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As leis de Deus estão a serviço da vida e do bem do ser humano, e não o contrário

COR LITÚRGICA: VERDE

22ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.  Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”  Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome?  Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”.  E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Lc 6,1-5).

Caríssimo irmão, caríssima irmã, no Evangelho de hoje, vemos Jesus e Seus discípulos passando pelos campos de trigo em um sábado. Os discípulos, com fome, colhem espigas de trigo e as comem, esfregando-as com as mãos. Os fariseus, ao observarem essa cena, criticam Jesus, dizendo que Seus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado.

A resposta de Jesus nos leva a refletir sobre a essência da Lei de Deus. Ele recorda a história de Davi, que, em um momento de necessidade, comeu dos pães da proposição, que eram reservados somente para os sacerdotes. Jesus destaca que a Lei de Deus não é uma série de regras rígidas e frias; ela é, antes de tudo, um caminho de amor e misericórdia.

O sábado, para os judeus, era um dia sagrado, dedicado ao descanso e à contemplação de Deus. Porém, os fariseus, ao longo do tempo, haviam transformado essa lei em um fardo. Em vez de ajudar as pessoas a se aproximarem de Deus, as regras minuciosas que criaram tornaram-se um obstáculo para a liberdade e para o encontro com o Senhor.

Jesus, ao dizer “O Filho do Homem é Senhor do sábado”, nos convida a refletir sobre o verdadeiro significado do descanso sabático e de todas as leis. Ele nos lembra que o próprio Deus é o Senhor do sábado, e que Ele deseja misericórdia e não sacrifício. O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Ou seja, as leis de Deus estão a serviço da vida e do bem do ser humano, e não o contrário.

Quantas vezes, em nossas comunidades, nos preocupamos mais com as regras do que com o amor que deve nortear nossas ações? Quantas vezes julgamos as ações dos outros sem saber o que realmente estão vivendo? Jesus nos convida a olhar além das aparências e a buscar a verdadeira intenção por trás da Lei: a promoção da vida, da caridade e da compaixão.

O Evangelho de hoje nos desafia a refletir sobre como vivemos nossa fé. Estamos focando nas regras ou na essência da mensagem de Jesus? Estamos sendo pessoas de misericórdia, de amor e de compaixão? Que possamos aprender com o Senhor que o amor está acima de tudo e que Ele, o Senhor do sábado, nos chama a viver a nossa fé de maneira profunda e verdadeira, sempre guiados pelo amor.

Hoje, enquanto celebramos o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, o Evangelho de São Lucas 6, 1-5 nos convida a uma profunda reflexão sobre liberdade e justiça. Somos chamados a recordar que a liberdade não é apenas uma conquista política ou social, mas uma realidade que deve tocar o coração de cada um de nós. No Evangelho, Jesus revela que Ele é “o Senhor do sábado”, mostrando que a Lei de Deus existe para promover a vida e a liberdade autêntica, e não para impor fardos pesados.

Assim como a independência do Brasil representou a busca por uma sociedade mais justa e livre, o Evangelho nos desafia a buscar uma liberdade que vai além das aparências, das leis e das convenções sociais. É uma liberdade que nasce do amor, da justiça e da misericórdia. Precisamos lembrar que o verdadeiro sentido da liberdade é servir uns aos outros com generosidade, sem nos prender a legalismos que aprisionam o coração.

Neste 7 de Setembro, que possamos nos inspirar em Jesus, que sempre colocou a dignidade humana acima de qualquer regra, e nos comprometermos a construir um Brasil onde a verdadeira liberdade e justiça sejam vividas. Que sejamos promotores de paz, respeito e fraternidade, seguindo o exemplo do Senhor, o verdadeiro libertador.

Por fim, a Igreja celebra hoje Santa Regina, padroeira da pobreza, das pastoras e das vítimas de tortura. Santa Regina foi uma santa virgem e mártir da Igreja Cristã pré-cisma. Um cheiro adocicado de incenso também foi relatado em sua presença.

Rogai por nós, Santa Regina, para que possamos viver livres das torturas sociais, verbais e políticas.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

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