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Chuva isola cidades e aldeias indígenas no extremo sul da Bahia

Chuva no sul da Bahia deixa aldeias pataxós sem acesso a água potável - CUT  - Central Única dos Trabalhadores

A chuva forte provocou prejuízos na Bahia, principalmente no sul do estado.

Nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, 14 aldeias indígenas foram alagadas. Quase mil indígenas tiveram que deixar suas casas.

“As pessoas estão sem poder sair, estão ilhados nas casas. Então é um momento muito difícil para gente”, conta o cacique da Aldeia Novos Guerreiros, Tucum Pataxó.

Choveu 450 milímetros em quatro dias em Santa Cruz Cabrália. Nesta segunda (24), doações começaram a chegar aos municípios atingidos.

“Nós vamos seguir mobilizando na Bahia doações que podem chegar aqui, nos pontos de coleta dos municípios, porque as necessidades são muito maiores do que o que a gente até imaginava”, afirma a secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Ângela Guimarães.

Em Ilhéus, mais de 70 famílias estão desalojadas. O município decretou situação de emergência, assim como Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, esteve nesta segunda (24) na região. Ele sobrevoou áreas atingidas pelas chuvas acompanhado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Em Salvador, várias ruas também ficaram alagadas. Uma árvore caiu em cima de um carro – ninguém se feriu. No maior terminal de ônibus da capital, a cobertura não deu conta da chuva.

Em um outro bairro, os prejuízos foram causados pelo deslizamento do barranco de um terreno onde está sendo construído um supermercado. Depois de duas horas de chuva forte, a terra acabou cedendo. A lama e o barro invadiram várias casas na rua, pegando os moradores de surpresa.

Um deles gravou o momento do deslizamento. Na casa da Nívea, a lama chegou a quase um metro. A situação só não foi pior porque moradores conseguiram escoar a enxurrada.

“Comecei a gritar para os vizinhos: saiam, saiam de dentro de casa, porque o desespero foi tão grande que eu pensei que tudo ia desabar”, conta a autônoma Nívea Silva.

Chega a 70 o número de municípios em situação de emergência por conta das chuvas no Maranhão

Água das chuvas deixa ruas inundadas em cidade do Maranhão — Foto: Governo do Maranhão

Subiu para 70 o número de cidades que já decretaram situação de emergência devido às fortes chuvas que atingem o Maranhão. Até o momento, de acordo com dados atualizados pelo Governo do Estado nesta sexta-feira (14), seis mortes foram confirmadas e das 40.678 famílias afetadas, 8.434 estão desabrigadas e desalojadas.

A situação de emergência é decretada pelo poder público para reconhecer, de forma legal, uma situação anormal provocada por desastres, que podem causar danos superáveis ou suportáveis pela comunidade que foi afetada.

Na quarta-feira (12), o Governo Federal já havia reconhecido a situação de emergência em mais 14 cidades do Maranhão atingidas pelas fortes chuvas. Com o reconhecimento, os municípios podem solicitar recursos federais para ações de defesa civil.

Ao g1, a Defesa Civil do Maranhão diz que segue monitorando os episódios em que prejuízos e danos foram causados à população por conta do período chuvoso.

De acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), os restaurantes populares dos municípios atingidos vão ampliar a oferta de refeições no modelo híbrido (distribuição de quentinhas). Até o momento, 200 mil refeições foram entregues.

Chuvas no Maranhão
De acordo com o Governo do Estado, os meses de março e abril registram elevados índices pluviométricos especialmente na parte norte do estado e Baixada Maranhense, diante disto, o agravamento das cheias ocorreu especialmente a partir dos primeiros dias do mês de março.

Muitos municípios maranhenses são cortados por importantes rios, responsáveis pelo abastecimento de água e sobrevivência de muitas famílias. Por isso, essas cidades tendem a ser mais sucessíveis a enchentes.

Diversos rios que cortam o estado foram afetados, ficando com nível acima do normal, tais como os rios Mearim, Munim, Itapecuru, Grajaú, Maracu, Pindaré e o extravasamento dos lagos de Penalva, Cajari e Viana.

Rompimento de barragem provoca inundação e alagamento no Ceará

 (Foto: Divulgação/Defesa Civil do Ceará)

O rompimento de uma barragem particular, causado pelas fortes chuvas que elevaram o nível do rio Cariús, no sul do Ceará, provocou inundações e alagamento de ruas, casas, comércios e escolas do município de Farias Brito.

