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Aumento da procura por vacina contra a dengue faz faltar dose nas clínicas particulares

Laboratório diz que vacina contra a dengue será limitada na rede privada e  prioridade será 2ª dose | Saúde | G1

A procura pela vacina contra a dengue disparou, mas clínicas particulares estão suspendendo a aplicação por falta de doses. Na rede pública, a vacina deve começar a ser distribuída ainda este mês.

A Roberta e o Guilherme tomaram uma dose antes de uma viagem internacional em novembro de 2023 e, nesta quarta-feira (7), foram receber a segunda.

“Eu já tive dengue em 2016 e foi realmente muito forte. Senti na pele, não quero novamente não”, diz o servidor público.

A demanda pela vacina disparou nos últimos meses. Foram 709 doses aplicadas em setembro de 2023 e quase 5 mil em janeiro de 2024.

Em uma clínica particular em Belo Horizonte, a procura foi tanta que as doses previstas para serem aplicadas o ano inteiro já acabaram. O que ainda resta está reservado para completar o esquema vacinal de quem já começou a imunização.

“A gente está fazendo uma lista que é para, se tiver oferta da vacina, a gente entrar em contato”, conta Geraldo Barbosa, dono da clínica.

Em Goiás, a vacina sumiu das clínicas.

“Ainda tem muita procura, mas, infelizmente, não temos no estoque”, afirma enfermeira.

A fabricante declarou que a empresa está concentrada em atender de forma prioritária ao Ministério da Saúde e reforçou que, no mercado privado brasileiro, será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada completem seu esquema vacinal.

A Anvisa aprovou a aplicação da vacina Qdenga para pessoas entre 4 e 60 anos. O coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia explica que a aplicação é feita em duas doses, com intervalo de três meses.

“É uma vacina extremamente segura. Ela protege em torno de 70% em relação a eventos sintomáticos de dengue, mas chega a 90% quando a gente fala de desfechos mais graves como hospitalização e óbito”, afirma Alexandre Naime.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse, nesta quarta, que neste momento o mais importante é combater os focos de mosquito da dengue e que o ministério aguarda a chegada de novas doses da vacina ainda nesse mês para começar a imunização na rede pública, que terá como público-alvo crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

“Iniciar essa vacinação vai nos dar força para não só tendo a vacina começar a proteção, mas também porque isso vai nos permitir uma análise se é possível ampliar a faixa etária. A mensagem agora é controle de vetores e cuidado”, orienta.

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