R$ 6,96 para esse tipo de combustível.

O valor do diesel também teve alta, chegando a R$ 8,04.

Em Porto Alegre, postos chegaram a aumentar o preço do litro da gasolina em R$ 0,50.

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro) afirma que a variação é maior nos postos de bandeira branca, que precisam fazer a compra direta e tem menos margem de negociação com as distribuidoras.

Ministério da Justiça pede investigação sobre aumento do preço de combustíveis no RN

Gasolina: postos aumentaram preço no RN — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi/ARQUIVO

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados no Rio Grande do Norte, que ocorreram mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

O órgão, que pertence ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, também pediu análise em outros três estados (Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais) e no Distrito Federal. O pedido foi enviado nesta terça (10).

A Senacon reforçou que, até esta quarta-feira (11), a Petrobras não havia anunciado nenhum aumento nos preços praticados em suas refinarias.

Na semana passada, o preço do litro da gasolina em Natal subiu mais de 40 centavos em alguns postos, chegando a quase R$ 7. O aumento também foi visto no interior do estado. Nesta quarta (11), alguns postos da Grande Natal já registravam R$ 7,49 nas bombas.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN) alegou, na semana passada, que o aumento se deu como consequência do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Parlamentares acionam CADE e Ministério Público para investigar aumento no preço da gasolina em Pernambuco

Parlamentares acionaram órgãos de fiscalização para investigar o aumento recente no preço da gasolina em postos de combustíveis da Região Metropolitana do Recife (RMR). O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) protocolou uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), enquanto a vereadora do Recife Liana Cirne (PT) solicitou investigação ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Nos últimos dias, consumidores foram surpreendidos com a elevação do preço da gasolina para valores próximos de R$ 7,50 por litro. Em diversos postos da região metropolitana, o combustível passou a ser vendido entre R$ 7,45 e R$ 7,49, patamar superior ao registrado na semana anterior.

Na representação enviada ao CADE, Túlio Gadêlha pede a apuração de possíveis práticas anticoncorrenciais no mercado de combustíveis em Pernambuco. O parlamentar aponta indícios de aumento abrupto e simultâneo nos preços em diferentes postos, o que pode indicar comportamento paralelo entre concorrentes.

Segundo o deputado, os combustíveis comercializados atualmente teriam sido adquiridos antes das tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio, citadas por representantes do setor como justificativa para reajustes. Em mercados competitivos, alterações de custo costumam ser repassadas ao consumidor apenas após a reposição dos estoques.

“O aumento repentino da gasolina pesa no orçamento das famílias e repercute em toda a economia. É preciso garantir que o mercado funcione de forma justa e que o consumidor não seja prejudicado por práticas abusivas”, afirmou Gadêlha.

O documento encaminhado ao órgão solicita a abertura de procedimento investigatório, análise da evolução recente dos preços e verificação da simultaneidade dos reajustes entre postos. Também foi pedida a requisição de dados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para subsidiar a apuração.

Paralelamente, a vereadora do Recife e professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Liana Cirne, protocolou uma representação no Ministério Público de Pernambuco solicitando a abertura de investigação sobre possível elevação injustificada nos preços dos combustíveis.

Guerra no Oriente Médio: governo vai monitorar mercado de combustíveis

Petrobras/Petrobras/Divulgação

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.

A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.

O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com medidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes.

Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena.

Aumento nas distribuidoras

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio.

Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias.

Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME.

Para tentar conter alta, 32 países decidem liberar 400 milhões de barris de reservas de petróleo

O Oriente Médio responde por um terço da produção global de petróleo./AFP/ Arquivos

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta quarta-feira, 11, que seus 32 países-membros concordaram de forma unânime em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado, em resposta às interrupções de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio. A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity.