Falando neste domingo (9) à Agência Brasil, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil do Ceará, tenente-coronel Haroldo Gondim, informou que o rompimento da barragem ocorreu no distrito de Cachoeira dos Bezerras, situado no limite com a cidade de Nova Olinda, e distante do centro do município de Farias Brito.

“Esse rompimento, juntamente com a chuva, aumentou o nível do rio de forma rápida, mas também baixou rápido. Mas, quando sobe, causa muitos transtornos, porque entra nas casas, nas escolas”, explicou.

O coordenador informou que a chuva nem foi tão intensa, atingindo somente 34 milímetros. “Choveu bem na região, mas não foi uma chuva torrencial que causou isso, não”. Segundo Gondim, o rio Cariús corta outras cidades “e já vem pegando água de outras localidades”.

Não houve vítimas, nem destruição de casas. Apenas pessoas desalojadas, que tiveram perdas materiais, como móveis, disse o tenente-coronel. “Tudo isso causa bastante prejuízo e a cidade fica muito suja, com lama. Destruição mesmo não teve”. Uma equipe do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil permanece no local para ajudar a população.

Amanhã (10), Haroldo Gondim anunciou a chegada em Farias Brito de técnicos de barragem para avaliar a segurança das demais barragens particulares existentes na região e que podem causar o mesmo transtorno. “Vai ser feita avaliação onde merece ser feita”.

Segundo o coordenador estadual, existe preocupação com relação ao distrito de Cariutaba, situado na parte baixa da cidade, que já está, inclusive, com nível de águas elevado. Devido à sua localização, esse distrito recebe o excesso de água do rio que banha o restante da cidade.

Após o trabalho de mitigação da situação do município afetado, deverá se proceder à identificação do proprietário da barragem que rompeu, visando possível responsabilização.

Apac alerta para chuvas moderadas neste domingo de Páscoa

Céu nublado no Recife

A previsão do tempo para este domingo (9), segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), indica a continuidade de pancadas de chuva de intensidade moderada. O aviso meteorológico indica estado de observação.

As pancadas de chuva seguem na manhã deste domingo de Páscoa. Existe a possibilidade de chuvas com mais de 30 milímetros no Recife, nas próximas 24h.

Segundo a APAC, na Região Metropolitana do Recife o céu deverá ficar nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuvas de forma isolada no período da manhã com intensidade moderada.

A temperatura máxima é de 31° C e a mínima é de 23 °C. As zonas da Mata Sul e da Mata Norte também seguem a mesma previsão.

Para o Sertão de Pernambuco, a previsão é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva de forma isolada ao longo do dia com intensidade moderada. A temperatura máxima é de 32° C e a mínima de 19° C.

Já no Sertão de São Francisco, o céu estará parcialmente nublado a nublado com chuva rápida de forma isolada ao longo do dia com intensidade fraca a moderada. Pancadas de chuvas também, mas com intensidade moderada, também no Arquipélago de Fernando de Noronha. Por lá, a temperatura máxima é de 28° C e a mínima é de 23° C.

As chuvas em Garanhuns que caem com grande intensidade desde ontem devem continuar até o fim da noite deste domingo. Na cidade, várias ruas viraram um verdadeiro rio diante do alto volume de água que ainda é registrado na manhã deste domingo.

Chuva forte deixa 63 cidades em situação de emergência no Maranhão

Chuva forte deixa 63 cidades em situação de emergência no Maranhão | Jornal  Nacional | G1

No Maranhão, 63 municípios decretaram situação de emergência. Chove forte no estado desde março.

Comunidades inteiras estão isoladas. No Maranhão, nove rios, além de riachos e açudes, transbordaram. Onde eram ruas e, segundo os moradores, há duas semanas veículos e pessoas transitavam normalmente, hoje só passam embarcações. A água invadiu o lugar e está subindo de uma tal maneira que está chegando aos telhados das casas.

Em uma comunidade, nenhuma das 50 casas escapou à inundação; 90% delas são de taipa e barro.

“Quanto mais a umidade vai subindo, mais vai desmanchando a parede. Quando nós voltarmos de novo, temos que fazer novamente”, conta o agricultor Francisco da Conceição.

Em Trizidela do Vale, a prefeitura antecipou as férias dos estudantes de julho para abril. Cinco escolas estão alagadas e sete servem de abrigo. Muitas lojas tiveram que fechar as portas.

