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Sobrinho do papa divulga ”carta ao mundo” e faz pedido aos fiéis

Sobrinho do papa divulga “carta ao mundo” e faz pedido aos fiéis |  Metrópoles

O sobrinho do papa Francisco, José Ignacio Bergoglio, publicou uma “carta ao mundo” nas redes sociais, horas antes do sepultamento do tio, que ocorreu na manhã deste sábado (26/4), em Roma, na Itália.

“Carta ao mundo inteiro. Queridos amigos, antes de começar, quero oferecer minhas condolências e abraçá-los do fundo do meu coração, porque não fui o único que perdeu um ente querido na segunda-feira. Todos nós lamentamos a morte do nosso querido tio Jorge”, escreveu ele.

O texto foi publicado por José em sua conta do Instagram. Ele é filho de uma das irmãs do papa Francisco, María Elena, que mora em Ituzaingó, na Argentina.

Leia a carta na íntegra:

“Carta ao mundo inteiro. Queridos amigos, antes de começar, quero oferecer minhas condolências e abraçá-los do fundo do meu coração, porque não fui o único que perdeu um ente querido na segunda-feira. Todos nós lamentamos a morte do nosso querido tio Jorge”. Com estas palavras, um dos sobrinhos do Papa Francisco, José Ignacio Bergoglio, quebrou o silêncio horas antes do funeral do falecido pontífice no Vaticano, neste sábado (26). Ela fez isso por meio de uma postagem comovente em sua conta do Instagram, na qual não apenas se lembrou do tio, mas também fez um pedido especial para aqueles que desejam homenagear sua memória.

Túmulo do papa Francisco é aberto para visitação do público em Roma

Túmulo do papa Francisco é aberto para visitação do público em Roma | Jovem  Pan

Fiéis católicos romanos, turistas e admiradores começaram a visitar o túmulo do papa Francisco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, aberto ao público na manhã deste domingo, 27, um dia após seu sepultamento, quando também ocorre a Santa Missa em sufrágio de sua alma.

O túmulo foi aberto para visitação no segundo dos nove dias de luto oficial por Francisco, após o qual um conclave será realizado para eleger o próximo papa. Nenhuma data foi definida ainda, mas a expectativa é de que o processo tenha início até o próximo dia 10 de maio.

Uma única rosa branca foi colocada sobre o túmulo com a inscrição “Franciscus” – o nome de pontífice de Jorge Mario Bergoglio. As pessoas passaram em fila, muitas fazendo o sinal da cruz ou tirando fotos com o celular.

Os cardeais que viajaram a Roma para o funeral de Francisco se reunirão regularmente esta semana antes do conclave, enquanto começam a traçar um caminho a seguir para a Igreja Católica de 1 4 bilhão de fiéis.

O Papa Francisco escolheu seu local de sepultamento na Basílica de Santa Maria Maior, perto de um ícone da Madona que ele reverenciava, porque, nas palavras do arcebispo que administra a basílica, reflete sua vida “humilde, simples e essencial”.

Funeral do papa Francisco marca início de 9 dias de luto

Funeral do papa Francisco marca início de 9 dias de luto; veja programação | CNN Brasil

Na manhã deste sábado (26), o papa Francisco foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. O cortejo fúnebre, que começou na praça em frente à Basílica de São Pedro, a principal do Vaticano, reuniu mais de 250 mil pessoas, incluindo líderes mundiais e integrantes da realeza britânica.

Além disso, a data marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao papa. Diversos cardeais romanos irão presidir as missas na Basílica de São Pedro, que também antecedem o conclave, o processo eleitoral secreto que elege um novo pontífice.

Essas celebrações são abertas a todos. No entanto, cada dia contará com a participação de um grupo diferente, levando em conta seus vínculos com o pontífice

Missionário brasileiro relembra encontros com o Papa Francisco


''Nunca imaginei um dia morar e nem mesmo trabalhar com mídia católica aqui em Roma. Então, as oportunidades que estive com o papa Francisco foram experiências muitos fortes'', relata o missionário (foto: Reprodução/Instagram)

Morando há três anos em Roma, o brasileiro Roger Ferrari, 31 anos, guarda na memória momentos marcantes ao lado do papa Francisco. Ao Correio, o missionário da comunidade católica Canção Nova, Ferrari falou sobre a experiência de viver na capital italiana e de ter tido contato direto com o líder da igreja Católica em algumas ocasiões.

