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Lula toma posse como 39º presidente, exalta democracia e diz que mensagem ao Brasil é de ‘esperança e reconstrução’

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse neste domingo (1º), como 39º presidente do Brasil, em sessão solene do Congresso Nacional.

Em discurso, o petista disse que a mensagem que quer passar ao Brasil é de “esperança e reconstrução”, e que a democracia foi a “grande vitoriosa” das eleições de outubro de 2022.

“Hoje nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que essa nação levantou a partir de 1988 vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer esse edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços”, disse Lula.

“Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu. As mais violentas ameaças à liberdade do povo. A mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado brasileiro”, completou o petista.

O presidente empossado afirmou também que os direitos da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional serão “os pilares” de seu terceiro governo.

Sem citar Jair Bolsonaro, Lula fez críticas ao agora ex-presidente. Afirmou que os recursos públicos foram “desvirtuados” durante o governo que chegou ao fim e que o adversário pregava a liberdade “de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente, e impor a lei do mais forte acima das leis da civilização”.

“O nome disso é barbárie”, afirmou Lula.

Mais uma vez sem citar Bolsonaro, o petista disse que não haverá “revanche”. Entretanto, afirmou que “quem errou responderá por seus erros”.

“Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da ele. Quem errou responderá por seus erros com direito a ampla defesa, dentro do devido processo legal”, disse Lula.

Vaticano prepara velório do Papa Bento XVI

O Papa Francisco rezou uma missa na Basílica de São Pedro neste domingo (1º) enquanto o corpo do Papa Bento XVI estava sendo preparado para três dias de exibição pública na mesma igreja a partir de segunda-feira (2).

Bento XVI, de 95 anos, morreu na manhã de sábado (30) no mosteiro do Vaticano onde vivia desde a aposentadoria. Ele foi o primeiro papa em 600 anos a renunciar.

O Vaticano divulgou as primeiras imagens do falecido Bento XVI, mostrando-o deitado na capela do mosteiro onde morreu. Ele estava vestido com uma mitra, o chapéu de um bispo e uma vestimenta vermelha semelhante a um manto. Um rosário foi colocado em sua mão. Atrás dele estava o altar da capela e uma árvore de Natal decorada.

Homenagem a Bento XVI
A Basílica de São Pedro, onde Francisco presidiu uma missa de Ano Novo no meio da manhã, receberá o caixão de Bento XVI a partir de segunda-feira. Espera-se que milhares de fiéis passem pelo local durante os três dias de velório.

O Papa Francisco rezou pela passagem de seu antecessor e novamente expressou gratidão por uma vida inteira de serviço à Igreja.

“Hoje confiamos à nossa Santíssima Mãe o nosso amado Papa Emérito Bento XVI, para que o acompanhe na sua passagem deste mundo para Deus“, disse Francisco. Mais tarde, Francisco fez mais comentários sobre o pontífice aposentado quando ofereceu saudações de Ano Novo a milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Referindo-se a Maria, Francisco disse que “nestas horas, invocamos a sua intercessão, em particular pelo Papa Emérito Bento XVI, que, ontem de manhã, deixou este mundo”.

“Vamos unir todos, com um só coração e uma só alma, dando graças a Deus pelo dom deste fiel servo do Evangelho e da Igreja”, disse Francisco.

O funeral de Bento XVI será na praça de São Pedro, liderado por Francisco na manhã de quinta-feira (5). O rito será simples, disse o Vaticano, de acordo com os desejos de Bento XVI.

Nos últimos anos, Francisco saudou a impressionante decisão de Bento XVI de se tornar o primeiro papa a renunciar em 600 anos e deixou claro que consideraria tal passo como uma opção para si mesmo.

Papa: Maria acompanhe Bento XVI em sua passagem deste mundo a Deus

Santa Mãe de Deus! Esta aclamação ressoou várias vezes na homilia do Papa Francisco na missa celebrada na Basílica de São Pedro neste primeiro dia do ano de 2023, Solenidade de Maria Santíssima.