“É muito prejuízo! 80%, 90% dos comerciantes estão sem trabalhar”, afirma João Martins, presidente da Associação Comercial.

Em várias cidades, os moradores dependem de doações. Em cada cesta, vai um pouco de arroz, feijão, açúcar e uma porção generosa de solidariedade.

“Não precisa ser muito, mas cada um contribuindo com o que pode”, diz um morador.

A voluntária Lindinalva Alves pode doar tempo para organizar os donativos:

“Muito gratificante, porque você ajuda outras pessoas que precisam, que necessitam, que estão desabrigadas”.

Temporal atinge regiões do Grande Rio, e capital entra em estágio de atenção; 81 sirenes são acionadas

Radares do Instituto Estadual do Ambiente mostram a situação de chuva forte, com raios, em boa parte do Grande Rio — Foto: Reprodução

Um temporal atingiu várias regiões da Região Metropolitana do Rio e provocou transtornos no início da noite desta quinta-feira (30). A capital fluminense entrou em estágio de atenção às 19h45, segundo o Centro de Operações da prefeitura.

Segundo a prefeitura do Rio, o município do Rio registrou, na noite desta quinta-feira o maior volume de chuva em apenas uma hora desde o início do período chuvoso. A estação pluviométrica da Tijuca/Mudou atingiu 79,2 mm/h às 20h30. Até então, a maior leitura (em 1h) havia sido registrada na estação pluviométrica de Bangu (70mm) no dia 11 de março.

O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população.

“Muita chuva na Zona Norte especialmente na região do Complexo da Penha. Atenção moradores às sirenes que estejam tocando e procurem locais seguros. Ainda teremos mais chuvas em outros pontos da cidade. Fiquem atentos!”, postou o prefeito Eduardo Paes.

Apac emite alerta de pancadas de chuvas moderadas na RMR e Zona da Mata

Chuvas no Recife

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu, na manhã desta quarta-feira (29), um aviso meteorológico que indica estado de atenção para pancadas de chuvas de intensidade moderada para a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a Zona da Mata do Estado. O alerta é válido até a manhã da quinta-feira (30).

Segundo a Apac, um sistema chamado Perturbações Ondulatórias dos Alísios se aproxima da região litorânea de Pernambuco, o que deverá causar maiores acumulados de chuva ao longo do dia. “[Os acumulados] devem ficar na maioria dos municípios na categoria moderada”, disse a agência.

Com o aviso de nível amarelo, o primeiro numa escala que segue com níveis laranja e vermelho, são esperadas chuvas de 30 a 50 mm na RMR e Zona da Mata.

Sertão e Agreste do Estado também têm previsão de chuva, principalmente entre a tarde e noite desta quarta-feira, mas sem a emissão de aviso meteorológico.

Onde já choveu
Alguns municípios já registram acumulados de chuva nas últimas horas. Na Mata Sul, Sirinhaém e Tamandaré têm índices de 26,77 mm e 23,02 mm, respectivamente, no contabilizado até 5h30 desta quarta-feira.

No Cabo de Santo Agostinho, na RMR, o registro no mesmo período indica 22,96 mm de chuvas. Em Rio Formoso, na Mata Sul, o acumulado chega a 20,64 mm.

No Recife, o local com maior acumulado de chuva é a região do Porto, no Bairro do Recife, área central, onde o índice é de 19,60 mm.

Brasil registra 1,5 mil municípios em situação de emergência

 (Foto: Pedro Devani/Secom.)

O Brasil passou a registrar 1.532 municípios em situação de emergência devido a desastres causados por chuvas e estiagem. O número foi alcançado hoje (27) com o reconhecimento de mais 46 cidades nestas situações.

Com a homologação da situação de emergência ou de calamidade pública, que é um caso mais grave, os municípios afetados podem receber verbas federais por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

A estiagem está afetando municípios localizados na Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, além de Quixeramobim, no Ceará.

Chuvas intensas atingiram recentemente as cidades de Alagoinhas (BA), Missão Velha (CE), São Luis Gonzaga (MA), Miranda (MT), Pirapora (MG) e Cunha (SP).

No Maranhão, Conceição do Lago-Açu e São Benedito do Rio Preto registraram inundações e enxurradas.

Acre
Ontem (26), os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitaram Rio Branco e garantiram que o governo federal destinará recursos à região após os estragos causados pelas chuvas que afetam o Acre.