Nunca imaginei um dia morar e nem mesmo trabalhar com mídia católica aqui em Roma. Então, as oportunidades que estive com o papa Francisco foram experiências muitos fortes“, relata o missionário ao Correio.

Entre os encontros que viveu com o pontífice, Roger recorda com carinho o dia em que ganhou de presente de aniversário um rosário após uma audiência geral. Recém-chegado, ele segurava um cartaz informando que era seu aniversário quando foi surpreendido por um gesto do papa. “Ele saudava as pessoas no final da audiência quando me viu segurando uma placa que dizia que era o meu aniversário e cutucou o segurança e voltou. Ele me perguntou quantos anos eu estava fazendo, na ocasião eu fazia 28 anos, e me entregou um rosário“, contou o brasileiro.

Outro momento especial ocorreu quando Roger e sua esposa foram abençoados pelo papa. “Tínhamos descoberto que a minha esposa estava grávida e pedimos para que ele abençoe também o nosso filho. À época ele perguntou qual seria o nome da criança, no entanto, não sabíamos ainda o sexo do bebê“. Ferrari compartilhou o momento nas redes, no vídeo é possível ver o papa sorridente e já na cadeira de rodas.

Ferrari também esteve presente na última aparição pública de Francisco, durante a celebração do domingo de Páscoa, em 20 de abril. Na ocasião, o papa concedeu a bênção apostólica e saudou os fiéis a bordo do papamóvel. “No dia seguinte, quando recebi a notícia da morte dele, foi um choque enorme. O clima em Roma mudou completamente”, disse.

Para o missionário, a marca do pontificado de Francisco foi a proximidade com o povo. “Mesmo sem saber quem eu era, nas vezes em que o cumprimentei, me senti acolhido. Ele tinha uma humanidade que aproximava a todos, independentemente da fé, cor, religião ou escolhas. Não era por querer ser popular, era apenas ele sendo ele mesmo — e isso tocava profundamente as pessoas”, descreveu.

Sobre o futuro da igreja, o brasileiro espera que o próximo papa possa dar continuidade ao papado de Francisco e atender as necessidades da atualidade, a fim de que “igreja continue conversando e alcançando os corações, principalmente, das gerações que virão“, almeja Ferrari.

A Basílica de Santa Maria Maior, a última morada do papa Francisco


O papa argentino, que morreu na segunda-feira (21) aos 88 anos de idade (foto: Foto: Marco Bertorello/AFP
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A Basílica de Santa Maria Maior, onde o papa Francisco decidiu ser enterrado, é uma imponente igreja do século V localizada no centro de Roma, onde sete pontífices já foram sepultados.

O papa argentino, que morreu na segunda-feira (21) aos 88 anos de idade, declarou no final de 2023 que queria ser enterrado neste local, e não na cripta da Basílica de São Pedro, como acontece há mais de três séculos.

“Logo após a escultura da Rainha da Paz (Virgem Maria), há um pequeno recinto, uma porta que leva a uma sala que usavam para guardar os candelabros. Eu vi e pensei: ‘É esse o lugar’. E o local do sepultamento já está preparado lá. Eles me confirmaram que está pronto”, disse ele ao vaticanista espanhol Javier Martinez-Brocal em seu livro ‘El Sucesor’.

Sete papas já foram enterrados nesta basílica, o último deles Clemente IX, em 1669, além de outras personalidades, como o arquiteto e escultor Bernini, autor da colunata da Praça de São Pedro.

Jorge Bergoglio, muito ligado ao culto da Virgem Maria, costumava rezar neste templo, que oficialmente faz parte do território do Vaticano, na véspera ou no retorno de cada uma de suas viagens ao exterior.

O interior mantém uma estrutura semelhante à original: a nave central é cercada por 40 colunas jônicas e mosaicos excepcionais.

Segundo a tradição, a Virgem Maria fez uma aparição a um rico patrício romano, Giovanni, e ao papa Libério (352-366), e pediu que uma igreja fosse construída em sua homenagem, marcando o local escolhido com uma queda de neve em 5 de agosto.

De acordo com o Vaticano, não há restos desta primeira igreja, financiada por Giovanni.