Além de um dado essencial da fé, esta aclamação é sobretudo uma notícia maravilhosa: Deus tem uma Mãe e, por conseguinte, está ligado para sempre à nossa humanidade. E nos ama não só com palavras, mas com fatos, porque em Maria o Verbo se fez carne. Esta aclamação ainda entrou no coração dos fieis principalmente através da oração da Ave-Maria. Toda vez que dizemos “Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores –, a Mãe de Deus sempre responde!”

Ela escuta os nossos pedidos, abençoa-nos com o seu Filho nos braços. Numa palavra, disse o Papa, nos dá esperança.
“E, no início deste ano, precisamos de esperança, como a terra precisa de chuva. O ano, que se abre sob o signo da Mãe de Deus e nossa, diz-nos que a chave da esperança é Maria, e a antífona da esperança é a invocação Santa Mãe de Deus.”

“E, hoje, confiemos à Mãe Santíssima o amado Papa emérito Bento XVI, para que o acompanhe na sua passagem deste mundo a Deus.”

Francisco confia ainda a Maria os filhos que sofrem e já não têm a força de rezar, os irmãos e irmãs atingidos pela guerra em muitas partes do mundo, que vivem estes dias de festa na escuridão e ao frio, na miséria e no medo, submersos na violência e na indiferença.

“Por quantos não têm paz, aclamemos Maria, a mulher que trouxe ao mundo o Príncipe da paz.”

Eu, neste ano, aonde quero ir?

Para que possamos acolher este dom, o Papa sugere deixar-nos inspirar pelos protagonistas do Evangelho de hoje, os pastores de Belém, destacando dois verbos: ir e ver. Os pastores foram apressadamente, não ficaram parados, e assim devemos fazer também nós.

Hoje, no início do ano, em vez de ficarmos pensando e esperando que as coisas mudem, será bom interrogar-nos: «Eu, neste ano, aonde quero ir? A quem vou fazer bem?»

“Muitos, na Igreja e na sociedade, esperam o bem que você, e só você, pode proporcionar, o seu serviço. E hoje, face à preguiça que anestesia e à indiferença que paralisa, frente ao risco de nos limitarmos a ficar sentados diante de uma tela com as mãos no teclado, os pastores desafiam-nos a ir, a comover-nos com o que acontece no mundo, a sujar as mãos na realização do bem.”

Deus e os outros

E quando chegaram, os pastores viram o menino. “É importante ver, abraçar com o olhar, permanecer ali, como os pastores, diante do Menino nos braços da Mãe.”

“No início do ano, entre tantas novidades que quereríamos experimentar e as inúmeras coisas que quereríamos fazer, incluamos a de dedicar tempo a ver, ou seja, a abrir os olhos e mantê-los abertos diante daquilo que conta: Deus e os outros.”

Para Francisco, um bom exercício neste início de ano é dedicar tempo para ver e escutar quem está ao nosso lado, começando pela esposa, o marido e os filhos, perguntar como se sentem dentro e não só sobre as tarefas do dia a dia.

“Ir e ver. Hoje o Senhor veio para o meio de nós e a Santa Mãe de Deus coloca-O diante dos nossos olhos. Redescubramos, no ímpeto de ir e na maravilha de ver, os segredos para fazer verdadeiramente novo este ano.”

O Papa concluiu convidando a assembleia a repetir com ele por três vezes a invocação “Santa Mãe de Deus”.

Após 12 anos e depois de ter ficado preso por 580 dias, Lula volta à Presidência

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) toma posse neste domingo (1°) como presidente da República pela terceira vez. Agora, terá o ex-adversário político Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente.

Após 12 anos, o petista volta a comandar o país, após organizar uma frente ampla para disputar as eleições 2022. Ele venceu Jair Bolsonaro (PL) na disputa mais acirrada desde a redemocratização.

Diversos chefes de Estado ou governo vão comparecer à posse, incluindo representantes de Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Bolívia, Portugal, Uruguai, Espanha, Venezuela e outras autoridades.

