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Caixão do papa Francisco é fechado no Vaticano

O caixão com o corpo do papa Francisco foi fechado nesta sexta-feira (25) durante uma cerimônia privada na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O rito foi conduzido pelo cardeal camerlengo, Kevin Joseph Farrell, e contou apenas com a presença de alguns religiosos e familiares próximos. A celebração, fechada ao público, terminou por volta das 21h no horário local.

Durante o ritual, um véu branco foi colocado sobre o rosto de Francisco, e água benta foi aspergida sobre o corpo do papa.

Depois, o camerlengo depositou no caixão medalhas cunhadas ao longo do pontificado de Francisco e um documento conhecido como “rogito”, que traz a biografia e feitos do papa. Leia na íntegra mais abaixo.

Em seguida, a urna foi lacrada com duas tampas: uma de zinco, que foi soldada, e outra de madeira. Ambas levam gravados a cruz, o nome e o brasão do pontífice.

Após fim do velório, fechamento do caixão do papa ocorrerá em ato privado

Saiba os detalhes sobre o fechamento do caixão do papa Francisco | CNN  Brasil

O Vaticano confirmou que o rito de fechamento do caixão do papa Francisco será um ato privado e, portanto, não será transmitido ao vivo, em um comunicado nesta sexta-feira (25).

A cerimônia acontecerá após o fim do velório público do pontífice, programado para ser encerrado às 19h do horário de Roma.

Ainda de acordo com a Santa Sé, 149 cardeais já estão presentes no Vaticano e compareceram à congregação desta sexta.

Vaticano divulga texto de documento que será colocado dentro do caixão do papa Francisco

Vaticano divulga imagem do túmulo do papa Francisco | Jovem Pan

O Vaticano divulgou nesta sexta-feira (25) o conteúdo do “rogito”, documento que será colocado no caixão do papa Francisco antes do fechamento. O texto reúne detalhes sobre a vida e o pontificado do líder da Igreja Católica.

A cerimônia de fechamento do caixão teve início por volta das 20h (15h em Brasília), dentro da Basílica de São Pedro. O rito é reservado e ocorre a portas fechadas.

Durante o ritual, um véu branco será colocado sobre o rosto de Francisco, e água benta será aspergida sobre o corpo do papa. Além do rogito, o camerlengo depositará no caixão medalhas cunhadas ao longo do pontificado.

Em seguida, a urna será lacrada com duas tampas: uma de zinco, que será soldada, e outra de madeira. Ambas levarão gravados a cruz, o nome e o brasão do pontífice.

O documento divulgado pelo Vaticano traça um panorama da trajetória de Francisco — do nascimento na Argentina à formação como técnico químico, passando pela escolha pela vida religiosa.

“Foi um pastor simples e muito querido em sua arquidiocese, que percorria amplamente, inclusive usando metrô e ônibus. Morava em um apartamento e preparava ele mesmo sua janta, porque se sentia como qualquer outro”, diz o texto.

O rogito também destaca as principais marcas de seu papado: as reformas na Igreja, a defesa dos mais pobres e os frequentes apelos por paz em zonas de conflito, como a Ucrânia e a Faixa de Gaza.

“Francisco deixou a todos um testemunho admirável de humanidade, de vida santa e de paternidade universal.”

ROGITO PELO PIEDOSO TRÂNSITO DE SUA SANTIDADE FRANCISCO

MORTE, DEPOSIÇÃO E SEPULTAMENTO DE FRANCISCO DE SANTA MEMÓRIA

“Conosco peregrino da esperança, guia e companheiro de caminho rumo à grande meta à qual somos chamados, o Céu, no dia 21 de abril do Ano Santo de 2025, às 7h35 da manhã, enquanto a luz da Páscoa iluminava o segundo dia da Oitava, Segunda-feira do Anjo, o amado Pastor da Igreja, Francisco, passou deste mundo para o Pai. Toda a Comunidade cristã, especialmente os pobres, louvava a Deus pelo dom de seu serviço prestado com coragem e fidelidade ao Evangelho e à mística Esposa de Cristo.

Francisco foi o 266º Papa. Sua memória permanece no coração da Igreja e da humanidade inteira.