Mais de 32 mil pessoas foram afetadas até o momento pela cheia do Rio Acre, sendo que 2,5 mil estão desabrigadas ou desalojadas. A medição do nível do Rio Acre chagou a marcar 16,37 metros, acima do patamar de transbordamento, que é de 14 metros, de acordo com informações divulgadas pela Defesa Civil municipal.

Flores registra chuva de quase 100 milímetros

A cidade de Flores foi a que registrou o maior volume de água nas últimas horas, com 91 milímetros.

Nas redes sociais, viralizou a imagem da água invadindo o Hospital Genésio Francisco Xavier. Apesar do susto, não houve maiores intercorrências.

Também foram desmentidas fake news de água rompendo barragens ou açudes. Em Serra Talhada e Calumbi, a notícia causou apreensão.

O prefeito Marconi Santana comemorou nas redes sociais a primeira cheia no Riacho da Velha, após a construção da ponte. Agora, a população do Bairro pode atravessar o trecho sem problemas.

Áreas dos sertões de Pernambuco e Paraíba em estado de alerta para mais chuvas

As previsões para hoje indicam chuvas moderadas a fortes na região do Pajeú, a partir das 21h.

Em Afogados da Ingazeira, informa a Defesa Civil, os índices podem passar dos 20 milímetros.

Atenção especial para as cidades de Tabira, Santa Terezinha, Imaculada, Maturéia, Teixeira, Patos, Itapetim, São José do Egito e Brejinho. Os índices nessas cidades podem ultrapassar os 60 milímetros.

Devem redobrar a atenção as autoridades e moradores de das cidades de Sertânia, Monteiro e Sumé.

No Sertão, chamou atenção o alagamento registrado em Cabrobó. Da noite de segunda até a madrugada desta terça foram 49 milímetros. Não foi tanto, mas somado ao acumulado, causou transtornos. Houve alagamentos em alguns pontos da cidade, com estradas da zona rural em uma situação difícil.

Moradores ficam desalojados após água da chuva invadir casas em Caruaru

Moradores de cidades do Agreste e do Sertão de Pernambuco ficam desalojados  após água da chuva invadir casas; veja as imagens - Blog Notícias em  Destaque

Após as chuvas registradas em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, desde o último sábado (18), moradores de alguns bairros tiveram as casas invadidas pela água que tomou conta das ruas provocando alagamentos. De acordo com a prefeitura, há registro de desalojados em algumas localidades, como no bairro Severino Afonso e no loteamento Três Bandeiras, no bairro Boa Vista.

Imagens feitas por moradores do Severino Afonso mostram que alguns moradores perderam móveis e eletrodomésticos durante as chuvas. Algumas pessoas precisaram de ajuda para deixar as casas em segurança.

No bairro Boa Vista, no loteamento Três Bandeiras, a água também invadiu a casa dos moradores e uma residência. Na manhã deste domingo (19), diversas casas ainda estavam inundadas e os moradores perderam os pertences.

Chuvas em Caruaru
De acordo com o monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), choveu em Caruaru 92,11mm desde o último sábado (18). A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Caruaru disse que está atuando em conjunto com a Defesa Civil para oferecer auxílio necessário a todas as famílias prejudicadas.

“Durante a madrugada as equipes percorreram bairros e realizaram abordagens sociais para identificar pessoa desalojadas. Até o momento, ninguém precisou ser encaminhado para os pontos de apoio da Prefeitura”, explica a secretaria em nota.

Serra Talhada registra chuva de quase 100 milímetros

A quarta-feira (16) foi de muita chuva em toda a região do Sertão do estado. Em Serra Talhada, a precipitação registrada pelo Instituto Agronômico de Pernambuco foi de 96,8 milímetros.

O volume fica bem próximo do que é esperado para todo o mês de março, de 149 milímetros, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima, Apac.

Segundo registro da Cultura FM, o volume de água, associado aos problemas de infra estrutura da cidade, causou transtornos aos moradores. Diversas ruas ficaram alagadas, e em alguns bairros, ficou impossível a passagem de veículos e pedestres.

Na rua Manoel Andrelino Nogueira, no bairro Nossa Senhora da Penha, a água descia com um alto volume e forte correnteza. Até o Hospam ficou parcialmente alagado.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima, há mais previsão de chuva para hoje. O tempo deve ficar parcialmente nublado, com pancadas de chuva de forma isolada ao longo do dia com intensidade moderada.