Diferentemente da primeira eleição do petista, 20 anos atrás, em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso passou a faixa presidencial pela primeira vez entre dois presidentes eleitos desde a redemocratização, Bolsonaro não passará a faixa.

O ambiente político no país está dividido, fruto de uma campanha eleitoral com troca de acusações entre os candidatos e contestação do processo por parte de Bolsonaro — que se manteve calado por boa parte depois que perdeu no segundo turno.

Posse de Lula: programação tem shows de Pabllo Vittar, Duda Beat e Baianasystem; veja horários e o que esperar do festival

A posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), como presidente e vice-presidente do Brasil ocorre no próximo domingo (1º) com muita música na programação. O Festival do Futuro começa às 10h, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e vai até a madrugada da segunda-feira (2).

Os shows acontecem nos palcos que homenageiam Elza Soares e Gal Costa. Eles vão receber os shows de Baianasystem, Duda Beat, Pabllo Vittar, Martinho da Vila, Maria Rita, Margareth Menezes, entre outras atrações (veja programação completa abaixo).

A programação começa pela manhã e termina às 13h30 para a realização das cerimônias oficiais da posse. O público irá acompanhar o desfile de Lula e, pelos telões, poderá assistir ao ato que oficializa a posse, no Congresso Nacional, o pronunciamento do presidente eleito e a transmissão da faixa presidencial.

No meio da tarde, haverá um intervalo da cerimônia para o show de Juliano Maderada e Banda. Às 18h30, a programação musical será retomada. Os apresentadores serão Titi Müller e Paulo Vieira. A organização é da futura primeira-dama, Janja da Silva.

Quais os horários dos shows?

  • 10h Cortejo de manifestações populares
  • 11h Palco Elza Soares – Show “Brasília de Todos os Ritmos”
  • 12h30 Palco Gal Costa – Kleber Lucas Convida: Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves, Mn Mc e Sarah Renata
  • 15h50 Palco Gal Costa – Juliano Maderada e Banda
  • 18h30 Palco Elza Soares – “Futuro Ancestral”, com Drik Barbosa, Marissol Mwab, Ellen Oléria, Fioti, Gog, Rael, Rappin Hood e Salgadinho
  • 19h40 Palco Gal Costa – “Outra Vez Cantar”, com Alessandra Leão, Chico César e Geraldo Azevedo, Fernanda Takai, Francisco El Hombre e Luê, Flor Gil, Johnny Hooker, Lirinha, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Paulo Miklos, Tulipa Ruiz e Thalma De Freitas
  • 20h55 Palco Elza Soares – “Amanhã Vai Ser Outro Dia”, com Aline Calixto, Fernanda Abreu, Jards Macalé, Maria Rita, Martinho Da Vila, Paula Lima, Leoni, Renegado, Rogeria Holtz, Teresa Cristina, Romero Ferro, Zélia Duncan e Delacruz
  • 22h50 Palco Gal Costa – Baianasystem convida Margareth Menezes
  • 0h10 Palco Elza Soares – Gaby Amarantos convida Aíla, Kâe Guajajara e Jaloo
  • 1h10 Palco Gal Costa – Duda Beat convida Almerio, Doralyce, Luedji Luna e Zé Ibarra
  • 02h10 Palco Elza Soares – Pabllo Vittar convida Lukinhas e Urias
  • 03h10 Palco Gal Costa – Valesca Popozuda convida Mc Marks e Mc Rahell

Bem-vindo, 2023! Feliz Ano Novo!

Desejo que seus amores te amem também nos seus piores dias
desejo que você não force a barra
e compreenda que o que é seu inevitavelmente virá pros seus braços
desejo que as quedas te lembres as estrelas cadentes
desejo que não se entregue a alguém somente para escapar de você
desejo que se lembre de ser gentil com quem você está se tornando
e desejo que saiba que talvez você não volte a ser quem foi e que isso é maravilhoso …

Esses são meus desejos para 2023. Feliz Ano Novo!