Jorge Mario Bergoglio, eleito Papa em 13 de março de 2013, nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936, filho de imigrantes piemonteses: seu pai, Mario, era contador, funcionário das ferrovias, enquanto sua mãe, Regina Sivori, cuidava da casa e da educação dos cinco filhos. Formado como técnico químico, escolheu depois o caminho do sacerdócio, entrando inicialmente no seminário diocesano e, em 11 de março de 1958, ingressando no noviciado da Companhia de Jesus. Estudou humanidades no Chile e, de volta à Argentina em 1963, formou-se em filosofia no Colégio São José, em San Miguel. Foi professor de literatura e psicologia nos colégios da Imaculada Conceição de Santa Fé e no Colégio do Salvador em Buenos Aires. Recebeu a ordenação sacerdotal em 13 de dezembro de 1969 do arcebispo Ramón José Castellano e, em 22 de abril de 1973, fez a profissão perpétua como jesuíta. Após ser mestre de noviços em Villa Barilari, San Miguel, professor de teologia, consultor da província jesuíta e reitor do colégio, em 31 de julho de 1973 foi nomeado provincial dos jesuítas da Argentina. Depois de 1986 passou alguns anos na Alemanha para concluir sua tese de doutorado e, de volta à Argentina, tornou-se colaborador próximo do cardeal Antonio Quarracino. Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o nomeou bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. Escolheu como lema episcopal Miserando atque eligendo e em seu brasão inseriu o cristograma IHS, símbolo da Companhia de Jesus. Em 3 de junho de 1997 foi promovido a arcebispo coadjutor de Buenos Aires e, com a morte do cardeal Quarracino, sucedeu-lhe em 28 de fevereiro de 1998 como arcebispo, primaz da Argentina, ordinário dos fiéis de rito oriental no país, grão-chanceler da Universidade Católica. João Paulo II o criou cardeal no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, com o título de São Roberto Belarmino. Em outubro seguinte, foi relator geral adjunto da décima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

Foi um pastor simples e muito querido em sua arquidiocese, que percorria amplamente, inclusive usando metrô e ônibus. Morava em um apartamento e preparava ele mesmo sua janta, porque se sentia como qualquer outro.

Eleito Papa pelos cardeais reunidos em Conclave após a renúncia de Bento XVI, em 13 de março de 2013, escolheu o nome Francisco, porque, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis, queria ter um olhar prioritário para com os mais pobres do mundo. Da sacada das bênçãos se apresentou com as palavras: “Irmãos e irmãs, boa noite! E agora, comecemos este caminho: bispo e povo. Este caminho da Igreja de Roma, que preside na caridade todas as Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós.” E, depois de inclinar a cabeça, disse: “Peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo pedindo a bênção para seu bispo.” No dia 19 de março, Solenidade de São José, iniciou oficialmente seu ministério petrino.

Sempre atento aos últimos e aos excluídos da sociedade, Francisco, assim que foi eleito, escolheu viver na Casa Santa Marta, pois não conseguia ficar longe do contato com as pessoas e, desde a primeira Quinta-feira Santa, quis celebrar a Missa da Ceia do Senhor fora do Vaticano, indo a prisões, centros de acolhida de deficientes ou dependentes químicos. Recomendava aos padres estarem sempre disponíveis para administrar o sacramento da misericórdia, a terem coragem de sair das sacristias para procurar a ovelha perdida e a manterem abertas as portas da igreja para acolher quem buscasse o rosto de Deus Pai.

Exerceu o ministério petrino com incansável dedicação ao diálogo com muçulmanos e com representantes de outras religiões, convocando-os para encontros de oração e assinando declarações conjuntas em prol da paz entre os crentes, como o Documento sobre a Fraternidade Humana, assinado em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi com o líder sunita al-Tayyeb. Seu amor pelos últimos, idosos e crianças levou-o a instituir as Jornadas Mundiais dos Pobres, dos Avós e das Crianças. Instituiu também o Domingo da Palavra de Deus.

Mais que qualquer antecessor, ampliou o Colégio dos Cardeais, convocando dez consistórios nos quais criou 163 cardeais, dos quais 133 eleitores e 30 não eleitores, provenientes de 73 países, sendo 23 deles representados por um cardeal pela primeira vez. Convocou cinco Assembleias do Sínodo dos Bispos: três gerais ordinárias, dedicadas à família, aos jovens e à sinodalidade; uma extraordinária, também sobre a família; e uma especial para a região Pan-Amazônica.

