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Bertioga, SP, decreta estado de emergência e cancela carnaval em meio ao maior temporal em anos: ‘não tem clima’, diz prefeito

Prefeito decretou estado de emergência na cidade, onde algumas pessoas têm usado barcos para se deslocar  — Foto: Reprodução

Bertioga, no litoral de São Paulo, decretou estado de emergência e cancelou o carnaval. A cidade é uma das mais afetadas pelo temporal que atinge a Baixada Santista desde a tarde de sábado (18). O anúncio foi feito na tarde deste domingo (19) pelo prefeito Caio Matheus (PSDB) pelas redes sociais.

“A Defesa Civil decretou situação de emergência, um termo técnico para facilitar a parceria com o Estado para ter mais rapidez [nas soluções]. Há diversos pontos de alagamento na cidade e as nossas equipes, da Defesa Civil, estão atuando incansavelmente desde a noite de sábado atendendo as ocorrências e, graças a Deus, não houve nenhuma morte”.

Segundo ele, em meio ao cenário caótico de deslizamentos de encostas, ruas e casas alagadas e ao menos 13 pessoas desabrigadas, que foram abrigadas na Escola Municipal José de Oliveira, não há clima para folia. Em apenas 15 horas, de acordo com a administração municipal, choveu 673 mm no município, enquanto para o mês é esperado um volume de 347 mm – dados do Instituto Climatempo.

“Decidimos em conjunto com a Liga Bertioguense de Carnaval cancelar toda a programação de carnaval prevista até terça-feira (21). Não tem nem mais clima para carnaval, infelizmente”.

O prefeito destacou o fato de a Rodovia Mogi-Bertioga estar interditada por conta de deslizamentos e devido a uma cratera que se abriu na estrada na altura do km 82, no trecho de Biritiba-Mirim

O prefeito ressaltou que a Secretaria de Desenvolvimento Social e o Fundo Social de Solidariedade estão trabalhando em conjunto para atender as pessoas atingidas pelas chuvas.

Tarcísio decreta calamidade pública em 6 cidades do litoral de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decretou neste domingo (19) estado de calamidade pública em seis cidades do litoral paulista atingidas por chuvas neste fim de semana: Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba.

Segundo o governador, o estado de calamidade terá duração de 180 dias e servirá para que sejam realizadas ações emergenciais nos seis municípios que estão entre os mais atingidos pelos temporais no estado.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE). Pelo menos 24 pessoas morreram em decorrência da chuva, que atingiu principalmente o litoral Norte do Estado.

Lula diz que vai ao litoral de SP nesta segunda e que todo o governo federal está à disposição para atuar nas áreas afetadas pelas chuvas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (19) que todo o governo federal e as Forças Armadas estão à disposição para atuar nas áreas atingidas pelo temporal no litoral norte de São Paulo. Ele também informou que vai visitar as áreas afetadas nesta segunda-feira (20).

“Todo o governo federal, através da @defesacivilbr e das Forças Armadas, estão à disposição e atuando para ajudar no que for necessário e somar esforços ao governo de São Paulo e prefeituras no auxílio às vítimas”, escreveu o presidente nas redes sociais.

“Amanhã irei para São Paulo visitar a região e acompanhar os esforços de enfrentamento dessa tragédia”, completou Lula.

As fortes chuvas deixaram dezenas de mortos na região, causaram deslizamento de terra, estragos na infraestrutura urbana e bloqueio de estradas.

O governo federal já anunciou o envio de agentes da Defesa Civil Nacional para ajudar na assistência das vítimas e no apoio às áreas afetadas. Além disso, reconheceu a situação de calamidade na cidade de São Sebastião, medida que facilita o envio de verbas e suporte federais para o local.

Lula disse que conversou por telefone com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e com o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto.

“Vamos reunir todos os níveis de governo e, com a solidariedade da sociedade, atender feridos, buscar desaparecidos, restabelecer as rodovias, ligações de energia e telecomunicações na região. Meus sentimentos às famílias que perderam pessoas queridas nesta tragédia”, escreveu o presidente.

Prefeito de São Sebastião diz que pelo menos 50 casas desabaram: ‘cena assustadora’

Interdição na rodovia Rio-Santos, em Ubatuba — Foto: Divulgação/DER

O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), disse, neste domingo (19), que 50 casas foram soterradas na cidade após o temporal que matou pelo menos 19 pessoas no litoral paulista.

