/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/i/B/8zFhUZScWvLl8BouoTrw/whatsapp-image-2024-05-23-at-10.21.12.jpeg)
Pouco mais de dois meses após o Rio Acre, em Rio Branco (AC), alcançar a segunda maior cota histórica e atingir mais de 70 mil pessoas com uma enchente devastadora, o manancial chegou a 2,52 metros em maio, menor marca para o mês nos últimos cinco anos. A situação alerta para a possibilidade de um período de seca que, segundo especialistas, pode se antecipar e se tornar cada vez mais frequente em um menor espaço de tempo.
Desde o início deste mês, o principal afluente do estado está abaixo de 4 metros e preocupa autoridades pela possibilidade de uma seca severa em 2024. Nesta quinta-feira (30), a Defesa Civil Municipal marcou 2,52 metros, mais de 15 metros abaixo do que foi registrado em 6 de março deste ano, quando o manancial alcançou 17,89 metros e se configurou como a maior enchente desde 2015 em Rio Branco.
Para entender o processo de mudança climática que afeta o principal rio do Acre, é preciso compreender os seguintes fatores:
Influência de sistemas climáticos, como o El Niño;
baixo índice de chuvas na região;
mudança no ciclo hidrológico, causado pela emissão de gases de efeito estufa.
Estes tópicos contribuem para o baixo índice de chuvas na região. A situação contrasta com a vivenciada no início do ano, quando o manancial transbordou, e o total de chuvas chegou a 438 milímetros.
Como projeções deste fenômeno de seca, é possível que haja alto risco de desabastecimento na capital e até mesmo possibilidade de o Rio Acre “morrer”. Em setembro de 2023, foi decretada emergência em áreas que sofriam com a falta d’água, situação esta reconhecida pelo governo federal nos 22 municípios.
Nesta mesma época, cerca de 40% da produção da zona rural foi afetada e o estado recebeu ajuda de mais de R$ 8 milhões para amenizar os impactos da seca.