Sua voz ergueu-se várias vezes em defesa dos inocentes. Com a pandemia da Covid-19, na noite de 27 de março de 2020, quis rezar sozinho na Praça São Pedro, cujo colunato simbolicamente abraçava Roma e o mundo, pela humanidade assustada e ferida pelo desconhecido. Os últimos anos do pontificado foram marcados por inúmeros apelos pela paz, contra a “Terceira Guerra Mundial em pedaços” em curso em diversos países, especialmente na Ucrânia, bem como na Palestina, Israel, Líbano e Mianmar.

Após a internação de 4 de julho de 2021, com duração de dez dias, para uma cirurgia no Policlínico Agostino Gemelli, Francisco voltou ao mesmo hospital em 14 de fevereiro de 2025 para uma internação de 38 dias por conta de uma pneumonia bilateral. Retornado ao Vaticano, passou as últimas semanas de vida na Casa Santa Marta, dedicando-se até o fim, com a mesma paixão, ao seu ministério petrino, embora ainda sem plena recuperação. No Domingo de Páscoa, 20 de abril de 2025, apareceu pela última vez na sacada da Basílica de São Pedro para conceder a solene bênção Urbi et Orbi.

O magistério doutrinal do Papa Francisco foi muito rico. Testemunha de um estilo sóbrio e humilde, fundado na abertura missionária, na coragem apostólica e na misericórdia, cuidadoso em evitar o perigo da autorreferência e da mundanidade espiritual na Igreja, o Pontífice apresentou seu programa apostólico na exortação Evangelii gaudium (24 de novembro de 2013). Entre os principais documentos destacam-se 4 Encíclicas: Lumen fidei (29 de junho de 2013), sobre a fé em Deus; Laudato si’ (24 de maio de 2015), que trata da ecologia e da responsabilidade humana na crise climática; Fratelli tutti (3 de outubro de 2020), sobre a fraternidade humana e a amizade social; e Dilexit nos (24 de outubro de 2024), sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Promulgou 7 Exortações Apostólicas, 39 Constituições Apostólicas, inúmeras Cartas Apostólicas, a maioria na forma de Motu Proprio, 2 Bulas de convocação de Anos Santos, além das Catequeses nas Audiências Gerais e discursos em diversas partes do mundo. Após instituir as Secretarias para a Comunicação e para a Economia, bem como os Dicastérios para os Leigos, Família e Vida e para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, reformou a Cúria Romana com a Constituição Apostólica Praedicate Evangelium (19 de março de 2022). Modificou o processo canônico para as causas de nulidade matrimonial no CCEO e no CIC (M.P. Mitis et misericors Iesus e Mitis Iudex Dominus Iesus) e endureceu a legislação sobre crimes cometidos por membros do clero contra menores ou pessoas vulneráveis (M.P. Vos estis lux mundi).

Francisco deixou a todos um testemunho admirável de humanidade, de vida santa e de paternidade universal.”

Lula participou do velório do papa Francisco: ”Emoção e devoção”

 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já está no Vaticano, cidade-estado cercada por Roma, Itália, e sede da Igreja Católica, para as cerimônias de velório do papa Francisco, morto na segunda-feira (21/4).

Ao lado do petista, na Basílica de São Pedro, está a primeira-dama Rosângela Janja da Silva. Também fazem parte da extensa comitiva brasileira, de 18 pessoas, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso.

Em Roma, juntou-se a eles a ex-presidente Dilma Rousseff, que dirige o Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco do Brics.

Velório do papa Francisco é encerrado; 250 mil pessoas passaram pela Basílica de São Pedro

O velório do papa Francisco foi encerrado nesta sexta-feira (25) por volta das 19h, no horário local (14h de Brasília). Pela manhã, o Vaticano informou que mais de 150 mil pessoas compareceram para se despedir do pontífice.

A cerimônia foi realizada na Basílica de São Pedro e reuniu diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O caixão do papa será fechado ainda nesta sexta. A previsão é de que isso acontecerá por volta de 15h, no horário de Brasília.

O funeral será realizado neste sábado (26), às 10h, no horário local (5h de Brasília), e deve reunir mais de 200 mil pessoas.

Francisco pediu para ser enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, que fica em Roma, e não no Vaticano. Haverá um cortejo fúnebre.