O templo atual, uma das quatro basílicas papais de Roma, foi construído por volta de 432, a pedido do Papa Sisto III, no Monte Esquilino. Ele abriga algumas das relíquias mais conhecidas do catolicismo, como um ícone atribuído a São Lucas que retrata a Virgem Maria com o menino Jesus em seus braços.

Os fragmentos de madeira do berço do menino Jesus também são mantidos neste local.

Estudos recentes permitiram datá-los cientificamente do período de nascimento de Jesus, de acordo com o site da basílica. Eles são mantidos em um relicário de cristal de rocha.

Cerca de 400 mil pessoas estiveram presentes no funeral do papa Francisco, dizem autoridades

Cerca de 400 mil pessoas estiveram presente na Cidade do Vaticano para o funeral do Papa Francisco neste sábado (26), informou o ministro do interior da Itália, Matteo Piantedosi.

Estimamos que não menos que 400.000 pessoas entre as presentes na Praça de São Pedro e aquelas ao longo da rota“, disse Matteo Piantedosi ao programa de notícias italiano TG5.

O corpo do papa Francisco foi sepultado na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. De acordo com o Vaticano, o rito de sepultamento teve início às 13h no horário local (9h em Brasília) e foi concluída cerca de 30 minutos depois.

A cerimônia foi presidida pelo cardeal camerlengo, Kevin Farrell. Não houve transmissão do sepultamento, e apenas sacerdotes e familiares de Francisco estiveram presentes.

O caixão com os restos mortais do pontífice foi levado em cortejo pelas ruas de Roma após a celebração damissa funeral, ou Missa das Exéquias, conduzida na basílica de São Pedro pelo cardeal italiano Giovanni Battista Re, decano do Colégio dos Cardeais.

No papamóvel, o caixão passou por pontos famosos e simbólicos da capital italiana, como o Coliseu, o Fórum romano e a Igreja Il Gesù, sede da ordem dos jesuítas, da qual Francisco fazia parte.

Ao entrar na Santa Maria Maggiore, os carregadores do caixão fizeram uma pausa de alguns minutos em frente a ícone de Maria onde o pontífice costumava orar. Crianças também levaram flores brancas ao altar.

Francisco morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) e de um quadro de insuficiência cardíaca.

A celebração no Vaticano marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido.

Cerca de 50 chefes de Estado acompanharam a missa, incluindo o presidente Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o argentino Javier Milei.

Ainda no sábado, às 16h (21h, em Roma), será rezado o Rosário em frente à Basílica de Santa Maria Maggiore. O túmulo será aberto à visitação pública no domingo (27).

Quem é Bianca Fraccalvieri, brasileira que participou da missa de funeral do papa Francisco

Bianca Fraccalvieri é cotada para ler as preces em português durante missa de funeral do papa Francisco — Foto: Reprodução/TV Globo

A brasileira Bianca Fraccalvieri foi a responsável pela leitura em português da Oração Universal, também conhecida como Oração dos Fiéis ou Preces, durante a missa de funeral do papa Francisco neste sábado (26).

A cerimônia teve início às 5h, no horário de Brasíllia – 10h, no horário local e será comandada pelo cardeal italiano Giovanni Battista Re, decano do Colégio dos Cardeais. O rito é o último antes do sepultamento do pontífice.

Durante a missa, após a leitura do evangelho, foram realizadas as orações universais em seis diferentes línguas. A terceira leitura, em português, deve ser feita por Bianca, que é jornalista e coordenadora das redes sociais do Vaticano.

Bianca também estava à frente de uma equipe de brasileiros totalmente dedicada aos detalhes finais do funeral do papa.

Ela conviveu por muitos anos com Francisco e foi convidada por ele para fazer leituras religiosas nos encontros semanais do papa com funcionários do Vaticano.

Em reportagem para o Jornal Nacional, o jornalista César Tralli, entrevistou Bianca. Segundo a profissional, o papa Francisco dava autorização para as postagens e sabia de tudo o que era publicado.

No site Vatican News, que transmite as notícias oficiais da Igreja e do país, é possível encontrar matérias feitas pela jornalista.

Papa Francisco, eu posso dizer só que eu amei imensamente, intensamente do primeiro até o último dia do seu pontificado”, diz Bianca.

Francisco morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) e de um quadro de insuficiência cardíaca.