De acordo com o prefeito, a situação é crítica. Em entrevista à GloboNews, Felipe Augusto disse que há pessoas sob os escombros. “A prioridade é resgatar aqueles que ainda estão soterrados.”

Veja as principais informações sobre as chuvas:

Pelo menos 24 pessoas morreram no litoral de SP por causa das chuvas;
A Prefeitura de São Sebastião decretou estado de calamidade na cidade;
Pelo menos 50 casas desabaram;
Mais de 228 pessoas desalojadas e 338 desabrigadas.
Em diversas regiões do litoral, falta água, luz e sinal de celular;
Há interdições nas rodovias Rio-Santos, Mogi-Bertioga e Tamoios;
Helicópteros da PM têm dificuldade para resgatar vítimas durante chuva;
Exército vai enviar aeronaves para ajudar no resgate;
Mais de 100 bombeiros trabalham nas buscas em São Sebastião e Ubatuba;
Em 24 horas, choveu o esperado para todo o mês de fevereiro em 3 das 4 cidades do Litoral Norte, segundo Defesa Civil.

Em três horas, choveu cerca de 600 milímetros e há previsão de mais instabilidade, segundo Felipe Augusto.

Para se ter uma ideia, para cada milímetro de chuva que cai, o volume equivale um litro despejado por uma área de 1 metro quadrado. Neste caso, quando se fala em chuva de 600 milímetros, trata-se de 600 litros de água acumulada em um metro quadrado.

Os alagamentos e desmoronamentos causados pelo temporal impedem, segundo o prefeito, que as autoridades municipais estão com dificuldade para acessar os locais em que as casas desmoronaram.

Alagamentos na Baixada Santista

Cidades da Baixada Santista ficam alagadas após chuva de mais de 16h sem parar — Foto: Addriana Cutino

Mais de 16 horas de chuva atingiram as cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, desde a tarde de sábado (18). As fortes chuvas, acompanhadas de vento, deixaram cidades alagadas e causaram queda de barreiras e de árvores. Em alguns locais, moradores reclamam de quedas de luz.

Em Santos, a prefeitura informou que choveu 173,2 mm nas últimas 72 horas. Os morros permanecem em estado de atenção e as áreas de encostas são monitoradas;
Em São Vicente, há registros de alagamentos e o município está em estado de atenção;
Em Bertioga, há diversos pontos de alagamentos na cidade; não há desabrigados ou desalojados;
Em Itanhaém, a prefeitura cancelou parte da programação de Carnaval.

Chuvas alagam ruas, encobrem carros, inundam casas e provocam quedas de árvores na capital e Grande SP

As chuvas que atingiram a capital e a Grande São Paulo, entre a tarde de sábado (18) e a madrugada deste domingo (19), causou alagamentos em casas, ruas, encobriu veículos e provocou quedas de árvores nessas regiões.

Em Osasco, carros ficaram parcialmente submersos com o nível da água que acumulou da chuva em algumas vias da cidade.

A telespectadora Ozana da Cruz enviou fotos que mostram sua casa inundada e veículos encobertos em frente à Rua Bezerra de Menezes, no Jardim Vila Iara. Moradores tiveram prejuízos com móveis e aparelhos eletrônicos danificados.

Também houve alagamentos na cidade de São Paulo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos seis árvores caíram na capital e outras sete em cidades da região metropolitana.

Até a última atualização desta reportagem as autoridades não tinham informações sobre pessoas feridas ou desaparecidas em razão das chuvas.

Temporal mata criança, deixa Rio em ‘alerta’, afeta transportes, e 113 sirenes são acionadas em comunidades

Ruas do Catete ficaram alagadas — Foto: Reprodução

A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de alerta, às 20h desta terça-feira (7), por conta do temporal em vários bairros. As chuvas mataram uma criança em um desabamento na Tijuca, e provocaram alagamentos e afetaram os transportes como trens, ônibus (incluindo BRT) e VLT.

Segundo a Prefeitura, das 162 sirenes, 113 sirenes haviam sido acionadas até as 21h09 em comunidades que ficam em áreas de risco de deslizamento.