Do amigo, Alyson Nascimento.

Bento XVI era um homem nobre e gentil, um ‘presente para a Igreja’, diz Francisco em primeira fala após a morte do antecessor

No início da tarde deste sábado (31), o papa Francisco se pronunciou pela primeira vez sobre o falecimento do papa emérito Bento XVI.

Em uma mensagem compartilhada pelo Vaticano, Francisco relembrou seu antecessor como uma “pessoa tão nobre, tão amável” e demonstrou gratidão.

“Meu pensamento vai para o querido papa emérito Bento XVI, que nos deixou esta manhã. Comovemo-nos ao recordá-lo como uma pessoa tão nobre, tão amável. E sentimos tanta gratidão em nossos corações: gratidão a Deus por tê-lo doado à Igreja e ao mundo”, afirmou o pontífice.

“Gratidão a ele por todo o bem que realizou e, sobretudo, por seu testemunho de fé e oração, especialmente nestes últimos anos de sua vida. Só Deus conhece o valor e o poder de sua intercessão, dos sacrifícios que ofereceu pelo bem da Igreja”, completou.

Análise: As (cinco) principais crises do papado de Bento XVI

Intelectual renomado e teólogo profícuo, Bento XVI entrou para a história como o primeiro Papa da era moderna a renunciar. Antes dele, foi Gregório XII, em 1415, em circunstâncias bem diferentes: à época havia uma disputa pelo trono do apóstolo Pedro entre vários “pretendes”. Um gesto político, a renúncia de quase 600 anos atrás permitiu unificação em torno de um outro líder. Já Bento XVI, ao anunciar sua renúncia, em 11 de fevereiro de 2013, fez questão de dizer que seu caso era novo.

Ele deixou o ministério por falta de vigor, “seja do corpo, seja do ânimo”, necessários para lidar com os problemas na “barca de Pedro”, disse, acrescentando que tomava essa decisão em total liberdade de consciência.

O legado de Bento XVI será estudado por muitos anos. Na Igreja, ele será lembrado como um papa fiel, discreto, cordial e de muita profundidade espiritual e intelectual. Ofereceu textos, discursos e reflexões sobre Deus, a fé e a cultura moderna que devem orientar os sucessores por muitos anos.

Muito se especulou, no entanto, sobre qual teria sido o peso, na decisão histórica de Joseph Ratzinger, das crises que ele teve que enfrentar ao longo de seu pontificado. As crises que ele enfrentou ao longo de quase oito anos marcaram o seu estilo e podem ter orientado a decisão de renunciar. Abaixo, em cinco pontos, veja as principais:

O caso ‘Vatileaks’
Os abusos sexuais
O discurso de Ratisbona e a relação com muçulmanos
Tensões na América Latina
O cisma dos ultra-conservadores

A Igreja após-renúncia de Bento XVI quebrou tabus, pois não precisava lamentar a morte de um papa. Abriu-se, de imediato, um amplo diálogo, interno e externo, que durou semanas, sobre os problemas, a necessidade de reforma e sobre o perfil do sucessor. Aquela fase de transição permitiu a eleição de um papa reformista, diferente, Francisco. O vínculo de continuidade entre os papas Bento XVI e Francisco, portanto, é indiscutível. Ambos enxergavam que era preciso renovar a Igreja e o Vaticano.

Entenda como será o funeral do Papa Bento XVI em 5 de janeiro

O Papa Francisco presidirá, em 5 de janeiro, o funeral de seu antecessor Papa Bento XVI, que morreu neste sábado (31) aos 95 anos, de acordo com o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

“Segundo o desejo do papa emérito, o funeral será realizado com a maior simplicidade”, disse o porta-voz.

Pela primeira vez na história milenar da Igreja Católica, um papa enterrará outro papa. O corpo de Bento XVI ficará exposto a partir de segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro para receber o último adeus dos fiéis.