Veja a seguir detalhes da missa:

  • O caixão fechado foi colocado em frente ao altar externo da basílica.
  • A liturgia incluiu textos dos Atos dos Apóstolos, da Carta de São Paulo aos Filipenses e o Salmo 22 (23): “O Senhor é meu Pastor e nada me faltará”. No caso do salmo, os versos serão cantados por um membro do coral da Capela Sistina.
    O Evangelho segundo João trouxe a passagem em que Jesus pergunta a Pedro três vezes se ele o ama e, em seguida, pede que o apóstolo apascente suas ovelhas.
  • Na homilia, Battista Re deve falar sobre a vida e os feitos de Francisco.
  • Ao longo da celebração, os religiosos irão rezar pela alma e descanso do papa.
  • Por fim, terá início o rito Ultima Commendatio et Valedictio, que precede o sepultamento.
  • Em comunicado enviado à imprensa nesta sexta-feira (25), o Vaticano divulgou o mapa com a disposição dos membros do clero e dos convidados na Praça São Pedro.

Toda a cerimônia contará com um forte esquema de segurança, com drones de vigilância, atiradores de elite, especialistas em desarmamento de bombas e outros especialistas. O espaço aéreo de Roma também deve ser temporariamente fechado.

Saiba quando visitação do túmulo do papa Francisco será aberta ao público

Túmulo de Papa Francisco será aberto ao público a partir de domingo -  Jornal da Fronteira

O papa Francisco foi sepultado neste sábado (26) em uma cerimônia privada na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma.

O último papa a ser sepultado fora do Vaticano foi Leão XIII, que morreu em 1903.

A visitação do túmulo do papa Francisco será aberta ao público a partir desde domingo (27). No mesmo dia, um grupo de cardeais deve visitar a basílica.

Papa pediu túmulo simples em testamento

No testamento do papa Francisco, assinado em 29 de julho de 2022, o pontífice buscou reforçar sua vontade quanto a seu sepultamento.

Ele expressou que gostaria que seus restos mortais fossem colocados na Basílica de Santa Maria Maggiore, num túmulo simples, escavado no solo, sem decoração e apenas com a inscrição “Franciscus”.

Por fim, Francisco deixou a mensagem de que ofereceu “ao Senhor o sofrimento que se fez presente na última parte da minha vida pela paz mundial e pela fraternidade entre os povos”.

Sempre confiei minha vida e meu ministério sacerdotal e episcopal à Mãe de Nosso Senhor, Santa Maria. Portanto, peço que meus restos mortais descansem aguardando o dia da ressurreição na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore”, diz o documento.

Enterro do papa Francisco: veja o que cardeal italiano disse durante a homilia

 (Foto: ANDREAS SOLARO/AFP)

O funeral do papa Francisco, neste sábado, 26, foi marcado por uma homilia que destacou a característica do pontífice de se colocar próximo das pessoas, sobretudo dos marginalizados.

A homilia é um momento da missa no qual o celebrante faz uma pregação e transmite uma mensagem, comentando também sobre o evangelho.

Durante esse momento, o cardeal Giovanni Battista Re, que celebrou a missa, destacou que Francisco foi um papa “junto do povo” e “atento aos sinais de seu tempo“. O cardeal exaltou ainda pedidos de Francisco pela paz e “soluções possíveis“.

Mais de 200 mil pessoas participam do funeral do papa Francisco – as imediações da Praça de São Pedro, no Vaticano, também ficaram lotadas de fiéis.

Leia abaixo a homilia:

“Nesta majestosa praça de São Pedro, onde o Papa Francisco celebrou tantas vezes a Eucaristia e presidiu a grandes encontros ao longo destes 12 anos, encontramo-nos reunidos em oração à volta dos seus restos mortais com o coração triste, mas sustentados pela certeza da fé, que nos garante que a existência humana não termina no túmulo, mas na casa do Pai, numa vida de felicidade que não terá ocaso.

Em nome do Colégio Cardinalício saúdo, agradeço a presença de todos vós. Com grande emoção, dirijo uma deferente saudação e um vivo agradecimento aos numerosos Chefes de Estado, aos Chefes de Governo e às Delegações oficiais que vieram de muitos países para manifestar afeto, veneração e estima pelo Papa que nos deixou.

A manifestação popular de afeto e adesão, a que todos assistimos após a sua passagem desta terra para a eternidade, mostram-nos quanto o intenso pontificado do Papa Francisco tocou mentes e corações.