Ministro anuncia ampliação do estado de calamidade pública para 6 cidades no litoral de SP

O ministro Waldez Góes (Integração), em imagem de 2022 — Foto: José Baia/GEA/Divulgação

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou nesta segunda-feira (20) a ampliação do estado de calamidade pública para seis municípios do litoral Norte de São Paulo.

São eles:

Guarujá
Bertioga
Caraguatatuba
Ilhabela
Ubatuba
São Sebastião

O anúncio foi feito através de uma rede social e ainda está pendente de publicação no “Diário Oficial da União (DOU)”, com exceção de São Sebastião. No domingo, o governo já tinha reconhecido estado de calamidade pública em São Sebastião, ao publicar uma portaria no DOU.

São Sebastião e cidades próximas foram atingidas por chuvas extremas ao longo do domingo. Os temporais causaram deslizamento de terra, bloqueio de rodovias, queda no fornecimento de água e energia e deixaram vítimas fatais.

Com o reconhecimento, por parte do governo federal, do estado de calamidade pública, fica mais fácil e rápido de a União enviar verbas, apoio logístico e equipamentos para a região.

Segundo Góes, o governo federal vai garantir os recursos necessários para atender a população atingida pelas chuvas e, depois, para reconstrução dos municípios.

“Já estamos com equipes técnicas trabalhando no plano de reconstrução e prestando assistência humanitária às vítimas. Estão sendo distribuídos cestas básicas, kits de higiene pessoal e de limpeza das residências, kits dormitório, água e refeições”, afirmou o ministro, em uma rede social.

“Nos próximos dias, iremos trabalhar na reconstrução de pontes, prédios públicos, unidades habitacionais e de toda a infraestrutura pública afetada”, completou.

Filha de Fafá de Belém mostra hotel debaixo d’água em Camburi, praia de São Sebastião (SP)

Filha de Fafá de Belem mostra quarto em hotel de luxo inundado após chuvas  no litoral de SP: 'traumático'

Mariana Belém, filha da cantora Fafá de Belém, mostrou nas redes sociais a destruição do hotel onde ela estava hospedada, na praia de Camburi, em São Sebastião (SP). A cidade é uma das mais atingidas pelos fortes temporais que atingiram o Litoral Norte.

De acordo com a Defesa Civil, choveu 627 milímetros na cidade nas últimas 24 horas, mais que o dobro do esperado para o mês. Pelos menos 35 pessoas morreram. 50 casas desabaram, outras ficaram em risco.

Os quartos do hotel onde estava Mariana ficaram cheios de água, e os hóspedes tiveram que jogar as malas em cima dos armários. A piscina e toda a área de lazer sumiram debaixo da água e da lama. Todos os carros dos hóspedes ficaram cheios de água. “Parece um cenário de guerra”, disse Mariana em um dos vídeos.

“Eu não sei descrever o desespero que é você não saber se vai ser soterrado, se vai morrer afogado ou se você vai morrer eletrocutada. A gente tomou altos choques.”

A influenciadora reclamou que o donos do hotel não apareceram para ver se os hóspedes precisavam de ajuda. Os turistas, segundo ela, contaram com apoio de apenas dois funcionários. Ela conseguiu encontrar outro hotel para se alimentar e usar wifi.

O hotel Villa Bebek publicou uma nota nas redes sociais uma nota sobre a enchente. “Nos 18 anos do hotel nunca vimos nada parecido. A grande maioria dos nossos funcionários, assim como muitos na região. Quem nos conhece sabe como isso está sendo muito difícil para nós.”

Litoral Norte de SP tem previsão de mais chuva nesta segunda em meio a operação de resgate

São Sebastião decreta calamidade pública — Foto: Divulgação/Defesa Civil de São Sebastião

A busca por sobreviventes após o forte temporal que atingiu o Litoral Norte de SP no fim de semana continua nesta segunda-feira (20). Ao menos 36 pessoas morreram e 560 tiveram que sair de casa, entre desabrigados e desalojados.

Na costa sul de São Sebastião, onde a situação é crítica, moradores ficaram ilhados e aguardam a chegada de doações e atendimento médico.

Uma menina de sete anos morreu em Ubatuba, atingida por uma pedra de duas toneladas. As outras 35 mortes ocorreram em São Sebastião.

A previsão é de mais chuva para esta segunda. Embora menos intensa, essa chuva pode aumentar o risco de novos deslizamentos e alagamentos.