Segundo comunicado da entidade, a decisão de adotar a ação coletiva foi tomada após reunião extraordinária, convocada para avaliar as condições do mercado diante do conflito na região. “Os desafios que estamos enfrentando no mercado de petróleo são sem precedentes em escala“, afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol. Ele acrescentou que a resposta também precisou ter magnitude semelhante, destacando que “os mercados de petróleo são globais, portanto a resposta a grandes interrupções também precisa ser global”.

Birol alertou que a guerra envolvendo o Irã tem potencial para provocar forte desestabilização no mercado energético.

De acordo com ele, os fluxos de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz praticamente cessaram, agravando o choque de oferta.

Em 2025, cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados passaram pelo Estreito – aproximadamente 25% do comércio marítimo global da commodity. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os volumes exportados pela rota caíram para menos de 10% dos níveis anteriores, forçando operadores na região a interromper ou reduzir significativamente a produção.

Birol ressaltou, no entanto, que a prioridade deve ser restabelecer o tráfego no Estreito. “Mais importante do que liberar reservas estratégicas é garantir novamente o fluxo de petróleo por Ormuz“, declarou.

A AIE informou que os barris serão disponibilizados ao mercado conforme cronogramas definidos por cada país-membro e poderão ser complementados por outras medidas emergenciais.

Atualmente, os membros da agência detêm mais de 1,2 bilhão de barris em estoques estratégicos, além de cerca de 600 milhões mantidos pela indústria sob obrigação governamental. A iniciativa representa a sexta liberação coordenada da história da entidade, criada em 1974.

Gasolina sobe em Caruaru e chega a R$ 6,69; conflitos internacionais influenciam alta

Preço da gasolina sobe e chega a quase R$ 7 em postos de combustível — Foto: Reprodução/TV Bahia

O preço da gasolina voltou a subir em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e já chega a 6,69 o litro em diversos postos da cidade. O preço anterior era encontrado por cerca de R$ 6,09 nas bombas.

O reajuste foi observado em postos de diferentes bairros, como Indianópolis, Petrópolis e Nossa Senhora das Dores. Motoristas relatam que a alta ocorreu rapidamente, com registros de aumento duas vezes em menos de uma semana, o que prejudicou ainda mais quem depende do veículo no dia a dia.

Segundo dados da Petrobras, o preço médio da gasolina no Brasil é de R$ 6,28 por litro. O valor final pago pelo consumidor, no entanto, pode variar entre estados e municípios por causa de fatores como impostos, mistura obrigatória de etanol anidro, além dos custos de transporte, distribuição e comercialização.

Preço da gasolina sobe e chega a R$ 7,15 em Boa Vista

Preço da gasolina chega a R$7,15 e do diesel a R$7 em Boa Vista — Foto: Wellida Campos/Rede Amazônica

O preço da gasolina subiu e pode ser encontrado a R$ 7,15 nesta terça-feira (10) em postos de combustíveis de Boa Vista. Antes, o valor do litro da gasolina estava em R$ 6,95.

O aumento foi de 20 centavos, mais de 2%. A alta ocorre após o reajuste anunciado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado. O diesel é vendido a R$ 7 na capital.

A Confaz reúne representantes do governo federal e dos estados. Em janeiro, o cenário nacional era de que haveria uma elevação de R$ 0,10 por litro, chegando a R$ 1,57 na gasolina. Para o diesel, o aumento seria de R$ 0,05 por litro, alcançando R$ 1,17.

O presidente do Sindicato de Postos de Combustíveis (Sindipostos-RR), João Victor Kotinski, estima que a alta chegará a 60 centavos no valor da gasolina e de 80 centavos no do diesel em todos os postos de combustíveis. Ele atribui o reajuste à guerra dos Estados Unidos com o Irã.

“Estamos tendo diversos reajustes, desde a semana retrasada, em razão desse conflito dos Estados Unidos com o Irã. A expectativa nossa é que, em um futuro próximo, a gente possa estar voltando aos preços, que já não eram baratos, mas que, infelizmente, agora ficaram mais caros ainda”, disse.