A sua última imagem, que permanecerá em nossos olhos e em nossos corações, é a do último domingo, Solenidade de Páscoa, quando Papa Francisco, apesar dos sérios problemas de saúde, quis conceder a bênção do balcão da Basílica de São Pedro e depois quis descer nesta praça para saudar, do papamóvel aberto, toda a grande multidão reunida aqui para a Missa de Páscoa.

Com a nossa oração, queremos agora entregar a alma do nosso amado Pontífice a Deus, para que Ele lhe conceda a felicidade eterna no horizonte luminoso e glorioso do seu imenso amor.

Somos iluminados e guiados pela página do Evangelho, na qual ressoou a voz do próprio Cristo quando interpelou o primeiro dos Apóstolos, Pedro: “Pedro, tu amas-me mais do que estes?” (cf. Jo 21, 15). E a resposta de Pedro foi pronta e sincera: “Senhor, Tu sabes tudo, Tu bem sabes que Te amo!”. E Jesus confiou-lhe a grande missão: “Apascenta as minhas ovelhas” (cf. 17). Esta será constantemente a tarefa de Pedro e dos seus Sucessores, um serviço de amor na senda do Mestre e Senhor Nosso Jesus Cristo.

Apesar da sua fragilidade nesta reta final e do seu sofrimento, o Papa Francisco escolheu percorrer este caminho de entrega até ao último dia da sua vida terrena. Seguiu as pegadas do seu Senhor, o bom Pastor, que amou as suas ovelhas até dar a própria vida por elas. E fê-lo com força e serenidade, junto do seu rebanho, a Igreja de Deus.

Quando, a 13 de março de 2013, o Cardeal Bergoglio foi eleito pelo Conclave para suceder ao Papa Bento XVI, trazia consigo os anos de vida religiosa na Companhia de Jesus e, sobretudo, vinha enriquecido pela experiência de 21 anos de ministério pastoral na Arquidiocese de Buenos Aires, primeiro como Bispo auxiliar, depois como Coadjutor e de seguida como Arcebispo.

A decisão de adotar o nome Francisco manifestou-se logo como a escolha do programa e do estilo em que queria basear o seu Pontificado, procurando inspirar-se no espírito de São Francisco de Assis.

Papa Francisco conservou sempre o seu temperamento e a sua forma de orientação pastoral, imprimindo de imediato a marca da sua forte personalidade no governo da Igreja, estabelecendo um contacto direto com cada pessoa e com as populações, desejoso de ser próximo a todos, com uma atenção especial às pessoas em dificuldade, gastando-se sem medida, em particular pelos últimos da terra, os marginalizados. Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos. Foi também um Papa atento àquilo que de novo estava a surgir na sociedade e àquilo que o Espírito Santo estava a suscitar na Igreja.

Com o vocabulário que lhe era caraterístico e com a sua linguagem rica de imagens e metáforas, procurou sempre iluminar os problemas do nosso tempo com a sabedoria do Evangelho, oferecendo uma resposta à luz da fé e encorajando-nos a viver como cristãos os desafios e as contradições destes anos cheios de mudanças, que ele gostava de descrever como uma “mudança de época”.

Tinha uma grande espontaneidade e uma maneira informal de se dirigir a todos, mesmo às pessoas afastadas da Igreja.

Dotado de grande calor humano e profundamente sensível aos dramas de hoje, o Papa Francisco partilhou em pleno as angústias os sofrimentos, as esperanças do nosso tempo e, com uma mensagem capaz de chegar ao coração das pessoas de forma direta e imediata, dedicou-se a confortar e a encorajar.

O seu carisma de acolhimento e de escuta, associado a um modo de se comportar que é próprio da sensibilidade dos nossos dias, tocou os corações, procurando despertar energias morais e espirituais.

O primado da evangelização foi o guia do seu Pontificado, difundindo, com um claro cunho missionário, a alegria do Evangelho, que também foi o título da sua primeira Exortação Apostólica Evangelii gaudium. Uma alegria que enche de confiança e esperança o coração daqueles que se entregam a Deus.

O fio condutor da sua missão foi também a convicção de que a Igreja é uma casa para todos; uma casa com as portas sempre abertas. Várias vezes utilizou a imagem da Igreja como um “hospital de campanha” depois de uma batalha em que houve muitos feridos; uma Igreja desejosa de cuidar com determinação dos problemas das pessoas e das grandes angústias que dilaceram o mundo contemporâneo; uma Igreja capaz de se inclinar sobre cada homem, independentemente da sua fé e condição, curando as suas feridas.

