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A apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval 2025 de São Paulo acontece nesta terça-feira (4), a partir das 16h, no Sambódromo do Anhembi. Fechado para o público, o evento será transmitido pela TV Globo e também pelo g1.
Serão nove quesitos avaliados: Enredo, Bateria, Samba enredo, Mestre-sala e porta-bandeira, Comissão de frente, Harmonia, Alegoria, Fantasia e Evolução.
A ordem da leitura dos quesitos da apuração foi sorteada nesta segunda-feira (3) pela Liga Independente das Escolas de Samba. “Evolução” será o critério de desempate utilizado para definir as campeãs e “Enredo” será o primeiro quesito a ser lido.
Como os jurados atribuem as notas?
No momento em que pisam na avenida, as escolas começam o desfile com nota 10 em todas as categorias.
A partir daí, os jurados do grupo Especial – quatro de cada categoria – recebem um manual e, a cada décimo tirado, devem justificar com base no documento.
Além disso, os julgadores recebem uma pasta com o que foi planejado pela escola para comparar com o que foi apresentado durante o desfile.
Como será a apuração?
Durante a apuração, as notas são lidas por quesito e a menor delas é descartada. Ao final, as quantias são somadas e as duas escolas que tiverem as menores pontuações totais serão rebaixadas, disputando o carnaval 2026 no Grupo de Acesso I.
As notas descartadas são sempre o primeiro critério de desempate a ser aplicado. Neste ano, o quesito “evolução” foi sorteado para servir como o segundo critério.
A leitura das pontuações atribuídas pelos jurados será acompanhada apenas por diretores das escolas, convidados e profissionais da imprensa.
De acordo com o regulamento do Grupo Especial, as duas escolas que receberem a menor pontuação descem para o Grupo de Acesso I. E as duas escolas de forem mais bem classificadas no Grupo de Acesso I subirão para o Grupo Especial em 2026.
Entenda os quesitos avaliados pelo júri
Evolução: Julga a forma como a escola passa pela avenida, sem deixar buracos e sem correr para cumprir o tempo do desfile.
Comissão de Frente: A coreografia conta com alguns movimentos obrigatórios, como a saudação ao público e a apresentação da escola. Jurados também dão nota para a fantasia e observam se a comissão de frente atende à exigência de no mínimo seis componentes e, no máximo, 15.
Fantasia: Avalia a beleza e o significado das fantasias desfiladas. Os jurados também podem se atentar a detalhes e ao acabamento. Os itens apresentados no desfile devem corresponder ao apresentado anteriormente em desenhos pela escola.
Enredo: Nesse quesito é considerado se o tema está sendo bem contado na avenida, com a ajuda das alas e alegorias, e se o jurado e o público conseguem fazer uma leitura fácil da apresentação.
Samba-enredo: O jurado deve considerar se a letra do samba transmite o enredo proposto pela escola. Já a melodia deve provocar nos componentes a vontade de evoluir, dançar e cantar.
Bateria: Avalia o desempenho dos ritmistas e dos mestres de bateria acompanhando o samba-enredo. Além de alguns instrumentos obrigatórios, é importante que tudo esteja afinado. Também é considerada a “ousadia na performance musical”, com bossa, paradinha, breque, apagão, convenção e virada.
Alegoria: Julga os carros alegóricos – a beleza e a relação com o enredo. As escolas de samba são obrigadas a desfilar com cinco alegorias.
Mestre-sala e porta-bandeira: Considera-se o entrosamento dos dois na coreografia, a graciosidade dos movimentos e, também, as fantasias.
Harmonia: Analisa se os componentes da escola estão integrados, cantando o samba conforme o ritmo da bateria e fazendo as coreografias corretamente.