‘O conclave é intimidador’, diz líder da Igreja Católica na Inglaterra

O cardeal Nichols completa 80 anos em novembro — a idade limite para os cardeais votarem em um novo papa. — Foto: Getty Images via BBC

O líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, cardeal Vincent Nichols, disse que definitivamente não será o próximo pontífice, mas que está ansioso com o dever “intimidador” de escolher o sucessor do papa Francisco.

Após a morte de Francisco, o próximo pontífice será escolhido pelo Colégio dos Cardeais, que se reunirá em uma tradição conhecida como conclave. A data do conclave ainda não foi definida.

O cardeal Nichols está entre os mais de 100 religiosos que votará no conclave. Mas ele quase perdeu a oportunidade, pois está a apenas alguns meses de completar 80 anos, a idade limite para o direito ao voto.

O arcebispo de Westminster, nascido em Merseyside, no norte da Inglaterra, disse que pensou que não participaria mais de nenhum conclave. Mas quando ficou sabendo que o papa estava gravemente doente, pensou: “Oh, Senhor, isso vai acontecer comigo”.

O conclave, que tradicionalmente começa após um período de luto de duas semanas, reúne o Colégio de Cardeais na Capela Sistina do Vaticano em uma série de votações para escolher o próximo papa.

Teoricamente, qualquer homem católico batizado pode ser eleito papa, mas o escolhido geralmente é um cardeal.

Atualmente, há 252 cardeais e, embora todos possam participar do debate sobre quem deve ser escolhido, a restrição de idade para votar significa que apenas os 135 com menos de 80 anos podem votar.

Cardeais se reúnem em Congregação Geral antes do funeral do papa Francisco

Cardeais se reúnem nesta terça (22) para planejar funeral do papa Francisco  - Notícias de Sapezal Mato Grosso

Os cardeais estão reunidos no Vaticano nesta sexta-feira (25), véspera do funeral do papa Francisco, para a quarta Congregação Geral.

As Congregações Gerais são uma série de reuniões que ocorrem nos dias que antecedem o início de um conclave e onde se define um perfil das qualidades necessárias para o próximo pontífice.

Os cardeais são os colaboradores mais próximos de um papa, administrando departamentos importantes na Santa Sé e em dioceses ao redor do mundo.

Quando um pontífice morre ou renuncia, os cardeais com menos de 80 anos podem participar de um conclave secreto para escolher entre si o novo líder da Igreja Católica Romana, com quase 1,4 bilhão de membros.

A complexa votação revelará se os atuais cardeais, a maioria deles nomeados por Francisco, acreditam que sua adesão aos valores sociais liberais e sua agenda de reformas progressistas foram longe demais e se um período de contenção é necessário.

Autoridades e membros da realeza são esperados nos funerais do papa Francisco

Velório do papa Francisco na Basílica de São Pedro, no Vaticano — Foto: Alessandro Di Meo / POOL / AFP

Dezenas de chefes de Estado e de governo confirmaram presença no funeral do papa Francisco, neste sábado (26), em Roma.

Nesta quinta-feira (24), o Vaticano anunciou que “130 delegações [estrangeiras] estão confirmadas”, entre eles 50 chefes de Estado e 10 monarcas.

ONU
O secretário-geral António Guterres.

AMÉRICAS
Estados Unidos: o presidente Donald Trump e a esposa, Melania.

Brasil: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja.

Argentina: o presidente Javier Milei, a irmã Karina (secretária-geral da Presidência), e vários ministros, entre eles o chanceler Gerardo Werthein.

Honduras: a presidente Xiomara Castro.

EUROPA
União Europeia: a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Espanha: o rei Felipe VI e a rainha Letícia.

Portugal: o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro Luís Montenegro, o presidente da Assembleia Nacional José Pedro Aguiar Branco e o ministro das Relações Exteriores Paulo Rangel.

Reino Unido: o príncipe William (representando o pai, o rei Charles III) e o primeiro-ministro Keir Starmer.

Irlanda: o presidente Michael D. Higgins, o primeiro-ministro Micheál Martin e o vice-primeiro-ministro Simon Harris.

França: o presidente Emmanuel Macron, o ministro das Relações Exteriores Jean-Noël Barrot e o ministro do Interior Bruno Retailleau.

Alemanha: o presidente Frank-Walter Steinmeier e o chefe de governo em fim de mandato Olaf Scholz.