Poucos detalhes da cerimônia foram divulgados. Segundo especialistas em assuntos religiosos, como não existe um protocolo específico para a morte de um papa emérito, seu funeral deve ser muito semelhante ao de um papa que estava ativo. As principais diferenças é que não terá o “assento vago” ou a convocação de um conclave.

O que se sabe sobre o funeral

A partir de segunda-feira (2), o cadáver do pontífice permanecerá à vista de todos, sobre uma sóbria tapeçaria, com paramentos litúrgicos, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Pelas regras da Igreja Católica, o funeral de um papa precisa ocorrer entre 4 e 6 dias após a sua morte. A cerimônia já está marcada para o dia 5 de janeiro, na Praça de São Pedro.

Algumas horas antes de seu enterro, o corpo será colocado em um caixão coberto por outros dois: o exterior, feito em madeira de olmo; o do meio, de chumbo; e o interior, de madeira de cipreste.

Joseph Ratzinger não foi ‘apenas’ o Papa Bento XVI, mas também escritor best-seller

Joseph Aloisius Ratzinger, que morreu neste sábado (31) aos 95 anos, não foi apenas o Papa Bento XVI. Ele também foi autor de livros best-sellers e de clássicos acadêmicos.

Para críticos e historiadores, o grande legado de Bento XVI são os seus textos teológicos, que ainda serão estudados por muitas gerações.

A série de livros “Jesus de Nazaré” contou a história da vida de Jesus com toques de história e teologia. Foi best-seller em muitos países. Em seu livro-entrevista com Ratzinger, Peter Seewald defende a ideia de que o principal objetivo de Bento XVI em seu pontificado era demonstrar ao mundo e à própria Igreja, atordoados por tantas mazelas, que a fé ainda é importante e que Deus é essencial para a humanidade.

“Os oito anos de seu ministério foram uma espécie de grandes exercícios espirituais dos quais a Igreja precisava para consolidar o castelo interior e fortalecer a própria alma”, escreveu o jornalista.

Para o padre e historiador italiano Roberto Regoli, “a questão central do pontificado beneditino é a fé em Jesus Cristo, que no mundo ocidental está em nítido regresso”.

A maioria dos textos que publicou como Papa tinha esse direcionamento. Entre seus clássicos acadêmicos está o livro “Introdução ao Cristianismo”, que compila lições universitárias publicadas em 1968.

Amante da música clássica, Bento XVI tocava piano e tinha apreço especial pelas obras de Mozart.

Além das dezenas de livros que escreveu quando foi professor de teologia, bispo, arcebispo e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger assinou três encíclicas (documento mais importante escrito por um papa) e deixou uma quarta pronta, para ser assinada por Francisco.

Especialistas notam mudanças no tom e nas teses defendidas por ele ao longo da vida. A encíclica Caritas in veritate (“Caridade na verdade”), desafiou o mundo a encontrar modelos de desenvolvimento social e econômico mais humanos, centrado no amor.

“O Papa Ratzinger é um homem de estupenda e belíssima inteligência”, disse o cardeal austríaco Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, amigo e discípulo de Bento XVI, em uma longa entrevista ao canal italiano TV 2000.

“Sua força, no entanto, não é só essa, mas a simples e humilde amizade com Jesus que transparece em todos os escritos e em tantas de suas belas homilias.”

Papa Bento XVI morre aos 95 anos

O Papa Emérito Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, após passar por uma piora repentina de saúde nos últimos dias. O velório está marcado para começar na segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro, sendo que o funeral será na quinta-feira (5) na Praça de São Pedro, presidido pelo Papa Francisco, segundo o Vaticano.

“É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 [5h34 no horário de Brasília] no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano”, escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter.

A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito nesta sexta-feira (30) em um comunicado sua condição era grave, mas estável, com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano.

Embora o gesto mais marcante de seu pontificado tenha sido a própria renúncia, os quase oito anos no comando da Igreja Católica também foram marcados por textos teológicos de fôlego, uma linha conservadora nas questões morais, e escândalos de disputas políticas e vazamentos de documentos do Vaticano – os chamados Vatileaks.