São inúmeros os seus gestos e exortações a favor dos refugiados e deslocados. Constante foi também a sua insistência em agir a favor dos pobres.

É significativa a primeira viagem do Papa Francisco, é significativo que tenha sido a Lampedusa, ilha-símbolo do drama da emigração, com milhares de pessoas afogadas no mar. Na mesma linha se inscreve a viagem a Lesbos, com o Patriarca Ecuménico e o Arcebispo de Atenas, e a celebração de uma Missa junto da fronteira mexicana com os Estados Unidos, por ocasião da sua viagem ao México.

Das suas 47 cansativas Viagens Apostólicas, ficará para a história, de modo especial, a que fez ao Iraque em 2021, desafiando todos os riscos naquele momento. Essa difícil Visita Apostólica foi um bálsamo para as feridas do povo iraquiano, que tanto tinha sofrido com a ação desumana do Estado Islâmico. Foi uma Viagem importante também para o diálogo inter-religioso, outra dimensão relevante – essa – do seu trabalho pastoral. Com a Visita Apostólica a quatro nações da Ásia-Oceânia, em 2024, o Papa chegou “à periferia mais periférica do mundo”.

O Papa Francisco sempre deu centralidade ao Evangelho da misericórdia, sublinhando repetidamente que Deus não se cansa de perdoar: Ele perdoa sempre, seja qual for a situação de quem pede perdão e regressa ao bom caminho.

E por isso ele quis o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, destacando que a misericórdia é “o coração do Evangelho”.

Misericórdia e alegria do Evangelho são duas palavras-chave do Papa Francisco.

Em contraste com o que ele designou por “cultura do descarte”, falou da cultura do encontro, della cultura da solidariedade. O tema da fraternidade atravessou todo o seu pontificado com tons vibrantes. Na sua Carta Encíclica Fratelli tutti, pretendeu reanimar a aspiração mundial à fraternidade, porque todos somos filhos do mesmo Pai que está nos céus. Com força, recordou-nos muitas vezes que todos pertencemos à mesma família humana e que ninguém se salva sozinho.

Em 2019, durante a Viagem aos Emirados Árabes Unidos, o Papa Francisco assinou um documento sobre “a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum”, evocando a comum paternidade de Deus.

Dirigindo-se a homens e mulheres de todo o mundo, na sua Encíclica Laudato si’, chamou a atenção para os deveres e a corresponsabilidade em relação à casa comum.

Perante o eclodir de tantas guerras nos últimos anos, com horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o Papa Francisco levantou incessantemente a sua voz implorando a paz e convidando à sensatez, convidando a uma negociação honesta para encontrar soluções possíveis, porque a guerra – dizia ele – é apenas morte de pessoas e destruição de casas, destruição de hospitais e de escolas. A guerra deixa sempre – é uma expressão sua – o mundo pior do que estava: é sempre uma derrota dolorosa e trágica para todos.

“Construir pontes e não muros” é uma exortação que ele repetiu muitas vezes, e o serviço da fé como Sucessor do Apóstolo Pedro esteve sempre unido ao serviço do homem em todas as suas dimensões.

Em união espiritual com toda a comunidade cristã, nós estamos aqui em grande número a rezar pelo Papa Francisco, para que Deus o acolha na imensidão do seu amor.

O Papa Francisco costumava concluir os seus discursos e encontros pessoais dizendo: “Não vos esqueçais de rezar por mim”.

Agora, querido Papa Francisco, pedimos-Vos que rezeis por nós e pedimos que, do céu, abençoeis a Igreja, abençoeis Roma, abençoeis o mundo inteiro, como fizestes no domingo passado, do balcão central desta Basílica, num último abraço a todo o povo de Deus, mas também, idealmente, à inteira humanidade, com a humanidade que procura a verdade de coração sincero e segura bem alto a chama da esperança.”

”Quisera Deus que o próximo fosse igual a ele”, diz Lula após funeral do papa Francisco

 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez elogios ao papa Francisco durante conversa com jornalistas após participar do funeral do pontífice neste sábado (26), na cidade do Vaticano.