Rússia: Olga Liubimova, ministra da Cultura da Rússia, “por decisão do presidente Vladimir Putin”.

Mônaco: o príncipe Albert II e a esposa, Charlène.

Ucrânia: o presidente Volodymyr Zelensky.

Polônia: o presidente Andrzej Duda e o presidente do Parlamento, Szymon Holownia.

Bélgica: o rei Philippe e a rainha Mathilde, o primeiro-ministro Bart De Wever.

Países Baixos: o primeiro-ministro Dick Schoof e o chanceler Caspar Veldkamp.

Áustria: o chefe de governo Christian Stocker.

Hungria: o presidente Tamás Sulyok.

República Tcheca: o primeiro-ministro Petr Fiala.

Croácia: o presidente Zoran Milanovic, o primeiro-ministro Andrej Plenkovic.

Romênia: o presidente interino Ilie Bolojan.

Eslovênia: a presidente Natasa Pirc Musar e o primeiro-ministro Robert Golob.

Eslováquia: o presidente Peter Pellegrini.

Lituânia: o presidente Gitanas Nauseda.

Letônia: o presidente Edgars Rinkevics.

Estônia: o presidente Alar Karis.

Moldávia: a presidente Maia Sandu.

Kosovo: a presidente Vjosa Osmani.

Bulgária: o primeiro-ministro Rosen Jeliazkov.

Grécia: o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.

Macedônia do Norte: a presidente Gordana Siljanovska-Davkova.

Suécia: o rei Carl XVI Gustaf e a rainha Silvia, o primeiro-ministro Ulf Kristersson.

Finlândia: o presidente Alexander Stubb.

Noruega: o príncipe Haakon, a princesa Mette-Marit, o chanceler Espen Barth Eide.

Dinamarca: a rainha Mary.

ORIENTE MÉDIO
Israel: o embaixador no Vaticano, Yaron Sideman.

ÁSIA
Filipinas: o presidente Ferdinand Marcos e a primeira-dama, Liza Marcos.

ÁFRICA
Cabo Verde: o presidente José Maria Neves.

República Centro-Africana: o presidente Faustin-Archange Touadéra.

Vaticano divulga como será túmulo do papa Francisco; veja imagem

Vaticano divulga como será túmulo do papa Francisco; veja imagem | CNN  Brasil

O Vaticano divulgou nesta quinta-feira (24) como será o túmulo do papa Francisco na Basílica de Santa Maria Maggiore. A agência oficial de notícias da Santa Sé publicou uma foto do projeto, na qual é possível ver alguns detalhes.

O túmulo será feito em mármore e trará apenas a inscrição “FRANCISCUS” — um pedido do próprio papa em seu testamento — e a reprodução de sua cruz peitoral.

O local da sepultura do Papa foi preparado em um nicho da nave lateral da Basílica, entre a Capela Paulina e a Capela Sforza, e está localizada próximo ao Altar de São Francisco.

Papa pediu túmulo simples em testamento

No testamento do papa Francisco, assinado em 29 de julho de 2022, o pontífice buscou reforçar sua vontade quanto a seu sepultamento.

Ele expressou que gostaria que seus restos mortais fossem colocados na Basílica de Santa Maria Maggiore, num túmulo simples, escavado no solo, sem decoração e apenas com a inscrição “Franciscus”.

Por fim, Francisco deixou a mensagem de que ofereceu “ao Senhor o sofrimento que se fez presente na última parte da minha vida pela paz mundial e pela fraternidade entre os povos”.

Sempre confiei minha vida e meu ministério sacerdotal e episcopal à Mãe de Nosso Senhor, Santa Maria. Portanto, peço que meus restos mortais descansem aguardando o dia da ressurreição na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore”, diz o documento.

“Próximo papa deve fazer a colheita que Francisco plantou”, diz professor

Papa Francisco - Notícias e tudo sobre | CNN Brasil

Em entrevista à CNN, o professor de ciência da religião da PUC de São Paulo Jorge Cláudio Ribeiro afirmou que o próximo papa deverá “fazer a colheita daquilo que Francisco plantou”.

Segundo Ribeiro, o sucessor de Francisco provavelmente será alguém afinado com a filosofia de trabalho, concepção de Igreja e visão teológica do pontífice falecido. “Francisco avançou até onde a Igreja deixou, até onde a Igreja suportaria”, explicou o especialista.