Principais ocorrências:

circulação do VLT foi interrompida temporariamente nas Linhas 1, 2 e 3;
Supervia: trens dos ramais Belford Roxo, Saracuruna, Santa Cruz e Japeri foram interrompidos temporariamente;
BRT: a linha 42 (Madureira x Galeão) ia só até a Penha, e os intervalos dessa linha, da linha 46 (Alvorada x Penha) e do serviço eventual 06 (Alvorada x Penha) ficaram irregulares;
Vias interditadas: Avenida Niemeyer, Estrada de Furnas, Av. Edson Passos.

O acumulado de chuva variou de 30 a 40 mm/h no Centro e na Zona Norte.

Segundo o Sistema Alerta Rio, em São Cristóvão, houve temporal, e o acumulado chegou a 62 mm em uma hora. O bairro da Glória registrou quase 45 mm em 1h, entre 17h e 18h.

Em outros locais, como Saúde, Méier, Tijuca, Catete, Penha, Jardim Botânico e Gávea, também choveu forte, e várias vias ficaram inundadas. Motoristas tiveram que parar os carros em calçadas ou ladeiras para esperar a água baixar.

O prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro pediram para que a população fique em casa e evite deslocamentos desnecessários até a chuva baixar.

Houve registro de alagamento também na Avenida Mem de Sá, altura da Rua Ubaldino do Amaral, e na Rua Riachuelo, altura da Rua Monte Alegre.

No Shopping Nova América, parte de uma estrutura de gesso do teto caiu próximo ao acesso C do local. Não houve feridos e o estabelecimento não interrompeu o seu funcionamento.

O telhado do Museu do Samba, na Mangueira, também desabou. A área atingida foi a da reserva técnica, que guarda itens do acervo da instituição. O prédio, localizado na Rua Visconde Niterói, ficou às escuras, com instalações elétricas em curto.

Bombeiros do Quartel do Méier foram acionados às 20h06 para o desabamento de um imóvel na Rua Uruguai com Rua Maria Amália, no Andaraí. Por conta do número de chamados, a ocorrência foi repassada ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas até a última atualização desta reportagem não havia detalhes do incidente.

Chuvas em Pernambuco: UFPE, UFRPE e UPE suspendem atividades nesta segunda-feira (6)

Universidade Federal de Pernambuco

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas no Campus Recife e na Faculdade de Direito do Recife (FDR) nesta segunda-feira (6) devido às fortes chuvas.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também cancelou todas as atividades presenciais desta segunda nos campi do Recife e da Região Metrpolitana. A instituição informou, porém, que o restaurante universitário funcionará das 11h às 13h, mas somente para residentes e pessoas que já estejam a universidade. À noite, a UFRPE emitirá novo comunicado, informando sobre o funcionamento da instituição nesta terça-feira (6).

Também estão paralisadas, nesta manhã, as atividades da Universidade de Pernambuco (UPE) nos campi da Região Metropolitana e campus Mata Norte e Sul. À tarde, a UPE emitirá nota sobre se “a rotina nas unidades de saúde será mantida”.

Já o Instituto Federal de Pernambuco no Recife (IFPE-Recife) destacou que, em função das chuvas, estarão justificadas todas as faltas de quem não conseguir chegar ao campus, no seu turno, para realizar as atividades acadêmicas. Com relação ao expediente administrativo, as servidoras e servidores poderão trabalhar remotamente, no caso de não conseguirem acessar o campus.

A Universidade Católica, cujas aulas começam no próximo dia 13, anunciou a suspensão das atividades até as 13h. Após esse horário, a instituição de ensino fará uma reavaliação da situação para os turnos da tarde e noite.

A Faculdade Alpha, localizada no Centro do Recife, anunciou o cancelamento das aulas nos turnos da tarde e da noite desta segunda-feira (06). Já a unidade do Colégio Alpha, no Janga, também decidiu que não haverá aula para as crianças do turno da tarde. A medida visa a garantir a segurança de alunos e professores.

Na Uninassau, as atividades administrativas permaneceram normais nesta segunda-feira (6), porém as aulas só têm início nesta terça-feira (7).

Nas últimas horas, foram registradas chuvas, que chegaram a 77,93 mm em algumas partes do Recife, o equivalente a mais de 60% do total previsto para o mês, que é de 122,90 mm. Muitos alagamentos foram registrados na cidade.

Situação em Santa Catarina é grave e continua chovendo, alerta Defesa Civil

Chuva causa transtornos em Santa Catarina

O estado de Santa Catarina está em alerta devido às chuvas intensas desta semana, que causaram três mortes e desaparecimento de duas pessoas.