Antes de entrar no avião e voltar para o Brasil, Lula relembrou os compromissos religiosos de Francisco e manifestou seu desejo de que o substituto do líder religioso siga seu exemplo.

As pessoas tinham, efetivamente, no Brasil, um apreço muito grande pelo comportamento como homem, como religioso, do papa Francisco. Eu acho que foi uma dívida que nós pagamos a um homem que prestou serviços a humanidade. Quisera Deus que o próximo papa fosse igual a ele, com o mesmo coração dele, com os mesmos compromissos religiosos dele, com os mesmos compromissos com o combate à desigualdade que tinha o papa Francisco”, declarou.

Corpo de papa Francisco é sepultado na basílica Santa Maria Maggiore para sepultamento

O corpo do papa Francisco foi sepultado na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, neste sábado (26).

De acordo com o Vaticano, o rito de sepultamento teve início às 13h no horário local (9h em Brasília) e foi concluída cerca de 30 minutos depois. A cerimônia foi presidida pelo cardeal camerlengo, Kevin Farrell.

Não houve transmissão do sepultamento, e apenas sacerdotes e familiares de Francisco estiveram presentes.

O caixão com os restos mortais do pontífice foi levado em cortejo pelas ruas de Roma após a celebração damissa funeral, ou Missa das Exéquias, conduzida na basílica de São Pedro pelo cardeal italiano Giovanni Battista Re, decano do Colégio dos Cardeais.

No papamóvel, o caixão passou por pontos famosos e simbólicos da capital italiana, como o Coliseu, o Fórum romano e a Igreja Il Gesù, sede da ordem dos jesuítas, da qual Francisco fazia parte.

Ao entrar na Santa Maria Maggiore, os carregadores do caixão fizeram uma pausa de alguns minutos em frente a ícone de Maria onde o pontífice costumava orar. Crianças também levaram flores brancas ao altar.

Francisco morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) e de um quadro de insuficiência cardíaca.

A celebração no Vaticano marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido.

Cerca de 50 chefes de Estado acompanharam a missa, incluindo o presidente Lula, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o argentino Javier Milei.

Basílica

A Basílica papal de Santa Maria Maggiore é uma imponente igreja do século V localizada no centro de Roma, onde sete pontífices já foram sepultados. Francisco declarou no final de 2023 que queria ser enterrado neste local, e não na cripta da Basílica de São Pedro, como acontece há mais de três séculos.

Francisco tinha uma relação forte com o lugar onde escolheu ser sepultado. Ele passava para orar no local antes e depois de cada viagem, bem como após acada uma de suas internações.

Sete papas já foram enterrados nesta basílica, o último deles Clemente IX, em 1669, além de outras personalidades, como o arquiteto e escultor Bernini, autor da colunata da Praça de São Pedro.

Francisco é o primeiro papa a ser sepultado fora dos muros do Vaticano desde Leão XIII, em 1903.

A cerimônia conta com um forte esquema de segurança, com drones de vigilância, atiradores de elite, especialistas em desarmamento de bombas e outros especialistas. O espaço aéreo de Roma também deve ser temporariamente fechado.

Ainda no sábado, às 16h (21h, em Roma), será rezado o Rosário em frente à Basílica de Santa Maria Maggiore. O túmulo será aberto à visitação pública no domingo (27).

Trump e Zelensky se reúnem por cerca de 15 minutos na Basílica de São Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, se reuniram por cerca de 15 minutos no Vaticano neste sábado (26), e concordaram em se encontrar novamente mais tarde no mesmo dia para novas conversas.

A reunião de 15 minutos ocorreu na Basílica de São Pedro, segundo um porta-voz de Zelenskiy. Imagens divulgadas pelo gabinete do líder ucraniano mostraram os dois homens sentados um em frente ao outro no meio de um salão de mármore, sem nenhum de seus assessores nas proximidades.

Outra foto divulgada pelo gabinete do ucraniano mostrou Trump e Zelenskiy em pé em um amontoado no mesmo local, junto com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente francês Emmanuel Macron.

Papa Francisco escolheu seguir “caminho da entrega”, diz cardeal no funeral

O papa Francisco escolheu seguir um “caminho de entrega até o último dia de sua vida terrena”, declarou o cardeal Re na homilia do funeral do pontífice.