Influência e desafios do papado

O professor destacou que o papado representa um “soft power”, uma força de influência significativa no cenário global, apesar de não possuir poder militar. “Ele reúne 1 bilhão e 400 milhões de católicos”, ressaltou Ribeiro, enfatizando a amplitude da influência papal.

Contudo, o especialista também apontou os desafios enfrentados por Francisco durante seu pontificado, incluindo a oposição de setores conservadores da Igreja, especialmente nos Estados Unidos.

Há muitas tensões também, sobretudo vindas dos católicos e da hierarquia”, observou.

Expectativas para o novo pontífice

Quanto às expectativas para o próximo papa, Ribeiro acredita que não é essencial que seja uma figura tão carismática quanto Francisco.

O importante, segundo ele, é que o novo líder da Igreja Católica seja capaz de dar continuidade às pautas e direções estabelecidas por seu antecessor.

Eu imagino que a tendência para um novo Papa seria possivelmente alguém afinado com a filosofia de trabalho, a filosofia de vida, a concepção de Igreja, a concepção teológica de Francisco”, concluiu o professor.

Quase 50 mil fiéis já visitaram o velório do papa Francisco

 (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP
)

Quase 50.000 fiéis visitaram até o momento o velório do papa Francisco na Basílica de São Pedro, que fechou por apenas algumas horas desde que abriu as portas na quarta-feira (23) para receber a multidão.

A maior igreja do mundo deveria fechar à meia-noite (19h00 de Brasília), mas permitiu o acesso de fiéis até 5h30 (0h30 de Brasília), informou o Vaticano. O templo reabriu às 7h00 (2h00 de Brasília), quando milhares de pessoas já estavam aglomeradas em seus acessos.

No primeiro longo dia, um total de 48.600 apresentaram seus respeitos diante do caixão do primeiro papa latino-americano, após filas de espera de mais de quatro horas. O relatório oficial da Santa Sé informa ainda que 13.000 pessoas entraram na basílica entre meia-noite e o fechamento.

“Estou aqui pela grande fé que compartilho com o papa Francisco, foi um grande homem, foi o pai dos últimos, os invisíveis”, disse à AFP Amerigo Iacovacci, um italiano de 82 anos, enquanto esperava para entrar na Basílica de São Pedro.

A capela-ardente será mantida até sexta-feira à noite, antes de um funeral de Estado que contará com a presença de presidentes como Donald Trump, Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, além do rei Felipe VI da Espanha e do secretário-geral da ONU, António Guterres, entre outros.

O governo italiano prevê a presença de entre 150 e 170 delegações estrangeiras no serviço e reforçou a segurança de Roma, o que inclui o fechamento de vias e postos de controle rigorosos.

O sepultamento de Jorge Mario Bergoglio também acontecerá no sábado, na Basílica de Santa Maria Maior de Roma, o primeiro de um pontífice fora do Vaticano desde Leão XIII em 1903.

Conclave sem data

O papa “do fim do mundo” liderou a Igreja Católica a partir de 2013, com um pontificado que enfrentou críticas do setor mais conservador da instituição.

Francisco faleceu na manhã de segunda-feira (21), aos 88 anos, um dia após sua última aparição pública, quando percorreu a Praça de São Pedro a bordo do papamóvel por ocasião da sua bênção “urbi et orbi” do Domingo de Páscoa.

O caixão foi posicionado diante do imponente baldaquino barroco de São Pedro. O corpo foi transportado na quarta-feira em uma procissão a partir da residência de Santa Marta, onde o pontífice faleceu. Está exposto com seu inseparável rosário entre as mãos, casula vermelha e sapatos pretos, símbolo de austeridade.

O papa deixou instruções para um funeral sem luxos, em linha com seu pontificado. E exigiu que seu corpo não fosse colocado em um catafalco, ao contrário de seus antecessores.

Os tradicionais nove dias de luto no Vaticano após a morte de um pontífice – os ‘Novemdiales’ – começarão no sábado, informou a Santa Sé após uma reunião dos cardeais.

Outro encontro está programado para esta quinta-feira, mas o Vaticano descartou que a reunião defina a data de início do conclave para manter o foco no funeral.