A informação foi confirmada pelo chefe da Defesa Civil do estado Coronel Armando, à CNN Rádio.

Segundo ele, os bombeiros estão atuando para localizar os desaparecidos com cães farejadores, mas há dificuldade porque ainda há risco de deslizamentos.

“Até o momento, a chuva provocou 230 desalojados e 21 municípios registraram ocorrências nesta semana. A pior chuva foi na terça-feira e hoje teremos condição climática semelhante, estamos atentos.”

De acordo com o Coronel Armando, há interdições na BR-470 e na BR-376, que prejudicam a mobilidade no estado.

“Essa situação é grave para nós, dificulta até para os bombeiros e a Defesa Civil, que já são prejudicados pela chuva”, disse.

Segundo ele, a “situação vem se agravando porque continua chovendo.”

Salgueiro: chuva com ventania assusta moradores e causa prejuízos na cidade

Na tarde deste domingo (15), uma forte chuva com rajadas de vento deixou os moradores de Salgueiro assustados.

Imagens que circulam nas redes mostram o rastro de destruição causado pela tempestade: muros caídos, placas de lojas arrancadas e casas destelhadas.

Os relatos nas redes sociais são de que houve muitos estragos. Ainda não há informações sobre pessoas feridas.

A Prefeitura ainda não se manifestou em suas redes sociais oficiais.

Natal deve ser chuvoso em todas as regiões do Brasil

O Natal deste ano deve ser chuvoso e com temperaturas mais amenas em grande parte do Brasil. A expectativa segue a tendência da previsão para o verão, estação que teve início nesta quarta-feira (21), forçando o uso de casacos e guarda-chuva, ao contrário dos esperados óculos de sol e protetor solar.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ao menos a primeira semana do verão —que abrange o Natal— deve manter essa característica atípica de temperaturas mais amenas e grandes acumulados de chuva.

Segundo a Climatempo, o que vem causando essa condição é a atuação de uma ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul).

“Esse é um sistema meteorológico típico do final da primavera e do verão, que causa a chuva volumosa por vários dias consecutivos em muitas áreas do país. A ZCAS é um corredor de umidade reforçado por frentes frias que ficam próximas da costa da região Sudeste do Brasil. A primeira ZCAS da primavera de 2022 se organizou no começo da segunda quinzena de novembro. Na segunda quinzena de dezembro tivemos o segundo evento de ZCAS da primavera”, explicou a Climatempo.

Ainda segundo a Climatempo, os dois episódios provocaram chuva volumosa nos mesmos locais, como áreas de Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro, e também em áreas de Tocantins Pará, Amazonas, Mato Grosso e Goiás.

De acordo com levantamento do Inmet, todas as regiões do Brasil devem ter registro de precipitações no Natal.

Túmulos de cemitério ficam à beira de precipício após fortes chuvas em Linhares, no ES

Túmulos ficam à beira de precipício após fortes chuvas em Linhares, no Espírito Santo — Foto: Leo Bonadiman/Arquivo Pessoal

Imagens gravadas por um drone mostram uma cena impressionante após as fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo: diversos túmulos estão à beira do precipício ao lado do Rio Doce, no município de Linhares, região Norte capixaba.

O vídeo foi registrado pelo empreendedor Leo Bonadiman nesta terça-feira (20), no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.

Em publicações nas redes sociais, circulou a informação de que os túmulos teriam caído no rio, mas a administração municipal negou o fato.

Segundo a Prefeitura de Linhares, o muro do local cedeu há cerca de 15 dias. Contudo, por nota, também frisou que “nenhum jazigo caiu no curso do Rio Doce”.

“Desde a ocorrência, as equipes da secretaria municipal de Obras e Serviços Urbanos e da Defesa Civil Municipal monitoram a área e estudam as medidas que serão adotadas para evitar novos deslizamentos”, afirmaram.

Chuva no estado

Em menos de cinco dias, os impactos da chuva no Espírito Santo já deixaram mais de mil pessoas fora de casa, além de causarem o rompimento de barragens, suspensões de cirurgias, interdições e desvios nas rodovias.

Segundo o último boletim emitido pela Defesa Civil, até às 6h desta quarta-feira (21), mais de 1.300 pessoas precisaram sair de casa no estado. Ao todo, 971 estão desalojadas e 377 desabrigadas.

Três barragens de água se romperam em Jaguaré, na região Norte, e o município decretou estado de emergência nesta terça-feira (20). Outras duas represas estão em nível crítico.