Raquel Lyra anuncia os primeiros nomes do secretariado do seu Governo, colocando as mulheres em destaque

Foram divulgados, na tarde de última quinta-feira (29), os primeiros nomes do secretariado do Governo Raquel Lyra. Integram essa lista os titulares da Secretaria de Defesa Social; Cultura; Turismo e Lazer; Mulher; Desenvolvimento Urbano e Habitação; Comunicação, bem como o novo presidente da Empetur e a nova secretária-executiva de Imprensa.

Secretaria de Defesa Social: Delegada Carla Patrícia Cunha

Cultura: Silvério Pessoa

Turismo e Lazer: Daniel Coelho

Empetur: Eduardo Loyo

Secretaria da Mulher: Regina Célia Barbosa

Desenvolvimento Urbano e Habitação: Simone Benevides

Secretaria de Comunicação: Rodolfo Costa Pinto

Executiva de Imprensa: Daniella Brito Alves

Na tarde desta sexta-feira (30), mais uma nova relação de nomes do secretariado do Governo Raquel Lyra. Integram esta lista os titulares das secretarias de Saúde, Educação e Esportes; Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção às Drogas; Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha; Recursos Hídricos e Saneamento, e Mobilidade e Infraestrutura, bem como da Chefia de Gabinete.

Saúde: Zilda do Rego Cavalcanti

Educação e Esportes: Ivaneide Dantas

Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção às Drogas: Carolina Cabral

Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha: Ana Luíza Ferreira

Recursos Hídricos e Saneamento: José Almir Cirilo

Mobilidade e Infraestrutura: Evandro Avelar

Chefia de Gabinete: Eduardo Vieira

Na véspera do fim do mandato, Bolsonaro deixa o Palácio da Alvorada e embarca no avião presidencial

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada nesta sexta-feira (30), na véspera do fim do seu mandato, e embarcou no avião presidencial. O avião decolou no início da tarde e deixou Brasília.

Há uma expectativa de que Bolsonaro vá para a Flórida, nos Estados Unidos.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tomará posse no domingo (1º). Com a viagem, Bolsonaro deixa claro que não vai passar a faixa presidencial para Lula no evento da posse.

Na manhã desta sexta, no “Diário Oficial da União”, o governo publicou uma autorização para que servidores públicos que vão ser assessores de Bolsonaro quando ele deixar a Presidência acompanhem o presidente na viagem aos Estados Unidos.

Voz embargada
Ao longo da transmissão, o presidente chegou a embargar a voz algumas vezes e a fazer pausas prolongadas na fala. Um desses momentos foi quando ele lembrou os “sacrifícios” de quem esteve ao seu lado no mandato, e citou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Outra ocasião foi quando disse que o Brasil “não acaba em 1º de janeiro”.

Bolsonaro comenta explosivo plantado em caminhão e diz que ‘nada justifica tentativa de ato terrorista’ em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (30) que “nada justifica a tentativa de ato terrorista” em Brasília, quando um homem plantou um explosivo em um caminhão de combustível perto do aeroporto da capital federal.

Bolsonaro abriu uma live, depois de semanas longe das transmissões ao vivo, para fazer um balanço de seu mandato, que termina no sábado (31).

Logo no início de sua fala, ele se queixou de que atitudes de violência política no país são sempre atribuídas a “bolsonaristas”.

No entanto, George Washignton, o homem preso pela bomba, relatou à polícia que participou de atos antidemocráticos realizados por apoiadores do presidente. Disse ainda que sua intenção era iniciar o “caos” e que agiu por motivação política. A bomba não chegou a explodir.

“Hoje em dia, se alguém comete, um erro é bolsonarista. Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de ato terrorista na região do aeroporto”, afirmou o presidente.

“O elemento que foi pego, graças a Deus, que não coaduna com nenhuma situação, mas classificam como bolsonarista. É o modo de tratar”, completou.