A eleição deve acontecer na emblemática Capela Sistina em um prazo de entre 15 e 20 dias a partir da morte. Mais de dois terços dos 135 cardeais eleitores foram nomeados pelo falecido papa.

“Sensação de paz”

Orações e o som dos sinos acompanharam o primeiro dia do velório. Os fiéis avançaram lentamente sob sussurros, interrompidos apenas pelo choro das crianças.

Você sente uma sensação de paz”, disse Leobardo Guevara, mexicano de 26 anos, após visitar o velório. “Ele foi uma pessoa muito humilde“.

“Pareceu uma oportunidade que nunca mais teria na vida, de presenciar esta manifestação de tantas pessoas“, expressou a ítalo-uruguaia Daniela Richino, de 60 anos, moradora de Roma.

O acesso à basílica tem controles similares aos dos aeroportos, com aparelhos de raio-X e detectores de metais. Policiais e soldados protegem a região do Vaticano.

As autoridades também determinaram uma zona de exclusão aérea sobre Roma e acionaram unidades antidrone com sistemas de bloqueio de sinais para prevenir qualquer atividade suspeita.

Aviões de combate estão em alerta para intervir, enquanto helicópteros da polícia sobrevoam o centro histórico e franco-atiradores foram posicionados nos telhados da Via della Conciliazione, que leva à Praça de São Pedro, e na colina próxima de Gianicolo.

Amiga do papa Francisco quebra protocolo e se aproxima de caixão durante velório na basílica de São Pedro, em Roma

Freira Geneviève Jeanningros se aproxima do caixão do papa Francisco — Foto: Alessandro Di Meo via AP

Uma freira amiga do papa Francisco quebrou o protocolo e se aproximou do caixão do pontífice pouco após ele ser colocado na Basílica de São Pedro, em Roma.

A irmã Geneviève Jeanningros, de 81 anos, auxiliada por um segurança, foi levada para o cordão de proteção, onde permaneceu alguns minutos carregando uma mochila verde nas costas. Ocasionalmente, ela levava a mão ao rosto e chorava a morte do amigo, enquanto observava o pontífice.

Segundo a agência de notícias Vatican News, Jeanningros é francesa e pertence à Congregação das Pequenas Irmãs de Jesus. Ela é sobrinha de Léonie Duquet (1916-1977), uma de duas freiras francesas sequestradas em Buenos Aires durante a ditadura militar argentina, desaparecida e considerada pelo regime de Jorge Videla.

Jeanningros também comanda um projeto que acolhe transexuais em Roma. Ela mora em um trailer na periferia da capital italiana. Ela já chegou a levar pessoas a quem atende a audiências com Francisco no Vaticano.

A religiosa conheceu o Papa há algum tempo; ela escreveu para ele logo depois da eleição, relembrando a história de uma tia missionária na Argentina desapareceu durante a ‘Guerra Suja‘”, conta o Vatican News. “A correspondência nunca parou e Francisco, em uma audiência com artistas de rua, chegou a desejar a ela um feliz aniversário.

A irmã Geneviève, conta a agência do Vaticano, também levou familiares de um médico americano morto pela pandemia de Covid-19 a Roma para se encontrar com o papa, após ele ter o funeral católico recusado por ser homossexual.

Por que maior oposição a papa Francisco dentro da Igreja Católica vinha dos EUA

O falecido comentarista conservador Rush Limbaugh, visto aqui com Donald Trump em 2018, foi um dos primeiros a criticar abertamente Francisco nos EUA — Foto: Getty Images/BBC

Rezo para que não haja cismas, mas não tenho medo.”

Era setembro de 2019, e o papa Francisco estava respondendo a uma pergunta de repórteres sobre as crescentes tensões com a Igreja Católica Americana.

Os problemas começaram no dia em que Jorge Bergoglio foi eleito Sumo Pontífice. O Vaticano vinha de dois papados conservadores — João Paulo 2º e Bento 16º — então a chegada do primeiro latino-americano e do primeiro jesuíta representou uma mudança radical de paradigma.

Dentro da comunidade católica americana, havia um setor conservador que discordava dessa mudança.

“O ponto focal da oposição ao papa Francisco estava nos Estados Unidos”, diz David Gibson, diretor do Centro de Religião e Cultura da Universidade Fordham, em Nova York, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

“Não foram apenas bispos e padres. Foram também leigos, organizações como o Instituto Napa ou a EWTN, uma espécie de rede de direita com muito dinheiro e grande mídia. Foram os leigos que financiaram e promoveram a oposição ao Papa”, acrescenta.