Unidade de referência no Norte do Estado, o Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, precisou cancelar as cirurgias até o próximo domingo (25) por causa das chuvas.

Bahia e Espírito Santo estão em alerta por causa de enchentes

As fortes chuvas que caem sobre regiões do Espírito Santo e da Bahia deixaram mais de mil pessoas desabrigadas nos dois estados. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, hoje (4) o estado está com 36 alertas de enchente em vigor, com probabilidade de chuva forte para hoje.

O levantamento divulgado pelo órgão indica que uma pessoa morreu decorrente das enchentes dos últimos dias, 3.238 estão desalojadas e há 813 desabrigados. Na quinta-feira (1º), a Defesa Civil Nacional emitiu alerta para a previsão de chuvas intensas em Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Bahia. Na sexta-feira (2), pelo menos 17 cidades de Santa Catarina decretaram situação de emergência.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), permanece até amanhã (5) o alerta para acumulado de chuva entre 30 a 60 milímetros por hora (m/h) ou 50 a 100 por dia em todo o Espírito Santo e no sul da Bahia. Há riscos de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

Na Bahia, os dados divulgados ontem pelo governo do estado contabilizam 495 desabrigados e 8.786 desalojados, sem registro de óbitos ou desaparecidos decorrentes das chuvas. O total de atingidos chega a 65.515 pessoas, em 50 municípios, com 16 deles tendo decretado Situação de Emergência: Prado, Baixa Grande, Itabuna, Santa Cruz Cabrália, Cícero Dantas, Ibicuí, Itambé, Nova Viçosa, Vereda, Olindina, Cachoeira, Eunápolis, Cardeal da Silva, Itapé, Ribeira do Pombal e Teodoro Sampaio.

Diversos trechos de rodovias estaduais e federais foram afetados. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado, a BR-101 está com interdição parcial no quilômetro 126, em Teodoro Sampaio, com trânsito lento devido a alagamento da pista, e no quilômetro 670, em Itapebi, o asfalto cedeu e a pista foi interditada nos dois sentidos. Na RB 30, há interdição parcial no quilômetro 734,5, em Boa Nova, devido a um desmoronamento, e apenas veículos de emergência e de pequeno porte têm permissão para passar.

Nas rodovias estaduais, o governo informa que diversos trechos foram afetados, mas já foram feitos reparos emergenciais e o tráfego normalizado. Permanecem interditados os trechos da BA-690 em Itamaraju, devido ao rompimento de dois bueiros e a aterros que cederam; e na ponte sobre o Rio do Sul, que liga Vereda à Itamaraju, que cedeu e permanece com nível de água alto.

Chuva deixa mais de 4 mil desalojados e desabrigados no ES

Segundo o Boletim Extraordinário da Defesa Civil Estadual divulgado às 11h deste domingo (4) a chuva que atinge o Espírito Santo há mais de uma semana deixou 4.051 pessoas fora de casa. Colatina, no Noroeste do estado, e Cariacica e Serra, na Grande Vitória, são os municípios onde mais choveu nas últimas 24 horas.

Em Colatina o acumulado de chuva chegou a 100,01 mm, Cariacica teve 85,42 mm e Serra registrou 84,23 mm.

Das mais de 4 mil pessoas fora de casa em todo estado, 3.238 pessoas estão desalojadas e 813, desabrigadas.

Desde total, o município de Viana é a cidade onde concentra o maior número de pessoas fora de suas casas (1.420 desalojados e 256 desabrigados) além da única morte registrada em consequência da chuva no estado, até então.

Chuva tira 3.200 pessoas de casa no ES e Cariacica é o município mais atingido; casal é resgatado de bote por bombeiros

Segundo o Boletim Extraordinário da Defesa Civil Estadual divulgado às 17h deste sábado (3) a chuva que atinge o Espírito Santo há mais de uma semana deixou 3.205 pessoas fora de casa. Cariacica, Viana e Serra, na Grande Vitória, são os municípios onde mais choveu nas últimas 24 horas.

Em Cariacica o acumulado de chuva chegou a 120,05 mm, Viana teve 98,4 mm e Serra registrou 93,44 mm.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, em todo estado 2.478 pessoas estão desalojadas e 727, desabrigadas.

Desde total, o município de Viana é a cidade onde concentra o maior número de pessoas fora de suas casas.