“A última imagem que temos dele, que permanecerá gravada em nossa memória, é a do último domingo, Domingo de Páscoa, quando o papa Francisco, apesar de seus graves problemas de saúde, quis nos dar sua bênção da sacada da Basílica de São Pedro”, disse Re.

Em sua última aparição, um dia antes de sua morte, Francisco proferiu a tradicional bênção pascal da sacada da Basílica de São Pedro, diante de uma multidão encantada.

“Ele então desceu a esta praça para saudar a grande multidão reunida para a Missa de Páscoa, enquanto viajava no Papamóvel conversível”, continuou o cardeal

“Com nossas orações, confiamos agora a alma do nosso amado Pontífice a Deus, para que lhe conceda a felicidade eterna sob o olhar brilhante e glorioso de seu imenso amor.”

Papa atendeu periferias e foi contra guerras, diz cardeal em funeral

Francisco foi um “papa entre o povo, de coração aberto a todos”, disse o cardeal Giovanni Battista Re durante a homilia. A fala foi feita durante a cerimônia de funeral do pontífice – a Missa de Exéquias -, neste sábado (26).

“Rico em calor humano e profundamente sensível aos desafios de hoje, o papa Francisco realmente compartilhou as ansiedades, os sofrimentos e as esperanças desta época de globalização”, disse Re.

“Seus gestos e exortações em favor dos refugiados e deslocados são incontáveis. Sua insistência em trabalhar em prol dos pobres foi constante”, continuou o cardeal, observando que a primeira viagem de Francisco como papa foi a Lampedusa, uma ilha italiana no Mediterrâneo que há muito tempo é o primeiro porto de escala para pessoas que cruzam a fronteira do norte da África.

Diante das guerras devastadoras dos últimos anos, com seus horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o papa Francisco elevou incessantemente a voz implorando pela paz, apelando à razão e convidando à negociação honesta para encontrar soluções possíveis.

A guerra, disse ele, resulta na morte de pessoas e na destruição de lares, hospitais e escolas. A guerra sempre deixa o mundo pior do que era antes: é sempre uma derrota dolorosa e trágica para todos”, acrescentou Re.

“O Papa Francisco costumava concluir seus discursos e encontros dizendo: ‘Não se esqueçam de rezar por mim’. Caro papa Francisco, agora lhe pedimos que reze por nós. Que o Senhor abençoe a Igreja, abençoe Roma e abençoe o mundo inteiro, como fez no domingo passado, da sacada desta basílica, em um último abraço com todo o povo de Deus, mas também abrace a humanidade que busca a verdade com um coração sincero e ergue a tocha da esperança”, concluiu.

Diante de líderes mundiais, cardeal exalta pedidos de Francisco pela paz e ‘soluções possíveis’

O cardeal italiano Giovanni Battista Re, durante a homilia da missa de funeral do papa Francisco neste sábado (26), exaltou o legado de Francisco.

Entre seus apontamentos, o decano do Colégio dos Cardeais destacou a posição contra guerras de Francisco.

“Perante o eclodir de tantas guerras nos últimos anos, com horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o Papa Francisco levantou incessantemente a sua voz implorando a paz e convidando à sensatez”, disse durante a missa. ‘Porque a guerra – dizia ele – é apenas morte de pessoas e destruição de casas, hospitais e escolas’.

“A guerra deixa sempre o mundo pior do que estava: é sempre uma derrota dolorosa e trágica para todos. ‘Construir pontes e não muros’ é uma exortação que ele repetiu muitas vezes, e o serviço da fé como Sucessor do Apóstolo Pedro esteve sempre unido ao serviço do homem em todas as suas dimensões”, prosseguiu.

Homilias são pronunciamentos litúrgicos, realizados, conforme sua natureza, depois das leituras bíblicas (Liturgia da Palavra), nas celebrações dos sacramentos ou sacramentais.

Além disso, o decano celebrou o legado de defesa os mais pobres do papa. Citando que a Igreja de Francisco era “uma casa para todos”.

“Várias vezes utilizou a imagem da Igreja como um ‘hospital de campanha’ depois de uma batalha em que houve muitos feridos; uma Igreja desejosa de cuidar com determinação dos problemas das pessoas e das grandes angústias que dilaceram o mundo contemporâneo; uma Igreja capaz de se inclinar sobre cada homem, independentemente da sua fé ou condição, curando as suas feridas”.