Francisco sabia disso. “Nos EUA, as coisas não são fáceis: há uma atitude reacionária muito forte e organizada“, disse ele.

Essa atitude não mudou com a notícia de sua morte na segunda-feira (21/4). Por exemplo, o artigo principal do dia na revista religiosa americana First Things não foi um obituário, mas um artigo de opinião afirmando que “de muitas maneiras, o pontificado de Francisco foi inadequado aos problemas reais que a Igreja enfrenta”.

O texto, que descreve a personalidade do pontífice como “temperamental e autocrática”, é de Charles Chaput, ex-arcebispo da Filadélfia e um dos maiores críticos do papa argentino dentro da Igreja americana.

Francisco substituiu Chaput por um arcebispo mais liberal (e latino) assim que o conservador atingiu a idade de 75 anos.

E ele não foi o único que lançou um confronto aberto com o papa e perdeu.

Dentro da Cúria, outros três de seus principais oponentes eram um núncio apostólico, um bispo e um cardeal. Ao longo dos 12 anos de papado de Francisco, um acabaria sendo excomungado, outro seria deposto e o terceiro perderia todos os privilégios materiais concedidos a ele pelo Vaticano.

“Marxismo puro”

Tanto pessoal quanto ideologicamente, Francisco rejeitou luxos.

Por exemplo, em vez de se mudar para o Palácio Apostólico do Vaticano (que inclui a Capela Sistina), ele escolheu a residência Santa Marta, onde morava em um pequeno apartamento.

Sua primeira exortação apostólica, intitulada Evangelii gaudium (“A Alegria dos Evangelhos”), foi precisamente um chamado aos católicos para rejeitarem o consumismo e a grande acumulação de riqueza, e voltarem sua atenção para os pobres.

As críticas mais fortes ao texto vieram do setor conservador da mídia nos EUA.

O influente comentarista político conservador Rush Limbaugh disse então que Evangelii gaudium era “marxismo puro saindo da boca do papa”.

O papa foi além do catolicismo aqui, e isso é pura política“, disse ele.

Nos EUA, 20% dos adultos se identificam como católicos e, dentro desse grupo, os brancos não latinos representam 54%, de acordo com pesquisas do Pew Research Center realizadas entre 2023 e 2024.

Gibson explica: “A liderança da Igreja nos EUA ainda é dominada por bispos e padres descendentes de imigrantes europeus brancos. E eles estão cada vez mais conservadores. Para eles, Francisco foi um verdadeiro choque.”

Essa liderança europeia branca alcançou o sonho americano. Eles eram de classe média, depois de classe média alta e, por fim, ricos“, acrescenta, observando que é por isso que não compartilham o foco na pobreza.

Questões sobre as opiniões do papa sobre o capitalismo se intensificaram nos EUA antes de sua visita ao país em 2015, uma viagem que também o levou a Cuba.

Meses antes, o Sumo Pontífice havia declarado que “o dinheiro é o esterco do diabo” e havia pedido “o combate a essa cultura do descartável, cultivada pelos poderes que controlam as políticas econômicas e financeiras do mundo globalizado“.

Na época, Stephen Moore, economista-chefe do think tank conservador Heritage Foundation, sediado em Washington, disse à BBC: “Há muito ceticismo entre os católicos (americanos)”.

“Acho que este é um papa com claras inclinações marxistas. Não há dúvida de que ele demonstra um ceticismo muito claro em relação ao capitalismo e à livre iniciativa, e (…) isso me parece muito preocupante“, acrescentou Moore, também católico.

Embora o papa negue ser marxista, o jornalista católico Austen Ivereigh, que escreveu vários livros sobre Francisco, indicou que, quando jovem, Bergoglio foi profundamente influenciado pelas ideias peronistas — derivadas do ex-presidente argentino Juan Domingo Perón — que incluíam a justiça social.

Ao chegar a Cuba, Francisco concedeu uma entrevista coletiva na qual declarou: “Não disse nada que não esteja na doutrina social da Igreja (…). Talvez uma explicação tenha dado a impressão de ser um pouco mais ‘esquerdista’, mas seria um erro [interpretá-la dessa forma].”